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Carla Camurati se perde em
viagem pela velha Copacabana
Isabela
Boscov
Divulgação
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| Marco
Nanini: haja nostalgia |
A
atriz e diretora Carla Camurati tem no currículo um feito histórico:
responde, praticamente sozinha, pelo tal renascimento da produção
cinematográfica nacional, que chegara muito perto do zero até
o lançamento (e o sucesso) de Carlota Joaquina, Princesa do
Brazil, em 1995. É o suficiente para justificar a expectativa
em torno de Copacabana (Brasil, 2001), seu novo trabalho
(descontando-se a ópera La Serva Padrona, que ela filmou
em 1998). E também para garantir a decepção, já
que a fita, que estréia nesta sexta-feira no país, parte
de uma boa idéia, mas sofre com uma execução irregular.
Marco Nanini interpreta o fotógrafo Alberto, que, quando bebê,
foi deixado à porta de uma igrejinha em Copacabana. Às vésperas
de completar 90 anos, ele se entrega às suas reminiscências,
que se confundem com os momentos mais marcantes na história do
famoso bairro carioca, mostrados em forma de flashback. Seria um bom recurso
para falar de velhice, fatos mundanos e contrastes sociais de uma tacada
só. A diretora, porém, se perde em tantas idas e vindas
que acaba por tornar o resultado mais frouxo do que instigante (além
de obrigar o protagonista a esgotar o seu estoque de expressões
nostálgicas). Só o elenco que, além de Nanini,
conta com veteranos como Myrian Pires, Walderez de Barros, Ida Gomes,
Laura Cardoso, Renata Fronzi e Luís de Lima fica acima de
qualquer reparo.
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