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Cartas
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"A
informação é o melhor meio para lutar por
um mundo mais justo e solidário, e VEJA vem cumprindo
cada vez mais seu papel."
Davis Glaucio Quinelato
Catanduva, SP |
Retrospectiva 2004
É sempre agradável ler
as retrospectivas anuais de VEJA, mas a deste ano (22 de dezembro)
se destaca pela análise da saúde do planeta, oferecendo
um contraponto à embriaguez otimista divulgada pelo governo
federal. É praticamente impossível escapar de algumas
subjetividades na avaliação de um ano que termina.
Assim, para mim, 2004 não ficará marcado nem por Lula
nem pelo motim na Casa de Custódia de Benfica, mas, sim,
pelo fato de o Brasil enfim ter entrado oficialmente na lista dos
dez maiores contribuintes para o efeito estufa e em nada
menos do que num indecoroso quinto lugar!
Peter
Schröder
Jaboatão dos Guararapes,
PE
A impulsividade de Leonel Brizola,
sua eterna combatividade em favor da soberania plena, do desenvolvimento
igualitário, contra a pilhagem de nossas riquezas e por uma
educação pública dinâmica transformaram-no
em um homem incompreendido e bombardeado por segmentos conservadores
de nossa sociedade. Brizola carregava dentro de si uma concepção
racional, lúcida e contemporânea sobre os problemas
nacionais. Sua visão coerente e humana fez dele um estadista,
e não um populista.
Renan Barbedo
Por e-mail
É indescritível o olhar
do menino que foge com um pedaço de carne nas mãos.
A expressão de seu rosto nos dá a idéia do
tamanho da barbárie que se alastra no Haiti ("A reversão
ao estado tribal", 22 de dezembro).
Darcy Barcelos
Por e-mail
Planeta Terra
As fotos deslumbrantes da reportagem
especial "Como salvar o planeta" (22 de dezembro) me inspiraram
a escrever estas linhas cumprimentando todos. Dizem que uma imagem
vale mais que mil palavras. O que dizer então de imagens
fantásticas acompanhadas de textos igualmente espetaculares
por sua clareza, objetividade e imparcialidade? Infelizmente as
notícias referentes à "destruição" do
planeta Terra não são nada entusiásticas. Espero
que, seguindo a tradição de fazer votos de saúde
e prosperidade para o novo ano que se inicia, façamos também
votos para que nós, seres humanos, nos conscientizemos dos
danos (muitos deles permanentes) que estamos causando ao nosso planeta.
Vanderson Viana Santos
Brasília, DF
Não existe solução
para a degradação ambiental sem controle do crescimento
populacional. Cedo ou tarde, os interesses políticos, econômicos
e religiosos contrários a essa verdade óbvia terão
de ser revistos. Espero que a premência traga também
uma mudança na moral religiosa, e que o amor ao Criador se
exprima no respeito à criação e em sua preservação.
Wagner Lisso
Valinhos, SP
Veja essa
A frase que melhor ilustra quanto Lula
bebe "prazerosamente" e tem ressaca na madrugada não foi
resgatada na última edição (22 de dezembro):
"Quando eu era mais jovem, ser antiamericano era não tomar
Coca-Cola. Agora que fiquei maduro, descobri que não há
nada melhor do que tomar uma Coca-Cola gelada quando se acorda na
madrugada". Ou não é só quem tem ressaca que
precisa tomar gelado de madrugada?
José Carlos Thomaz
São Paulo, SP
Banestado
Estou perplexo ante a desfaçatez
com que se pretende zombar da inteligência dos brasileiros
com o relatório da CPI do Banestado ("Mentor do fiasco",
22 de dezembro). Ao inocentarem fraudadores e indiciarem inocentes,
os parlamentares responsáveis arriscam perigosamente a credibilidade
de sua instituição. E mais: tornam-se cúmplices
nos crimes investigados. Digno de ser subscrito pelo deputado Thomas
Jefferson, personagem da novela Senhora do Destino.
Sergio Amaral Silva
Guarujá, SP
Alimentação do brasileiro
Nunca aceitei a idéia de que
no nosso Brasil existissem tantos esfomeados, como nos fazia crer
o governo Lula. As últimas informações do IBGE
mostram isso. Mas uma notícia que me alegrou provocou a ira
da Presidência! Não é patético? Até
onde vai o desequilíbrio dos políticos? Queriam que
houvesse mais famintos, para no fim do governo declarar que o número
baixou vigorosamente ("Um país que come pior e está
mais gordo", 22 de dezembro).
João Carlos Macluf
São Paulo, SP
Mercosul
O fato de o Mercosul completar dez
aninhos por si só demonstra o acerto de sua criação,
sua vitalidade e conquistas ("A ilusão do Mercosul", 22 de
dezembro). Com todas as dificuldades e problemas, inerentes a qualquer
organização multinacional, o Mercosul desperta hoje
o interesse de toda a América Latina e já conta com
países associados, como o Chile e a Venezuela, além
de manter estreitos contatos com a África do Sul e a Índia.
Alfredo R. Neves
Búzios, RJ
Diogo Mainardi
Parabéns pela (sua) retrospectiva
("A minha retrospectiva", 22 de dezembro). Mainardi pensa como a
maioria dos brasileiros sobre o governo Lula. Parece que só
seu governo está satisfeito com as barbaridades que andam
fazendo. Acredito que ninguém mais agüenta ouvi-lo colocar
Deus em seus discursos, dizendo que só Ele é testemunha
de seu esforço.
Luciana Barcheky de Matos
Curitiba, PR
Ao ler a retrospectiva de Diogo Mainardi,
refleti: com tantas coisas maravilhosas que nós, brasileiros,
podemos usufruir, por que temos de passar o ano inteiro lendo as
críticas de Diogo Mainardi? Convenhamos, senhor Diogo! Sua
retrospectiva chega a ser repugnante.
Célia Maria S. Magalhães
Campo Grande, MS
No dia em que 10% da população
brasileira tiver o conhecimento, a inteligência, a perspicácia
e o senso crítico de Diogo Mainardi o país vai ver
a verdadeira pantomina que é o governo Lula.
Homero Luiz Itaquy
Porto Alegre, RS
Mais uma vez Diogo Mainardi vem, a
pretexto de informar, tentar baixar a auto-estima do brasileiro.
Até mesmo quando ele próprio confirma que os números
são favoráveis à administração
federal ("depois de apenas um ano de crescimento...") teima em fazer
previsões de quando novamente entraremos em derrocada.
Marco Aurélio Pereira Paiva
Ibiá, MG
Lanço a campanha: Diogo Mainardi
2006 presidente da sensatez. Alguém que conhece tão
bem os problemas que assolam nosso país deve ter tido tempo
também para refletir a respeito das possíveis soluções.
Ou será que falar (escrever) é fácil? Não
somos hipócritas a ponto de achar que tudo está perfeito
e que a política não está a serviço
de interesses muito distantes ainda do bem-estar do povo, mas daí
a só jogar pedras e não apresentar soluções
acho uma posição muito cômoda.
Bianca Aparecida Ribeiro Sacramento
São Lourenço,
MG
Especial Saúde
Foi um verdadeiro presente a edição
Saúde Verão de VEJA (dezembro), que mais uma
vez nos presta um excelente serviço. Estou com 39 anos e
até os 24 praticava vários esportes. Mas depois, por
questões profissionais e de estudos, acabei relaxando. Estou
voltando às atividades físicas neste momento e fazendo
também drenagem linfática e outros tratamentos para
ter o corpo de antes.
Maria Goretti Sousa
Santo André, SP
À primeira vista, a reação
imediata da capa é de uma imagem representando beleza exterior,
mas não saúde. Numa época em que o culto ao
corpo nunca esteve tão intenso, a capa sugere que a saúde
e a perfeição física são uma coisa só,
o que sabemos perfeitamente que não é verdade.
Renato Pereira
Maringá, PR
Roberto
Pompeu de Toledo
Parabéns
pela retrospectiva de 2004. O lado irônico de Roberto Pompeu
de Toledo eu já conhecia. Sua veia poética, essa eu
desconhecia.
Celso Benini
Brasília,
DF
Sou argentino
e nunca ouvi falar em meu país dos "macaquitos". Quando vim
morar no Brasil, realizei uma pesquisa e descobri que essa palavra
foi publicada por um jornal de Assunção, durante a
Guerra do Paraguai. O comando da Tríplice Aliança
(Argentina, Brasil e Uruguai) passou do general Bartolomeu Mitre,
argentino, para o duque de Caxias. O Paraguai, quase vencido, foi
sistematicamente atacado, com toda a força e vigor, pelas
tropas brasileiras. Um jornal paraguaio fez uma caricatura do imperador
dom Pedro II e o chamou, junto com suas tropas, de "macaquitos".
Eugenio Tschelakow
Salvador,
Bahia
Mercosul
Sobre a
reportagem "A diplomacia que é uma viagem" (15 de dezembro),
os números do comércio mostram que o Mercosul não
"se transformou num fantasma". As exportações brasileiras
para o bloco aumentaram 61% no corrente ano, com ampla predominância
de produtos industrializados, de maior valor agregado. No caso específico
da Argentina, as exportações deverão atingir
mais de 7 bilhões de dólares em 2004, o que constituirá
recorde em termos absolutos e manterá aquele país
como o segundo maior parceiro individual do Brasil. Prova da vitalidade
do Mercosul é o ingresso, durante a Cúpula de Ouro
Preto, de três novos países (Venezuela, Equador e Colômbia),
como Estados associados, que vêm se juntar a Bolívia,
Chile e Peru. A idéia de que as "parcerias com outras nações
em desenvolvimento" decorrem meramente das "veleidades" da diplomacia
brasileira não leva em consideração fatos significativos:
os países em desenvolvimento recebem atualmente 49% das exportações
brasileiras. As exportações para a América
do Sul, por exemplo, deverão somar mais de 14 bilhões
de dólares e crescer 57% em 2004 mais do que para
a União Européia (29%) ou para os EUA (17%). A diplomacia
brasileira não "virou as costas para a Alca". Chegamos em
2003 a um acordo em Miami, que constitui a base para a negociação,
e as conversações deverão ser retomadas no
início do próximo ano, conforme acertado em recente
troca de cartas entre o chanceler Celso Amorim e o representante
comercial dos EUA, Bob Zoellick. É improcedente a opinião
de que o reconhecimento da China como economia de mercado "reduziu
drasticamente as chances de defesa" de setores produtivos brasileiros:
o Brasil continuará a dispor dos mecanismos anti-dumping
da OMC (construção do valor normal, melhor informação
disponível, verificações in loco, direitos
compensatórios, acordo de subsídios, salvaguardas
específicas), que são abrangentes e flexíveis,
para defender sua indústria. O reconhecimento está
contido em Memorando de Entendimento, que trata também da
ampliação do acesso de produtos vegetais e animais
brasileiros ao mercado chinês, formação de joint
ventures, venda de aviões e muitos outros assuntos. Os acordos
e contratos assinados com a China deverão ampliar o comércio
e os investimentos bilaterais em bilhões de dólares
nos próximos anos. A noção de que "a diplomacia
brasileira está se tornando o braço mais fraco do
governo Lula" é desmentida por diversas pesquisas de opinião,
realizadas ao longo dos últimos dois anos. A política
externa defende os interesses do país e tem apresentado resultados
concretos para o empresariado brasileiro.
Ricardo Neiva Tavares
Chefe
da assessoria de imprensa do gabinete do ministro das
Relações
Exteriores
Brasília, DF
Britney Spears
A foto
de Britney Spears publicada na retrospectiva é dela em seu
próprio clipe (Outrageous), e não no do Snoop
Dog. Sobre a afirmação de que ela está dando
um tempo em sua carreira, já foi confirmado o lançamento
de seu novo clipe (Do Somethin') para 7 de janeiro na Inglaterra.
Felipe
Cordeiro Magalhães
Felipop@msn.com
CORREÇÃO: Na
tabela "O apagão dos impostos" ("Baixa voltagem", 15 de dezembro),
o correto é dizer que 51% do total da conta de luz se refere
a tributos e encargos. Alguns desses encargos são investidos
no próprio setor de energia e não ficam com os estados
nem com a União.
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A PULSEIRA DE ARMSTRONG
Os leitores Matuzael Aires
e Murilo Marques leram o quadro "A pulseira da moda
e do bem" (15 de dezembro), sobre o acessório
criado pela Fundação Lance Armstrong com
a finalidade de arrecadar fundos para uma campanha de
combate ao câncer, e se interessaram pelo assunto.
"Gostaria de saber como posso adquirir a pulseira Live
Strong", escreveu Aires. Armstrong, o americano supercampeão
de ciclismo, curou-se de um tumor nos testículos
e voltou a vencer. Neste ano ele se tornou o recordista,
com seis vitórias, da prova mais importante da
modalidade: a Volta da França. As pulseiras,
que hoje enfeitam o punho de famosos como o presidente
George W. Bush e o ator Tom Hanks, podem ser adquiridas
diretamente no site da fundação (http://www.laf.org/).
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A QUEM SERVIU RUBENS
O
leitor Sílvio Carlos Sousa Siqueira faz uma pertinente
correção relativa à reportagem
"Olhar indiscreto" (10 de novembro de 2004): "A reportagem
afirma que o pintor Rubens era holandês e que
trabalhou para a corte holandesa. Na verdade, ele era
flamengo e trabalhou para os regentes espanhóis
da região de Flandres, que na época era
dominada pela Espanha". O leitor tem razão. A
família de Rubens era de Flandres (Bélgica)
e ele nasceu na cidade de Siegen (Alemanha), para onde
seu pai fora exilado por sua participação
na luta pela independência do domínio espanhol.
De volta do exílio, a família foi viver
em Antuérpia (Bélgica), mas Rubens cresceu
como pintor sob o patrocínio do duque Vicenzo
Gonzaga de Mântua, na Itália, onde viveu
grande parte da vida e se tornou conhecido. Com a morte
da mãe, retornou a Antuérpia e passou
a trabalhar para o governador espanhol para os Países
Baixos, o arquiduque Alberto de Habsburgo. Com cidadania
espanhola, serviu à diplomacia daquele país,
que ainda dominava a região de Flandres.
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