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Malservido
Uma
ficção científica em que os aliens parecem garçons
Só o diretor
americano Stanley Kubrick conseguiu fazer ficção
científica do tipo cabeça sem se atrapalhar. De 2001
Uma Odisséia no Espaço para cá, com
a única exceção de Blade Runner, todo mundo que
se aventurou pelo gênero levou um tombo da altura da
pretensão. É o que acontece com o australiano Alex
Proyas em A Cidade das Sombras (Dark
City, Estados Unidos, 1998), que estréia nesta
sexta-feira em circuito nacional. Animado com o sucesso
de O Corvo, motivado mais pela fatalidade do que
pelo mérito o ator Brandon Lee morreu no set
provocando uma curiosidade mórbida em torno do filme
, o diretor Proyas tentou fazer um novo
"cult". A Cidade das Sombras conta a
história de uma raça de alienígenas que tenta decifrar
os segredos da memória humana para penetrar na essência
das almas. O filme é cheio de papos furados como esse,
mas não passa de mais uma ficção científica repleta
de efeitos visuais que tentam encobrir o roteiro confuso.
Para piorar, os alienígenas são risíveis. Carecas,
branquelos e vestidos de preto, parecem garçons de festa
de Halloween. A única coisa boa do filme é a plástica
da atriz Jennifer Connelly. Com suas curvas perigosas,
ela lembra Demi Moore na época em que a ex-mulher de
Bruce Willis ainda não puxava ferro em academia de
ginástica.
Marcelo
Camacho

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