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Comportamento
Crer ou não: eis a questão
sobre a homeopatia
Ensinada nas universidades e oferecida no
serviço público, ela é utilizada por milhões
de brasileiros. Mas os cientistas continuam
firmes no ataque: é impossível comprovar
os efeitos dessa terapia

Thereza Venturoli
É só fazer o teste: ouça
dez ou quinze pessoas, selecionadas ao acaso, sobre o que elas pensam
da homeopatia. Boa parte das respostas provavelmente começará
com "eu acredito" ou "eu não acredito". Esse é o terreno
escorregadio, o da crença, no qual se equilibra a homeopatia
nos últimos dois séculos e não só
entre leigos. Ainda que em muitos casos ela pareça trazer resultados
positivos, conforme mostram os depoimentos das próximas páginas,
não há teste de laboratório capaz de revelar
por que isso ocorre o que a torna alvo de duras críticas
por parte de médicos alopatas e cientistas. A fidelidade de
sua clientela não é abalada por isso. Os tratamentos
à base de substâncias ultradiluídas e ministradas
por meio de gotinhas ou glóbulos de açúcar aproximam
personagens tão distantes quanto o ex-beatle Paul McCartney,
as atrizes Whoopi Goldberg e Catherine Zeta-Jones, a rainha Elizabeth
II, a cantora Sandra de Sá e os escritores Goethe e Monteiro
Lobato. Este último, ao contar ao amigo mineiro Godofredo Rangel,
numa carta de 1917, como descobriu a homeopatia, ecoava os aspectos
subjetivos do tratamento: "Não acreditava nem desacreditava.
Não pensava no assunto e pronto". O criador do Sítio
do Picapau Amarelo dizia ter curado um sobrinho de rinite atrófica
uma infecção que deforma os tecidos internos
da narina empregando "carocinhos mágicos" de mercúrio.
Babiano Accorsi
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| Farmacêutica manipula remédios
homeopáticos num laboratório de São Paulo:
segundo os homeopatas, a água guarda a memória
do que passou por ela |
Os números oficiais são escassos, mas estima-se que
2,5 milhões de americanos usem medicamentos homeopáticos,
respondendo por um aumento de 500% nas vendas nos Estados Unidos
entre 1990 e 1997. Na União Européia, 20% da população
recorre a tratamentos desse tipo ultrapassando os 30% na
França e na Alemanha. No Reino Unido, onde as instituições
homeopáticas contam com a bênção da monarquia,
com direito a verbas oficiais e propaganda pessoal do príncipe
Charles, as vendas de remédios homeopáticos crescem
a uma taxa de 12% ao ano. Também no Brasil os números
impressionam. Calcula-se que 17 milhões de brasileiros já
tenham recorrido à homeopatia em algum momento. Existem no
país 2 000 farmácias e o mesmo número de farmacêuticos
especializados 40% deles concentrados no Estado de São
Paulo. Segundo a Associação Médica Homeopática
Brasileira, o Brasil concentra algo em torno de 15 000 médicos
formados nessa especialidade. De acordo com o Conselho Federal de
Medicina, a homeopatia ocupa a 16ª posição, em
número de profissionais, entre as mais de cinqüenta
especializações médicas. Depois de uma explosão
nas duas décadas passadas, a homeopatia vem crescendo a taxas
mais modestas mas não encolheu. Tornou-se, portanto,
um item estável no panorama dos tratamentos de saúde
utilizados pelos brasileiros.
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Claudio Rossi

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"Passei
três anos em depressão: sentia pânico,
tinha insônia, tudo me transtornava. Nenhuma terapia
adiantou, e achei que a homeopatia seria outra tentativa
inútil. Mas, sem o remédio homeopático,
pioro. Com ele, fico ótima. Hoje estou empregada
e
até voltei a estudar flauta."
RODINEIA DA SILVA ROMUALDO,
funcionária de
uma rede de supermercados |
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O Brasil ocupa uma posição
de vanguarda na comunidade homeopática internacional: é
um dos poucos países em que é obrigatório ter
diploma de médico e certificado de especialização
para clinicar na área. A Universidade de São Paulo
(USP) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) já
incluem disciplinas da homeopatia em seus currículos regulares,
e outras começam a implantar cursos de pós-graduação
e residência nessa especialização. Também
os farmacêuticos têm de ser especializados. Essa institucionalização
terminou inclusive por colocar a homeopatia no cardápio do
serviço público de saúde. O número de
consultas homeopáticas anuais realizadas pelo Sistema Único
de Saúde (SUS) subiu de 260 000 para 302 000, entre 2000
e 2002. A Faculdade de Medicina de Jundiaí mantém
um ambulatório homeopático para distúrbios
depressivos. Por ali passam cerca de oitenta pacientes por mês
boa parte deles pelo SUS. A corrente está tão
bem estabelecida no Brasil que já adentrou o mundo da veterinária.
Um grupo de pesquisa maneja há três anos um rebanho
de 86 vacas leiteiras na região de Lorena, no interior de
São Paulo. Os relatos são otimistas. "A homeopatia
tem funcionado bem no controle de micoplasmose, uma doença
que atinge o sistema respiratório do animal e causa problemas
reprodutivos", diz a veterinária Ana Maria Claro Paredes
Silva, do Instituto Oikos de Agroecologia, que desenvolve os estudos
com o controle de entidades como o Instituto Biológico de
São Paulo e o Ibama.
O aval de instituições
respeitadas deveria diminuir o tom das críticas mas
não é isso que acontece. Muitos médicos, farmacêuticos
e biomédicos categorizam a homeopatia como uma inverdade
que, de tanto ser repetida, acabou se confundindo com uma verdade.
Eles refutam ponto por ponto os fundamentos estabelecidos pelo alemão
Samuel Hahnemann, o criador da homeopatia, no fim do século
XVIII. Um deles é a idéia de que se deve tratar o
paciente, e não o mal. Os homeopatas levam em conta os mais
ínfimos aspectos de cada indivíduo, como o nível
de stress, a que horas sente fome e se tem pesadelos detalhes
que costumam estender uma consulta homeopática para além
de uma hora de duração. Ao fim dela, o paciente ganha
uma receita personalizada. É claro que os alopatas também
levantam o histórico familiar e pessoal do paciente. A diferença
é que, numa consulta convencional, não é hábito
perguntar sobre pratos prediletos ou sobre o humor ao acordar. O
objetivo é receitar um tratamento que ataque diretamente
a doença: para a alopatia, todo organismo humano é
semelhante e, portanto, deve responder da mesma maneira a determinada
droga. Outro ponto de discordância é o tipo de medicamento:
enquanto a homeopatia busca a cura pelo semelhante, a alopatia faz
uso de remédios que combatam o mal de frente é
o princípio da cura pelo contrário.
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Claudio Rossi

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"Uma vez, numa gripe muito forte
de minha filha, Luisa, tínhamos a opção
de correr para o hospital ou passar a madrugada ministrando
a cada quinze minutos duas colheradas de uma solução
homeopática. Ficamos com a segunda alternativa.
A crise terminou, e ela nunca mais passou mal. A homeopatia
tem também ajudado meu filho, Felipe, a atravessar
a adolescência. Ele está mais animado, menos
calado, e até sua postura física mudou."
JOÃO FREDERICO SCIOTTI,
o Derico do Programa do Jô |
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O tema mais polêmico, contudo,
é o conceito de concentração. A alopatia considera
que uma droga é tão mais eficaz quanto maior for sua
dosagem. Esse é o pensamento que determina, por exemplo,
que se tomem duas aspirinas em vez de uma para combater uma dor
de cabeça muito forte. Na homeopatia, prega-se o contrário.
O medicamento homeopático contém substâncias
retiradas de plantas, minerais ou animais que são diluídas
à exaustão e sacudidas centenas de vezes. Ao fim dessa
operação, chamada dinamização, o frasco
com a solução sai do laboratório sem nenhuma
molécula da substância originalmente dissolvida ali
(veja
quadro). Eis uma das idéias de Hahnemann que sobrevivem
até hoje: quanto mais diluída e dinamizada uma solução,
mais potente ela ficaria.
Pelos procedimentos bioquímicos
universalmente aceitos, porém, ela não é mais
que isso uma idéia. Na tradição científica,
um medicamento é considerado eficaz se passar com sucesso
por algumas etapas. Avalia-se a eficácia da droga em pacientes
comparando-a com um placebo um remédio falso, feito
de substâncias inócuas, como farinha e água.
É o que se chama ensaio clínico. Também é
importante desvendar o mecanismo de ação do medicamento
sobre as células e moléculas. O desafio que os alopatas
propõem à homeopatia é que ela comprove seus
efeitos conforme essa receita tradicional. Aí começam
a surgir as dificuldades. Como os remédios homeopáticos
geralmente não contêm nem traço de seu princípio
ativo original, aos olhos da bioquímica eles não passam
de água. Os homeopatas dizem que faltam à ciência
instrumentos para realizar a medição que mostraria
a existência, nos seus remédios, do princípio
ativo num nível infinitesimal. Os alopatas, é claro,
refutam essa idéia com veemência. "Se a homeopatia
tem de responder a perguntas diferentes das que são propostas
a todos os outros campos do conhecimento científico, então
temos de mudar a ciência. E, se temos de mudar a ciência,
então a homeopatia não é científica,
ao menos por ora", afirma o médico Paulo Bento Bandarra,
de Porto Alegre, um dos principais opositores à homeopatia
no Brasil, integrante do Movimento Medicina Responsável.
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Claudio Rossi

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"Alessandra era
bebê quando surgiram os sintomas
da síndrome nefrótica, uma doença
renal grave. As crises eram freqüentes, e o
tratamento alopático exigia
internações mensais para receber medicamentos.
Mas o conjugamos com a homeopatia.
Hoje, Alessandra tem 13 anos e
está há três sem crises. A alopatia
foi importante, mas a homeopatia
ajudou."
CREUSA YOKO NAGAOKA RECHSTEINER,
paisagista
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A maior parte das realizações
homeopáticas é registrada em relatos orais e ensaios
clínicos. Um desses estudos, publicado em 1997 na revista
médica inglesa The Lancet, comparou os resultados
de 89 ensaios clínicos e concluiu que os medicamentos homeopáticos
são, no mínimo, duas vezes e meia mais eficazes do
que os placebos. Até aí, a primeira etapa da demonstração
científica está cumprida. Mas como explicar quimicamente
o funcionamento de soluções nas quais não resta
nada do ingrediente que foi pingado ali? Impossível. "Se
a homeopatia tem algum valor científico, é o de ajudar
a compreender o efeito placebo. Como esse efeito, absolutamente
psicológico, está muito ligado à confiança
que o paciente deposita no médico, entendê-lo a fundo
pode levar a um aperfeiçoamento do modo como se fazem a consulta,
o diagnóstico e a prescrição do tratamento",
diz o biomédico Renato Sabbatini, professor da Universidade
Estadual de Campinas.
O efeito placebo é reconhecido
pelas duas correntes como um ponto importante em qualquer terapia.
Estudos demonstram que a confiança no médico e nos
remédios, bem como a vontade do paciente de se curar, aumenta
os resultados positivos em vários tipos de tratamento. Num
ensaio clínico publicado em 1987 na revista da Associação
Médica Brasileira, uma equipe mista de homeopatas e alopatas
comparou medicamentos homeopáticos com placebos em sessenta
pessoas vítimas de insônia. Resultado: os dois grupos
o que recebeu o remédio de verdade e o que tomou bolinhas
de açúcar apresentaram o mesmo resultado. "Para
os adeptos da medicina convencional, essa é uma prova de
que a homeopatia não funciona", diz o psicofarmacólogo
Elisaldo Carlini, da Unifesp, que conduziu a experiência.
"Mas, se pensarmos que a homeopatia é, mais do que o medicamento,
todo um procedimento que começa com uma atenção
especial ao paciente, temos um resultado positivo." Mesmo entre
os alopatas, há quem concorde: "Talvez chegue a hora de a
medicina superar a visão dualista, que divide o homem entre
corpo e alma, e começar a levar em conta aspectos imateriais
que influem na saúde", diz o infectologista Marcos Boulos,
da Universidade de São Paulo. Cada vez mais alopatas, de
fato, admitem que se recorra aos medicamentos homeopáticos,
porque percebem melhoras em alguns pacientes desde que não
se abandone o tratamento convencional, evidentemente.
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"Aderi à homeopatia há
doze anos, porque não conseguia curar uma dor
de garganta crônica. Levei seis meses para melhorar,
mas nunca mais o problema voltou tão forte. Não
fui para a homeopatia levado pela crença. Fui
porque a alopatia não conseguiu me ajudar."
WILLEM DIAS,
editor de filmes
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Claudio Rossi
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Os homeopatas ficam indignados
ao ouvir que seus remédios não passam de placebos.
Para eles, o segredo da composição dos medicamentos
homeopáticos pode estar em algo chamado "memória da
água" uma teoria que diz que as moléculas da
água podem mudar o modo como se organizam depois de uma sucessão
de diluições e agitações (chamadas de
dinamização pelos homeopatas). Até o momento,
todas as tentativas de comprovar que a memória da água
é mais do que uma teoria trouxeram resultados no mínimo
discutíveis. Ainda assim, os seguidores da homeopatia prometem
não jogar a toalha ao contrário. Batem na tecla
de que a ciência é que é falha. "Talvez precisemos,
sim, ampliar o campo da compreensão da ciência atual
para começar a entender a homeopatia", disse a VEJA o homeopata
Peter Fisher, diretor do Royal London Homoeopathic Hospital e médico
particular da rainha Elizabeth II. Fisher coordena a redação
de um relatório da Organização Mundial de Saúde
que relaciona 700 evidências a favor da homeopatia e recomenda
a governos e entidades internacionais que a considerem uma opção
para o serviço de saúde pública. Flávio
Dantas, professor de homeopatia da Universidade Federal de Uberlândia
e um dos principais pesquisadores dessa linha de medicina no Brasil,
almeja algo mais: que se analisem os medicamentos homeopáticos
com rigor idêntico ao dedicado aos remédios convencionais.
Para ele, se houver um maior esforço por parte dos estudiosos
e mais dinheiro para as pesquisas, será possível descobrir,
do ponto de vista científico, o mecanismo de funcionamento
da homeopatia. "Assim poderemos até, quem sabe, quebrar alguns
paradigmas da ciência", acredita Dantas. Isso, para os homeopatas,
seria a realização de um sonho provar que a
homeopatia vai além do efeito placebo e é mais do
que um simples fenômeno de comportamento.
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O remédio dos reis
Percorrer a história
da homeopatia é quase como escalar a árvore
genealógica da nobreza européia: a terapia
criada pelo médico alemão Samuel Hahnemann
(1755-1843) espalhou-se, no século XIX, seguindo
uma corrente de sangue azul. Foi graças aos laços
de parentesco entre as famílias reais que a novidade
fez sua entrada no Reino Unido, sob a escolta de Frederick
Hervey Quin, discípulo de Hahnemann. Freqüentador
dos salões aristocráticos, Quin era médico
do príncipe Leopoldo, mais tarde coroado rei
da Bélgica. Este, por sua vez, era tio de Albert,
marido da rainha Vitória. Ao conduzir a homeopatia
para o Palácio de Buckingham, Quin selou a conexão
entre a medicina de Hahnemann e a família real
britânica, que desde então sempre deu apoio
moral e financeiro à construção
de hospitais e ambulatórios homeopáticos.
Hahnemann não
é o pai das idéias básicas da homeopatia.
O grego Hipócrates já afirmava, no século
V a.C., que uma doença podia ser debelada com
substâncias que causavam sintomas parecidos. E,
no século XVI, o suíço Paracelso
imaginava que venenos ministrados em pequenas doses
podiam curar doenças. Os estudos do médico
alemão começaram com a aplicação
em si mesmo e em seus familiares de substâncias
tóxicas, como quinino, beladona e mercúrio,
que já eram usadas contra a malária. Ao
verificar que, em pessoas sãs, a droga provocava
os mesmos sintomas que a doença, Hahnemann restabeleceu
o princípio de cura pelo semelhante. Para que
se evitasse a intoxicação, as substâncias
passaram a ser diluídas milhares de vezes
e agitadas violentamente, para liberar o que Hahnemann
acreditava ser a sua energia. Aí está
a origem do que os homeopatas chamam de dinamização.
Não deve ter
sido difícil conquistar a confiança dos
primeiros pacientes, habituados aos horrores dos tratamentos
de fins do século XVIII, que incluíam
sangrias e ingestão de purgantes e substâncias
tóxicas procedimentos às vezes
mais arriscados do que a doença que pretendiam
curar. O presidente americano George Washington foi
uma das vítimas dessa terapêutica assassina.
Para combater uma febre, Washington teve cerca de 2
litros de sangue drenados. Em poucas horas, o ilustre
paciente já não sentia mais dor
estava morto. A homeopatia era bem mais suave e, portanto,
mais atraente.
A homeopatia sempre
figurou no centro de um debate maior, entre duas doutrinas
que dividiam filósofos e naturalistas dos séculos
XVIII e XIX: vitalismo e materialismo. Para os materialistas,
todos os fenômenos naturais poderiam ser explicados
em função da matéria e suas propriedades.
O corpo humano era uma máquina e a saúde
dependia de manter azeitada cada engrenagem. O materialismo
rendeu e continua rendendo grandes avanços,
como a descoberta dos micróbios e a invenção
dos antibióticos. Já para os vitalistas
o organismo se manteria em harmonia graças a
uma força vital, intangível e inexplicável
pelas leis do mundo físico. O homem, mais do
que corpo e mente, seria parte do universo e deveria
se manter integrado a ele. Com adaptações,
essa doutrina sobreviveu aos trancos da história,
no que hoje se chama visão holística,
presente em terapias alternativas como a homeopatia.
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