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Movido
a água
BMW
exibe no Brasil carro a hidrogênio
que emite vapor em lugar de poluentes
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Produzir
veículos mais limpos, que não emitam monóxido de
carbono um dos gases responsáveis pelo aquecimento global
, é uma obsessão mundial. O candidato mais forte como
substituto dos combustíveis fósseis é o hidrogênio,
o elemento químico mais comum na natureza, cuja queima libera vapor
de água em lugar de poluentes. Quase todos os grandes fabricantes
têm em seus laboratórios um projeto desse tipo. Na maioria
deles, o gás é usado para produzir uma reação
eletroquímica e gerar a energia elétrica que aciona os motores
princípio chamado de fuel cell, ou célula
de combustível. Os brasileiros poderão conferir uma concepção
diferente, a do BMW 745h, cujo motor queima hidrogênio como se fosse
gasolina. Ele será exibido durante o Congresso Mundial do Petróleo,
no Rio de Janeiro, nesta semana. O gás é armazenado em forma
líquida num cilindro reforçado. Há outro tanque,
de 90 litros, para a gasolina, pois o motor pode funcionar com ambos os
combustíveis.
O objetivo do duplo reservatório é resolver a questão
da pouca autonomia, um defeito dos motores alternativos. Os dois principais
modelos de carro elétrico à venda nos Estados Unidos, o
EV1, da GM, e o EV Plus, da Honda, precisam ser recarregados a cada 150
quilômetros. O BMW 745h pode rodar apenas 300 quilômetros
com hidrogênio. A gasolina permite viajar outros 600 quilômetros
e oferece uma garantia a mais caso o motorista não encontre postos
de abastecimento. "Podemos começar a produzir esse modelo em quatro
anos", diz Andreas Klugescheid, porta-voz do projeto de energia limpa
da fábrica alemã. A tendência é que cada vez
mais os países e os consumidores exijam veículos pouco poluentes.
O Estado americano da Califórnia, por exemplo, dono de uma frota
de 26 milhões de automóveis, estipulou que dentro de dois
anos 2% dos carros novos devem ter classificação zero de
poluição. O problema para adotar combustíveis alternativos
é que a novidade custa caro, e não apenas porque o preço
dos automóveis é 30% mais alto, em média. O BMW 745
convencional custa 350 000 reais. Antes de pôr veículos movidos
a hidrogênio na rua, é preciso criar uma rede de abastecimento.
Na Europa inteira existem apenas dez lugares onde se pode abastecer um
carro assim.
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