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Rio de Janeiro"Há que atentar para as causas, escancaradas na reportagem,
da situação atual do Rio de Janeiro. Busque-se a correção
de rumo, atuando as instituições sem o abandono de princípios,
sem o abandono de parâmetros, sem a inversão de valores caros a
uma sociedade que se diga democrática." Excelente reportagem ("Uma prova de fogo", 28 de outubro) sobre
o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. VEJA consegue mostrar com bastante
propriedade o caos em que aquela belíssima cidade se encontra. É
pena que a população de caráter íntegro, que busca
apenas ganhar a vida com dignidade, não receba a devida proteção
do estado, que remunera mal os policiais e gasta mal a verba orçamentária
para a segurança pública, sendo, portanto, conivente com os traficantes. A reportagem sobre o narcotráfico acerta ao incluir o usuário
de drogas como um dos fatores geradores da violência urbana. A sociedade
não pode mais se eximir da responsabilidade pela autoria dos crimes
relacionados ao tráfico de drogas. Ficar dizendo que "é da
paz" não intimida o tráfico. É o patrocínio
do usuário que garante aos traficantes a compra de armas. É
por disputa de pontos de venda que existe guerra entre traficantes. Descriminalizar
o uso de drogas resolve o problema do traficante, não do tráfico. Os usuários de drogas são os únicos responsáveis
por toda a sequência de violência e miséria a que a sociedade
assiste estarrecida há anos, porque é justamente a parte da sociedade
com recursos financeiros para comprar e consumir a maioria esmagadora dessas
drogas que, pelo mesmo motivo, influencia o Legislativo, o Judiciário
e as organizações privadas, com o objetivo de proteger seus parentes
e amigos "vítimas do tráfico". Perfeita a capa de VEJA. Pessoas como a Marina, 31 anos, usuária
de drogas assumida, que se vangloria disso (VEJA, 21 de outubro), assim
como seus seguidores nas baladas, deveriam ser responsabilizadas criminalmente
por fomentar o tráfico de drogas e suas trágicas consequências. VEJA nos revela que os últimos acontecimentos na cidade
do Rio de Janeiro, infelizmente, não se restringem ao abate de uma aeronave
militar, fato que ganhou os olhos do mundo. Com ela também poderão
sucumbir sonhos e ideais de uma população ordeira que clama por
paz, que já não suporta a lerdeza das ações governamentais,
que caminham como em marcha a ré. Sou policial federal aposentado e nunca li uma reportagem tão
lúcida e realista, com os quinze itens sobre o crime no Rio de Janeiro.
Deveria ser um manual de combate ao tráfico de drogas, não só
no Rio de Janeiro, como em todo o Brasil, guardando as devidas proporções
e peculiaridades de cada cidade do nosso país. VEJA se superou.
Sindicatos e violênciaLamentável e angustiante os bastidores das entidades sindicais,
mostrados por VEJA na reportagem "Pra quebrar tudo é mais caro" (28 de
outubro). VEJA poderia também colaborar com os trabalhadores na reportagem,
esclarecendo ainda dois aspectos: 1) Artigo 8º, inciso V da Constituição:
"Ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato";
2) A contribuição anual obrigatória do equivalente a um
dia de trabalho não deveria ser assim, pois, de acordo com o artigo 579
e seguintes da CLT, a contribuição prevista é bem menor
do que o salário de um dia de trabalho exigido pelas entidades sindicais. VEJA apresenta, com as cores da verdade, o que ocorre em mais
um nicho no qual a mamata e a baderna, pagas com o dinheiro público,
dão o tom do que será do Brasil se os eleitores não votarem
com consciência e responsabilidade. As centrais de trabalhadores e o MST
são a tropa de choque do governo para as próximas eleições.
Só resta torcer para que o cidadão trabalhador, honesto e com
visão de futuro tenha a real dimensão das consequências
de um voto errado. Aliás, a bem da verdade, pelo que se apresenta, a
escolha não será fácil.
Paulo Renato SouzaA entrevista com o economista Paulo Renato Souza (Amarelas, 28
de outubro) está excelente. Respostas claras, objetivas, sem rodeios
e corajosas ao apontar um problema básico da educação que
é a falta de qualificação e motivação dos
professores. Ele deixa muito claro o que os bons professores sempre souberam:
a educação só melhora com melhores professores, independentemente
de sua ideologia. Mais uma vez, Paulo Renato Souza toma a frente e promove mudanças
imprescindíveis para modernizar a educação brasileira
no caso, do estado de São Paulo , valorizando os bons profissionais
por meio da meritocracia. É necessário o apoio de toda a sociedade
a esse projeto para que as mudanças se estabeleçam e ganhem corpo,
expandindo-se para todo o Brasil, de modo que consigamos extinguir de nossas
escolas os profissionais fossilizados, que se agarram às suas práticas
e ideologias ultrapassadas e se negam a abrir a mente para exercer com plenitude
suas funções profissionais e cumprir seu papel com relevância
na sociedade. Os sindicalistas, mais uma vez, criticaram as provas e avaliações.
Abominam notas mínimas e têm medo de avaliações.
Preferem o pior para todos às oportunidades que possam premiar e diferenciar
os melhores e mais dedicados. Ouso acrescentar que, além dos sindicatos, a UNE é
responsável pelo estado em que se encontra a educação,
pois está submissa a todo esse atraso ideológico, típico
dessa esquerda que já foi festiva, mas hoje é putrefata.
Veja EssaA frase do presidente Lula ("Se Jesus Cristo viesse para cá,
e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de
chamar Judas para fazer coalizão", Veja Essa, 28 de outubro) resume todo
o processo político-eleitoral do Brasil. Tudo pode, e o Tribunal Superior
Eleitoral nada diz, nada vê. A ministra Dilma está percorrendo
o Brasil como se o gabinete dela fosse itinerante. Se Judas pode se juntar a
Jesus Cristo, então por que essa farsa de fidelidade partidária? Parece que os sentimentos de gratidão e fidelidade não
fazem parte da vida de Ronaldo. O grande jogador jamais reconheceu o Cruzeiro
como o time que o projetou no futebol mundial. E agora, por outros interesses,
jogou o Flamengo para escanteio (Veja Essa, 28 de outubro). Infelizmente, o
surpreendente Fenômeno pensa com os pés.
Claudio de Moura CastroConcordo que as teorias científicas são uma fantástica
academia para exercícios mentais ("Academia de ginástica (mental)",
28 de outubro). Difícil será convencer uma criança, que
deve ser o público preferencial, a frequentá-la. Por que não
começar por algo mais simples, como o jogo de xadrez, que impõe
tudo aquilo que ele cita como essencial ao desenvolvimento do músculo
do intelecto - "O rigor das definições, a precisão das
leis e as abstrações disciplinadas" -, além do lúdico,
que no caso é essencial? Não é à toa que em muitos
países o xadrez é obrigatório nas escolas. Observo que, para alcançar níveis de excelência
na ação pedagógica (e epistemológica) do método
científico, é necessário rever alguns aspectos importantes
da prática docente. Entre eles a dificuldade de o professor analisar
mais profundamente certas questões da ciência que ministra, sem
conseguir exprimir com exatidão e consistência as questões
a ser debatidas, sem clara definição dos temas discutidos e sua
problematização. Em consequência, não consegue viabilizar
o "diálogo investigativo", que propicia o desenvolvimento do conhecimento
científico sobre o assunto em exame e permite transformar as
salas de aula em espaços ricos de pesquisa e investigação. Tomadas e plugues no BrasilEm primeiro lugar, cumprimento VEJA pela reportagem "Jabuticaba
elétrica" (28 de outubro). Como corretamente aponta a revista, a adoção
do Padrão Brasileiro de Plugues e Tomadas é uma jabuticaba e,
além disso, já está passada, ou seja, não é
possível aproveitá-la para nada. Desde o início das discussões
da NBR 14 136, que estabelece o Padrão Brasileiro de Plugues e Tomadas,
firmamos posição intransigente contrária a tal norma, participamos
de todos os painéis setoriais promovidos pelo Inmetro, defendendo nossa
contrariedade ao referido padrão por não encontrar similitude
no mundo, ante o comércio globalizado, por não alterar de fato
padrões de segurança, por causar prejuízos ao consumidor
e, enfim, por não trazer benefício algum em relação
a um padrão universal em uso há décadas no Brasil. A adoção de um padrão único no mundo
para nossas tomadas elétricas é de uma burrice atroz. E vai beneficiar
os sempre oportunistas camelôs. Existe alguém que ainda não
acredite que, no momento em que os adaptadores forem proibidos, alguma oficina
de fundo de quintal vai começar a produzi-los sem nenhuma garantia de
qualidade? Por via das dúvidas, já adquiri um bom estoque de tomadas
do modelo antigo para adiar o problema até que alguém com inteligência
suficiente acabe com essa besteira. Só falta agora mudarmos nosso padrão
de eletricidade para 147 volts e 73,5 hertz... Pobre Brasil! As empresas fabricantes de eletroeletrônicos demandarão
um bom tempo para migrar totalmente para o novo padrão. Isso fará
com que os usuários utilizem, cada vez mais, os adaptadores. Esse fato
vai de encontro à Norma Regulamentadora NR-10 (Segurança em Instalações
e Serviços em Eletricidade) do Ministério do Trabalho e Emprego,
que condena o uso desses dispositivos. A sunga do SuplicyTenho 38 anos, trinta a menos que o senador Eduardo Suplicy. E
tudo o que eu peço a Deus é que me dê a dignidade de uma
boa morte, antes que a lubricidade senil me leve ao ridículo à
vista de um par de coxas ("O Pânico amarelou", 28 de outubro). Fazia tempo que havia me arrependido de ter votado em Eduardo
Suplicy. Mas agora estou enojado.
Kátia AbreuMais uma vez, a senadora Kátia Abreu demonstra ser aguerrida
na defesa do contribuinte brasileiro (Datas, 28 de outubro). Primeiro quando
liderou a derrubada da CPMF e agora tentando fechar as torneiras dos cofres
públicos em direção ao MST. Na nota sobre a CPI do
MST, a senadora é citada como integrante do DEM de Goiás,
quando na verdade ela é do DEM do Tocantins. Lourival Batista Pereira
Júnior
Minicarro elétricoAprovo a ideia de Jaime Lerner de fazer um minicarro elétrico
para deslocamentos curtos ("Quase uma bicicleta", 28 de outubro). No entanto,
acho o design um pouco antiquado para a realidade das ruas brasileiras. Por
serem muito baixos, ficariam na primeira valeta. Acredito, também, que
um carro para duas pessoas seria mais viável. A ideia é muito boa, mas acho que nosso povo não
tem ainda a educação necessária para conviver com os Dock
Docks sem roubá-los. Instalações e Serviços em Eletricidade) do
Ministério do Trabalho e Emprego, que condena o uso desses dispositivos.
SobeDesceA afirmação de que a TV Brasil "distorceu uma
pesquisa para tentar negar a realidade de que sua programação
é um fiasco de audiência" é uma grave e infundada acusação.
No dia 14 de outubro, enviei à revista um texto de divulgação
da pesquisa Datafolha sobre "Conhecimento e Avaliação"
da TV Brasil. Jamais foi dito que essa pesquisa era de audiência: tratava-se
de um levantamento sobre hábitos televisivos, pelo qual se podem aferir
o nível de conhecimento da emissora, o hábito de sintonizá-la,
o que os telespectadores do canal acham da programação, do que
gostam, do que não gostam, quais são as formas de recepção
(sinal aberto, parabólica ou TV por assinatura) e outros indicadores
para a gestão operacional e de conteúdo. Não é,
portanto, correto afirmar que a distorcemos, como pode atestar o Datafolha.
Air FranceNo caso das famílias que desejam negociar um acordo, seja
em âmbito judicial ou extrajudicial, estamos analisando os documentos
que nos são fornecidos e apresentando propostas de acordo que respeitam
os parâmetros indenizatórios estabelecidos pelo STJ e pelas convenções
internacionais. A Air France apresentou propostas de acordo a doze famílias,
já tendo iniciado a análise de documentos em outros doze casos.
(Radar, "Questão de imagem", 21 de outubro).
Correções: até as deduções
matemáticas de Johannes Kepler (1571-1630), a astrologia desfrutou a mesma respeitabilidade
que a astronomia. Mas esse fato não justifica o erro de VEJA na reportagem
"O inventário do mundo" (28 de outubro), que atribuiu à
astrologia a rapidez no avanço do conhecimento do espaço. |