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Quero cumprimentar VEJA pela reportagem sobre o diabetes. Muito esclarecedora
e educativa no que diz respeito à prevenção. Uma
matéria simples e completa, que serve de alerta para o crescimento
exponencial dessa doença tão avassaladora ("Diabetes
o inimigo oculto", 29 de janeiro). Acredito
ser interessante salientar que em 90% dos pacientes portadores de diabetes
tipo 2 há resistência à ação da insulina.
Nesse grupo, após a falência do tratamento inicial, com dieta
alimentar e exercício, devemos acrescentar medicamentos sensibilizadores
de insulina, que já existem no mercado. Ao utilizá-los,
poderemos manter bom controle do diabetes e adiar o início do tratamento
com insulina por vários anos. Muito
bom o alerta sobre essa doença, que ataca sorrateiramente. Tenho
um filho adolescente e descobri dois anos atrás que ele é
portador desse terrível mal. Graças a Deus está conseguindo
manter o controle da doença e do temperamento, pois, além
da atividade física (pratica futebol), cuida da alimentação,
o que é mais complicado, com toda a dificuldade que temos para
encontrar em supermercados produtos realmente diet, fato que já
manifestei às grandes redes. Foi
mostrado no quadro "Os sintomas do diabetes", na página 78, que
as infecções gengivais são sintoma do diabetes. Isso
está absolutamente certo. Além disso, a literatura científica
mundial vem apontando que as infecções gengivais mais avançadas,
as periodontites, quando não tratadas, dificultam o controle glicêmico
do paciente diabético. Alguns estudos científicos mostraram
que pacientes com periodontite têm mais dificuldade para manter
a taxa de glicose no sangue em níveis baixos.
É
bem verdade que a senadora Heloísa Helena não vai conseguir
mudar o mundo, até porque mesmo as grandes potências têm
seus deslumbrados, seus fanfarrões e seus fantoches no poder. Fica,
porém, a grande lição dessa guerreira e que
falta a quase todo brasileiro: civismo e amor à pátria (Amarelas,
29 de janeiro). A
senadora Heloísa Helena, em guerra com seus colegas de partido,
procura se apresentar como grande mártir petista. Continua preferindo
deixar a história passar por ela, rejeitando a aparentemente sincera
evolução do hoje presidente Lula, e permanece agarrada a
corporativismos e idéias mais que ultrapassadas. É inevitável
que acabe falando sozinha. O Brasil precisa de políticos com mais
senso de realidade e menos propensão a distribuir "tabefes" e ameaçar
oponentes com espátulas. Durante
o mandato de senador, que exerci por dezoito meses, convivi diariamente
com a senadora Heloísa Helena. Jamais, pessoalmente, a terceiros
ou ocupando a tribuna, referiu-se Heloísa Helena com críticas
ao meu comportamento ou com comentários desabonadores do meu caráter.
Suas palavras estridentes e ofensivas, proferidas no plenário após
a perda de meu mandato, em nada a ajudaram pela falsidade de seu conteúdo.
A São Paulo Alpargatas é controlada pela holding Camargo
Corrêa S.A., que comprou a participação do Bradesco
na empresa, aumentando sua participação no capital votante
de 38,59% para 61, 26%. A holding controla várias companhias (entre
elas a construtora Camargo Corrêa) e detém algumas participações
estratégicas em indústrias como a São Paulo Alpargatas,
fabricante das sandálias Havaianas. O grupo Camargo Corrêa
é um conglomerado de atuação diversificada, com forte
presença na área de engenharia e construção,
onde está sua origem. Mas também atua na fabricação
de cimento, na indústria têxtil, no meio ambiente, na geração
e distribuição de energia e em concessões rodoviárias
("Surfistas de butique", 29 de janeiro).
A propósito da reportagem de capa da edição 1.786
desta prestigiada publicação, sob o pejorativo título
"Ninguém quer largar o osso" (22 de janeiro), a Associação
dos Magistrados Brasileiros (AMB) considera despropositada a tentativa
de atiçar a opinião pública contra algumas categorias
profissionais, tratando de demonizá-las como se dali adviessem
todos os problemas nacionais. Sabe-se que os recursos originariamente
destinados à Previdência têm sido sistematicamente
mal administrados e desviados para outros fins. A AMB tem plena consciência
de que o sistema previdenciário requer modificações.
Por isso tem defendido um rigoroso e integral processo de auditagem no
sistema. É preciso confirmar se o déficit é questão
de modelo ou de gestão. Porque, neste caso, por mais profunda que
fosse a reforma, ela não solucionaria o problema.
Sobre o brilhante artigo "Executivos e empresários" (Ponto de vista,
29 de janeiro), a respeito dos administradores profissionais, gostaria
de destacar que o controle de empresas por quem tem somente 17% das ações
mostra a necessidade de as companhias efetivamente adotarem a governança
corporativa, tendo em seus conselhos de administração e
fiscal representantes dos acionistas não controladores minoritários,
a fim exatamente de poder interagir com a empresa e assim minimizar os
problemas citados no referido artigo, agregando valor ao ativo ação,
e por conseqüência aos acionistas.
O discurso de Lula é perfeito. Causa boa impressão ao mundo.
Entretanto, deve deixar o palanque de lado, arregaçar as mangas
e começar a fazer tudo o que foi dito, pois o povo já está
cansado de esperar ("O elo entre dois mundos", 29 de janeiro).
Estive com o curinga de Lula numa missão da Fundação
Christiano Ottoni/UFMG para conhecer o famoso sistema de gestão
japonês em 1993. Naquela época eu pensava que ele fosse um
petista radical. A missão era composta basicamente de executivos
de grandes empresas. Luiz Gushiken foi aplaudido de pé nas três
únicas vezes em que falou para o grupo. Se ele continuou a atualizar-se
sobre a arte da gestão, com certeza poderá ajudar o Brasil
a ser mais competente, íntegro e solidário ("O curinga de
Lula", 29 de janeiro).
A reportagem "A revolução do conforto" (29 de janeiro),
sobre a melhoria das salas de cinema, estava ótima. As modificações
feitas nas salas de projeção são evidentes, e não
somente nas salas, mas principalmente na projeção e na sonorização.
O que me aborrece, e com certeza não só a mim, é
a falta de estrutura dos cinemas para receber deficientes físicos.
Tenho um irmão deficiente físico de 13 anos que gosta muito
de ir ao cinema, mas está se tornando impossível oferecer
a ele essa diversão.
Sua coluna é a última coisa que leio na revista VEJA. Faço
mais ou menos a mesma coisa quando como nhá benta: deixo a base
por último, sempre com um pouco de recheio. Afinal, é a
mais gostosa. O senhor, através da sua linguagem sagaz, ferina,
cruel e corajosamente verdadeira, me mostra que não sou louca sozinha.
A devoção do senhor Kaplan à Segunda Sinfonia
de Mahler é uma evidência vistosa da superioridade intelectiva
da música erudita, cuja complexidade transcendente é capaz
de assolar, nos espíritos minimamente elevados, as sóbrias
renitências da razão, para dar lugar aos caprichos da sensibilidade
artística ("O maestro da Segunda", 29 de janeiro).
Na reportagem "Cubano ou paraguaio?" (8 de janeiro), a imagem do charuto
que é identificado no texto como Romeo y Julieta é na realidade
um Punch.
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