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Edição 1976 . 4 de outubro de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Auto-retrato
VEJA.com
Veja essa
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Capa simples e direta, que sem nenhum texto expõe de forma clara a irresponsabilidade do senhor Lula."
Alberto Koszt
São Paulo, SP

 

Capa da edição 1 975

Histórica a capa da revista desta semana das eleições! A forma limpa como veio, sem interferência de texto, permite ao leitor "ver" além da imagem e respeita a individualidade e a capacidade de interpretação de cada um. Até analfabetos podem lê-la! A faixa presidencial impedindo nosso presidente de ver (ou sendo usada, convenientemente, como impedimento) e o nome da revista quase que ordenando ao (e)leitor que "veja" o que está acontecendo antes de ir votar. Foi genial. Parabéns à equipe de VEJA.
Liliana Rios Barreto
Goiânia, GO  

Não poderia ser mais fiel a capa de VEJA mostrando um presidente que brinca e debocha do povo, como se fôssemos todos idiotas. Com muita tristeza, vejo meus dois filhos adolescentes, que votarão pela primeira vez, tendo de fazer sua escolha nessa situação deplorável, a que temos de assistir diariamente pelos meios de comunicação.
Izabeth Monteiro
Boa Vista, RR  

Admirador ardente e leitor compulsivo de VEJA há vinte anos, confesso que não entendi a capa da última edição da revista. O que vocês quiseram dizer exatamente? Que o Lula é um pirata caolho (bandido)? Que ele não sabe para onde está indo? Que ele está cego pela Presidência? Que ele tem os olhos vendados para a realidade? Que ele não quer ver o que está acontecendo em volta dele? Que ele não sabe por onde anda? Por favor, esclareçam.
João Manuel Faria
Simões de Carvalho Maio
São José dos Campos, SP

Sou brasileira e moro na Espanha há cerca de quatro anos. Quero voltar ao meu país, mas devo reconhecer que muitas vezes me sinto decepcionada e envergonhada diante dos constantes escândalos de corrupção que o governo Lula vem obrigando os brasileiros a suportar. A capa de VEJA desta semana é uma síntese perfeita de tudo isso.
Gisele Mendes de Carvalho
Zaragoza, Espanha  

A leitura semiótica da capa de VEJA diz tudo: Lula está cego pelo poder. É triste ir às urnas em clima de velório. Não há festa nas ruas, não há, sequer, manifestações de indignação com tudo o que está acontecendo "neste país".
Naldo Araújo
Abaetetuba, PA  

Simplesmente impressionante a capa de VEJA. Captura em uma única charge o momento que passamos na vida pública brasileira, em que temos a mesma resposta de nosso presidente para tudo: "Não sei, não vi, não ouvi". VEJA acertou: "Uma imagem vale por mil palavras"!
Marcio Tadeu de Oliveira
São Paulo, SP  

Que capa! Que simbologia! Não foi só Lula que não viu nada. Quem lhe deu a faixa presidencial também não quer enxergar. Espero que quando resolverem tirar a venda dos próprios olhos não seja tarde demais.
Osvaldo Zalewska
Por e-mail

Fantástica a capa. Sem uma linha sequer, conseguiu transmitir tudo. Uma venda nos olhos. Onde está o estadista da América, o líder deste Terceiro Mundo, o grande visionário dos problemas e anseios do povo brasileiro? Será que consegue ver mais longe que seu próprio projeto de poder?
Manoel Bento Motta
Cafelândia, PR  

Forte, simples, direta. Esplêndida a capa de VEJA. Poucas vezes se vê no mercado editorial uma capa nesses moldes. Parabéns ao diretor de arte, ao editor e ao ilustrador.
Guilherme Jahara Bonança Tinoco
São Paulo, SP

 

Operação Tabajara

Lula vem deixando um "rastro" de amigos pelo caminho. Dirceu, Palocci, Genoíno, Gushiken, agora Berzoini, entre outros. Todos parecem aceitar ser descartados pelo presidente, quase humilhados, uma vez que Lula sempre diz que não sabia de nada e que os culpados pagarão pelos seus erros. Parecem homens-bomba acreditando na recompensa do paraíso. Será que o paraíso é o segundo mandato de Lula ("Um tiro no pé às portas da eleição", 27 de setembro)?
Ana Maria Muller Rebuzzi
Rio de Janeiro, RJ  

Quantos escândalos mais serão necessários para a sociedade brasileira e suas instituições entenderem que o Partido dos Trabalhadores tomou de assalto os cofres públicos do país? Onde estão os caras-pintadas, sindicatos, artistas, ONGs, que não se manifestam, não vão para as ruas protestar, pedir a punição adequada para todos os envolvidos? Se continuarmos nessa sucessão de escândalos sem punição, em breve perderemos a capacidade de nos indignar. Perde o país, perdem os brasileiros de bem.
Carlos Antonio Cardoso
Vitória, ES

Quem sabe por meio desse tiro no pé às portas da eleição o Brasil saia da deriva, sem rumos nem projetos, mostrando o poder do povo e da democracia. Ainda temos a chance de resgatar o sentido da civilização, levar a eleição para o segundo turno e eleger aquele que tem moral e está mais apto para governar o Brasil.
Eros Pires de Miranda
Paranaguá, PR  

Depois de mais esse escândalo, só me resta cantar: Luiz... Inácio... fora do Palácio!
Marcel Pilatti
Curitiba, PR  

Talvez já não seja mais importante saber quem vai vestir a fantasia de presidente da República. Até porque, na prática, não há mais presidente nem República. Assistimos à situação patética de um presidente que se declara traído por assessores de sua mais íntima confiança pela segunda vez em quase dois anos, por práticas comprovadas e gravíssimas de corrupção. Fica a pergunta: conivência ou incompetência?
Etienne Douat
Joinville, SC  

Entendo que não é preciso ser "politizado" para enxergar a gravidade da atual crise político-institucional do país. Basta lucidez. Nos EUA, na década de 70, um escândalo semelhante forçou a renúncia de Richard Nixon. No caso brasileiro, a opção será pela cachacinha e pelo bom churrasco de costela do Lorenzetti. Chega de tanta complacência com o crime!
Kelmo Oliveira Bernardes
Feira de Santana, BA  

No início do mandato petista, VEJA publicou uma foto de Lula posando como comandante de um Boeing. Diante de centenas de botões e alavancas, o homem sorria. A arrepiante metáfora da condução do avião comparada à nação era perfeita. A realidade se mostrou assustadoramente pior: o comandante está vendado.
Roberto Santos
Fortaleza, CE  

Com relação à reportagem "O vôo cego do petismo" (27 de setembro), gostaria de cumprimentar o jornalista Alexandre Oltramari pelo brilhante trabalho. A matéria faz uma nítida radiografia deste governo que se diz democrático. Acredito que os milhões de brasileiros ainda indecisos terão encontrado na reportagem a razão para decidir em quem votar neste 1º de outubro.
Naldi Joviano dos Santos
Belo Horizonte, MG  

Analisando a foto publicada nas páginas 60/61 da edição 1 975 (veja bem: só pela foto), nota-se uma irregularidade e tem-se a certeza de que se acham acima das normas esses homens do presidente. Identificado com o número 1 está o senhor Aloizio Mercadante falando ao celular. Ora, não é proibida a utilização de aparelhos eletrônicos após a saída do terminal? Isso se a foto foi tirada em terra, pois, se o flagrante (parece que essa expressão persegue os dirigentes do PT) foi obtido durante o vôo, ele estaria colocando em risco todos a bordo.
Marcelo Neves Guimarães
Vitória, ES  

Depois do "Careca", do Duda, do Delúbio, do Dirceu, do Genoíno, dos dólares na cueca, Berzoini e sua turma chegam para aumentar a lista dos "companheiros" envolvidos em escândalos éticos e de corrupção. É bom que o estoque de "companheiros" esteja alto, pois do contrário Lula poderá ficar sozinho. Ah, a culpa sempre poderá recair sobre o mordomo. Tem mordomo no Palácio?
Dalton Normando Cabral
Manaus, AM  

Antes de o ministro Marco Aurélio Mello assumir a presidência do TSE, eu tinha medo de que o Lulla ganhasse roubando. Porque, na minha opinião, só assim ele ganharia (isso antes de ele "comprar" o povo com o Bolsa-esmola). Mas, depois que o ministro Marco Aurélio assumiu, eu me senti mais tranqüila. Peço ao presidente do TSE que monitore as eleições, porque tenho certeza de que os petistas vão carregar eleitores até nas costas, se necessário, para ganhar as eleições.
Deise Sachetti Pinar
São José dos Campos, SP  

VEJA presta relevantes serviços a este país, graças à imparcialidade dos artigos veiculados, à coragem e à perspicácia de seus jornalistas, sempre seguros e excelentes profissionais. Quisera que 100% dos brasileiros tivessem o privilégio de ler essa revista semanalmente.
Anselmo Quadros
Presidente do conselho de administração da Associação dos Dirigentes
de Vendas e Marketing do Estado de São Paulo, Goiás e Brasília
São Paulo, SP  

Minha filha tem 6 anos e me esforço para educá-la como uma pessoa responsável, correta e honesta. Já esses senhores e senhoras grisalhos, de forma lamentável, são personagens de episódios patéticos e irritantes. Para mim, não merecem uma segunda chance.
Rubens Takiguti
Campinas, SP  

O mundo passa e o homem do Planalto segue conversando fiado, entre disputas de sinuca, canecas de chope, sem nunca nada saber. Essa suposta falta de informação desmerece as obras e as ações do presidente. Seus feitos ficam renegados. Pobre Lula, tirado para otário. No entanto, o ex-proletário de bobo só tem a cara e o jeito de andar.
Guilherme Mazui
Por e-mail

 

Célio Borja

A entrevista com o jurista Célio Borja ("Perdemos o sentido da civilização", 27 de setembro) é um monumento à inteligência. Lúcida, clara, objetiva, tranqüila, disseca a crise atual por que passa a política brasileira e nos remete aos fundamentos da ética, da moral e da política no seu mais legítimo sentido. As palavras de Célio Borja nos dão um alento e a esperança de que nem tudo está perdido. E sobretudo nos lembram a fraqueza, a tibieza, a covardia dos intelectuais brasileiros, que, envergonhados, se calam e se omitem diante da grave crise atual.
Carlos Alberto Jales e Otaviana Maroja Jales
Por e-mail  

O excelente conteúdo das reportagens que colocaram em pratos limpos o "dossiêgate" pode ser resumido em uma frase da entrevista do inatacável jurista Célio Borja: "Não podemos dispensar a ajuda da inteligência brasileira".
José Elias Aiex Neto
Foz do Iguaçu, PR

 

Carta ao leitor

Muito bem-feita a análise na Carta ao leitor ("Até quando?", 27 de setembro). Bem-feita e preocupante, se somada aos outros diversos artigos que falam da incrível imortalidade política de Lula. O país, realmente, caiu numa armadilha. Até uma semana antes da eleição, tudo estava a indicar que nada seria capaz de abalar a popularidade do candidato do PT. Por outro lado, mesmo que o eleito seja Alckmin, nosso futuro se anuncia sombrio, pois não há dúvida de que a oposição será terrível. Nesse quadro, só nos resta rezar para que Deus nos acuda e ilumine o eleitor, para que ele eleja um Congresso confiável.
Mário Ivan Araújo Bezerra
João Pessoa, PB  

 

Alex Canziani

Queremos informar os leitores sobre o andamento do inquérito 2.071, que estava em trâmite no Supremo Tribunal Federal mas que, na sexta-feira 22, foi arquivado por aquela instância judicial. No mencionado inquérito, o deputado federal Alex Canziani (PTB-PR) havia sido citado e por isso foi motivo de inclusão na reportagem sob o título "Museu vivo do Código Penal", publicada na edição 1 964, de 12 de julho de 2006 (pág. 54). Considerando a novidade no que diz respeito ao inquérito e o seu evidente interesse jornalístico é que tomamos a iniciativa de solicitar espaço em VEJA, até porque, quando se trata de arquivamento, significa que não há mais nenhuma pendência judicial. Sem mais para o momento, antecipamos agradecimentos e nos colocamos à disposição.
Marcelino Jr.
Assessoria do deputado federal Alex Canziani
Brasília, DF

 

Roberto Pompeu de Toledo

Simplesmente a melhor coluna da mídia escrita no ano ("A armadilha e o mito", Ensaio, 27 de setembro). Todos perguntavam o porquê dessa popularidade blindada do nosso presidente contra escândalos de corrupção. Depois de lermos as coisas mais descabidas e de os analistas políticos mudarem de opinião de acordo com a variação do presidente nas pesquisas eleitorais, está aí a teoria mais aceitável: a percepção do "mito".
Rodrigo Macedo Abrahão
Anápolis, GO

Desafio qualquer leitor que não seja lulista xiita a ler o brilhante e contundente artigo do colunista Roberto Pompeu de Toledo e responder, sem titubear, à pergunta que é feita ao final: vale a pena ver Lula derrotado?
Abel Pires Rodrigues
Rio de Janeiro, RJ  

Li e reli, com total atenção, o ensaio. O fantástico jornalista expõe com clareza pensamentos e conclusões que plenamente endosso. Duas lembranças chegam-me, ambas aplicáveis ao tema em tela: uma peça teatral, sucesso de anos passados, de Oduvaldo Vianna Filho, Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, e palavras do conhecido poema Pneumotórax, do grande pernambucano Manuel Bandeira: "A única coisa a fazer é tocar um tango argentino".
Nelson Coslovsky
Presidente Prudente, SP  

Lula já está derrotado! E, se ele e sua quadrilha continuarem praticando crimes, na tentativa de desestabilizar o novo governo, coloquem-nos onde eles já deveriam estar: na cadeia. Não aceitaremos mais continuar reféns dessa escória, que tenta impor uma nova conduta moral à nação brasileira.
Martha E. Ferreira
Vitória, ES  

Quando li o ensaio "A armadilha e o mito", de Roberto Pompeu de Toledo, tive duas sensações: uma agradável e a outra de muita tristeza. A primeira, por ler um texto tão esclarecedor sobre os perigos do populismo, que torna o povo cego, surdo e mudo; a segunda, por saber que, infelizmente, as pessoas que mais necessitam de esclarecimento não lerão a matéria e continuarão deslumbradas com o mito, por carência de raciocínio crítico. Na verdade, Lula não se tornou apenas um mito, é também a encarnação de Paulo Honório, personagem da obra São Bernardo, de Graciliano Ramos: ele passa por cima de tudo e de todos para conseguir seus intentos.
Adelino Brandão dos Santos
Paranaíba, MS

 

Stephen Kanitz

Excelente o artigo "A derrota dos intelectuais" (Ponto de vista, 27 de setembro), do professor Stephen Kanitz, em que analisa a frustração dos intelectuais nas eleições. Concordamos a respeito da nossa absoluta incompetência de propor soluções conjuntas e desenvolver trabalhos em grupo. Ademais, a baixa qualidade da educação brasileira se reflete na escolha dos nossos políticos. Conforme o Banco Mundial, o sistema de ensino brasileiro foi o pior colocado em todo o universo.
Luiz Gonzaga Bertelli
Diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
São Paulo, SP  

Dá grande tristeza observar como a política vai se apequenando, se "criminalizando". Política virou sinônimo de baixeza, corrupção, ladroagem, retificada pelo presidente e pelos auxiliares diretos (seriam características inerentes ao sistema político brasileiro e democrático, com as quais o povo já está acostumado!). O Executivo e o Legislativo, assim como o povo, deveriam estar preocupados em melhorar continuamente o sistema e a sociedade, em preservar os valores, a moral e os princípios democráticos, arduamente conquistados. Aceitar o lamaçal e a falta de respeito com o povo e a coisa pública achando que "é assim mesmo e sempre foi" só levará a sociedade brasileira à idade da pedra.
Helena Frida Tiber Weisz
Waiblingen, Alemanha

 

André Petry

Graças a VEJA e ao talento primoroso desse colunista, eu me sinto convalescido. Petry foi sublime, mesclou serenidade com sofreguidão e externou para todo o país a vontade de milhões de eleitores: um segundo turno para debate ("Um domingo espanhol", 27 de setembro).
Halley Maia Sampaio
Teresina, PI

 

Ambiente

Parabéns pelas matérias que mostraram o que o homem está fazendo com a natureza. Animais tirados de seu habitat e depois abandonados. Oceanos entupidos de sujeira. Florestas devastadas. O meio ambiente vem sendo agredido há muito tempo, e tenho receio do que vai sobrar para daqui a alguns anos ("A agonia dos oceanos", 27 de setembro).
Liane Gouvea
Rio de Janeiro, RJ  

Não adianta apenas expor problemas sem listar soluções. Todos sabem que os oceanos sofrem, mas poucos imaginam que cada litro de óleo de cozinha no esgoto contamina 1 milhão de litros de água. Precisamos também de soluções ecológicas para nosso cotidiano.
Diogo Cavalcanti
Tatuí, SP  

Por que as pessoas têm hábitos e atitudes diferentes dentro e fora de casa? Se na sua casa, onde divide o espaço com a família, ao chupar uma bala você não joga o papel no chão, por que quando faz isso na rua joga o papel com a maior naturalidade?
Aline Pereira Bergamaschine
São José do Rio Preto, SP

 

Animais

A triste realidade vivida pelos leões abandonados retrata o descaso, a maldade e a selvageria em que os animais vivem em nosso país ("Maiores abandonados", 27 de setembro). A grande verdade é que esses animais deveriam estar no seu habitat. Saber que se treinam ursos em chapa quente ao som de música e que elefantes são espancados para se apresentar mostra-nos quanto os donos de circo prezam os bichos.
Davis Glaucio Quinelato
Catanduva, SP  

Foi com orgulho e alegria que recebi o telefonema de meu namorado avisando que em VEJA, da qual sou assinante, havia uma matéria sobre o Rancho dos Gnomos. Imediatamente parei em uma banca para comprar a revista e poder ver mais um pouquinho daquele lugar, onde todo animal é tratado da forma mais ética e amorosa. Espero que essa seja uma matéria de muitas que mostrem gente que tem o compromisso de ajudar esses seres indefesos, que todos os dias são maltratados, humilhados, torturados. Espero também que grandes empresários se sintam sensibilizados e abracem essa causa tão nobre, que vem sendo deixada de lado.
Tatiana Vieira Sinay
Estudante de medicina veterinária
Salvador, BA

 

Transplante

A TransPática – Associação Brasileira de Transplantados de Fígado e Portadores de Doenças Hepáticas cumprimenta VEJA pela excelente reportagem "Trocas mais garantidas" (27 de setembro), na qual aborda o problema dos transplantes no Brasil. Todas as informações estão corretas, e gostaríamos de ressaltar uma importante mudança que houve, em abril deste ano, quando o critério de distribuição de fígados para transplante mudou de cronológico para o critério de gravidade, chamado Meld. Com um índice de mortalidade de 60% dos pacientes na fila de espera por um fígado, e com pacientes em boas condições sendo transplantados, essa mudança de critério, para um utilizado na maioria dos países, somente trará benefícios a todos os que dependem da doação de um órgão tão vital como o fígado. Mas ainda dependemos, como bem ressaltou VEJA, de corrigir as falhas no sistema de captação, que vai desde a falta de notificação da morte encefálica e a inexistência das equipes intra-hospitalares de captação até a falta de UTIs e rapidez no transporte.
Ervin Moretti
Conselho diretor da TransPática
www.transpatica.org.br  

No dia 2 de agosto, uma querida amiga brasileira que morava havia anos em Nova York foi atropelada por um carro e teve morte cerebral. Seus órgãos, além de pele, ossos, veias e outros, foram doados, o que favoreceu cinqüenta pessoas. Ela foi enterrada no Brasil (em Cisneiros, MG). Técnicas modernas e rápidas são imprescindíveis. Vontade do doador e facilitação da família, também.
Mônica Delfraro David
Campinas, SP

 

Roberto Lent

Na entrevista com o neurocientista Robert Lent (Amarelas, 27 de setembro), faltou comentar a capacidade do nosso cérebro de aprender. Uma reação hoje, ou uma área mapeada hoje, pode ser diferente amanhã, porque aprendemos a gostar ou a desgostar. Chama-se isso de educação.
Tabajara Almeida
Rio Grande, RS

A busca da perfeição tem levado a medicina a trilhar fronteiras perigosas. No entanto, a ansiedade da comunidade científica deve ser usada como catalisador para ajudar a espécie humana a caminhar em harmonia com seus três mundos – o corpo, a mente e o espírito.
Gabriel Fernandes Angelo
Paulista, PE

 

Islã versus papa Bento XVI

Qualquer pessoa sensata saberia distinguir a atuação da Igreja Católica nas Cruzadas e na Inquisição dos ensinamentos de Jesus. Mas o que levaria então o principal líder religioso do mundo a fazer um comentário tão infeliz? O teólogo suíço Hans Küng diz que Ratzinger é limitado. Ele deveria se desculpar, sim, pois um dos maiores ensinamentos de Jesus foi a humildade. Ou o papa se julga acima disso? Não queremos a cabeça de ninguém. Queremos apenas que nos respeitem. Antes foram as charges. Nós, muçulmanos, sempre reverenciamos David, Moisés, João Batista, Jesus e todos os outros personagens importantes da história do judaísmo e do cristianismo e continuaremos a respeitá-los, pois fazem parte da nossa doutrina ("Jihad contra Bento XVI", 27 de setembro).
Yussef Ali Abdouni
Segundo-secretário da Sociedade Beneficente Muçulmana de São Paulo
São Paulo, SP

 

VEJA

Tenho 10 anos e sou assinante de VEJA. Desde que tinha 9 eu já lia as revistas de meus familiares. Comecei lendo as matérias sobre televisão e as que mais me interessavam. Depois foram os colunistas, o Millôr, até chegar ao ponto em que eu lia toda a revista, desde as reportagens sobre a política no Brasil até as páginas amarelas. Eu ia ganhar a revista no Dia das Crianças, mas insisti tanto que meu avô me deu a assinatura de presente. VEJA me ajuda nos trabalhos escolares, e, o que é mais importante, me atualiza com os assuntos do Brasil e do mundo!
Heloisa Bianquini Araújo
Umuarama, PR

 

Diogo Mainardi

Em relação ao último texto de Diogo Mainardi, podemos relembrar as palavras de Júlio de Mesquita Filho: "Quando a imprensa não é conduzida com a dignidade necessária, ela se transforma em um mal muito mais profundo do que o comércio de tóxicos".
Oswaldo Crivello Junior
São Paulo, SP

Diogo, nunca gostei de você. Lia suas matérias para detestá-lo cada vez mais. Mas, ultimamente, virei sua fã. Você detesta o Lula, eu também.
Neucélia Beckert
Curitiba, PR

Se eu tivesse lido apenas o texto de Mainardi já teria me dado por satisfeito. A forma com que escreve, em poucas linhas, me convence da amplitude da podridão que envolve o nosso governo.
Guilherme Gainett Cardoso Martins de Carvalho Florez,
14 anos

São José dos Campos, SP

Mainardi está se tornando um ícone da democracia no jornalismo. Acolhe os elogios, bem como as críticas mais ferrenhas.
Edgar Fabre
Campinas, SP

Morda-se, Diogo! Afinal, o presidente Lula foi aclamado "o grande estadista de 2006".
Edezio Sudario da Silva
Salvador, BA

Se alguém quer te comprar, Mainardi? Vai ser o melhor leilão de todos os tempos! Confira os lances que virão!
Verbena Filha
Vitória da Conquista, BA

 

Geraldo Alckmin

Não procede a informação de que eu esteja descontente com a atuação de companheiros de partido e aliados políticos. Ao contrário, agradeço o empenho e a dedicação de todos no primeiro turno das eleições presidenciais.
Geraldo Alckmin
Candidato do PSDB à Presidência da República
São Paulo, SP

 

Paulo Coelho

Foi um alívio ler que Paulo Coelho é um péssimo escritor ("A bruxa está à solta", 27 de setembro). Não sei quem começou a idolatrá-lo como tal. Fico mais indignada ainda ao saber que leitores de bom nível o fizeram ser um sucesso. Ele é nocivo à literatura, à gramática, inclusive porque tudo o que escreveu até hoje "termina acabando", e não se sabe onde "inicia começando".
Márcia Piovesan Rother
São Caetano do Sul, SP

Se Paulo Coelho é um péssimo escritor, por que será que é o escritor brasileiro que mais vende livros no mundo?
Swelen Poliana Cesário
Votuporanga, SP

Como argentina e admiradora da boa literatura brasileira, sinto muito o Brasil não ter sido reconhecido no mundo inteiro por seus grandes escritores, como Machado de Assis ou Carlos Drummond de Andrade, e sim por esse guru de quinta categoria.
Sofia Lauriente Tieppo
São Paulo, SP

Paulo Coelho é um brasileiro que alcançou fama, sucesso e fortuna com trabalho, sem precisar recorrer a políticas demagógicas ou desvio de verbas. A expressão "ele é um péssimo escritor" é no mínimo de muito mau gosto.
Eduardo da Silveira Campos
Cuiabá, MT

A "literatura" de Paulo Coelho é perfeita para a era Lula, pobre, inculta e um sucesso! Viva a decadência!
Fabiano Marchiorato
Curitiba, PR

CORREÇÕES: As taças de cristal Overlay Strauss custam 114 reais a unidade, e não o par, como foi publicado na reportagem "Cozinha na sala de aula", da edição VEJA Brasília. • O nome da árbitra de atletismo Lia Mara Lourenço foi incorretamente grafado como Lia "Mauro" Lourenço na pág. 114 desta edição ("Quando o esporte fere", 4 de outubro). A reforma tributária de 1966 não reduziu os impostos, conforme informa o quadro na pág. 76, da reportagem "O peso do Estado" desta edição. As novas regras criaram um ambiente econômico que impulsionou o consumo de eletrodomésticos no Brasil.

 

 

RODOVIA ESQUECIDA

Ponte sobre a BR-222: descaso

Algilberto Alves Bandeira, assinante de VEJA que mora na cidade de Dom Eliseu, no Pará, e utiliza a Rodovia BR-222 para ir a Marabá "pelo menos uma vez a cada quinze dias", num trajeto de 220 quilômetros, envia fotos de uma das muitas pontes que tem de enfrentar no percurso. "É para registrar o descaso do governo federal para com o povo desta região", diz Bandeira.

 

FÃS DE BRITNEY RECLAMAM

Britney Spears: defesa ardorosa dos leitores

A seção Datas (20 de setembro) publicou uma nota sobre o nascimento de Sutton Pierce, o segundo filho de Britney Spears, e desejou "a ambas as crianças que não sigam o caminho da mãe", numa referência clara ao talento duvidoso da cantora americana. Mexeu num vespeiro. Um contingente de 37 leitores, jovens fãs da artista, escreveu para a redação cravando seu protesto com vigor. Alguns puxões de orelha: "Por que não seguir o caminho da mãe? Quer dizer que ser uma jovem de 24 anos, superbem-sucedida, com muitos CDs vendidos e uma carreira de dar inveja a muitos é ruim?" (Talita Freitas). "Fiquei muito magoado com essa citação. Já há muitos sites de fofoca para especular a vida dela e agora tem mais a VEJA?" (Luís dos Santos). "Levando em consideração a qualidade, o profissionalismo e a seriedade da revista, fiquei muito chocado e chateado ao ver que em uma de suas reportagens vocês desmereceram a pessoa e o trabalho da cantora Britney Spears" (Eduardo Pasetti). "É bom lembrar que Britney vendeu cerca de 80 milhões de discos, além de já ter ganho vários prêmios por suas músicas e clipes, sendo um dos mais importantes o Grammy" (Roberto de Paula).

 

A VACA QUE VIROU PORCO

A nota sobre o livro O Porco Filósofo (VEJA Recomenda, 13 de setembro) informou que Douglas Adams foi o "criador do porco que deseja ser comido". O leitor Elio Soares, de Paço do Lumiar, no Maranhão, escreveu: "No livro de Adams, não é um porco que deseja ser comido, e sim uma vaca". Na verdade, Julian Baggini, autor de O Porco Filósofo (editora Relume Dumará), trocou propositadamente o bicho, mas ele mesmo informa que no original de Adams se tratava de um bovino. O trecho da obra de Adams: "Um imenso animal leiteiro aproximou-se da mesa de Zaphod Beeblebrox. Era um enorme e gordo quadrúpede de tipo bovino, com grandes olhos protuberantes, chifres pequenos e um sorriso nos lábios que era quase simpático" (O Restaurante no Fim do Universo, editora Sextante, 2004, pág. 113).

 

O SUCESSO DA CAPA

Perto de 400 leitores escreveram à redação de VEJA para elogiar a capa da semana passada, em que o logotipo da revista repartia o espaço com a caricatura do presidente Lula, sem o auxílio de nenhum texto. A capa, um desenho que mostrava Lula com a faixa presidencial vedando-lhe os olhos, foi um trabalho conjunto do artista gráfico Dalcio e do diretor de arte de VEJA, Carlos Neri. Dalcio, 34 anos, é um artista gráfico superpremiado, velho colaborador da revista, que compõe com Neri uma dupla de criação que sempre dá muito certo. Dalcio já ganhou 78 prêmios, seis deles de abril para cá – o último foi o segundo lugar no Greekartoon, da Grécia, no qual concorriam 1 130 trabalhos de 62 países. Ainda neste ano ele conquistou o primeiro lugar em caricatura no Salão Carioca de Humor, o primeiro em charge no Festival Internacional de Humor de Pernambuco, o Prêmio Abril de Jornalismo em ilustração, o terceiro lugar em caricatura no World Press Cartoon de Portugal e uma menção honrosa em cartum no Rhodes Festival, na Grécia.

 

Dalcio pelo traço de Dalcio e suas capas
 
 
 
 
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