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Bíceps novo no pedaço

Vin Diesel, de Triplo X, quer
preencher o vácuo deixado
pelos velhos heróis de ação

Isabela Boscov

Columbia Pictures

Diesel, como Xander Cage, pula de uma ponte surfando num carro: ele adora fazer mistério



Veja também
Trailer e fotos do filme

Como Vin Diesel vive de cabeça raspada, nem seu barbeiro tem certeza de como é seu cabelo. Sabe-se que ele tem 35 anos e que seu nome verdadeiro é Mark Vincent, mas não porque ele tenha contado. O ator é um malhador contumaz desde os 15 anos, mas não dá detalhes sobre a rotina esportiva que o deixou com músculos tão avantajados. Sobre sua vida amorosa, também não diz palavra. Há boatos de que recentemente ele se entendeu muito bem com a modelo checa Pavla Hrbkova, mas ninguém desmente nem confirma o namoro. Sobre sua família, Diesel – pseudônimo que ele adotou para parecer mais machão durante os nove anos em que trabalhou como leão-de-chácara – diz apenas que tem um irmão gêmeo que é loiro de olhos azuis e uma irmã muito parecida com ele. Foi criado em Nova York pela mãe astróloga e pelo padrasto professor de teatro, que é negro e a quem chama de pai. Não conhece seu pai biológico e não tem intenção de fazê-lo. "Não quero um Darth Vader batendo à minha porta", diz. Diesel zela também pelo mistério a respeito de sua origem racial. Especula-se que ele seja parte negro e parte italiano, mas há quem arrisque haver mais ingredientes na mistura. Diesel deve sua carreira a essa indefinição: alguns anos atrás, ele empenhou 3.000 dólares num curta-metragem chamado Multi-Facial, que dirigiu e estrelou, sobre um ator que alega uma origem étnica diferente a cada teste e mesmo assim nunca consegue trabalho. Steven Spielberg viu o filme e decidiu dar a ele o papel do recruta Caparzo em O Resgate do Soldado Ryan. Nem Spielberg sabe qual a verdadeira origem do ator. A reticência de Diesel, porém, não é sinal de timidez ou modéstia. É a sua estratégia para criar expectativa em torno de si e despontar como um herói de ação para platéias de todos os credos e cores, capaz de preencher o vácuo deixado por outros grandalhões envelhecidos (veja quadro). É essa a proposta que ele leva adiante em Triplo X (Triple X, Estados Unidos, 2002), que estréia nesta sexta-feira no país.

O título se refere à tatuagem que o protagonista traz na nuca, e que é uma espécie de assinatura para seu nome, Xander Cage. Xander é um ás dos esportes radicais que o governo recruta para agir no ambiente cada vez mais competitivo da espionagem internacional e impraticável para aqueles velhos agentes vestidos de smoking. Xander pretende ser uma resposta rebelde, malhada e tatuada à fórmula ultrapassada – segundo os produtores – de James Bond. Pura balela. Todos os alicerces de 007 estão bem plantados no filme, da seqüência bombástica de abertura às mulheres curvilíneas e ao vilão que tem um plano de dominação mundial – e que, naturalmente, é um canastrão de primeira. Não falta nem um responsável por geringonças tecnológicas, como o Q dos filmes de Bond.

Também o enredo é aquela coisa de sempre: Xander vai a Praga se infiltrar na organização criminosa Anarquia 99, o que de quebra lhe dá a chance de conhecer uma agente russa com jeito de modelo (Asia Argento, filha do diretor italiano Dario Argento). É apenas pretexto para Diesel demonstrar suas habilidades de atleta. Ele dribla o fogo inimigo usando uma bandeja como skate, pula de uma ponte surfando no capô de um carro e, na melhor cena do filme, escapa de uma avalanche com um snowboard. Entre uma peripécia e outra, dispara frases de efeito. Mas mostra muito menos perícia como ator do que nos trabalhos menores que fez antes – como a ficção científica B Eclipse Mortal ou o drama O Primeiro Milhão, em que escondia os bíceps sob um terno para interpretar um corretor de ações. O negócio de Diesel agora é assumidamente fama, dinheiro e poder. Ou, como disse a um amigo, fazer o máximo com o pouco que tem.

Triplo X é dirigido por Rob Cohen, com quem Diesel firmou uma parceria sólida. Cohen trabalhou com o neo-astro em Velozes e Furiosos, que foi originalmente concebido como plataforma de lançamento para o loiro Paul Walker. Com seu vozeirão de barítono e seu carisma rude, Diesel roubou a cena do colega. Ganhou 2,5 milhões de dólares pelo papel e pediu (embora negue) 30 milhões para estrelar a continuação. O estúdio achou que não era o caso, e Diesel foi em busca de outras aventuras. Vai fazer a continuação de Triplo X, com cachê de 20 milhões, e transformar seu personagem de Eclipse Mortal em protagonista de uma franquia. Todos esses contratos foram assinados antes que Triplo X tivesse estreado nos Estados Unidos. Diesel não é um herói de ação assim tão diferente dos outros, mas num aspecto ele se destaca: é o primeiro ator que vira astro não pelo sucesso que fez, mas pelo que ainda vai fazer.







Fotos de Tri-Star Pictures e John Mantel

   
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