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Uma lição para os pais Como
ajudar aquele filho que traz
O filho tem problemas de desinteresse, baixo rendimento ou mau comportamento na escola e os pais, sentindo-se culpados, metem os pés pelas mãos excedendo-se nas cobranças ou ajudando até mais do que deveriam. Para o psiquiatra Içami Tiba, autor dos livros Ensinar Aprendendo e Disciplina, Limite na Medida Certa, esse é um erro grave. "As broncas desmedidas pioram a auto-estima da criança e causam ainda mais ansiedade", afirma o especialista. "Já os pais que tomam para si a realização de tarefas, achando que colaboram para o bom desempenho do filho, estão ofendendo a dignidade da criança e desacreditando sua capacidade." O melhor a fazer, segundo ele, é apenas dar apoio à criança nas dificuldades diante das lições, sugerindo, por exemplo, onde encontrar o caminho de uma solução. Além disso, é importante encarar o reforço escolar como uma oportunidade para que o filho melhore seu desempenho. Contratar um professor particular dá ao aluno uma chance de aprender a estudar corretamente. Um dos parâmetros para os pais acompanharem o rendimento dos filhos ainda é o velho boletim escolar, ensina o professor Wanderley Galvão, diretor do Colégio Bernardino de Campos, de São Paulo. Esse instrumento mudou, resulta de novas formas de avaliação e está mais próximo de espelhar o comportamento, a responsabilidade e a assimilação do conteúdo de cada disciplina.
Cães,
gatos e uma polêmica Estudo
americano contraria teses consagradas Um estudo publicado na semana passada no Jornal da Associação Médica Americana faz balançar alguns conceitos normalmente aceitos sobre alergias e animais. Crianças que convivem com dois ou mais animais de estimação em seu primeiro ano de vida podem ter até menos probabilidades de desenvolver alergias do que aquelas que não têm bichinhos em casa, afirma o estudo realizado no Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas e no Instituto de Ciências da Saúde Ambiental dos Estados Unidos. O coordenador do trabalho, Dennis Ownby, acompanhou 474 crianças desde o nascimento até completarem 7 anos. Ele encontrou evidências de que bactérias presentes nos animais domésticos não deixam que o organismo desenvolva sensibilidade a substâncias que causam alergia, como pêlos de cachorro. Boa parte das crianças estudadas tornou-se imune à alergia a animais e também a alergias comuns, como ao pó e à grama. "Precisamos
de mais estudos que confirmem a tese", afirma Maria de Fátima Marcelos
Fernandes, presidente da regional paulista da Sociedade Brasileira de
Alergia e Imunopatologia. Ela destaca que o princípio que rege
a alergologia é o oposto. "Quanto mais precoce e maior o contato
de quem tem tendência a ter alergia com um fator irritante, maior
o risco de esse organismo desenvolver a alergia", explica. A peça
que falta à teoria de Ownby é determinar exatamente a quantidade
certa de exposição da criança aos fatores alérgenos
para que o organismo não desenvolva a alergia e se torne imune
aos fatores irritantes. Por isso, alertam os médicos, ninguém
está autorizado, ainda, a botar o cãozinho junto do bebê
para iniciar a imunização.
Colaboraram
Mônica Nicoletta e Tatiana Schibuola
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