Edição 1886 . 5 de janeiro de 2005

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O efeito do cigarro é o mesmo em fumantes passivos e não-passivos?
Kelvin Martins, Canela (RS)

"Os efeitos sim, mas a intensidade não", responde o médico Antony Wong, responsável pelo Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas. Os efeitos vão depender do tempo de exposição, da qualidade e do total de cigarros, tanto para fumantes passivos quanto não-passivos. Isso significa que, dependendo da exposição, um fumante passivo pode correr até mais riscos. "As substâncias cancerígenas estão na fumaça", diz Marcus Valério, técnico da Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco de Câncer do Instituto Nacional de Câncer. Fumantes passivos têm aumentados em 20% os riscos de sofrer de câncer do pulmão e em 25% os de ter infarto. "Um garçom não-fumante que trabalha em um bar, por exemplo, pode terminar um dia de trabalho como se tivesse fumado um maço de cigarros", alerta Marcus Valério. Pesquisas comprovaram que em ambiente fechado um não-fumante absorve, em média, um cigarro a cada três consumidos pelos fumantes ao seu redor.

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