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Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
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GOVERNO
Cabeça na forca
Um detalhe que ficou oculto até agora:
há três semanas, Henrique Meirelles convidou um alto
executivo do mercado financeiro, que trabalha em São Paulo
num banco estrangeiro, para integrar a diretoria do Banco Central.
Entraria na vaga de Luiz Candiota, que já se sentia com a
cabeça na forca. O executivo não aceitou e o resto
da história é a que se conhece.
É o tal do aparelhamento...
O.k., o presidente do Banco do Brasil, Cássio
Casseb, não tinha conhecimento da liberação
dos 70.000 reais que acabariam revertendo para ajudar na compra
de uma nova sede para o PT. Mas por que não punir os responsáveis
pelo péssimo uso do dinheiro público, se ele mesmo
reconheceu que o banco errou? Talvez porque eles sejam justamente
petistas de carteirinha, cujas nomeações Casseb foi
obrigado a aceitar goela abaixo.
• ELEIÇÕES 2004
O valor das pesquisas
O grande efeito das pesquisas eleitorais divulgadas
na semana passada não é sobre o eleitor, mas sobre
a arrecadação de campanha. Fica difícil levantar
fundos com os números mirrados é o que têm
constatado os tesoureiros dos partidos.
O magistrado
O Planalto fez diversas consultas e definiu
pela não participação de Lula nos programas
eleitorais de rádio e TV.
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Ele ajuda uns e atrapalha outros
Joedson Alves/AE
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| Lula: sua popularidade subiu nas
capitais |
Uma pesquisa do Vox Populi, fechada na semana passada,
reforça a idéia de como o desempenho de
Lula pode influir na eleição. Em São
Paulo, onde Marta Suplicy cresceu, o número dos
que consideram o governo Lula "ótimo" ou "bom"
subiu de 26% para 30%. No Rio de Janeiro, onde o petista
Jorge Bittar amarga magros 3% das intenções
de voto, o índice dos que consideram o governo
"ótimo" ou "bom" caiu de 28% para 22% entre junho
e julho. Aliás, as pesquisas que estão
sendo feitas nesta temporada pré-eleitoral detectaram
uma boa-nova para Lula. Sua popularidade aumentou na
maioria das capitais onde normalmente a avaliação
positiva de seu governo é menor que no interior.
A recuperação é pequena ainda,
mas pode ser creditada ao início da recuperação
econômica e, sobretudo, ao fato de a agenda negativa
ter aparentemente ficado para trás.
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• PFL
Articulação antecipada
Os caciques pefelistas Jorge Bornhausen, Marco
Maciel e José Carlos Aleluia aproveitaram a viagem a São
Paulo, na semana passada, onde participaram de eventos de campanha
de José Serra, para fechar o apoio do PFL a uma eventual
candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência em 2006.
Eles consideram o governador paulista o mais "conservador" dos postulantes
tucanos ao cargo e o que mais dará espaço ao PFL se
chegar à Presidência.
• CONGRESSO
Um Parlamento antiamericano
George W. Bush não precisa de nenhum
Michael Moore para piorar a imagem dos EUA no Congresso Nacional
o prestígio do maior parceiro comercial do Brasil
já é o pior possível. Um levantamento inédito
feito pelo cientista político Murillo Aragão revela
que os EUA (e suas políticas externa e comercial) foram tema
de 1 519 discursos proferidos por deputados e senadores em 2003.
Desse total, 98% eram de críticas. A borduna foi geral
da direita à esquerda. Quem mais bateu foram o petista Eduardo
Suplicy e a deputada tucana Zulaiê Cobra.
• BRASIL
Jogo sujo 1
Dois bilhões de reais. Essa cifra mágica
tem deixado em polvorosa as grandes empreiteiras brasileiras: é
o valor de cinco contratos de licitação que a Infraero
está realizando para obras nos principais aeroportos do país.
A dinheirama despertou a cobiça das construtoras, que se
engalfinham em uma guerra de liminares e denúncias de irregularidades
na concorrência a maior do governo Lula. O Tribunal
de Contas da União, o Ministério Público Federal
e a Controladoria-Geral da União receberam um dossiê
recheado de acusações.
Jogo sujo 2
O mais impressionante, porém, é
que as denúncias até elas têm
cheiro de maracutaia. Os dossiês trazem a assinatura de um
certo Mário Campanelli, morador da cidade de São Carlos,
em São Paulo. Ocorre que Campanelli, um marceneiro de 78
anos, diz que jamais assinou os documentos e não tem a menor
idéia de como seu nome foi parar nessa história. A
propósito, o marceneiro nunca andou de avião nem pisou
em um aeroporto.
Cofre vazio
Uns dizem que é vingança porque
o governador José Reinaldo anda enfrentando a família
Sarney, aliada do governo Lula. Outros acreditam em coincidência.
Mas é fato que a situação financeira do Maranhão
anda complicada. Dos quase 200 milhões de reais aprovados
pelo governo em 2003, apenas 1 milhão pingou nos cofres do
Estado. Neste ano, piorou: até agora, foram aprovados 175
milhões de reais em emendas e nenhum tostão foi liberado.
• ECONOMIA
O Citi negocia
O Citibank está se movimentando de novo
para crescer no Brasil. Negocia em estágio adiantado o banco
Panamericano com Silvio Santos. O Citi está de olho na financeira
do banco de SS.
• FUTEBOL
Adiós,
Madri
Ronaldo está decidido a trocar a Espanha
pela Inglaterra. O craque da seleção quer romper com
o Real Madrid. Quer jogar no Manchester United já em 2005.
Hoje, sua relação com o time espanhol é bem
ruim. Aliás, 2005 trará uma novidade e tanto para
os cofres de Ronaldo ele passa a ser dono do próprio
passe e dos direitos de exploração de sua imagem,
que hoje é rachada meio a meio com o Real Madrid. Ou seja,
se for mesmo para o Manchester, Ronaldo alugará seu passe
ao clube inglês.
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Uma audiência nas alturas
João Miguel Junior/Rede
Globo/divulgação
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| Senhora do Destino:
o maior ibope desde 1997 |
O início de Senhora do Destino foi arrasador
em termos de ibope. Foi o melhor primeiro mês
de uma novela da Globo desde A Indomada, também
escrita por Aguinaldo Silva, em 1997. A audiência
média dos primeiros 27 capítulos foi de
48 pontos 5 a mais que Celebridade e 6
a mais que Mulheres Apaixonadas no mesmo período.
Na terça-feira passada, a novela das 8 chegou
a bater 59 pontos no Ibope.
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Colaboraram Daniela Pinheiro,
Otávio Cabral e Marcelo Carneiro
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