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VEJA Recomenda CINEMA
Divulgação
 | | Dakota,
em Sonhadora: previsível, mas muito simpático |
Sonhadora
(Dreamer, Estados Unidos, 2005. Estréia nesta sexta-feira no país)
Muito embora seu pai (Kurt Russell) seja um treinador de puros-sangues
de corrida, Cale (Dakota Fanning) mora num haras em que não há nenhum
cavalo à vista. Isto é, até a chegada de Soñadora
Sonya para os íntimos , uma égua que estava a caminho
de se tornar um fenômeno das pistas quando uma fratura numa das pernas encerrou
sua carreira. Cale, que é páreo para o pai em teimosia, decide que
Sonya vai não só correr de novo, como também vencer. O saldo
do filme é mais do que previsível o que não tira nada
da sua simpatia. Mérito do bom elenco e do diretor John Gatins, que vem
se especializando em histórias de superação pessoal, como
Hard Ball e Coach Carter. Veja
cenas.
DVDs Hiroshima
Meu Amor (Hiroshima Mon Amour, França/Japão, 1959. Aurora)
Uma atriz francesa (Emmanuelle Riva) e um arquiteto japonês (Eiji
Okada) se conhecem na cidade do título, sentem uma atração
mútua e profunda e, durante um dia, vivem um romance que parece se desenrolar
num plano distinto daquele de suas vidas normais. Mas pesam sobre eles a sombra
da bomba atômica de 1945 e as lembranças da atriz, que experimentou
sentimentos semelhantes apenas com um soldado nazista, durante a II Guerra. Como
sempre em se tratando do cineasta francês Alain Resnais de O Ano
Passado em Marienbad , esse é um filme um bocado inescrutável
e distante. E talvez por isso mesmo pareça oferecer algo de novo cada vez
que se volta a ele. De Bico Calado (Keeping
Mum, Inglaterra, 2005. Imagem) Jovem, grávida e de olhos inocentes,
Rosie é presa num trem quando se descobre que ela está levando consigo
as partes desconjuntadas de seu marido adúltero e da amante deste. "Ora,
e o que eu deveria fazer então? Nada?", justifica ela para a polícia.
Não se está revelando nada de mais então em dizer que é
Rosie a governanta que, quatro décadas depois, se apresenta com o nome
de Grace na casa do reverendo anglicano Walter e passa a operar pequenos milagres
diários para sua família com métodos no mínimo
heterodoxos. Na tradição das comédias modernas inglesas,
aqui o que dá o tom são a irreverência e as ótimas
atuações, em especial de Maggie Smith e de Rowan Atkinson, mais
conhecido como Mr. Bean. LIVROS Mao
A História Desconhecida, de Jon Halliday e Jung Chang (tradução
de Pedro Maia Soares; Companhia das Letras; 960 páginas; 70 reais)
A chinesa Jung Chang autora do best-seller Cisnes Selvagens
e seu marido, o historiador Jon Halliday, pesquisaram por dez anos e entrevistaram
centenas de colaboradores do ditador chinês Mao Tsé-tung para compor
uma biografia devastadora desse que é o maior assassino de massas do século
XX. O livro desfaz os mitos que ainda subsistiam sobre Mao na Grande Marcha,
por exemplo, ele teve uma atuação nada heróica, sacrificando
inutilmente seus próprios soldados e também apresenta a intimidade
do tirano, um homem caprichoso e egoísta, que não se importava nem
com o bem-estar de esposas e filhos. Leia
trecho. Recordações
da Casa dos Mortos, de Fiodor Dostoievski (tradução de Nicolau
S. Peticov; Nova Alexandria; 328 páginas; 49 reais) Quando jovem,
o russo Fiodor Dostoievski (1821-1881) freqüentava os círculos políticos
radicais de São Petersburgo. Acabou preso pela polícia czarista.
Passou quatro anos aprisionado na Sibéria, experiência que inspirou
o romance Recordações da Casa dos Mortos que aparece
pela primeira vez aqui em tradução direta do russo. Mestre no exame
psicológico da humilhação, Dostoievski fez desse livro um
testemunho de sua própria vida no cárcere. A presente edição
inclui uma carta que o escritor mandou a um irmão logo depois de sair da
prisão, relatando as experiências degradantes que mais tarde usaria
no romance. Leia
trecho.
DISCOS Greg
Campbell/AP
 |  | | A
revelação pop Timberlake: e pensar que ele foi do 'N Sync... | |
Futuresex/Lovesounds, Justin Timberlake (Sony/BMG)
O segundo CD-solo do cantor americano dá continuidade aos seus ensinamentos
sobre como fazer música pop sem apelar para a banalização.
Espécie de Michael Jackson com mais testosterona, Timberlake se mantém
fiel aos vocais em falsete e às letras ruinzinhas. Mas capricha na atitude
e, graças ao produtor Timbaland, que se saiu com modernas programações
de bateria e referências à soul music dos anos 80, consegue um ótimo
resultado musical com destaque para as faixas SexyBack, My Love
e Chop Me Up, uma mistura de soul e rap que tem tudo para estourar nas
pistas de dança. E pensar que Timberlake foi um dos membros do abominável
grupo juvenil 'N Sync. Rafa
Rivas/AFP
 |  | | Dave
Holland: jazz com inovação | |
Critical
Mass, Dave Holland Quintet (Universal) O baixista inglês
é sinônimo de qualidade no jazz. Holland tocou com artistas consagrados
como Miles Davis e Chick Corea, e atualmente se divide entre trabalhos ao lado
de uma big band e de um quinteto. Nas palavras de Holland, o grupo tem a potência
e a suavidade de uma Ferrari: os músicos experimentam diversos estilos
e improvisações, mas sem transformar as faixas num exercício
entediante de virtuosismo. Outra boa invenção de Holland foi trocar
o piano, tão comum em grupos de jazz, por uma marimba (a cargo de Steve
Nelson). O instrumento brilha principalmente na faixa de abertura. Os momentos
de maior emoção ficam por conta dos solos do trombonista Robin Eubanks,
que dá um show na faixa Full Circle. |