
estaçãoveja
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
DVD

Zardoz:
Connery de sunga |
Zardoz
(Inglaterra, 1974. Fox) Sean Connery diz que, entre todos os filmes
que fez, esse é um dos seus favoritos e olhe que ele passa
o tempo todo correndo pelo cenário com uma sunga vermelha. Connery
interpreta Zed, um guerreiro que, no ano de 2293, obedece ao deus Zardoz,
exterminando os seres primitivos para os quais a humanidade involuiu.
Até que Zed descobre que Zardoz não é tão
divino assim, e que seu mundo é, na verdade, governado por um grupo
de imortais que suprimiram seus instintos mais humanos por exemplo,
o sexo até o ponto do tédio absoluto. O filme é
ultra-kitsch e tem lá a sua cota de tolices, mas nem por isso é
menos interessante. Repare como o diretor inglês John Boorman reciclou
o visual da máscara do deus Zardoz na armadura do filho do rei
Arthur em Excalibur, que faria alguns anos depois.
LIVROS
Agência
Nº 1 de Mulheres Detetives, de Alexander McCall Smith (tradução
de Carlos Sussekind; Companhia das Letras; 236 páginas; 29 reais)
Renomado especialista em legislação médica,
o advogado escocês McCall Smith revelou uma outra faceta alguns
anos atrás: a de autor de romances policiais. Ele faz sucesso nessa
área desde 1998, quando criou uma personagem tão insólita
quanto carismática, a detetive africana Preciosa Ramotswe. Nativa
de Botsuana, a heroína atende num escritório precário
em que galinhas ciscam pelo chão, e resolve seus casos, que incluem
de desaparecimento de pessoas a problemas de família, fiando-se
na intuição. Smith, que viveu na África, já
escreveu quatro histórias com a personagem essa é
a primeira delas e vendeu seus direitos de filmagem para Anthony
Minghella, de O Paciente Inglês.
 |
 |
| London:
matriz da ficção-catástrofe
|
A
Praga Escarlate, de Jack London (tradução de Roberto
DeNice; Conrad; 104 páginas; 23 reais) O ano é 2073.
Num cenário primitivo, em que se distinguem na paisagem apenas
as ruínas do que um dia foi São Francisco, um ancião
relata aos jovens como a civilização foi destruída
por uma epidemia. O americano Jack London, autor do clássico Caninos
Brancos, concebeu essa história em 1912, poucos anos antes
de morrer. Trata-se de uma fábula pessimista e cuja futurologia
ficou algo datada (fala de telégrafo no século XXI, por
exemplo). Mas, no essencial, continua impressionante: é uma espécie
de matriz da ficção-catástrofe que mais tarde faria
sucesso na literatura e no cinema. Uma curiosidade: ao descrever os surtos
que precederam a grande praga, London cita uma hipotética Peste
Pantoplástica, que teria surgido no Brasil. Leia
trechos do livro.
Guia
de Vinhos 2003, de Hugh Johnson (tradução de Cláudio
Weber Abramo; Companhia das Letras; 360 páginas; 46 reais)
O jornalista inglês Hugh Johnson é imbatível em sua
especialidade: escrever sobre a história e as peculiaridades dos
vinhos produzidos ao redor do planeta. Além de ser autor de obras
obrigatórias sobre o tema, desde 1977 ele vem editando anualmente
esse seu tradicional Guia de Vinhos. Trata-se de um manual de bolso,
útil tanto para grandes conhecedores quanto para diletantes, pois
concentra uma quantidade assombrosa de informação e troca
tudo em miúdos para o leitor, sempre com humor. Entre outros serviços,
Johnson descreve e dá dicas sobre mais de 6.000 tipos de vinho,
faz um balanço das safras nos principais países produtores
e aponta qual a bebida ideal para acompanhar cada refeição.
DISCOS
Forever
Delayed, Manic Street Preachers (Sony Music) Surgido em
1991, no País de Gales, esse grupo mostra que nem só de
bandas inglesas vive o pop britânico. Os Manic Street Preachers
conquistaram o respeito de público e crítica com uma mistura
original de punk rock, música pop e letras politizadas. O CD é
um cartão de visita para conhecer as duas fases da banda. O período
inicial é representado por Faster, canção
de 1994. Na época, eles tinham uma sonoridade pesada e escreviam
letras sobre paranóia e depressão não por
acaso Richey Edwards, guitarrista e mentor daquela fase, desapareceu do
mapa e foi dado como morto pela polícia. O lado pop predominou
a partir de 1996 e se constitui no filé dessa compilação,
com destaque para Kevin
Carter, Everything Must Go e If You Tolerate This Your
Children Will Be Next.
Paulo Salomão

Nara:
agora, obra inteira
em CD |
Leão, Nara Leão (Universal) Com essa caixa
de dezesseis CDs, a gravadora encerra o projeto de completar a discografia
da cantora em formato digital. No ano passado, a caixa Nara trazia
álbuns gravados entre 1964 e 1975 quando ela enveredou pela
bossa nova e pelas canções políticas do espetáculo
Opinião. Leão apresenta discos dedicados ao
repertório de Roberto e Erasmo Carlos (Debaixo dos Caracóis
dos Seus Cabelos, de 1978, que traz uma versão irretocável
de As Curvas da Estrada de Santos) e canções de João
Donato (Nasci para Bailar, faixa que dá título a
um disco de 1982). O CD de raridades traz Morena Boca de Ouro,
de Ary Barroso, Fez Bobagem, de Assis Valente, e outras faixas
que haviam saído somente em compacto.
TELEVISÃO
Família
Soprano (Segunda a sexta, na HBO) Crônica da vida
de um mafioso americano dividido entre seus negócios sujos, uma
família para lá de problemática e sessões
de psicoterapia nas quais discute seu complexo de Édipo mal resolvido,
Família Soprano é um dos seriados mais instigantes
da TV paga. Ótima notícia para seus fãs: depois de
um jejum de episódios inéditos que perdurou por mais de
seis meses, finalmente já há data marcada para a estréia
de sua quarta temporada no país. Será no dia 9 de março.
Enquanto as novas aventuras do mafioso Tony Soprano (James Gandolfini)
e seu clã não chegam, o canal HBO oferece um belo aperitivo:
vai reprisar todos os 39 episódios exibidos até agora, em
ordem cronológica. Serão dois capítulos por dia,
que irão ao ar em horários que variam da meia-noite à
1h15 da madrugada.

Veja também |
|
|
|
|
OS
MAIS VENDIDOS
CRÍTICA
O
sucesso de Aprendendo a Silenciar a Mente (tradução
de Carlos Irineu da Costa; Sextante; 112 páginas; 19,90 reais),
que aparece em décimo lugar na lista de mais vendidos de
auto-ajuda e esoterismo de VEJA, traz de volta aos holofotes a figura
do guru indiano Bhagwan Shree Rajneesh, que depois se rebatizaria
Osho (1931-1990). Desde os anos 60, sua filosofia que preconiza
a alegria e a celebração como caminhos para a transcendência
espiritual vem conquistando fãs em todo o mundo. Entre
eles, o músico japonês Kitaro e o autor brasileiro
de auto-ajuda Roberto Shinyashiki. A peça central dessa filosofia
é a meditação, tema do atual best-seller. Muito
de sua fama, contudo, se deve a outra peculiaridade: ele era um
guru ultraliberal, que via o sexo como forma de atingir a "supraconsciência".
Nos anos 70, virou referência para a turma do amor livre.
Milionário, fundou uma comunidade nos Estados Unidos, mas
foi expulso do país em 1985, sob acusação de
forjar casamentos para que seus discípulos estrangeiros pudessem
permanecer em território americano. Exibicionista, Osho possuía
uma frota de quase trinta Rolls-Royce. Até hoje, mais de
dez anos após sua morte, seu espólio é alvo
de disputa entre os seguidores.
|
|
|
 |
|
 |

|
 |