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VEJA Recomenda
DVD
Divulgação
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Mestre: cenas arrebatadoras, inclusive entre as deletadas
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Mestre dos Mares O Lado Mais Distante do Mundo (Master
and Commander: the Far Side of the World, Estados Unidos, 2003.
Universal) Enquanto persegue a fragata francesa Acheron
pelos oceanos, durante as guerras napoleônicas, o capitão
inglês Jack Aubrey (Russell Crowe) pode fazer tudo de que
mais gosta: navegar, guerrear, dar ordens e tocar duetos com o cirurgião
de bordo, Stephen Maturin (Paul Bettany). O diretor Peter Weir,
enquanto isso, compõe um painel, rico em detalhes e comentários,
do início do século XIX. Entre os extras, as cenas
deletadas não são sobras de filme: são seqüências
inteiras, montadas e finalizadas algumas delas arrebatadoras.
Em tempo: os extras só constam da versão para venda,
disponível a partir de 8 de setembro.
LIVROS
Reuters
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| Kertész: sobrevivente |
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O Fiasco,
de Imre Kertész (tradução de Ildikó
Sütö; Planeta; 368 páginas; 39 reais) Judeu
húngaro nascido em 1929, Kertész sobreviveu aos campos
de concentração nazistas de Auschwitz e Buchenwald.
Sua obra tem sempre um certo caráter autobiográfico,
embora as correspondências entre vida e ficção
não sejam simples nem imediatas. Em O Fiasco, lançado
em 1988, Kertész retoma Köves, protagonista de seu livro
de estréia, Sem Destino. Köves escreveu um romance,
mas não consegue editora para publicá-lo. A situação
é idêntica à vivida pelo autor: Sem Destino
foi recusado por várias editoras antes de ser finalmente
publicado em 1975. O romance também trata do levante húngaro
de 1956, que foi esmagado pelos tanques soviéticos.
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| Rulfo: clássico latino-americano |
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Pedro Páramo & Chão
em Chamas, de Juan Rulfo (tradução de Eric
Nepomuceno; Record; 400 páginas; 44,90 reais) O mexicano
Juan Rulfo (1917-1986) publicou apenas dois livros de ficção,
reunidos agora em volume único o romance Pedro
Páramo e a coletânea de contos Chão em
Chamas. Essa obra exígua, no entanto, bastou para consagrá-lo
como um clássico da literatura latino-americana moderna,
com reconhecida influência sobre autores como o paraguaio
Augusto Roa Bastos, o mexicano Carlos Fuentes e o colombiano Gabriel
García Márquez. Pedro Páramo, sua obra
mais conhecida, mistura o mundo dos vivos e o dos mortos para narrar
a história de um homem que viaja a um vilarejo abandonado
para encontrar o pai que não conheceu. Leia
trecho.
DISCOS
Divulgação
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| Velvet Revolver: rock estilo anos 70 |
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Contraband, Velvet
Revolver (BMG) À primeira vista, o Velvet Revolver
pode parecer apenas uma reunião de roqueiros desempregados
dispostos a faturar em cima de sua fama. O grupo é formado
por três ex-Guns N'Roses o guitarrista Slash, o baixista
Duff McKagan e o baterista Matt Sorum , mais o cantor do finado
Stone Temple Pilots, Scott Weiland, e o guitarrista Dave Kushner.
Surpresa: em Contraband, CD de estréia da banda, os
rapazes demonstram que não estão nessa por brincadeira.
O Velvet esnoba as recentes fusões do gênero com rap
e música eletrônica e investe numa sonoridade estilo
anos 70. Em faixas como Big Machine e Do It for the Kids,
Slash mostra os solos de que é capaz e Weiland não
economiza no vozeirão.
In
Exile Deo, Juliana Hatfield (Atração)
No início dos anos 90, o rock americano foi invadido por
uma legião de cantoras de voz doce e atitude rebelde. Juliana
Hatfield era uma delas mas, ao contrário das similares,
não viu sua carreira ir pelo ralo assim que o estilo saiu
de moda. Isso porque Juliana, que também é guitarrista
e compositora, tem luz própria: além de cantar bem,
é uma criadora de melodias. In Exile Deo está
centrado no rock alternativo americano, mas traz ainda influências
de blues e belos arranjos de cordas. Juliana atinge seu melhor em
faixas como Tomorrow Never Comes, que tem suaves solos de
violino, e Because We Love You, que poderia figurar em qualquer
disco do roqueiro canadense Neil Young.
Ouça
o disco.
CINEMA
Diário de uma Paixão (The
Notebook, Estados Unidos, 2004. Em
cartaz a partir de sexta-feira) Um velho (James Garner) conta
a uma mulher com mal de Alzheimer (Gena Rowlands) a história
de dois jovens que se apaixonam no início dos anos 40, mas
parecem destinados a não ficar juntos. Ela é rica
e ele é pobre, as famílias interferem, os mal-entendidos
os afastam, a guerra os separa. O filme do diretor Nick Cassavetes
é um melodrama assumido e, desde que se esteja no
estado de espírito adequado, dos mais satisfatórios.
Não só graças a Garner e Gena, mas também
por conta de Ryan Gosling (de Tolerância Zero) e Rachel
McAdams, que interpretam o casal jovem com um ímpeto (além
de um quê de fixação) que destoa do açúcar
típico do gênero. Veja
cenas.
| Televisão
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Bern Weisbrod/EPA/USA/AE
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A ginasta Daiane: uma rotina de dor
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Às vésperas das Olimpíadas, estréiam
no canal pago GNT dois documentários que abordam
por um ângulo original a preparação
dos atletas brasileiros. Com direção da
jornalista Dorrit Harazim, colaboradora de VEJA, os
programas revelam a rotina de dor e tortura psicológica
dos competidores na luta pela superação
de limites. Travessia da Dor, que vai
ao ar no domingo 1º, às 21 horas, acompanha
por quatro meses os passos de dois nadadores em busca
do índice olímpico a marca que
dá direito à participação
nos Jogos. A brasiliense Rebeca Gusmão e o amapaense
Jader de Souza enfrentam um dia-a-dia masoquista. Ambos
carimbam seus passaportes para Atenas apenas no último
momento, depois de muito sofrimento Rebeca chega
a desenvolver problemas de saúde em razão
dos treinamentos. Com estréia no domingo 8, às
21 horas, Travessia do Ar focaliza a seleção
feminina de ginástica olímpica. As atletas
não passam por menos: treinam sete horas por
dia, impõem-se uma dieta rigorosa e suportam
dores excruciantes. Nos dois documentários, as
imagens são tão eloqüentes que quase
sempre dispensam palavras. É o caso das cenas
em que a ginasta Daiane dos Santos é flagrada
com cara de choro nos treinos.
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