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Cartas
 | "Capa
simples e direta, que sem nenhum texto expõe de forma clara a irresponsabilidade
do senhor Lula." Alberto Koszt
São Paulo, SP |
Capa da edição 1 975
Histórica a capa da revista desta semana das eleições! A
forma limpa como veio, sem interferência de texto, permite ao leitor "ver"
além da imagem e respeita a individualidade e a capacidade de interpretação
de cada um. Até analfabetos podem lê-la! A faixa presidencial impedindo
nosso presidente de ver (ou sendo usada, convenientemente, como impedimento) e
o nome da revista quase que ordenando ao (e)leitor que "veja" o que está
acontecendo antes de ir votar. Foi genial. Parabéns à equipe de
VEJA. Liliana Rios Barreto Goiânia, GO
Não poderia ser mais fiel a capa de
VEJA mostrando um presidente que brinca e debocha do povo, como se fôssemos
todos idiotas. Com muita tristeza, vejo meus dois filhos adolescentes, que votarão
pela primeira vez, tendo de fazer sua escolha nessa situação deplorável,
a que temos de assistir diariamente pelos meios de comunicação.
Izabeth Monteiro Boa Vista, RR
Admirador ardente e leitor compulsivo de VEJA há vinte anos, confesso que
não entendi a capa da última edição da revista. O
que vocês quiseram dizer exatamente? Que o Lula é um pirata caolho
(bandido)? Que ele não sabe para onde está indo? Que ele está
cego pela Presidência? Que ele tem os olhos vendados para a realidade? Que
ele não quer ver o que está acontecendo em volta dele? Que ele não
sabe por onde anda? Por favor, esclareçam. João Manuel Faria
Simões de Carvalho Maio São José dos Campos,
SP Sou brasileira e moro na Espanha
há cerca de quatro anos. Quero voltar ao meu país, mas devo reconhecer
que muitas vezes me sinto decepcionada e envergonhada diante dos constantes escândalos
de corrupção que o governo Lula vem obrigando os brasileiros a suportar.
A capa de VEJA desta semana é uma síntese perfeita de tudo isso.
Gisele Mendes de Carvalho Zaragoza, Espanha
A leitura semiótica da capa de VEJA diz tudo: Lula está cego pelo
poder. É triste ir às urnas em clima de velório. Não
há festa nas ruas, não há, sequer, manifestações
de indignação com tudo o que está acontecendo "neste país".
Naldo Araújo Abaetetuba, PA
Simplesmente impressionante a capa de VEJA. Captura em uma única charge
o momento que passamos na vida pública brasileira, em que temos a mesma
resposta de nosso presidente para tudo: "Não sei, não vi, não
ouvi". VEJA acertou: "Uma imagem vale por mil palavras"! Marcio Tadeu
de Oliveira São Paulo, SP
Que capa! Que simbologia! Não foi só Lula que não viu nada.
Quem lhe deu a faixa presidencial também não quer enxergar. Espero
que quando resolverem tirar a venda dos próprios olhos não seja
tarde demais. Osvaldo Zalewska Por e-mail
Fantástica a capa. Sem uma linha sequer, conseguiu transmitir tudo. Uma
venda nos olhos. Onde está o estadista da América, o líder
deste Terceiro Mundo, o grande visionário dos problemas e anseios do povo
brasileiro? Será que consegue ver mais longe que seu próprio projeto
de poder? Manoel Bento Motta Cafelândia, PR
Forte, simples, direta. Esplêndida
a capa de VEJA. Poucas vezes se vê no mercado editorial uma capa nesses
moldes. Parabéns ao diretor de arte, ao editor e ao ilustrador. Guilherme
Jahara Bonança Tinoco São Paulo, SP
Operação Tabajara
Lula vem deixando um "rastro" de amigos pelo caminho. Dirceu, Palocci, Genoíno,
Gushiken, agora Berzoini, entre outros. Todos parecem aceitar ser descartados
pelo presidente, quase humilhados, uma vez que Lula sempre diz que não
sabia de nada e que os culpados pagarão pelos seus erros. Parecem homens-bomba
acreditando na recompensa do paraíso. Será que o paraíso
é o segundo mandato de Lula ("Um tiro no pé às portas da
eleição", 27 de setembro)? Ana Maria Muller Rebuzzi
Rio de Janeiro, RJ Quantos
escândalos mais serão necessários para a sociedade brasileira
e suas instituições entenderem que o Partido dos Trabalhadores tomou
de assalto os cofres públicos do país? Onde estão os caras-pintadas,
sindicatos, artistas, ONGs, que não se manifestam, não vão
para as ruas protestar, pedir a punição adequada para todos os envolvidos?
Se continuarmos nessa sucessão de escândalos sem punição,
em breve perderemos a capacidade de nos indignar. Perde o país, perdem
os brasileiros de bem. Carlos Antonio Cardoso Vitória,
ES Quem sabe por meio desse tiro no pé às
portas da eleição o Brasil saia da deriva, sem rumos nem projetos,
mostrando o poder do povo e da democracia. Ainda temos a chance de resgatar o
sentido da civilização, levar a eleição para o segundo
turno e eleger aquele que tem moral e está mais apto para governar o Brasil.
Eros Pires de Miranda Paranaguá, PR
Depois de mais esse escândalo, só me resta cantar: Luiz... Inácio...
fora do Palácio! Marcel Pilatti Curitiba, PR
Talvez já não seja mais importante
saber quem vai vestir a fantasia de presidente da República. Até
porque, na prática, não há mais presidente nem República.
Assistimos à situação patética de um presidente que
se declara traído por assessores de sua mais íntima confiança
pela segunda vez em quase dois anos, por práticas comprovadas e gravíssimas
de corrupção. Fica a pergunta: conivência ou incompetência?
Etienne Douat Joinville, SC
Entendo que não é preciso ser "politizado" para enxergar a gravidade
da atual crise político-institucional do país. Basta lucidez. Nos
EUA, na década de 70, um escândalo semelhante forçou a renúncia
de Richard Nixon. No caso brasileiro, a opção será pela cachacinha
e pelo bom churrasco de costela do Lorenzetti. Chega de tanta complacência
com o crime! Kelmo Oliveira Bernardes Feira de Santana, BA
No início do mandato petista,
VEJA publicou uma foto de Lula posando como comandante de um Boeing. Diante de
centenas de botões e alavancas, o homem sorria. A arrepiante metáfora
da condução do avião comparada à nação
era perfeita. A realidade se mostrou assustadoramente pior: o comandante está
vendado. Roberto Santos Fortaleza, CE
Com relação à reportagem "O vôo cego do petismo" (27
de setembro), gostaria de cumprimentar o jornalista Alexandre Oltramari pelo brilhante
trabalho. A matéria faz uma nítida radiografia deste governo que
se diz democrático. Acredito que os milhões de brasileiros ainda
indecisos terão encontrado na reportagem a razão para decidir em
quem votar neste 1º de outubro. Naldi Joviano dos Santos
Belo Horizonte, MG Analisando
a foto publicada nas páginas 60/61 da edição 1 975 (veja
bem: só pela foto), nota-se uma irregularidade e tem-se a certeza de que
se acham acima das normas esses homens do presidente. Identificado com o número
1 está o senhor Aloizio Mercadante falando ao celular. Ora, não
é proibida a utilização de aparelhos eletrônicos após
a saída do terminal? Isso se a foto foi tirada em terra, pois, se o flagrante
(parece que essa expressão persegue os dirigentes do PT) foi obtido durante
o vôo, ele estaria colocando em risco todos a bordo. Marcelo Neves
Guimarães Vitória, ES
Depois do "Careca", do Duda, do Delúbio, do Dirceu, do Genoíno,
dos dólares na cueca, Berzoini e sua turma chegam para aumentar a lista
dos "companheiros" envolvidos em escândalos éticos e de corrupção.
É bom que o estoque de "companheiros" esteja alto, pois do contrário
Lula poderá ficar sozinho. Ah, a culpa sempre poderá recair sobre
o mordomo. Tem mordomo no Palácio? Dalton Normando Cabral
Manaus, AM Antes de o ministro
Marco Aurélio Mello assumir a presidência do TSE, eu tinha medo de
que o Lulla ganhasse roubando. Porque, na minha opinião, só assim
ele ganharia (isso antes de ele "comprar" o povo com o Bolsa-esmola). Mas, depois
que o ministro Marco Aurélio assumiu, eu me senti mais tranqüila.
Peço ao presidente do TSE que monitore as eleições, porque
tenho certeza de que os petistas vão carregar eleitores até nas
costas, se necessário, para ganhar as eleições. Deise
Sachetti Pinar São José dos Campos, SP
VEJA presta relevantes serviços a
este país, graças à imparcialidade dos artigos veiculados,
à coragem e à perspicácia de seus jornalistas, sempre seguros
e excelentes profissionais. Quisera que 100% dos brasileiros tivessem o privilégio
de ler essa revista semanalmente. Anselmo Quadros Presidente
do conselho de administração da Associação dos Dirigentes
de Vendas e Marketing do Estado de São Paulo, Goiás e Brasília
São Paulo, SP
Minha filha tem 6 anos e me esforço para educá-la como uma pessoa
responsável, correta e honesta. Já esses senhores e senhoras grisalhos,
de forma lamentável, são personagens de episódios patéticos
e irritantes. Para mim, não merecem uma segunda chance. Rubens
Takiguti Campinas, SP
O mundo passa e o homem do Planalto segue conversando fiado, entre disputas de
sinuca, canecas de chope, sem nunca nada saber. Essa suposta falta de informação
desmerece as obras e as ações do presidente. Seus feitos ficam renegados.
Pobre Lula, tirado para otário. No entanto, o ex-proletário de bobo
só tem a cara e o jeito de andar. Guilherme Mazui Por
e-mail Célio
Borja A entrevista com o jurista Célio
Borja ("Perdemos o sentido da civilização", 27 de setembro) é
um monumento à inteligência. Lúcida, clara, objetiva, tranqüila,
disseca a crise atual por que passa a política brasileira e nos remete
aos fundamentos da ética, da moral e da política no seu mais legítimo
sentido. As palavras de Célio Borja nos dão um alento e a esperança
de que nem tudo está perdido. E sobretudo nos lembram a fraqueza, a tibieza,
a covardia dos intelectuais brasileiros, que, envergonhados, se calam e se omitem
diante da grave crise atual. Carlos Alberto Jales e Otaviana Maroja Jales
Por e-mail O excelente
conteúdo das reportagens que colocaram em pratos limpos o "dossiêgate"
pode ser resumido em uma frase da entrevista do inatacável jurista Célio
Borja: "Não podemos dispensar a ajuda da inteligência brasileira".
José Elias Aiex Neto Foz do Iguaçu, PR
Carta ao leitor
Muito bem-feita a análise na Carta ao leitor ("Até quando?", 27
de setembro). Bem-feita e preocupante, se somada aos outros diversos artigos que
falam da incrível imortalidade política de Lula. O país,
realmente, caiu numa armadilha. Até uma semana antes da eleição,
tudo estava a indicar que nada seria capaz de abalar a popularidade do candidato
do PT. Por outro lado, mesmo que o eleito seja Alckmin, nosso futuro se anuncia
sombrio, pois não há dúvida de que a oposição
será terrível. Nesse quadro, só nos resta rezar para que
Deus nos acuda e ilumine o eleitor, para que ele eleja um Congresso confiável.
Mário Ivan Araújo Bezerra João Pessoa, PB
Alex Canziani
Queremos informar os leitores sobre o andamento
do inquérito 2.071, que estava em trâmite no Supremo Tribunal Federal
mas que, na sexta-feira 22, foi arquivado por aquela instância judicial.
No mencionado inquérito, o deputado federal Alex Canziani (PTB-PR) havia
sido citado e por isso foi motivo de inclusão na reportagem sob o título
"Museu vivo do Código Penal", publicada na edição 1 964,
de 12 de julho de 2006 (pág. 54). Considerando a novidade no que diz respeito
ao inquérito e o seu evidente interesse jornalístico é que
tomamos a iniciativa de solicitar espaço em VEJA, até porque, quando
se trata de arquivamento, significa que não há mais nenhuma pendência
judicial. Sem mais para o momento, antecipamos agradecimentos e nos colocamos
à disposição. Marcelino Jr. Assessoria do
deputado federal Alex Canziani Brasília, DF
Roberto Pompeu de Toledo
Simplesmente a melhor coluna da mídia escrita no ano ("A armadilha e o
mito", Ensaio, 27 de setembro). Todos perguntavam o porquê dessa popularidade
blindada do nosso presidente contra escândalos de corrupção.
Depois de lermos as coisas mais descabidas e de os analistas políticos
mudarem de opinião de acordo com a variação do presidente
nas pesquisas eleitorais, está aí a teoria mais aceitável:
a percepção do "mito". Rodrigo Macedo Abrahão
Anápolis, GO Desafio
qualquer leitor que não seja lulista xiita a ler o brilhante e contundente
artigo do colunista Roberto Pompeu de Toledo e responder, sem titubear, à
pergunta que é feita ao final: vale a pena ver Lula derrotado? Abel
Pires Rodrigues Rio de Janeiro, RJ
Li e reli, com total atenção, o ensaio. O fantástico jornalista
expõe com clareza pensamentos e conclusões que plenamente endosso.
Duas lembranças chegam-me, ambas aplicáveis ao tema em tela: uma
peça teatral, sucesso de anos passados, de Oduvaldo Vianna Filho, Se
Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, e palavras do conhecido poema
Pneumotórax, do grande pernambucano Manuel Bandeira: "A única
coisa a fazer é tocar um tango argentino". Nelson Coslovsky
Presidente Prudente, SP
Lula já está derrotado! E, se ele e sua quadrilha continuarem praticando
crimes, na tentativa de desestabilizar o novo governo, coloquem-nos onde eles
já deveriam estar: na cadeia. Não aceitaremos mais continuar reféns
dessa escória, que tenta impor uma nova conduta moral à nação
brasileira. Martha E. Ferreira Vitória, ES
Quando li o ensaio "A armadilha e o mito",
de Roberto Pompeu de Toledo, tive duas sensações: uma agradável
e a outra de muita tristeza. A primeira, por ler um texto tão esclarecedor
sobre os perigos do populismo, que torna o povo cego, surdo e mudo; a segunda,
por saber que, infelizmente, as pessoas que mais necessitam de esclarecimento
não lerão a matéria e continuarão deslumbradas com
o mito, por carência de raciocínio crítico. Na verdade, Lula
não se tornou apenas um mito, é também a encarnação
de Paulo Honório, personagem da obra São Bernardo, de Graciliano
Ramos: ele passa por cima de tudo e de todos para conseguir seus intentos.
Adelino Brandão dos Santos Paranaíba, MS
Stephen Kanitz
Excelente o artigo "A derrota dos intelectuais" (Ponto de vista, 27 de setembro),
do professor Stephen Kanitz, em que analisa a frustração dos intelectuais
nas eleições. Concordamos a respeito da nossa absoluta incompetência
de propor soluções conjuntas e desenvolver trabalhos em grupo. Ademais,
a baixa qualidade da educação brasileira se reflete na escolha dos
nossos políticos. Conforme o Banco Mundial, o sistema de ensino brasileiro
foi o pior colocado em todo o universo. Luiz Gonzaga Bertelli
Diretor da Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo (Fiesp) São Paulo, SP
Dá grande tristeza observar como a política vai se apequenando,
se "criminalizando". Política virou sinônimo de baixeza, corrupção,
ladroagem, retificada pelo presidente e pelos auxiliares diretos (seriam características
inerentes ao sistema político brasileiro e democrático, com as quais
o povo já está acostumado!). O Executivo e o Legislativo, assim
como o povo, deveriam estar preocupados em melhorar continuamente o sistema e
a sociedade, em preservar os valores, a moral e os princípios democráticos,
arduamente conquistados. Aceitar o lamaçal e a falta de respeito com o
povo e a coisa pública achando que "é assim mesmo e sempre foi"
só levará a sociedade brasileira à idade da pedra. Helena
Frida Tiber Weisz Waiblingen, Alemanha
André Petry Graças a VEJA e
ao talento primoroso desse colunista, eu me sinto convalescido. Petry foi sublime,
mesclou serenidade com sofreguidão e externou para todo o país a
vontade de milhões de eleitores: um segundo turno para debate ("Um domingo
espanhol", 27 de setembro). Halley Maia Sampaio Teresina, PI
Ambiente
Parabéns pelas matérias que mostraram o que o homem está
fazendo com a natureza. Animais tirados de seu habitat e depois abandonados. Oceanos
entupidos de sujeira. Florestas devastadas. O meio ambiente vem sendo agredido
há muito tempo, e tenho receio do que vai sobrar para daqui a alguns anos
("A agonia dos oceanos", 27 de setembro). Liane Gouvea Rio de
Janeiro, RJ Não adianta
apenas expor problemas sem listar soluções. Todos sabem que os oceanos
sofrem, mas poucos imaginam que cada litro de óleo de cozinha no esgoto
contamina 1 milhão de litros de água. Precisamos também de
soluções ecológicas para nosso cotidiano. Diogo Cavalcanti
Tatuí, SP Por
que as pessoas têm hábitos e atitudes diferentes dentro e fora de
casa? Se na sua casa, onde divide o espaço com a família, ao chupar
uma bala você não joga o papel no chão, por que quando faz
isso na rua joga o papel com a maior naturalidade? Aline Pereira Bergamaschine
São José do Rio Preto, SP
Animais A triste realidade vivida pelos leões
abandonados retrata o descaso, a maldade e a selvageria em que os animais vivem
em nosso país ("Maiores abandonados", 27 de setembro). A grande verdade
é que esses animais deveriam estar no seu habitat. Saber que se treinam
ursos em chapa quente ao som de música e que elefantes são espancados
para se apresentar mostra-nos quanto os donos de circo prezam os bichos.
Davis Glaucio Quinelato Catanduva, SP
Foi com orgulho e alegria que recebi o telefonema de meu namorado avisando que
em VEJA, da qual sou assinante, havia uma matéria sobre o Rancho dos Gnomos.
Imediatamente parei em uma banca para comprar a revista e poder ver mais um pouquinho
daquele lugar, onde todo animal é tratado da forma mais ética e
amorosa. Espero que essa seja uma matéria de muitas que mostrem gente que
tem o compromisso de ajudar esses seres indefesos, que todos os dias são
maltratados, humilhados, torturados. Espero também que grandes empresários
se sintam sensibilizados e abracem essa causa tão nobre, que vem sendo
deixada de lado. Tatiana Vieira Sinay Estudante de medicina veterinária
Salvador, BA
Transplante A TransPática Associação
Brasileira de Transplantados de Fígado e Portadores de Doenças Hepáticas
cumprimenta VEJA pela excelente reportagem "Trocas mais garantidas" (27 de setembro),
na qual aborda o problema dos transplantes no Brasil. Todas as informações
estão corretas, e gostaríamos de ressaltar uma importante mudança
que houve, em abril deste ano, quando o critério de distribuição
de fígados para transplante mudou de cronológico para o critério
de gravidade, chamado Meld. Com um índice de mortalidade de 60% dos pacientes
na fila de espera por um fígado, e com pacientes em boas condições
sendo transplantados, essa mudança de critério, para um utilizado
na maioria dos países, somente trará benefícios a todos os
que dependem da doação de um órgão tão vital
como o fígado. Mas ainda dependemos, como bem ressaltou VEJA, de corrigir
as falhas no sistema de captação, que vai desde a falta de notificação
da morte encefálica e a inexistência das equipes intra-hospitalares
de captação até a falta de UTIs e rapidez no transporte.
Ervin Moretti Conselho diretor da TransPática www.transpatica.org.br
No dia 2 de agosto, uma querida
amiga brasileira que morava havia anos em Nova York foi atropelada por um carro
e teve morte cerebral. Seus órgãos, além de pele, ossos,
veias e outros, foram doados, o que favoreceu cinqüenta pessoas. Ela foi
enterrada no Brasil (em Cisneiros, MG). Técnicas modernas e rápidas
são imprescindíveis. Vontade do doador e facilitação
da família, também. Mônica Delfraro David
Campinas, SP Roberto
Lent Na entrevista com o neurocientista Robert
Lent (Amarelas, 27 de setembro), faltou comentar a capacidade do nosso cérebro
de aprender. Uma reação hoje, ou uma área mapeada hoje, pode
ser diferente amanhã, porque aprendemos a gostar ou a desgostar. Chama-se
isso de educação. Tabajara Almeida Rio Grande,
RS A busca da perfeição
tem levado a medicina a trilhar fronteiras perigosas. No entanto, a ansiedade
da comunidade científica deve ser usada como catalisador para ajudar a
espécie humana a caminhar em harmonia com seus três mundos
o corpo, a mente e o espírito. Gabriel Fernandes Angelo
Paulista, PE Islã
versus papa Bento XVI Qualquer pessoa sensata
saberia distinguir a atuação da Igreja Católica nas Cruzadas
e na Inquisição dos ensinamentos de Jesus. Mas o que levaria então
o principal líder religioso do mundo a fazer um comentário tão
infeliz? O teólogo suíço Hans Küng diz que Ratzinger
é limitado. Ele deveria se desculpar, sim, pois um dos maiores ensinamentos
de Jesus foi a humildade. Ou o papa se julga acima disso? Não queremos
a cabeça de ninguém. Queremos apenas que nos respeitem. Antes foram
as charges. Nós, muçulmanos, sempre reverenciamos David, Moisés,
João Batista, Jesus e todos os outros personagens importantes da história
do judaísmo e do cristianismo e continuaremos a respeitá-los, pois
fazem parte da nossa doutrina ("Jihad contra Bento XVI", 27 de setembro).
Yussef Ali Abdouni Segundo-secretário da Sociedade Beneficente
Muçulmana de São Paulo São Paulo, SP
VEJA Tenho 10
anos e sou assinante de VEJA. Desde que tinha 9 eu já lia as revistas de
meus familiares. Comecei lendo as matérias sobre televisão e as
que mais me interessavam. Depois foram os colunistas, o Millôr, até
chegar ao ponto em que eu lia toda a revista, desde as reportagens sobre a política
no Brasil até as páginas amarelas. Eu ia ganhar a revista no Dia
das Crianças, mas insisti tanto que meu avô me deu a assinatura de
presente. VEJA me ajuda nos trabalhos escolares, e, o que é mais importante,
me atualiza com os assuntos do Brasil e do mundo! Heloisa Bianquini Araújo
Umuarama, PR Diogo
Mainardi Em relação
ao último texto de Diogo Mainardi, podemos relembrar as palavras de Júlio
de Mesquita Filho: "Quando a imprensa não é conduzida com a dignidade
necessária, ela se transforma em um mal muito mais profundo do que o comércio
de tóxicos". Oswaldo Crivello Junior São Paulo, SP
Diogo, nunca gostei de você.
Lia suas matérias para detestá-lo cada vez mais. Mas, ultimamente,
virei sua fã. Você detesta o Lula, eu também. Neucélia
Beckert Curitiba, PR Se eu
tivesse lido apenas o texto de Mainardi já teria me dado por satisfeito.
A forma com que escreve, em poucas linhas, me convence da amplitude da podridão
que envolve o nosso governo. Guilherme Gainett Cardoso Martins de Carvalho
Florez, 14 anos São José dos Campos, SP
Mainardi está se tornando um ícone da democracia no jornalismo.
Acolhe os elogios, bem como as críticas mais ferrenhas. Edgar Fabre
Campinas, SP Morda-se, Diogo! Afinal,
o presidente Lula foi aclamado "o grande estadista de 2006". Edezio Sudario
da Silva Salvador, BA Se
alguém quer te comprar, Mainardi? Vai ser o melhor leilão de todos
os tempos! Confira os lances que virão! Verbena Filha Vitória
da Conquista, BA
Geraldo Alckmin Não procede
a informação de que eu esteja descontente com a atuação
de companheiros de partido e aliados políticos. Ao contrário, agradeço
o empenho e a dedicação de todos no primeiro turno das eleições
presidenciais. Geraldo Alckmin Candidato do PSDB à Presidência
da República São Paulo, SP
Paulo Coelho Foi um alívio
ler que Paulo Coelho é um péssimo escritor ("A bruxa está
à solta", 27 de setembro). Não sei quem começou a idolatrá-lo
como tal. Fico mais indignada ainda ao saber que leitores de bom nível
o fizeram ser um sucesso. Ele é nocivo à literatura, à gramática,
inclusive porque tudo o que escreveu até hoje "termina acabando", e não
se sabe onde "inicia começando". Márcia Piovesan Rother
São Caetano do Sul, SP Se
Paulo Coelho é um péssimo escritor, por que será que é
o escritor brasileiro que mais vende livros no mundo? Swelen Poliana Cesário
Votuporanga, SP Como argentina
e admiradora da boa literatura brasileira, sinto muito o Brasil não ter
sido reconhecido no mundo inteiro por seus grandes escritores, como Machado de
Assis ou Carlos Drummond de Andrade, e sim por esse guru de quinta categoria.
Sofia Lauriente Tieppo São Paulo, SP
Paulo Coelho é um brasileiro que alcançou fama, sucesso e fortuna
com trabalho, sem precisar recorrer a políticas demagógicas ou desvio
de verbas. A expressão "ele é um péssimo escritor" é
no mínimo de muito mau gosto. Eduardo da Silveira Campos
Cuiabá, MT A "literatura"
de Paulo Coelho é perfeita para a era Lula, pobre, inculta e um sucesso!
Viva a decadência! Fabiano Marchiorato Curitiba, PR
CORREÇÕES: As taças
de cristal Overlay Strauss custam 114 reais a unidade, e não o par, como
foi publicado na reportagem "Cozinha na sala de aula", da edição
VEJA Brasília. • O nome da árbitra de atletismo Lia Mara Lourenço
foi incorretamente grafado como Lia "Mauro" Lourenço na pág. 114
desta edição ("Quando o esporte fere", 4 de outubro). • A
reforma tributária de 1966 não reduziu os impostos, conforme informa
o quadro na pág. 76, da reportagem "O peso do Estado" desta edição.
As novas regras criaram um ambiente econômico que impulsionou o consumo
de eletrodomésticos no Brasil.
| RODOVIA ESQUECIDA
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| Ponte sobre a BR-222: descaso | Algilberto
Alves Bandeira, assinante de VEJA que mora na cidade de Dom Eliseu, no Pará,
e utiliza a Rodovia BR-222 para ir a Marabá "pelo menos uma vez a cada
quinze dias", num trajeto de 220 quilômetros, envia fotos de uma das muitas
pontes que tem de enfrentar no percurso. "É para registrar o descaso do
governo federal para com o povo desta região", diz Bandeira. |
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| FÃS DE BRITNEY RECLAMAM
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| Britney Spears: defesa ardorosa dos leitores |
A seção Datas (20 de
setembro) publicou uma nota sobre o nascimento de Sutton Pierce, o segundo filho
de Britney Spears, e desejou "a ambas as crianças que não sigam
o caminho da mãe", numa referência clara ao talento duvidoso da cantora
americana. Mexeu num vespeiro. Um contingente de 37 leitores, jovens fãs
da artista, escreveu para a redação cravando seu protesto com vigor.
Alguns puxões de orelha: "Por que não seguir o caminho da mãe?
Quer dizer que ser uma jovem de 24 anos, superbem-sucedida, com muitos CDs vendidos
e uma carreira de dar inveja a muitos é ruim?" (Talita Freitas). "Fiquei
muito magoado com essa citação. Já há muitos sites
de fofoca para especular a vida dela e agora tem mais a VEJA?" (Luís dos
Santos). "Levando em consideração a qualidade, o profissionalismo
e a seriedade da revista, fiquei muito chocado e chateado ao ver que em uma de
suas reportagens vocês desmereceram a pessoa e o trabalho da cantora Britney
Spears" (Eduardo Pasetti). "É bom lembrar que Britney vendeu cerca de 80
milhões de discos, além de já ter ganho vários prêmios
por suas músicas e clipes, sendo um dos mais importantes o Grammy" (Roberto
de Paula). | |
| A VACA QUE VIROU PORCO
A
nota sobre o livro O Porco Filósofo (VEJA Recomenda, 13 de setembro)
informou que Douglas Adams foi o "criador do porco que deseja ser comido". O leitor
Elio Soares, de Paço do Lumiar, no Maranhão, escreveu: "No livro
de Adams, não é um porco que deseja ser comido, e sim uma vaca".
Na verdade, Julian Baggini, autor de O Porco Filósofo (editora Relume
Dumará), trocou propositadamente o bicho, mas ele mesmo informa que no
original de Adams se tratava de um bovino. O trecho da obra de Adams: "Um imenso
animal leiteiro aproximou-se da mesa de Zaphod Beeblebrox. Era um enorme e gordo
quadrúpede de tipo bovino, com grandes olhos protuberantes, chifres pequenos
e um sorriso nos lábios que era quase simpático" (O Restaurante
no Fim do Universo, editora Sextante, 2004, pág. 113). |
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| O SUCESSO DA CAPA
Perto
de 400 leitores escreveram à redação de VEJA para elogiar
a capa da semana passada, em que o logotipo da revista repartia o espaço
com a caricatura do presidente Lula, sem o auxílio de nenhum texto. A capa,
um desenho que mostrava Lula com a faixa presidencial vedando-lhe os olhos, foi
um trabalho conjunto do artista gráfico Dalcio e do diretor de arte de
VEJA, Carlos Neri. Dalcio, 34 anos, é um artista gráfico superpremiado,
velho colaborador da revista, que compõe com Neri uma dupla de criação
que sempre dá muito certo. Dalcio já ganhou 78 prêmios, seis
deles de abril para cá o último foi o segundo lugar no Greekartoon,
da Grécia, no qual concorriam 1 130 trabalhos de 62 países. Ainda
neste ano ele conquistou o primeiro lugar em caricatura no Salão Carioca
de Humor, o primeiro em charge no Festival Internacional de Humor de Pernambuco,
o Prêmio Abril de Jornalismo em ilustração, o terceiro lugar
em caricatura no World Press Cartoon de Portugal e uma menção honrosa
em cartum no Rhodes Festival, na Grécia.
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| Dalcio pelo traço de Dalcio e suas capas |
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