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Este homem manda
5 bilhões de e-mails
por mês

O moço da foto abaixo fatura milhões
de dólares infernizando a vida das
pessoas com mensagens eletrônicas
indesejadas, os chamados spams

Ricardo Mendonça

 
Montagem com foto AP
Tom Cowles, um dos maiores spammers do mundo: ele fatura 12 milhões de dólares por ano enviando e-mail para quem não quer receber

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Outras dicas para evitar o spam

As pessoas que navegam na internet estão sujeitas a vários tipos de aborrecimento. Entrar em um site que demora para abrir é um deles. Enfrentar uma conexão que cai a toda hora é outro tormento. Links que não funcionam são um inferno. Mas nada se compara à insuportável praga dos spams, aqueles e-mails, geralmente publicitários, que o internauta recebe sem que tivesse dado autorização para que uma empresa desconhecida entupisse sua caixa postal com propaganda. Apesar de incomodarem internautas, grandes empresas e até os provedores de acesso, os spams se multiplicam. Segundo pesquisa feita por uma empresa americana, uma de cada três mensagens que circulam pela internet é publicidade indesejada. O spam já supera as mensagens enviadas por amigos, pela família, por colegas de trabalho ou da escola. O negócio prospera tanto que, nos Estados Unidos, alguns spammers, como são chamados os profissionais que atiram mensagens para todos os lados, já ganharam notoriedade. É o caso de Tom Cowles, o sujeito que aparece na foto que ilustra esta reportagem. Dono de uma empresa em Ohio que envia 5 bilhões de e-mails por mês (quase um e-mail mensal para cada habitante da Terra), Cowles fatura 12 milhões de dólares anuais torrando a paciência das pessoas.

Os spams são um tormento por vários motivos. Em primeiro lugar, eles entopem a caixa postal do computador, o que pode bloquear mensagens relevantes e tornar o micro mais lento. Para as grandes empresas, o spam também é uma chateação. Há perda de produtividade (gastam-se minutos preciosos deletando o lixo eletrônico) e sobrecarga de servidores. "No meio corporativo, não existe um único argumento a favor do spam", diz o diretor-geral do portal da Microsoft no Brasil, Osvaldo de Oliveira. Os spammers defendem-se dizendo que os e-mails são um eficiente canal de comunicação entre empresas e consumidores. O problema é que são raríssimas as companhias sérias que usam o spam para divulgar produtos. Normalmente, as firmas idôneas mandam mensagens comerciais apenas quando o internauta as solicitou. A diferença do spam para esse tipo de e-mail é que o primeiro é enviado mesmo sem a autorização da pessoa. Como é o usuário quem paga a ligação à empresa de telefonia para ter acesso à internet, ele acaba bancando o envio de uma mensagem que não pediu para receber. Se um spammer mandar 2 milhões de e-mails para 2 milhões de internautas que usam conexão discada (aquelas mais comuns, que custam em média 5 centavos por minuto no Brasil) e cada um deles demorar sessenta segundos para abrir, identificar e deletar o spam, o prejuízo total proporcionado pelo spammer será de 100.000 reais. É como receber um telefonema de telemarketing a cobrar. Ou pagar pelo selo de uma mala direta.

Não existe um procedimento infalível para fugir do spam. Os especialistas recomendam jamais responder a um e-mail indesejado. Divulgar o endereço eletrônico na web também é arriscado, assim como ficar repassando piadas, fotos ou correntes. Algumas empresas instalaram sistemas de filtro que bloqueiam mensagens que se parecem com spams. Nos Estados Unidos, um grupo criou um índex chamado Realtime Blackhole List, que consiste numa relação de provedores e autores de spams e serve de base para os programas de filtragem. Nada disso, no entanto, é capaz de garantir definitivamente que o internauta esteja livre da amolação. Sempre que alguém desenvolve algum recurso para combatê-lo, o spammer já está um passo à frente. Outro problema é a facilidade com que se compram listas de e-mails. Muitos funcionários roubam relações de grandes empresas e as vendem aos profissionais do ramo. Além disso, é possível pescar na própria internet listas de endereços eletrônicos. Alguns programas navegam na rede procurando o símbolo @, de arroba, presente em todo e qualquer e-mail. Quando descobre uma arroba, digamos assim, dando sopa, o programa captura o e-mail que ela representa. Depois, é só enviar a mensagem e infernizar a vida de milhões de pessoas.

 

Os números do spam

As mensagens eletrônicas indesejadas, os chamados spams, já são o tipo de e-mail mais enviado pela internet. Elas superam as mensagens enviadas por amigos, pela família, por colegas de trabalho ou da escola

De cada três mensagens que circulam pela internet, uma é spam

Cada internauta recebe mais de 2 000 spams por ano

90% dos spams recebidos por americanos são enviados por menos de 150 pessoas, os chamados spammers profissionais

 

Fontes: Brightmail e Jupiter Research

 

   
 
   
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