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Edição 1976 . 4 de outubro de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
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Contexto
Datas
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Auto-retrato
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• ELEIÇÕES 2006

Medo da Heloísa
Por incrível que pareça, um dos pontos que pesaram na decisão de Lula de não comparecer ao debate da Rede Globo foi a proximidade entre ele e Heloísa Helena no estúdio – ali eles ficariam lado a lado, separados por 1 metro de distância. O medo da cúpula que aconselha o presidente era que Heloísa Helena, dona de temperamento explosivo, botasse o dedo na cara de Lula.

Sem marolas
Você já reparou como FHC submergiu na última semana de eleição? Ele o fez a pedido de Geraldo Alckmin. O tucano candidato convenceu o tucano ex-presidente de que a imprensa estava "explorando muito as suas intervenções".

Maldade pura
Da série "maldades da oposição": depois de Lula beijar a mão de Jader Barbalho, pedir votos para Newton Cardoso e publicamente descrever Ney Suassuna como um "homem decente", não será surpresa se Fernando Collor virar seu líder de governo no Senado, num eventual segundo mandato.

Bye, bye, PDT
O prefeito de Salvador, João Henrique, e seu pai, João Durval, candidato favorito ao Senado pela Bahia, ambos pedetistas, estão com um pé no PMDB.

O vermelho de Cristovam
A campanha presidencial de Cristovam Buarque foi como um filme de Woody Allen: sucesso de crítica e fracasso de público. E o pior é que ele termina a campanha devendo 2 milhões de reais para a produtora de TV que fez seus programas para o horário eleitoral. Durante a disputa, Cristovam arregaçou as mangas e foi pessoalmente arrecadar doações de grandes empresários. Ouviu sucessivos nãos.

Realinhamento de forças
Paulinho, da Força Sindical, já decidiu: independentemente do que faça seu partido, o PDT, se houver segundo turno ele vai reassumir a presidência da central sindical nesta semana mesmo, para apoiar Geraldo Alckmin.

Na trilha de Lula
Anthony Garotinho, que nesta eleição sumiu do mapa e se dedica a eleger com votação recorde apenas um deputado federal no Rio de Janeiro (de nome Pudim), planeja voltar ao cenário nacional em 2007 a bordo de um instituto. Ele vai criar o Instituto Pensar Brasil. Segue os passos de Lula, que, quando estava sem mandato nos anos 90, criou o Instituto da Cidadania para se ocupar.

 

Presidente novamente

Roosewelt Pinheiro
Sarney: mais uma presidência?


A campanha para tentar reeleger-se senador pelo Amapá foi de uma dureza inesperada. Mas José Sarney já começa a pensar noutra eleição. Existem articulações para o ex-presidente da Arena, do PDS, do Senado e da República retomar um título tão caro a ele – agora, na Academia Brasileira de Letras. Sarney desponta como candidato favorito para suceder ao presidente atual, Marcos Vilaça, em 2008. Dentro de dois anos serão comemorados o centenário da morte de Machado de Assis e o bicentenário da chegada da família real.

 

• GOVERNO

Gaúchos versus paulistas
O clima entre os petistas gaúchos e paulistas que dominam o Palácio do Planalto nunca foi bom. Hoje, depois do escândalo do dossiê, é o pior possível. A turma gaúcha, liderada pela dupla Tarso Genro e Dilma Rousseff, só se refere aos adversários como "aquela gente".

Ciro na Saúde?
No núcleo mais próximo de Lula, especula-se que Ciro Gomes ocuparia o Ministério da Saúde num eventual segundo mandato. Seria uma espécie de antídoto a José Serra, que, eleito governador de São Paulo, será um dos chefes da oposição. Pelo seu estilo, Ciro faria devassas no ministério à procura de desvios da administração de Serra na Saúde. Beleza. Mas se procurar muito acabará encontrando bobagens feitas pelos próprios petistas.

 

• ECONOMIA

Edemar se defende
O sem-banco Edemar Cid Ferreira está enviando carta aos conselheiros da Fundação Bienal de São Paulo, que o excluiu de seu quadro de conselheiros depois de ele ter sido preso. Nela, apresenta o habeas corpus que seus advogados conseguiram no STF. Não se tem informações sobre se Edemar, acusado de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, enviou a tal carta aos correntistas lesados pelo Banco Santos.

A Índia e nós
A IBM Brasil tem crescido vigorosamente. Nos últimos três anos, dobrou seu faturamento. De 2004 para cá, o número de funcionários pulou de 6.000 para 12.000. Ou seja, seu desempenho é muito melhor que o do Brasil. Mas quando se olha para a Ásia dá uma ponta de inveja. A subsidiária da IBM na Índia nesse mesmo período passou de 9.000 para 43.000 empregados.

Huck e Angélica
O casal Luciano Huck e Angélica licenciou três linhas de cosméticos populares, que serão lançadas neste mês. Uma para o público masculino, com o nome dele, e as outras duas para crianças e mulheres, com a marca da apresentadora. Huck é uma usina de idéias para se vender como marca.

 

• FUTEBOL

A guerra acabou
Ex-sócios que viraram inimigos figadais há cinco anos, Pelé e o empresário Hélio Viana estão voltando a desenvolver projetos juntos. A pesada artilharia judicial entre ambos virou pó e nenhum dos dois quer mexer novamente nessa poeira.

 

A Femsa quer fazer barulho

Marcelo Soubhia/Ag. O Globo
Silva: nova cerveja e mais gás na Kaiser


O grande segredo do mercado publicitário e do setor de cervejas começa a ser desvendado nos próximos dias. Mas só em parte. Trata-se da retumbante estratégia da Femsa, a mexicana dona da Kaiser, para sacudir o mercado. O objetivo do diretor da Femsa, Ernesto Silva, é sair rapidamente dos cerca de 7,5% de participação de mercado para dois dígitos. Reservadamente, ele tem dito que haverá uma megacampanha para recuperar a marca Kaiser – que hoje sofre grande rejeição –, aliada ao lançamento de mais uma cerveja. A estratégia é de longo prazo. O que aparecerá agora é somente a ponta do iceberg.

 

 


Foto: Agliberto Lima/AE


 
 
 
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