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Edição 1 805 - 4 de junho de 2003
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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]


LEÃO

Na geladeira
Foi estratégica a saída de cena do projeto de aumento da alíquota mais alta do imposto de renda para 35%. O governo não quer mexer nesse vespeiro agora. Mas o assunto não está morto. Pelo contrário.

 

GENTE

Não é bem assim
Duda Mendonça declarou na semana passada que vai abandonar o marketing político. Meia verdade. Ele não participará das eleições do ano que vem. Mas estará a postos para a campanha da reeleição de Lula.

Agência petista
Aliás, Duda está montando uma outra agência de publicidade só para cuidar da conta do PT, cujo valor é de 3 milhões de reais por ano. Deve-se chamar Estrela.

 

BRASIL

Pelada noturna
Passa a ser iluminado por quatro torres, com potentes refletores, o campo de peladas da Granja do Torto, onde os esforçados craques do poder andam quebrando muitos ossos e marcando poucos gols.

 

ECONOMIA

Bico calado
Para quem estranhou o mutismo de Maria da Conceição Tavares depois da decisão do BC de manter inalteradas as taxas de juros, segue um aviso: ela pretende submergir por uns tempos. Com seu conhecido sangue quente, no entanto, pode ser que a língua coce e... sai de baixo.

Fios enrolados
Foi dos mais intensos o lobby da telefonia fixa nestes últimos dias dentro do núcleo central do poder. Os ministros que mandam de verdade (José Dirceu, Antonio Palocci e Luiz Gushiken) receberam a turma para audiências. Na sexta-feira, por exemplo, foi a vez de José Dirceu ouvir o que o banqueiro Daniel Dantas, da Brasil Telecom, tinha a dizer. O alvo das reclamações da turma tem nome e sobrenome – Miro Teixeira.

País parado
As grandes empreiteiras, sem encomendas, estão enxugando sem dó suas estruturas.

A aposta nas bolsas...
e nos sapatos

Se você tivesse de abrir uma franquia, que ramo escolheria? O setor de alimentação não é mais o objeto do desejo dos empreendedores, como reza o senso comum. Uma pesquisa inédita da Associação Brasileira de Franchising revela que os empreendedores brasileiros enxergaram uma brecha no mercado de acessórios pessoais – bijuterias, sapatos e bolsas. Foi o setor que mais cresceu em número de franqueados no ano passado.

 

Os apagados vão sair

Cinco meses de governo já deram a Lula a percepção dos ministros que estão funcionando e os apagados – estes, entre os quais se incluem petistas, vão lançar sua pouca luz fora do governo no fim do ano, na reforma ministerial. Outra do presidente: ele está decidido a convocar o cada vez mais radical MST para uma reunião no Palácio do Planalto. Mas não agora. Antes, quer tomar algumas medidas no campo da reforma agrária.

 

EXPORTAÇÃO

China, a segundona
Sem que ninguém faça muito alarde, a China se consolida na posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil neste primeiro semestre. Só perde para os Estados Unidos. De janeiro a maio, exportou-se para lá cerca de 1,7 bilhão de dólares – 220% a mais que no mesmo período do ano passado.

 

LIVROS

O senhor dos livros
A Secretaria Nacional do Livro e da Leitura, que era comandada pelo recém-falecido poeta Waly Salomão, será extinta. As atribuições da instituição passarão para as mãos de Pedro Corrêa do Lago, presidente da Biblioteca Nacional.

 

TELEVISÃO

De volta, aos poucos
Não é ainda o retorno oficial, mas Marluce Dias da Silva está voltando aos poucos ao batente. Tem marcado cada vez mais reuniões com executivos da Globo numa casa-escritório que mantém fora da emissora.

 

EDUCAÇÃO

Cidades exemplares
Numa audiência com o ministro Cristovam Buarque, na semana passada, Lula aprovou o projeto da "escola ideal", que deve ser anunciado em breve. Vai funcionar assim: serão escolhidas 100 cidades piloto nas quais todas as escolas serão "ideais". Ou seja, nesses municípios – todos entre 15.000 e 30.000 habitantes, selecionados entre os mais pobres do país – as escolas estarão instaladas em prédios decentes, os professores terão bons salários e as bibliotecas terão as estantes recheadas de livros.


A melhor e a pior na educação brasileira


André Valentim/Strana
Flavio Florido
Niterói e Guaribas: extremos nos níveis de instrução

Sabe qual é a cidade brasileira com a melhor correlação entre grau de instrução e taxa de analfabetismo? Niterói. O município fluminense tem a população com o maior número médio de anos de estudo (9,5) e taxa de analfabetismo de 3,6%. No outro extremo está a piauiense Guaribas, cidade-símbolo do Fome Zero. Lá, os moradores têm em média 1,1 ano de estudo e 59% deles são analfabetos. Esses dados estão no Mapa do Analfabetismo, que será lançado nesta quarta-feira. Produzido pelo MEC/Inep, o mapa é a mais detalhada radiografia da educação já feita nos 5.561 municípios brasileiros.



 
 


   
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