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Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
ELEIÇÕES 2006
Medo
da Heloísa
Por incrível que pareça, um dos pontos que
pesaram na decisão de Lula de não comparecer ao debate
da Rede Globo foi a proximidade entre ele e Heloísa Helena
no estúdio ali eles ficariam lado a lado, separados
por 1 metro de distância. O medo da cúpula que aconselha
o presidente era que Heloísa Helena, dona de temperamento
explosivo, botasse o dedo na cara de Lula.
Sem marolas
Você já reparou como FHC submergiu na última
semana de eleição? Ele o fez a pedido de Geraldo Alckmin.
O tucano candidato convenceu o tucano ex-presidente de que a imprensa
estava "explorando muito as suas intervenções".
Maldade
pura
Da série "maldades da oposição": depois
de Lula beijar a mão de Jader Barbalho, pedir votos para
Newton Cardoso e publicamente descrever Ney Suassuna como um "homem
decente", não será surpresa se Fernando Collor virar
seu líder de governo no Senado, num eventual segundo mandato.
Bye,
bye, PDT
O prefeito de Salvador, João Henrique, e seu pai,
João Durval, candidato favorito ao Senado pela Bahia, ambos
pedetistas, estão com um pé no PMDB.
O vermelho
de Cristovam
A campanha presidencial de Cristovam Buarque foi como um
filme de Woody Allen: sucesso de crítica e fracasso de público.
E o pior é que ele termina a campanha devendo 2 milhões
de reais para a produtora de TV que fez seus programas para o horário
eleitoral. Durante a disputa, Cristovam arregaçou as mangas
e foi pessoalmente arrecadar doações de grandes empresários.
Ouviu sucessivos nãos.
Realinhamento
de forças
Paulinho, da Força Sindical, já decidiu: independentemente
do que faça seu partido, o PDT, se houver segundo turno ele
vai reassumir a presidência da central sindical nesta semana
mesmo, para apoiar Geraldo Alckmin.
Na trilha
de Lula
Anthony Garotinho, que nesta eleição sumiu
do mapa e se dedica a eleger com votação recorde apenas
um deputado federal no Rio de Janeiro (de nome Pudim), planeja voltar
ao cenário nacional em 2007 a bordo de um instituto. Ele
vai criar o Instituto Pensar Brasil. Segue os passos de Lula, que,
quando estava sem mandato nos anos 90, criou o Instituto da Cidadania
para se ocupar.
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Presidente novamente
Roosewelt Pinheiro
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| Sarney: mais uma presidência?
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A campanha para tentar reeleger-se senador pelo Amapá
foi de uma dureza inesperada. Mas José Sarney
já começa a pensar noutra eleição.
Existem articulações para o ex-presidente
da Arena, do PDS, do Senado e da República retomar
um título tão caro a ele agora,
na Academia Brasileira de Letras. Sarney desponta como
candidato favorito para suceder ao presidente atual,
Marcos Vilaça, em 2008. Dentro de dois anos serão
comemorados o centenário da morte de Machado
de Assis e o bicentenário da chegada da família
real.
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GOVERNO
Gaúchos
versus paulistas
O clima entre os petistas gaúchos e paulistas que
dominam o Palácio do Planalto nunca foi bom. Hoje, depois
do escândalo do dossiê, é o pior possível.
A turma gaúcha, liderada pela dupla Tarso Genro e Dilma Rousseff,
só se refere aos adversários como "aquela gente".
Ciro
na Saúde?
No núcleo mais próximo de Lula, especula-se
que Ciro Gomes ocuparia o Ministério da Saúde num
eventual segundo mandato. Seria uma espécie de antídoto
a José Serra, que, eleito governador de São Paulo,
será um dos chefes da oposição. Pelo seu estilo,
Ciro faria devassas no ministério à procura de desvios
da administração de Serra na Saúde. Beleza.
Mas se procurar muito acabará encontrando bobagens feitas
pelos próprios petistas.
ECONOMIA
Edemar
se defende
O sem-banco Edemar Cid Ferreira está enviando carta
aos conselheiros da Fundação Bienal de São
Paulo, que o excluiu de seu quadro de conselheiros depois de ele
ter sido preso. Nela, apresenta o habeas corpus que seus advogados
conseguiram no STF. Não se tem informações
sobre se Edemar, acusado de gestão fraudulenta, lavagem de
dinheiro e formação de quadrilha, enviou a tal carta
aos correntistas lesados pelo Banco Santos.
A Índia
e nós
A IBM Brasil tem crescido vigorosamente. Nos últimos
três anos, dobrou seu faturamento. De 2004 para cá,
o número de funcionários pulou de 6.000 para 12.000.
Ou seja, seu desempenho é muito melhor que o do Brasil. Mas
quando se olha para a Ásia dá uma ponta de inveja.
A subsidiária da IBM na Índia nesse mesmo período
passou de 9.000 para 43.000 empregados.
Huck
e Angélica
O casal Luciano Huck e Angélica licenciou três
linhas de cosméticos populares, que serão lançadas
neste mês. Uma para o público masculino, com o nome
dele, e as outras duas para crianças e mulheres, com a marca
da apresentadora. Huck é uma usina de idéias para
se vender como marca.
FUTEBOL
A guerra
acabou
Ex-sócios que viraram inimigos figadais há
cinco anos, Pelé e o empresário Hélio Viana
estão voltando a desenvolver projetos juntos. A pesada artilharia
judicial entre ambos virou pó e nenhum dos dois quer mexer
novamente nessa poeira.
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A Femsa quer fazer barulho
Marcelo Soubhia/Ag. O Globo
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| Silva: nova cerveja e mais gás
na Kaiser |
O grande segredo do mercado publicitário e do
setor de cervejas começa a ser desvendado nos
próximos dias. Mas só em parte. Trata-se
da retumbante estratégia da Femsa, a mexicana
dona da Kaiser, para sacudir o mercado. O objetivo do
diretor da Femsa, Ernesto Silva, é sair rapidamente
dos cerca de 7,5% de participação de mercado
para dois dígitos. Reservadamente, ele tem dito
que haverá uma megacampanha para recuperar a
marca Kaiser que hoje sofre grande rejeição
, aliada ao lançamento de mais uma cerveja.
A estratégia é de longo prazo. O que aparecerá
agora é somente a ponta do iceberg.
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