|
|
Carta ao leitor A
dúvida e as certezas Paulo
Liebert/AE
 | Lula
com Alckmin: seja quem for o novo presidente, os desafios são os mesmos
|
As urnas podem apontar neste domingo,
dia 1º, o vencedor da disputa do mais alto posto da hierarquia política
do país, a Presidência da República. Se um dos candidatos
conseguir um número de votos maior do que a soma dos votos de todos os
seus oponentes, ele ganha a eleição já no primeiro turno.
As pesquisas posicionam Luiz Inácio Lula da Silva, o atual presidente e
candidato à reeleição, com boas possibilidades de liquidar
a fatura sem necessidade do segundo turno, marcado para o próximo dia 29.
Como seu principal oponente, Geraldo Alckmin, do PSDB, experimentou um rápido
crescimento nas pesquisas nos últimos dias, parecia prudente na sexta-feira
passada tratar o resultado da eleição presidencial no campo da dúvida.
Uma reportagem especial da presente edição
de VEJA se ocupa, porém, do campo das certezas. Elas dizem respeito aos
claros entraves ao progresso econômico e ao bem-estar dos brasileiros e
às exigências óbvias para superá-los. A matéria
mostra que existem hoje os diagnósticos corretos e os tratamentos eficazes
para tirar o país da estagnação e colocá-lo na rota
do crescimento sustentado aquele estado de coisas em que a atividade produtiva
evolui sem pressões inflacionárias, com geração suficiente
de empregos e elevação do padrão de vida da maioria das pessoas.
Não existem mistérios quanto ao que deve ser feito para chegar lá.
Isso está claro. Claríssimo. A reportagem
de VEJA lista algumas das providências provadas e aprovadas em países
com perfis econômicos muito similares. Todas elas se assentam em uma premissa
básica, a de que o Estado pare de sugar com impostos quase metade da riqueza
gerada no país e quase todo o crédito disponível. Para isso
é urgente fazer as reformas que diminuam drasticamente a fome do setor
público por mais e mais recursos origem das maiores distorções
brasileiras, entre elas a corrupção endêmica. Se for Lula
o vencedor, espera-se que a partir de 2007 ele demonstre que aprendeu com os erros
do primeiro mandato. Se for Alckmin, que ele dê no Brasil o mesmo choque
de eficiência que aplicou como governador de São Paulo. Finda a dúvida,
é hora de encarar as certezas. |