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Pódio à vista
Jovens
pilotos brasileiros conquistam
uma série inédita de títulos internacionais
Considerado o sucessor de Ayrton Senna,
Rubens Barrichello nunca se tornou o campeão que todos esperavam. Na Fórmula
Indy, outra fonte de esperança, os pilotos nacionais estão ficando tão
longe do pódio que o SBT, dono dos direitos de transmissão, estuda cancelar
as exibições das provas por falta de audiência. Apesar desses fracassos,
os torcedores que esperam por vitórias brasileiras nas pistas têm bons
motivos para acreditar num futuro melhor. Nas categorias disputadas por
jovens corredores, o país acumulou neste ano uma inédita série de títulos
internacionais. A conquista mais recente ocorreu na semana passada com
o paranaense Ricardo Zonta, 22 anos, que faturou a bordo de um Mercedes
prateado o campeonato de GT Turismo, um dos principais do circuito europeu
de automobilismo. Alguns dias após a vitória, ele anunciou que vai guiar
um dos carros da BAR, nova escuderia da Fórmula 1. Seu companheiro de
equipe será o ex-campeão Jacques Villeneuve. O sucesso de Zonta não é
um caso isolado. Cinco outros jovens talentos brasileiros conseguiram
triunfos importantes nos últimos meses (ver quadro abaixo). "É
uma das safras mais talentosas que já surgiram por aqui e está vencendo
sem nenhum apoio oficial", afirma o tricampeão Nelson Piquet.
Ricardo Zonta, dono
de um estilo agressivo nas pistas, é um bom exemplo
disso. Boa parte de sua carreira foi financiada por seu
pai, dono de uma cadeia de supermercados no Paraná. No
começo do ano, ele já era cotado para guiar na Fórmula
1. Ofereceram-lhe, porém, as carroças da Minardi. O
corredor preferiu assinar um contrato como piloto de
testes na McLaren. Foi um estágio fundamental para
evitar vexames na categoria. "Quando assumi pela
primeira vez o volante do carro da escuderia, nem sabia
mexer na parafernália de botões do painel", afirma
Ricardo. "Agora, sinto-me em condições de competir
ao lado de feras como o Schumacher."
Manager
internacional Os cuidados dos novos
talentos não se restringem à preparação dentro do
cockpit. Escaldados por histórias como a de Rubens
Barrichello, que venceu tudo o que disputou no começo da
carreira, mas emperrou na Fórmula 1, os pilotos
brasileiros pensam desde cedo em não dar trombadas na
hora de assinar contratos. O piloto paulista Mario
Haberfeld, 22 anos, que levantou neste ano a taça da
tradicional Fórmula 3 inglesa, contratou para gerenciar
sua carreira o manager escocês Iain Cunningham, mesmo
homem que administra os destinos de David Coulthard, da
McLaren. "Como ele cuida de tudo fora das pistas,
minha única preocupação é continuar guiando
bem", afirma o piloto.
S.R.L.

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