Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 792 - 5 de março de 2003
Geral Medicina
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
 

Ecologistas contra os jipões
Os limites do corpo
A Nasa sabia que o Columbia corria perigo
Miami lidera ranking americano da pobreza
Homem divorciado pode ser o melhor marido
Cientistas desvendam os segredos da última fronteira
Vacina contra a Aids fracassa

Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
VEJA on-line
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2003
Reportagens de capa
2000|01|02|03
Entrevistas
2000|01|02|03


Crie seu grupo




 

Ainda não é ela

A primeira vacina anti-Aids
decepciona nos testes


Veja também

Em Dia: a luta contra a Aids

Foram divulgados na semana passada os resultados da maior pesquisa já feita com uma vacina anti-Aids. Fabricada pelo laboratório americano VaxGen, a AidsVax foi testada durante três anos em mais de 5.000 pessoas, todas elas pertencentes a grupos de risco – a maioria era composta de homens bi ou homossexuais. As conclusões do estudo foram recebidas pelos especialistas com um misto de decepção e surpresa. Como arma de prevenção contra a doença a ser usada em larga escala, a AidsVax revelou-se um fracasso. A vacina só conseguiu imunizar 3,8% dos pacientes. No início dos trabalhos, em 1998, estimava-se que esse índice pudesse chegar a 30%. Em contrapartida, a vacina se mostrou extremamente eficaz entre os voluntários negros e asiáticos. No caso dos negros, a imunização chegou a 78%.

É preciso, no entanto, analisar os dados com cautela. O grupo que melhor respondeu à ação da vacina reúne apenas 498 pacientes – amostragem que, em relação a uma doença que atinge 40 milhões de pessoas em todo o mundo, é considerada insignificante do ponto de vista estatístico. São necessários mais estudos que comprovem a real efetividade da AidsVax nesse universo. Por outro lado, a diferença étnica nas taxas de imunização pode ajudar a desvendar por que algumas pessoas são mais suscetíveis do que outras à infecção pelo vírus HIV. Há que levar em conta que a AidsVax foi elaborada para combater apenas uma das várias cepas do HIV – o subtipo B, mais comum na América do Norte e na Europa. A vacina utiliza uma versão sintética da proteína gp120, encontrada na superfície do HIV e que serve de porta de entrada para a contaminação das células do corpo humano. O problema é que a gp120 é uma das partes do vírus mais suscetíveis a mutações. Por causa disso, é provável que, com o tempo, o HIV se torne ainda mais resistente à ação da AidsVax. "A grande dificuldade na criação de uma vacina anti-Aids é que ainda não se descobriu a estrutura do HIV que é imutável e comum a todos os tipos do vírus", diz o infectologista Artur Timerman, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS