Edição 1886 . 5 de janeiro de 2005

Índice
Stephen Kanitz
Millôr
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
Roberto Civita
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Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• PSDB

No centro do jogo
Aqueles que têm se incomodado com as cada vez mais constantes intervenções de FHC no debate político (ou seja, os petistas) que se preparem – ele não pretende mais parar de falar.

"Me dá um dinheiro aí?"
A propósito, FHC continua procurando empresários e solicitando ajuda financeira para manter o Instituto FHC. Albano Franco e Tasso Jereissati – que são tucanos, empresários e políticos, não necessariamente nessa ordem – que o digam.

 

• BRASIL

A visão da CIA 1
Está lá na página da CIA, quando se buscam informações sobre o Brasil: depois de afirmar que o Brasil é o país-líder da América do Sul, a agência de inteligência americana ressalta que a "forte desigualdade na distribuição de renda permanece um grave problema".

A visão da CIA 2
O mesmo site lista as forças políticas do país – todas de esquerda: "a esquerda da Igreja Católica; os sem-terra; e sindicatos aliados ao esquerdista PT". Bem, nessa maré de transformações do PT nos últimos tempos ser chamado de "esquerdista" pelos americanos soará como um polimento no ego de alguns petistas...

 

• GOVERNO

A Abin faz graça
Os tempos mudaram mesmo na Agência Brasileira de Inteligência. Quem entra no gabinete do diretor-geral da Abin, Mauro Marcelo de Lima e Silva, avista um cartaz em tom galhofeiro em que se lê: "Sorria, você não está sendo filmado".

 

O ministério que Roseana quer

Marcos Mendes/AE

Roseana: Turismo ou Cidades?


Hoje, a possibilidade de Roseana Sarney virar ministra do Turismo é forte, mas ela prefere (e seu pai também) ocupar o Ministério das Cidades, de maior poder de fogo. A propósito, José Sarney será contemplado com novos (e bons) cargos no segundo escalão do governo.

 

 

• ECONOMIA

Novo braço da Andrade Gutierrez
A Andrade Gutierrez, que já atua em construção pesada, saneamento, é sócia da Telemar e concessionária de rodovias pelo Brasil afora, parte para mais um setor em 2005 – a administração de portos.

Números de um gigante
Recentemente, as Casas Bahia fizeram a maior compra de caminhões da história do país. Foram 466 Mercedes-Benz. Pagaram cerca de 45 milhões de reais pela frota.

Uma indústria de peso
Poucos se dão conta, mas a indústria de fundos de investimento já tem tamanho de gente grande por aqui: no ranking dos países que têm a melhor relação entre o PIB e o patrimônio total da indústria de fundos, o Brasil fica em sexto lugar. Só é batido por Hong Kong, Austrália, Estados Unidos, França e Canadá.

A pirataria não desiste
Fazia um ano que o setor de combustíveis não tinha mais notícia da indústria de decisões judiciais favoráveis a distribuidoras cujo principal negócio sempre foi vender gasolina sem pagar impostos. Recentemente, uma luz amarela acendeu em Campinas, onde o juiz federal Heraldo Vitta concedeu à Oásis Distribuidora o direito de não pagar uma taxa cobrada na aquisição de combustível nas refinarias. Meses antes, um levantamento da polícia do Rio de Janeiro havia apontado a mesma Oásis como sonegadora de ICMS e integrante da máfia do combustível.

Café ralo
Três de cada 10 quilos de café vendidos no Brasil estão abaixo da qualidade mínima. A estimativa é da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

Edemar e Davos
A lista oficial dos participantes do próximo Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, registra vinte brasileiros – entre personalidades que vão de Lula a Paulo Coelho. Até aí, tudo certo. Mas há um nome na listagem que soa constrangedor. Justamente o do único banqueiro privado brasileiro: o atual sem-banco Edemar Cid Ferreira. Claro que a relação será atualizada a tempo e Edemar, que nem do Brasil pode sair, deverá ser desconvidado. Mas é mais uma prova de como ele conseguiu atrair prestígio antes de seu castelo de cartas desabar.

GM, a líder
A General Motors está fechando 2004 como a líder de vendas de veículos no país. Vendeu 360.000 carros, caminhões e ônibus, ultrapassando a Fiat. Há 79 anos instalada no Brasil, é a primeira vez que a gigante americana alcança a liderança.

 

• LEÃO

Na malha fina, por 1 centavo
Um dos maiores tributaristas do país vive uma situação kafkiana justamente com a Receita Federal. O motivo é uma dívida de 1 centavo, pela qual o advogado está sendo processado pela Receita. O drama: ele quer quitar a pendência para sair da dívida ativa, mas os computadores do Leão foram programados para não aceitar pagamentos de valores abaixo de 10 reais.

 

• SEGURANÇA

Placar dos seqüestros
Em São Paulo, pelo menos oito pessoas começam o ano de 2005 no cativeiro.

 

• TELEVISÃO

Menos sexo e violência
A Globo tem em mãos uma pesquisa recente mostrando que o telespectador tem achado a programação da emissora com excesso de sexo e de violência. A direção já pediu moderação aos seus autores e diretores.

 

A febre dos ringtones

Divulgação

Samuel Rosa, do Skank: líder


A pirataria derrubou as vendas de discos no mundo inteiro, mas a própria tecnologia está se saindo com alternativas para a indústria da música. O exemplo dos ringtones é o mais reluzente. Em 2004, segundo números fornecidos pelas seis maiores operadoras de celular do Brasil, teriam sido baixados cerca de 80 milhões de músicas, que serviram de campainhas dos aparelhos celulares – downloads pagos, sem pirataria. Se fosse feita uma parada de sucessos com as canções mais baixadas do ano, a campeoníssima seria Vou Deixar, do Skank. A música foi a preferida dos usuários da Vivo (com 300.000 downloads) e da Brasil Telecom. Foi vice-campeã na Oi e alcançou ainda a quarta posição na Telemig Celular e o sexto lugar no top ten da TIM.

Colaboraram Eduardo Salgado e Marcelo Carneiro

 

 

Germano Luders

 

 
 
 
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