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Edição 1 805 - 4 de junho de 2003
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Reportagens de capa
2000|01|02|03
Entrevistas
2000|01|02|03


 
"É extraordinário saber que a mente equilibrada, além de melhorar a qualidade de vida, é capaz de curar as doenças."
Leila Maria Vieira dos Reis Wagner
Ribeirão Preto, SPGoiânia, GO


Poder da mente

Quero cumprimentar VEJA pela rica reportagem "O corpo é o espelho da mente" (28 de maio). A comprovação de que práticas de harmonização previnem e curam doenças é um avanço para a humanidade, que, na correria pela sobrevivência, anda se perdendo em sua própria existência.
Alexandra Karla A. Alves
Maceió, AL

Quero cumprimentá-los pela reportagem e ressaltar que a ioga autêntica é uma filosofia de vida e não tem a finalidade de curar doenças. Nós a praticamos pelo autoconhecimento e pelo bem-estar.
Maria Teresa Milanez
Presidente da Federação de Ioga do Distrito Federal
Brasília, DF

VEJA demonstra que está "antenada" e aberta para divulgar de forma tão assertiva esses métodos antes discriminados, que agora começam a ser aceitos em nosso país como técnicas reconhecidas pelo meio acadêmico-científico.
Mônica Sambudio Osna
Curitiba, PR

Parabéns pelo caráter informativo, esclarecedor e principalmente sem distorções acerca das definições de ioga e meditação. A reportagem certamente vai orientar interessados e reafirmar a ioga como prática séria e ferramenta de evolução espiritual, autocura e autoconhecimento. Engana-se quem pensa que ioga é malhação! Se o corpo fica bonito, é apenas um bônus da prática, e não o fim em si.
Guto Almeida

São Paulo, SP

 

Dieta

Infelizmente, só depois da morte do doutor Robert Atkins as pesquisas reconheceram a eficácia da "dieta da proteína". Venho fazendo o regime desde outubro de 2002 e já perdi 13 quilos. Estou muito satisfeito e tenho a certeza de que não voltarei a engordar ("O doutor tinha razão", 28 de maio).
Doutor Manuel da Lupa
São Paulo, SP

Os resultados encontrados nos estudos publicados pela revista New England Journal of Medicine sobre a dieta do doutor Atkins vêm apenas validar o que os endocrinologistas já observam há muito tempo. Ocorre perda de peso em um primeiro momento, com altos índices de abandono a longo prazo (por se tratar de uma dieta monótona) e rápida recuperação do peso a seguir. Talvez essa seja a razão pela qual Atkins nunca tenha conseguido validar seus achados diante da comunidade científica mundial. Teria ainda de contrariar extensos estudos populacionais, desenvolvidos há cinco décadas, que demonstram exaustivamente que alimentação rica em gordura faz aumentar o nível de gordura no sangue e que, embora também eleve o HDL-colesterol (o que é bom), infelizmente aumenta muito mais o LDL-colesterol e a relação colesterol total/HDL-C, causas importantes da maior freqüência de aterosclerose coronariana na população.
Valéria Guimarães
Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Por e-mail

 

Ginástica

Eu costumava dizer que a única coisa boa e permitida em excesso na vida seria a água. Vocês derrubaram o último de meus tabus para afirmar, sem sombra de dúvida, que o único caminho para o bem-estar e a felicidade é o "equilíbrio". Nada pode ser de mais ou de menos para fazer bem ao ser humano ("Muita água faz mal", 28 de maio).
Fernando Fares
Por e-mail

 

Suzana Vieira

É deliciosa qualquer forma de comunicação com a atriz Suzana Vieira. Quem teve o prazer de acompanhar sua carreira sabe bem seu valor como atriz. Tive a sorte de vê-la em grandes espetáculos teatrais como Os Filhos de Kennedy e Entre Quatro Paredes. Na televisão, não perco suas densas e sempre elegantes interpretações. Suzana é uma mestra na arte de representar (Amarelas, 28 de maio).
David Massena Gracioli
Nova Friburgo, RJ

A atriz Suzana Vieira é simplesmente maravilhosa. Inteira, aos 60 anos de idade. Exemplo para nós que tanto lutamos para encarar a idade cronológica como algo que não interfira naquilo que temos de mais importante: nossa cabeça.
Cidinha Gattaz
São José do Rio Preto, SP

Suzana Vieira é tudo o que nós, mulheres brasileiras, somos e conquistamos ao longo destes anos. Determinadas, resolvidas e felizes com a vida. Parabéns, VEJA, pela entrevista. Parabéns, Suzana, pela sua alegria de viver.
Denise Cavalcante
Rio de Janeiro, RJ

 

Governo

Com muita satisfação li a reportagem "O vice que ruge" (28 de maio). Gostaria que todos os brasileiros a tivessem lido. O texto mostra com muita clareza o que está acontecendo com relação à taxa de juros e deixa evidente que "reduzir ou aumentar juros não é uma decisão que pertença ao reino da vontade, mas da realidade". Acredito que reportagens como essa é que nos levam a entender a política econômica e a aguardar o crescimento econômico. Afinal, "juros exagerados são a segunda pior coisa que existe para o crescimento do país. A primeira pior coisa é incendiar o ambiente com uma fogueira de desconfiança".
Regina Helena Vieira Caetano
São Paulo, SP

O vice-presidente José Alencar está apenas verbalizando o que sentem milhões de brasileiros com os altíssimos juros dos cartões de crédito, cheques especiais, empréstimos e financiamentos. As conseqüências são a inadimplência de pessoas físicas e a insolvência/falência de empresas, enquanto as instituições financeiras, a cada trimestre, apresentam lucros exorbitantes.
Jorge da Costa Moreira
Rio de Janeiro, RJ

 

Segurança

Parabéns pela reportagem "O cerco do narcotráfico" (28 de maio). Infelizmente, atitudes como o afastamento e a prisão do coronel Erir Ribeiro Costa Filho confirmam que o Brasil está mais para a Colômbia do que para a Itália.
Ruy Lage Neto
Montes Claros, MG

O problema que o império das drogas representa foi exposto de maneira muito clara. Entretanto, faltou mencionar a causa fundamental desse problema: o consumo de drogas por um número cada vez maior de pessoas em todos os níveis de nossa sociedade. E a pergunta na qual devemos insistir é: haveria traficantes, violência, tragédias familiares se não existisse o consumo de drogas?
Rodrigo de Castro Freitas
São Paulo, SP

 

Claudio de Moura Castro

Belíssimo o artigo "Capitalismo de meia-tigela" (Ponto de vista, 28 de maio), de Claudio de Moura Castro, sobre o monopólio do ensino superior em nosso país. Já que a demanda de vagas nos cursos públicos está abaixo do necessário, nada mais justo que a abertura de cursos privados com a aprovação do MEC. Na educação não deveria existir monopólio, mas sim incentivo para que, cada vez mais, haja boa formação acadêmica para aqueles que darão continuidade ao crescimento do Brasil.
Kélvia A. Bersácula Cruz
Cachoeiro de Itapemirim, ES

Já que somos capitalistas, não o façamos de meia-tigela, deixando que a livre concorrência, passionalmente condenada pelos anticapitalistas, culmine na melhoria do ensino superior no Brasil.
Antonino Stropp Caminha
João Pessoa, PB

Concordo com o ponto de vista de Claudio de Moura Castro e vejo que o egoísmo e a falta de ética estão invadindo o cenário acadêmico. Outro exemplo é como os órgãos que fomentam a pesquisa e a pós-graduação vêm fechando cada vez mais o acesso dos indivíduos a cursos de mestrado e doutorado, principalmente.
André Pereira Raposo
Por e-mail

 

Tecnologia

Como engenheiro mecânico do mercado automobilístico e leitor voraz de temas de estratégia de empresas, cumprimento VEJA pela frutífera reportagem "6 milhões de combinações" (28 de maio). Vou utilizá-la como exemplo em meu curso de pós-graduação.
Luiz Gonzaga Bertelli Jr.
Por e-mail

 

Tim Sanders

VEJA está na vanguarda, abordando assuntos interessantes para seus leitores. Conhecedores da importância do amor no trabalho, cumprimentamos essa conceituada revista pela reportagem "Amor nos negócios" (28 de maio). Ela prova que VEJA está em sintonia com o que há de mais novo na área de gestão, quando mostra que o o amor é o caminho e a estratégia nos negócios. Nosso grupo ultrapassa um milhar de colaboradores, distribuídos em dez unidades de ponta no Estado de Mato Grosso, e notamos um maior comprometimento da equipe e uma alavancagem no resultado quando passamos a ter um relacionamento saudável com nossa equipe de trabalho.
Ricardo J. Kulevicz Júnior
Diretor-presidente do Real Supermercado
Por e-mail

 

Radar

Não há dúvidas de que o muro em que Chico Buarque se apóia ruirá como o de Berlim. Fidel, Che Guevara, Saddam, Stalin, Pinochet e outros ditadores, inclusive os nossos, foram, desde sempre, facínoras psicopatas ("Chico ainda no muro", Radar, 28 de maio).
Paulo Roberto Morelli
Campinas, SP

 

Veja essa

O vício é parte da condição humana. O problema no Brasil, especialmente aqui no Rio, é a hipocrisia. Legalizando-se as drogas, diminuiria ou mesmo se extinguiria o narcotráfico. A legalização das drogas, como disse o escritor colombiano Gabriel García Márquez (Veja essa, 28 de maio), seria a única solução para o caos do Rio. Já pensou se o álcool e o cigarro também fossem ilegais?
Guilherme Souza Filho
Rio de Janeiro, RJ

Li o livro Estação Carandiru, do doutor Dráuzio Varella, e fiquei impressionado com a riqueza de detalhes de sua narrativa. Ele fez amizade com detentos, e confesso que alguns trechos de sua narrativa fizeram marejar meus olhos. Surpreendentemente, na edição 1.804 de VEJA, fiquei sabendo que o doutor Dráuzio fez tudo aquilo em benefício próprio.
Ivanildo Soares de Lima
Maceió, AL

 

Arqueologia

Gostaria de cumprimentar VEJA pela reportagem "Como morriam os gladiadores" (28 de maio). Realmente, havia dúvidas a respeito da vida e da morte desses guerreiros que lutavam para divertir a multidão. A reportagem faz reforçar a vontade de saber mais ainda sobre eles. As ilustrações usadas na reportagem são sensacionais. Depois de ter assistido ao filme Gladiador, tudo fica mais claro.
Raquel Jeber Campos
Belo Horizonte, MG

 

Evolução

Apesar da boa reportagem "Eles têm quase tudo em comum" (28 de maio), sobre a semelhança entre homens e chimpanzés, foi de muito mau gosto o comentário que a encerrou, ao desprestigiar os estilos musicais pagode e axé. Um comentário desnecessário, uma ofensa aos que apreciam esses estilos.
Janína Santana
Contagem, MG

Majestosa a conclusão da reportagem. Qualquer pessoa de inteligência mediana perceberá que não há racismo algum no comentário final – que, brilhantemente, traça um paralelo entre a criatividade de macacos, pagodeiros e "axezeiros" –, e sim um desabafo contra a mediocridade de tais gêneros. Só faltou falar dos forrozeiros, que vêm compulsivamente plagiando melodias de músicas estrangeiras. Poderiam copiar as letras também, pois as que eles criam chegam a causar náuseas.
Leonardo Carvalho de Sousa
Por e-mail

 

Miss Venezuela

Considero ofensivo ao nosso país acusar o presidente da República Hugo Chávez de culpado indireto pela falta de dinheiro para que a senhorita Mariángel Ruiz participasse do concurso de Miss Universo, organizado anualmente pelo poderoso grupo Cisneros, principal beneficiário desse espetáculo comercial. É errado afirmar que a Venezuela "viveu um drama por não ter representante para esse concurso", no momento em que nosso país estava saindo de uma tragédia econômica, produto de uma greve empresarial ilegal apoiada abertamente pelo próprio Cisneros, freqüentemente apontado como um dos homens mais ricos da América Latina ("Convulsão estética", 28 de maio).
Freddy Balzan
Cônsul-geral da Venezuela
São Paulo, SP

 

Segurança 2

Considero muito oportuna a reportagem "O cerco do narcotráfico" (28 de maio) veiculada nesta revista. Concordo plenamente com os repórteres quando afirmam que, para combater os traficantes de drogas e os contrabandistas de armas, que à base de corrupção e muito dinheiro conseguiram penetrar no mundo empresarial, político e até no Judiciário brasileiro, não há outra saída senão reagir duramente ao poder dos criminosos. Estive recentemente na Itália com o objetivo de conhecer as diferentes medidas adotadas contra a Máfia e reitero a opinião de que aquele país é um exemplo a ser seguido. A roda já foi inventada. Resta-nos a humildade de copiar sua fórmula.
Senador Magno Malta
Brasília, DF

 

Diogo Mainardi

Diogo Mainardi é incrivelmente sério e ao mesmo tempo hilário. Sua idéia de fazer um filme sobre o presidente, incluindo a cena dantesca do Lula lá correndo atrás de um pato na Granja do Torto, é fenomenal. Se o filme concorrer ao Oscar, ou à Palma de Ouro no Festival de Cannes, é primeiro lugar na certa. Dá Brasil na cabeça. E a esse filme eu prometo assistir, para não ficar borocoxô ("Lula lá – na tela do cinema", 28 de maio).
Marly Pedroso Marinho
Belo Horizonte, MG

Diogo Mainardi deveria ler a reportagem de capa "A cura pela mente" (28 de maio) para diminuir sua perseguição ferina a Lula e seus ministros.
Flávio Antonio Piovesan
Por e-mail

Se Diogo Mainardi não existisse, minha semana seria muito pobre (intelectualmente falando). Eu o adoro!
Miriam Simone Mantecon
Santos, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

O que fazer com o vice? Roberto Pompeu de Toledo foi, mais uma vez, excepcional em seu artigo "Agouros, males, azares, itamares e alencares" (Ensaio, 28 de maio). Na prática, o vice é o "funcionário" público que "tapa buracos". Aquele que deve fazer menos percebida a ausência do titular; mostrar para a imprensa que o cargo está devidamente ocupado; nunca tomar atitudes que contrariem a vontade do seu "senhor" e, pelo menos, justificar as viagens (sempre a trabalho) do seu chefão. Na política isso é chamado de trabalho em equipe.
Leandro Anésio Coelho
Resende Costa, MG

 

Música

Possivelmente por falta de espaço, o jornalista Sérgio Martins deixou de esclarecer na edição 1 804 que o motivo pelo qual me sinto "enojado, ou melhor, irritado" com a versão argentina da música O Tempo Não Pára deve-se ao fato de a Editora G.P.A. estar me devendo, há mais de quatro anos, o montante aproximado de 20.000 reais. Essa editora alega estar falida! Fora isso, tenho o maior orgulho de minha parceria com Cazuza e da versão da banda Bersuit ("El Tiempo No Para", 28 de maio).
Arnaldo Brandão
Rio de Janeiro, RJ

 

CORREÇÕES: No leilão promovido pelo apresentador Luciano Huck, o valor do prêmio ("uma palestra de Fernando Henrique Cardoso") arrematado pelo empresário Pedro Bianco foi de 95.000 reais, e não 180.000, como informou a reportagem "Um leilão diferente" (28 de maio). Na reportagem "O cerco do narcotráfico" (28 de maio), as fotos das armas M4 e FMK3 estão trocadas. Na tabela comparativa de sucos ("Natural, caixinha ou polpa?", Guia, 28 de maio), o valor correto de vitamina C para 200 ml de suco de laranja em caixinha Parmalat é 76 mg, e não 38 mg. O suco natural tem 114 mg. O suco em caixinha Del Valle, 68 mg. Na edição especial Viver Melhor em Belo Horizonte (maio de 2003), o telefone da Fórmula Academia foi publicado incorretamente. O número correto é: (31) 3262-1111.

 

O EMBAIXADOR ESCLARECE


Na edição passada de VEJA três leitores fizeram comentários indignados sobre a fantasia de "malandro carioca" com a qual o embaixador da Bélgica apareceu na reportagem "As rainhas das festas nas embaixadas" (21 de maio). O embaixador Jean-Michel Veranneman de Watervliet, sensível às críticas dos leitores, esclareceu em carta à redação: "Nunca tive a intenção de ofender quem quer que seja. Peço desculpas se foi o caso. A foto em questão foi feita numa festa particular e sem qualquer intenção de uso fora de um mero álbum familiar", escreveu o embaixador em resposta aos leitores Jayme Garcia dos Santos, Homero Martins e Sandro Oliveira das Chagas. "Sou um amigo e admirador fanático do Brasil", escreveu Watervliet. "Casei com uma brasileira e sirvo aqui como diplomata, a meu pedido, pela terceira vez. Imagino ser um caso único. A intenção da foto foi evocar um 'tipo' já consagrado pela literatura e pela mídia, aqui e no exterior. A presença de uma arma de brinquedo pode ter sido vista, fora daquele contexto, como um exagero, mas asseguro que não havia qualquer intenção maliciosa na composição da fantasia ou da foto. Tenho enorme carinho pelo Brasil", explicou.

 

O SUCESSO DO BEBÊ


Duas centenas de leitores escreveram para a redação de VEJA comentando a edição especial Criança (maio de 2003). "Lutei com as palavras para escolher as que de fato expressassem o que o bebê da capa da revista significou na minha casa. Finalmente o batizei de anti-stress, pois era só olhar para ele que qualquer coisa ruim desaparecia. Não tem como olhar para uma criaturinha tão linda sem ficar feliz e se abrir em sorriso instantâneo", escreveu Glêciman Fernandes, de Araguaína, no Tocantins. A leitora Alessandra V. Teixeira Gavassa, de Colatina, Espírito Santo, que espera um filho para os próximos dias, considerou a edição "um dos melhores presentes" que ganhou durante a gestação. "Eu me apaixonei pelo bebê da capa. Toda vez que pego a revista, tenho de dar um beijo nele", escreveu Alessandra. O bebê é um modelo, e a foto foi comprada de um banco internacional de imagens. Sua identidade é preservada pelos agentes.



 
 
   
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