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Home  »  Revistas  »  Edição 2137 / 4 de novembro de 2009


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Leitor

Assuntos mais comentados
Crime no Rio de Janeiro (capa) - 82
Tomadas e plugues no Brasil - 51
Paulo Renato Souza (Entrevista) - 49
Sindicatos - 15
Veja Essa - 12

Rio de Janeiro

"Há que atentar para as causas, escancaradas na reportagem, da situação atual do Rio de Janeiro. Busque-se a correção de rumo, atuando as instituições sem o abandono de princípios, sem o abandono de parâmetros, sem a inversão de valores caros a uma sociedade que se diga democrática."
Marco Aurélio Mello
Brasília, DF

Excelente reportagem ("Uma prova de fogo", 28 de outubro) sobre o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. VEJA consegue mostrar com bastante propriedade o caos em que aquela belíssima cidade se encontra. É pena que a população de caráter íntegro, que busca apenas ganhar a vida com dignidade, não receba a devida proteção do estado, que remunera mal os policiais e gasta mal a verba orçamentária para a segurança pública, sendo, portanto, conivente com os traficantes.
Mariella Luchesi Resende Mourão
Divinópolis, MG

A reportagem sobre o narcotráfico acerta ao incluir o usuário de drogas como um dos fatores geradores da violência urbana. A sociedade não pode mais se eximir da responsabilidade pela autoria dos crimes relacionados ao tráfico de drogas. Ficar dizendo que "é da paz" não intimida o tráfico. É o patrocínio do usuário que garante aos traficantes a compra de armas. É por disputa de pontos de venda que existe guerra entre traficantes. Descriminalizar o uso de drogas resolve o problema do traficante, não do tráfico.
Marcus de Medeiros Matsushita
Marília, SP

Os usuários de drogas são os únicos responsáveis por toda a sequência de violência e miséria a que a sociedade assiste estarrecida há anos, porque é justamente a parte da sociedade com recursos financeiros para comprar e consumir a maioria esmagadora dessas drogas que, pelo mesmo motivo, influencia o Legislativo, o Judiciário e as organizações privadas, com o objetivo de proteger seus parentes e amigos "vítimas do tráfico".
Luiz Carlos Miguez Urbano
São José dos Campos, SP

Perfeita a capa de VEJA. Pessoas como a Marina, 31 anos, usuária de drogas assumida, que se vangloria disso (VEJA, 21 de outubro), assim como seus seguidores nas baladas, deveriam ser responsabilizadas criminalmente por fomentar o tráfico de drogas e suas trágicas consequências.
Jose Angelo Corradi
Niterói, RJ

VEJA nos revela que os últimos acontecimentos na cidade do Rio de Janeiro, infelizmente, não se restringem ao abate de uma aeronave militar, fato que ganhou os olhos do mundo. Com ela também poderão sucumbir sonhos e ideais de uma população ordeira que clama por paz, que já não suporta a lerdeza das ações governamentais, que caminham como em marcha a ré.
Amadeu Robson Machado Cordeiro
João Pessoa, PB

Sou policial federal aposentado e nunca li uma reportagem tão lúcida e realista, com os quinze itens sobre o crime no Rio de Janeiro. Deveria ser um manual de combate ao tráfico de drogas, não só no Rio de Janeiro, como em todo o Brasil, guardando as devidas proporções e peculiaridades de cada cidade do nosso país. VEJA se superou.
Benilton Ferreira da Silva
São Luís, MA

Fabiano Rocha/Agência O Globo
Terrorismo
José Mariano Beltrame, secretário de Segurança do Rio, sobre a derrubada do helicóptero da PM por bandidos: "Foi o nosso 11 de Setembro"

 

Sindicatos e violência

Lamentável e angustiante os bastidores das entidades sindicais, mostrados por VEJA na reportagem "Pra quebrar tudo é mais caro" (28 de outubro). VEJA poderia também colaborar com os trabalhadores na reportagem, esclarecendo ainda dois aspectos: 1) Artigo 8º, inciso V da Constituição: "Ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato"; 2) A contribuição anual obrigatória do equivalente a um dia de trabalho não deveria ser assim, pois, de acordo com o artigo 579 e seguintes da CLT, a contribuição prevista é bem menor do que o salário de um dia de trabalho exigido pelas entidades sindicais.
Carlos Effori
Brasília, DF

VEJA apresenta, com as cores da verdade, o que ocorre em mais um nicho no qual a mamata e a baderna, pagas com o dinheiro público, dão o tom do que será do Brasil se os eleitores não votarem com consciência e responsabilidade. As centrais de trabalhadores e o MST são a tropa de choque do governo para as próximas eleições. Só resta torcer para que o cidadão trabalhador, honesto e com visão de futuro tenha a real dimensão das consequências de um voto errado. Aliás, a bem da verdade, pelo que se apresenta, a escolha não será fácil.
Jonas Paulo da Silva
Por e-mail

 

Paulo Renato Souza

A entrevista com o economista Paulo Renato Souza (Amarelas, 28 de outubro) está excelente. Respostas claras, objetivas, sem rodeios e corajosas ao apontar um problema básico da educação que é a falta de qualificação e motivação dos professores. Ele deixa muito claro o que os bons professores sempre souberam: a educação só melhora com melhores professores, independentemente de sua ideologia.
Fábio Mestriner
Professor
São Paulo, SP

Mais uma vez, Paulo Renato Souza toma a frente e promove mudanças imprescindíveis para modernizar a educação brasileira – no caso, do estado de São Paulo –, valorizando os bons profissionais por meio da meritocracia. É necessário o apoio de toda a sociedade a esse projeto para que as mudanças se estabeleçam e ganhem corpo, expandindo-se para todo o Brasil, de modo que consigamos extinguir de nossas escolas os profissionais fossilizados, que se agarram às suas práticas e ideologias ultrapassadas e se negam a abrir a mente para exercer com plenitude suas funções profissionais e cumprir seu papel com relevância na sociedade.
Thatiane Pinela Bruzaroschi
Professora
São Paulo, SP

Os sindicalistas, mais uma vez, criticaram as provas e avaliações. Abominam notas mínimas e têm medo de avaliações. Preferem o pior para todos às oportunidades que possam premiar e diferenciar os melhores e mais dedicados.
Deputado Milton Flavio
São Paulo, SP

Ouso acrescentar que, além dos sindicatos, a UNE é responsável pelo estado em que se encontra a educação, pois está submissa a todo esse atraso ideológico, típico dessa esquerda que já foi festiva, mas hoje é putrefata.
Eduardo A.M. Elias
Santos, SP

 

Veja Essa

A frase do presidente Lula ("Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão", Veja Essa, 28 de outubro) resume todo o processo político-eleitoral do Brasil. Tudo pode, e o Tribunal Superior Eleitoral nada diz, nada vê. A ministra Dilma está percorrendo o Brasil como se o gabinete dela fosse itinerante. Se Judas pode se juntar a Jesus Cristo, então por que essa farsa de fidelidade partidária?
Silvia M.A. São Pedro
São Paulo, SP

Parece que os sentimentos de gratidão e fidelidade não fazem parte da vida de Ronaldo. O grande jogador jamais reconheceu o Cruzeiro como o time que o projetou no futebol mundial. E agora, por outros interesses, jogou o Flamengo para escanteio (Veja Essa, 28 de outubro). Infelizmente, o surpreendente Fenômeno pensa com os pés.
Ronaldo Spagnuolo
Belo Horizonte, MG

 

Claudio de Moura Castro

Concordo que as teorias científicas são uma fantástica academia para exercícios mentais ("Academia de ginástica (mental)", 28 de outubro). Difícil será convencer uma criança, que deve ser o público preferencial, a frequentá-la. Por que não começar por algo mais simples, como o jogo de xadrez, que impõe tudo aquilo que ele cita como essencial ao desenvolvimento do músculo do intelecto - "O rigor das definições, a precisão das leis e as abstrações disciplinadas" -, além do lúdico, que no caso é essencial? Não é à toa que em muitos países o xadrez é obrigatório nas escolas.
Carlos R. Cabral
Rio de Janeiro, RJ

Observo que, para alcançar níveis de excelência na ação pedagógica (e epistemológica) do método científico, é necessário rever alguns aspectos importantes da prática docente. Entre eles a dificuldade de o professor analisar mais profundamente certas questões da ciência que ministra, sem conseguir exprimir com exatidão e consistência as questões a ser debatidas, sem clara definição dos temas discutidos e sua problematização. Em consequência, não consegue viabilizar o "diálogo investigativo", que propicia o desenvolvimento do conhecimento científico sobre o assunto em exame e permite transformar as salas de aula em espaços ricos de pesquisa e investigação.
Clara Araújo
Brasília, DF

Tomadas e plugues no Brasil

Em primeiro lugar, cumprimento VEJA pela reportagem "Jabuticaba elétrica" (28 de outubro). Como corretamente aponta a revista, a adoção do Padrão Brasileiro de Plugues e Tomadas é uma jabuticaba e, além disso, já está passada, ou seja, não é possível aproveitá-la para nada. Desde o início das discussões da NBR 14 136, que estabelece o Padrão Brasileiro de Plugues e Tomadas, firmamos posição intransigente contrária a tal norma, participamos de todos os painéis setoriais promovidos pelo Inmetro, defendendo nossa contrariedade ao referido padrão por não encontrar similitude no mundo, ante o comércio globalizado, por não alterar de fato padrões de segurança, por causar prejuízos ao consumidor e, enfim, por não trazer benefício algum em relação a um padrão universal em uso há décadas no Brasil.
Marco Aurelio Sprovieri Rodrigues
Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico, Eletrodomésticos e Iluminação no Estado de São Paulo
São Paulo, SP

A adoção de um padrão único no mundo para nossas tomadas elétricas é de uma burrice atroz. E vai beneficiar os sempre oportunistas camelôs. Existe alguém que ainda não acredite que, no momento em que os adaptadores forem proibidos, alguma oficina de fundo de quintal vai começar a produzi-los sem nenhuma garantia de qualidade? Por via das dúvidas, já adquiri um bom estoque de tomadas do modelo antigo para adiar o problema até que alguém com inteligência suficiente acabe com essa besteira. Só falta agora mudarmos nosso padrão de eletricidade para 147 volts e 73,5 hertz... Pobre Brasil!
Marcos Bonin Villela
Rio de Janeiro, RJ

As empresas fabricantes de eletroeletrônicos demandarão um bom tempo para migrar totalmente para o novo padrão. Isso fará com que os usuários utilizem, cada vez mais, os adaptadores. Esse fato vai de encontro à Norma Regulamentadora NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade) do Ministério do Trabalho e Emprego, que condena o uso desses dispositivos.
Marcel da Costa Amorim
Engenheiro eletricista e professor da disciplina de segurança elétrica em cursos técnicos e superior
Natal, RN

A sunga do Suplicy

Tenho 38 anos, trinta a menos que o senador Eduardo Suplicy. E tudo o que eu peço a Deus é que me dê a dignidade de uma boa morte, antes que a lubricidade senil me leve ao ridículo à vista de um par de coxas ("O Pânico amarelou", 28 de outubro).
Alan Lacerda de Souza
Brasília, DF

Fazia tempo que havia me arrependido de ter votado em Eduardo Suplicy. Mas agora estou enojado.
Jean Mikhael Makdissi Junior
São Paulo, SP

 

Kátia Abreu

Mais uma vez, a senadora Kátia Abreu demonstra ser aguerrida na defesa do contribuinte brasileiro (Datas, 28 de outubro). Primeiro quando liderou a derrubada da CPMF e agora tentando fechar as torneiras dos cofres públicos em direção ao MST. Na nota sobre a CPI do MST, a senadora é citada como integrante do DEM de Goiás, quando na verdade ela é do DEM do Tocantins. Lourival Batista Pereira Júnior
Goiânia, GO

 

Minicarro elétrico

Aprovo a ideia de Jaime Lerner de fazer um minicarro elétrico para deslocamentos curtos ("Quase uma bicicleta", 28 de outubro). No entanto, acho o design um pouco antiquado para a realidade das ruas brasileiras. Por serem muito baixos, ficariam na primeira valeta. Acredito, também, que um carro para duas pessoas seria mais viável.
Leandro Centurion
Catanduva, SP

A ideia é muito boa, mas acho que nosso povo não tem ainda a educação necessária para conviver com os Dock Docks sem roubá-los.
Mônica Delfraro David
Campinas, SP

Instalações e Serviços em Eletricidade) do Ministério do Trabalho e Emprego, que condena o uso desses dispositivos.
Marcel da Costa Amorim
Engenheiro eletricista e professor da disciplina de segurança elétrica em cursos técnicos e superior
Natal, RN

 

SobeDesce

A afirmação de que a TV Brasil "distorceu uma pesquisa para tentar negar a realidade de que sua programação é um fiasco de audiência" é uma grave e infundada acusação. No dia 14 de outubro, enviei à revista um texto de divulgação da pesquisa Datafolha sobre "Conhecimento e Avaliação" da TV Brasil. Jamais foi dito que essa pesquisa era de audiência: tratava-se de um levantamento sobre hábitos televisivos, pelo qual se podem aferir o nível de conhecimento da emissora, o hábito de sintonizá-la, o que os telespectadores do canal acham da programação, do que gostam, do que não gostam, quais são as formas de recepção (sinal aberto, parabólica ou TV por assinatura) e outros indicadores para a gestão operacional e de conteúdo. Não é, portanto, correto afirmar que a distorcemos, como pode atestar o Datafolha.
Tereza Cruvinel
Diretora-presidente da Empresa Brasil de Comunicação

 

Air France

No caso das famílias que desejam negociar um acordo, seja em âmbito judicial ou extrajudicial, estamos analisando os documentos que nos são fornecidos e apresentando propostas de acordo que respeitam os parâmetros indenizatórios estabelecidos pelo STJ e pelas convenções internacionais. A Air France apresentou propostas de acordo a doze famílias, já tendo iniciado a análise de documentos em outros doze casos. (Radar, "Questão de imagem", 21 de outubro).
Isabelle Birem
Diretora-geral Brasil do Grupo Air France KLM

 

Correções: até as deduções matemáticas de Johannes Kepler (1571-1630), a astrologia desfrutou a mesma respeitabilidade que a astronomia. Mas esse fato não justifica o erro de VEJA na reportagem "O inventário do mundo" (28 de outubro), que atribuiu à astrologia a rapidez no avanço do conhecimento do espaço. A ração mais indicada para cães com problemas renais é a Hill’s Prescription Diet k/d Canine, e não a Hill’s Prescription Diet c/d Canine, como citado no Guia (28 de outubro). Na nota sobre a CPI do MST, a senadora Kátia Abreu é citada como integrante do DEM de Goiás, quando na verdade ela é do DEM do Tocantins (Datas, 28 de outubro).

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