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VEJA Recomenda CINEMA
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 | | Meu
Tio Matou um Cara: humor e paixão adolescente |
Meu
Tio Matou um Cara (Brasil, 2004. Em cartaz desde sexta-feira) Depois
de Houve uma Vez Dois Verões e do ótimo O Homem que Copiava,
o diretor e roteirista gaúcho Jorge Furtado mostra, com seu novo filme,
que sua carreira cinematográfica promete ser das mais consistentes. Darlan
Cunha, o Laranjinha de Cidade dos Homens, é o adolescente Duca,
cujo tio notoriamente atrapalhado (Lázaro Ramos) chega em casa um dia anunciando
ter matado, por acidente e em legítima defesa, o ex-marido de sua namorada
(Deborah Secco). Metido a detetive, Duca logo desconfia que essa história
está mal contada, e com os melhores amigos, Isa e Kid (Sophia Reis e Renan
Gioelli), decide fazer sua própria investigação. Além
do humor impecável, Furtado tem olho clínico para a dinâmica
e os detalhes da rotina da classe média chega a ser enternecedor,
por exemplo, o cuidado com que o pai de Duca (Ailton Graça) prepara as
refeições da família. Furtado também compreende como
poucos o universo dos adolescentes: o grande objetivo da investigação
de Duca não é outro, claro, que se aproximar de Isa, por quem ele
morre de amores. Um ótimo casamento, em suma, de romance e comédia
de costumes. LIVROS Divulgação
 |  | | Monica
Ali: um novo talento da literatura inglesa | |
Um
Lugar Chamado Brick Lane, de Monica Ali (tradução de Léa
Viveiros de Castro; Rocco; 472 páginas; 52 reais) A literatura inglesa
contemporânea mostra uma presença forte de escritores que têm
raízes nas antigas colônias do Império Britânico. É
o caso do indiano Salman Rushdie e do inglês de ascendência paquistanesa
Hanif Kureishi. Nascida em Bangladesh, em 1967, Monica Ali é uma das mais
novas representantes dessa tendência multicultural. Um Lugar Chamado
Brick Lane, seu romance de estréia, conquistou uma indicação
para o prestigioso prêmio Booker. Narra a história de Nazneen, uma
bengalesa infeliz em seu casamento arranjado que, radicada em Londres, aos poucos
rompe com as sufocantes tradições familiares. Leia
trecho. Lapa
e Noturno da Lapa, de Luís Martins (José Olympio/Biblioteca
Nacional; 172 e 286 páginas; 55 reais o pacote com os dois livros)
Freqüentada por prostitutas e malandros, compositores e poetas, a Lapa era
o grande reduto boêmio do Rio de Janeiro dos anos 30. O escritor Luís
Martins (1907-1981) traçou um retrato sombrio da região em seu romance
de estréia, Lapa, de 1936. Na época, o livro foi censurado,
e seu autor quase foi preso. Mais tarde, Martins revisitaria a zona boêmia
de sua juventude em Noturno da Lapa, livro de memórias publicado
em 1964. As duas obras reaparecem agora numa edição conjunta. O
pacote ainda inclui um CD com seis sambas sobre a Lapa, interpretados por figurões
da velha-guarda como Francisco Alves e Aracy de Almeida. Leia
trecho.
DVDs The
Complet Truth about De-Volution & Devo Live, Devo (Warner Music)
Formado no fim dos anos 70, o grupo americano Devo foi um dos ícones da
chamada new wave. O conjunto causava sensação com seus sintetizadores
e o visual um tanto robótico e esquisitão de seus
integrantes. Foi um dos pioneiros do pop eletrônico, e também da
linguagem do videoclipe. Esse DVD duplo fornece uma panorâmica de sua carreira.
The Complete Truth about De-Volution traz dezessete clipes, da impagável
Peekaboo! à irônica Beautiful World, que mostra imagens
de destruição e de ditadores enquanto a banda entoa letras sobre
as belezas do universo. Devo Live é o registro de uma apresentação
ao vivo na Califórnia, em 1996. Divulgação
 | | Lola:
cinema alemão de primeira |
Lola
(Alemanha, 1981. New Line) Nos bordéis e salões da Alemanha
dos anos 50, uma mulher sedutora e manipulativa enreda um empresário cegado
pela paixão e por sua própria inexperiência. Os temas da mentira
e da degradação, constantes na etapa final da carreira do diretor
alemão Rainer Werner Fassbinder (que morreria no ano seguinte ao lançamento
do filme, tendo concluído outros dois trabalhos), aparecem aqui disfarçados
em melodrama e altamente estilizados. Ainda que inferior aos dois outros títulos
com que compõe uma espécie de trilogia O Casamento de
Maria Braun e Veronika Voss , Lola é um testemunho
da fluência e grandeza do cinema de Fassbinder e uma chance de apreciar
os desempenhos magníficos de Barbara Sukowa e Armin Mueller-Stahl, como
o par central. DISCOS One
Plus One Is One, Badly Drawn Boy (Sum) Damon Gough, mais conhecido
como Badly Drawn Boy, é um talento emergente do pop inglês. Trata-se
de um tipo de artista cada vez mais raro no mercado: ele está preocupado,
mais que tudo, em criar canções que primam pela simplicidade e pelas
belas melodias. Um exemplo disso é a trilha sonora que compôs para
o filme Um Grande Garoto, adaptação do livro de seu conterrâneo
Nick Hornby. One Plus One Is One, seu novo trabalho, é permeado
de letras que dissecam as relações amorosas em todas as variantes
várias delas, inspiradas nas próprias aventuras do autor.
O disco vai do rock básico da faixa Easy Love ao arranjo elaborado
de Year of the Rat, que conta com um coro. Divulgação
 |  | | Donato:
funk e psicodelia | |
A Bad
Donato, João Donato (Dubas Música) Ainda está
para nascer um gênero musical não explorado pelo pianista acreano
João Donato, um dos cérebros instrumentais por trás da bossa
nova. A Bad Donato é uma amostra disso. Gravado em Los Angeles em
1970, o disco registra seus flertes com o funk, o jazz e a música psicodélica
da época. Ao combinar a música popular brasileira com esses estilos,
Donato produziu um disco dançante e à frente de seu tempo. O repertório
inclui faixas como Debutante's Ball e Straight Jacket, que se tornariam
uma influência marcante da música negra brasileira até os
dias de hoje. Inédito em CD, A Bad Donato ganhou uma excelente reedição,
que traz como extra uma entrevista com o músico. |