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Edição 1 792 - 5 de março de 2003
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LAZER

Das férias para o fim de semana

Quadriciclos atingem 75 km/h e vencem
dunas e trilhas off-road


Divulgação


As "motos de quatro rodas" são a coqueluche das praias do Nordeste. Muitos se encantam com o veículo e pensam em comprá-lo no retorno das férias. Os quadriciclos custam a partir de 12 600 reais e não precisam ser licenciados. A maioria dos modelos não tem lanternas, pisca-alerta nem retrovisor. Esses não podem ser usados no trânsito. "São ideais para trilhas off-road e dunas de areia em locais despovoados ou particulares", explica José Sant'Anna, engenheiro de segurança viária da Universidade de Brasília. Antes de colocar o veículo na areia, porém, verifique se o município autoriza seu uso. Para dirigir a engenhoca, é preciso ser maior de idade e ter carteira de habilitação para carro ou moto. No quadro abaixo, conheça detalhes sobre os modelos disponíveis no mercado.

 

 

VÍCIO

Estou virando um alcoólatra?

Se você sempre faz essa pergunta
e bebe todos os dias, é bom se cuidar


Tomar um drinque para relaxar é normal. Mas quando um copo na mão vira a única e habitual válvula de escape é sinal de que a pessoa está a um passo da dependência. Um de cada dez brasileiros é alcoólatra. Filhos de dependentes são mais suscetíveis à doença, mas muitos foram empurrados para o vício devido ao stress. Os homens são as maiores vítimas, embora as mulheres avancem nesse terreno – há uma alcoólatra para cada quatro do sexo masculino. Em geral, o dependente nega a doença, mas é alertado pela família e pelos amigos de que algo está errado. Segundo o psiquiatra André Malbergier, coordenador do Grupo de Estudo de Álcool e Drogas do Hospital das Clínicas de São Paulo, o álcool é um problema quando:

• a pessoa se gaba de ser forte para a bebida e aumenta a dose, em geral trocando bebidas de menor teor alcoólico, como a cerveja, pelos destilados;

• no dia em que não bebe – por exemplo, quando falta à happy hour – a pessoa fica ansiosa e sente falta da bebida;

• os vexames em festas e os apagamentos são corriqueiros;

• o lazer e as atividades em família são substituídos por uma cervejinha em frente à TV ou uma tarde no bar da esquina.

Mandamentos antialcoolismo
1. Parou, não beba mais. Nunca.
2. Se tiver uma recaída, não desista.
3. Mantenha-se afastado de atividades ligadas ao álcool, como a happy hour.
4. Faça uma atividade física. Ela estimula a produção de neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar.
5. Descubra o que o incentiva a beber – problemas no casamento ou no trabalho, por exemplo – e procure ajuda.

 
Veja também
Teste: Como saber se sou alcoólatra?
Dos arquivos de VEJA
"Menos e sempre" (15/1/2003)

"Elas bebem demais" (11/12/2002)

"Dose perigosa" (7/3/2001)

 

SAÚDE

BOA NOTÍCIA

Ovos contra o câncer


Jorge Butsuem


Consumir desde a adolescência ovos, fibras e óleos vegetais, como o azeite de oliva, ajuda a prevenir o câncer de mama. A conclusão é de um estudo publicado no jornal americano Breast Cancer Research. A pesquisa, que acompanhou cerca de 121 000 mulheres, sugere que consumir três ovos por semana, dos 12 aos 18 anos, reduz o risco de câncer de mama em 18%. Comer pãozinho com manteiga, porém, é uma atitude que aumenta o risco.

 

MÁ NOTÍCIA

O mal do cafezinho

Beber de quatro a sete xícaras de café por dia durante a gravidez aumenta em 80% os riscos de um parto prematuro. Tomar mais de oito xícaras pode triplicar os riscos. A conclusão é de um estudo realizado no Aarhus University Hospital, na Dinamarca, que acompanhou 18 478 gestantes entre 1989 e 1996. O consumo de cafeína durante a gravidez já havia sido relacionado a maiores riscos de aborto espontâneo e de bebês nascidos com baixo peso. Mas não se sabia qual a extensão do dano causado exclusivamente pela substância, já que o hábito de beber muito café estava quase sempre associado ao fumo e ao consumo de bebidas.

 
 

 

DECORAÇÃO

Mundo submerso

Um aquário pode transmitir paz ou dar muito
trabalho. Depende do entusiasmo do dono

Como peças de decoração, peixinhos num aquário são sempre um sucesso. Como hobby, garantem muita ocupação. Mas o lazer pode virar motivo de stress se algumas recomendações não forem seguidas. Segundo o aquarista Ricardo Assunção, uma das regras elementares é não misturar peixes de tamanhos diferentes, pois há o risco de eles se atacarem. Outro conselho é evitar os barulhentos compressores de ar e optar por uma bomba externa, que oxigena a água. Também é importante cuidar do pH, a acidez da água, usando de preferência elementos naturais. Troncos de madeira tratados, por exemplo, deixam a água ácida. Conchinhas servem para mantê-la alcalina. Na água ácida, os peixes mais comuns são o acará, o neon e o paulistinha. As espécies que combinam com água alcalina são o plati, o lebiste e o kinguio. Veja algumas orientações para montar aquários de diferentes tamanhos.


Montagem sobre foto de Delfin Fujiwara

 

Colaboraram Adriana Negreiros,
Miguel Vieliczko e Tatiana Schibuola

 

   
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