Nova esperança

Liberada a droga mais eficaz na
prevenção do câncer de mama

O tamoxifeno:
redução de 45%
da taxa de risco

Mulheres com mães, tias ou irmãs afetadas pelo câncer de mama têm 85% de chance de desenvolver a doença. Na semana passada, a Food and Drug Administration, FDA, agência americana de controle de medicamentos, deu a elas uma nova esperança no combate a essa temível herança genética. Liberou a prescrição de remédios à base de tamoxifeno, a substância mais eficaz para combater a doença. A droga não é novidade no mercado. Há tempos é utilizada em larga escala para evitar que pessoas já curadas de um tumor voltem a desenvolver o câncer. Além disso, seu efeito corta pela metade a possibilidade de surgimento de um novo câncer na mama sadia. O que a FDA fez foi liberá-la também para a prevenção da doença. Um estudo divulgado em março pelo Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos, constatou que as pacientes que tomaram o remédio reduziram em 45% a taxa de risco de contrair um tumor do tipo.

A droga demorou a ser liberada para esse tipo de tratamento por causa dos graves efeitos colaterais. Embora seja muito eficiente na prevenção aos tumores localizados na mama, o tamoxifeno incrementa perigosamente a produção de células da mucosa uterina. Como resultado, a pessoa que usa o medicamento aumenta em 136% a chance de desenvolver câncer de útero. Por isso, a FDA só recomenda a prescrição da droga a pessoas incluídas em grupos com altíssima taxa de risco de contrair câncer de mama. Enquadram-se nesse caso mulheres de mais de 50 anos com dois casos de doença na família ou que tiveram o primeiro filho após os 30 anos. "Como algumas pessoas se mostram muito sensíveis ao medicamento, pacientes e médicos devem analisar seriamente os prós e os contras antes de optar pelo uso da droga", afirma o oncologista Michael Friedman, comissário da FDA.




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