Último recurso

Justiça aceita tese de imunidade para Pinochet

Augusto Pinochet recebeu a primeira boa notícia em semanas: a Justiça inglesa aceitou a tese de que o ex-ditador chileno usufrui de imunidade diplomática e relaxou sua prisão para liberdade vigiada. Se a Câmara dos Lordes ratificar o argumento de que Pinochet não pode ser processado porque era chefe de Estado quando os crimes foram cometidos, caem a quase zero as chances de ser extraditado para a Espanha — que pediu sua prisão em Londres —, ou mesmo para a Itália, França, Suíça e Suécia, países que aceitaram denúncias que o levariam ao banco dos réus.

A sorte de Pinochet só não foi completa porque um tribunal superior espanhol autorizou na sexta-feira o juiz Baltasar Garzón a ir em frente com o pedido de extradição. Recuperando-se de operação de hérnia de disco, o general não poderá sair do hospital para o qual foi transferido até que seja julgado um recurso. Caso a decisão seja revertida, o processo poderá durar meses. Em compensação, ele ganhou o inesperado apoio do terrorista Carlos, o Chacal. A prisão de Pinochet, delira o esquerdista preso na França, foi uma "vil revanche histórica contra os hispano-americanos que expulsaram o colonialismo espanhol".




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