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Quero cumprimentar
VEJA pela rica reportagem "O corpo é o espelho da mente" (28 de
maio). A comprovação de que práticas de harmonização
previnem e curam doenças é um avanço para a humanidade,
que, na correria pela sobrevivência, anda se perdendo em sua própria
existência. Quero cumprimentá-los
pela reportagem e ressaltar que a ioga autêntica é uma filosofia
de vida e não tem a finalidade de curar doenças. Nós
a praticamos pelo autoconhecimento e pelo bem-estar. VEJA demonstra
que está "antenada" e aberta para divulgar de forma tão
assertiva esses métodos antes discriminados, que agora começam
a ser aceitos em nosso país como técnicas reconhecidas pelo
meio acadêmico-científico. Parabéns
pelo caráter informativo, esclarecedor e principalmente sem distorções
acerca das definições de ioga e meditação.
A reportagem certamente vai orientar interessados e reafirmar a ioga como
prática séria e ferramenta de evolução espiritual,
autocura e autoconhecimento. Engana-se quem pensa que ioga é malhação!
Se o corpo fica bonito, é apenas um bônus da prática,
e não o fim em si.
Infelizmente,
só depois da morte do doutor Robert Atkins as pesquisas reconheceram
a eficácia da "dieta da proteína". Venho fazendo o regime
desde outubro de 2002 e já perdi 13 quilos. Estou muito satisfeito
e tenho a certeza de que não voltarei a engordar ("O doutor tinha
razão", 28 de maio). Os resultados
encontrados nos estudos publicados pela revista New England Journal
of Medicine sobre a dieta do doutor Atkins vêm apenas validar
o que os endocrinologistas já observam há muito tempo. Ocorre
perda de peso em um primeiro momento, com altos índices de abandono
a longo prazo (por se tratar de uma dieta monótona) e rápida
recuperação do peso a seguir. Talvez essa seja a razão
pela qual Atkins nunca tenha conseguido validar seus achados diante da
comunidade científica mundial. Teria ainda de contrariar extensos
estudos populacionais, desenvolvidos há cinco décadas, que
demonstram exaustivamente que alimentação rica em gordura
faz aumentar o nível de gordura no sangue e que, embora também
eleve o HDL-colesterol (o que é bom), infelizmente aumenta muito
mais o LDL-colesterol e a relação colesterol total/HDL-C,
causas importantes da maior freqüência de aterosclerose coronariana
na população.
Eu costumava
dizer que a única coisa boa e permitida em excesso na vida seria
a água. Vocês derrubaram o último de meus tabus para
afirmar, sem sombra de dúvida, que o único caminho para
o bem-estar e a felicidade é o "equilíbrio". Nada pode ser
de mais ou de menos para fazer bem ao ser humano ("Muita água faz
mal", 28 de maio).
É
deliciosa qualquer forma de comunicação com a atriz Suzana
Vieira. Quem teve o prazer de acompanhar sua carreira sabe bem seu valor
como atriz. Tive a sorte de vê-la em grandes espetáculos
teatrais como Os Filhos de Kennedy e Entre Quatro Paredes.
Na televisão, não perco suas densas e sempre elegantes interpretações.
Suzana é uma mestra na arte de representar (Amarelas, 28 de maio). A atriz Suzana
Vieira é simplesmente maravilhosa. Inteira, aos 60 anos de idade.
Exemplo para nós que tanto lutamos para encarar a idade cronológica
como algo que não interfira naquilo que temos de mais importante:
nossa cabeça. Suzana Vieira
é tudo o que nós, mulheres brasileiras, somos e conquistamos
ao longo destes anos. Determinadas, resolvidas e felizes com a vida. Parabéns,
VEJA, pela entrevista. Parabéns, Suzana, pela sua alegria de viver.
Com muita
satisfação li a reportagem "O vice que ruge" (28 de maio).
Gostaria que todos os brasileiros a tivessem lido. O texto mostra com
muita clareza o que está acontecendo com relação
à taxa de juros e deixa evidente que "reduzir ou aumentar juros
não é uma decisão que pertença ao reino da
vontade, mas da realidade". Acredito que reportagens como essa é
que nos levam a entender a política econômica e a aguardar
o crescimento econômico. Afinal, "juros exagerados são a
segunda pior coisa que existe para o crescimento do país. A primeira
pior coisa é incendiar o ambiente com uma fogueira de desconfiança". O vice-presidente
José Alencar está apenas verbalizando o que sentem milhões
de brasileiros com os altíssimos juros dos cartões de crédito,
cheques especiais, empréstimos e financiamentos. As conseqüências
são a inadimplência de pessoas físicas e a insolvência/falência
de empresas, enquanto as instituições financeiras, a cada
trimestre, apresentam lucros exorbitantes.
Parabéns
pela reportagem "O cerco do narcotráfico" (28 de maio). Infelizmente,
atitudes como o afastamento e a prisão do coronel Erir Ribeiro
Costa Filho confirmam que o Brasil está mais para a Colômbia
do que para a Itália. O problema
que o império das drogas representa foi exposto de maneira muito
clara. Entretanto, faltou mencionar a causa fundamental desse problema:
o consumo de drogas por um número cada vez maior de pessoas em
todos os níveis de nossa sociedade. E a pergunta na qual devemos
insistir é: haveria traficantes, violência, tragédias
familiares se não existisse o consumo de drogas?
Belíssimo
o artigo "Capitalismo de meia-tigela" (Ponto de vista, 28 de maio), de
Claudio de Moura Castro, sobre o monopólio do ensino superior em
nosso país. Já que a demanda de vagas nos cursos públicos
está abaixo do necessário, nada mais justo que a abertura
de cursos privados com a aprovação do MEC. Na educação
não deveria existir monopólio, mas sim incentivo para que,
cada vez mais, haja boa formação acadêmica para aqueles
que darão continuidade ao crescimento do Brasil. Já
que somos capitalistas, não o façamos de meia-tigela, deixando
que a livre concorrência, passionalmente condenada pelos anticapitalistas,
culmine na melhoria do ensino superior no Brasil. Concordo
com o ponto de vista de Claudio de Moura Castro e vejo que o egoísmo
e a falta de ética estão invadindo o cenário acadêmico.
Outro exemplo é como os órgãos que fomentam a pesquisa
e a pós-graduação vêm fechando cada vez mais
o acesso dos indivíduos a cursos de mestrado e doutorado, principalmente.
Como engenheiro
mecânico do mercado automobilístico e leitor voraz de temas
de estratégia de empresas, cumprimento VEJA pela frutífera
reportagem "6 milhões de combinações" (28 de maio).
Vou utilizá-la como exemplo em meu curso de pós-graduação.
VEJA está
na vanguarda, abordando assuntos interessantes para seus leitores. Conhecedores
da importância do amor no trabalho, cumprimentamos essa conceituada
revista pela reportagem "Amor nos negócios" (28 de maio). Ela prova
que VEJA está em sintonia com o que há de mais novo na área
de gestão, quando mostra que o o amor é o caminho e a estratégia
nos negócios. Nosso grupo ultrapassa um milhar de colaboradores,
distribuídos em dez unidades de ponta no Estado de Mato Grosso,
e notamos um maior comprometimento da equipe e uma alavancagem no resultado
quando passamos a ter um relacionamento saudável com nossa equipe
de trabalho.
Não
há dúvidas de que o muro em que Chico Buarque se apóia
ruirá como o de Berlim. Fidel, Che Guevara, Saddam, Stalin, Pinochet
e outros ditadores, inclusive os nossos, foram, desde sempre, facínoras
psicopatas ("Chico ainda no muro", Radar, 28 de maio).
Veja essa O vício
é parte da condição humana. O problema no Brasil,
especialmente aqui no Rio, é a hipocrisia. Legalizando-se as drogas,
diminuiria ou mesmo se extinguiria o narcotráfico. A legalização
das drogas, como disse o escritor colombiano Gabriel García Márquez
(Veja
essa, 28 de maio), seria a única solução
para o caos do Rio. Já pensou se o álcool e o cigarro também
fossem ilegais? Li o livro
Estação Carandiru, do doutor Dráuzio Varella,
e fiquei impressionado com a riqueza de detalhes de sua narrativa. Ele
fez amizade com detentos, e confesso que alguns trechos de sua narrativa
fizeram marejar meus olhos. Surpreendentemente, na
edição 1.804 de VEJA, fiquei sabendo que o doutor
Dráuzio fez tudo aquilo em benefício próprio.
Gostaria
de cumprimentar VEJA pela reportagem "Como morriam os gladiadores" (28
de maio). Realmente, havia dúvidas a respeito da vida e da morte
desses guerreiros que lutavam para divertir a multidão. A reportagem
faz reforçar a vontade de saber mais ainda sobre eles. As ilustrações
usadas na reportagem são sensacionais. Depois de ter assistido
ao filme Gladiador, tudo fica mais claro.
Apesar da
boa reportagem "Eles têm quase tudo em comum" (28 de maio), sobre
a semelhança entre homens e chimpanzés, foi de muito mau
gosto o comentário que a encerrou, ao desprestigiar os estilos
musicais pagode e axé. Um comentário desnecessário,
uma ofensa aos que apreciam esses estilos. Majestosa
a conclusão da reportagem. Qualquer pessoa de inteligência
mediana perceberá que não há racismo algum no comentário
final que, brilhantemente, traça um paralelo entre a criatividade
de macacos, pagodeiros e "axezeiros" , e sim um desabafo contra
a mediocridade de tais gêneros. Só faltou falar dos forrozeiros,
que vêm compulsivamente plagiando melodias de músicas estrangeiras.
Poderiam copiar as letras também, pois as que eles criam chegam
a causar náuseas.
Considero
ofensivo ao nosso país acusar o presidente da República
Hugo Chávez de culpado indireto pela falta de dinheiro para que
a senhorita Mariángel Ruiz participasse do concurso de Miss Universo,
organizado anualmente pelo poderoso grupo Cisneros, principal beneficiário
desse espetáculo comercial. É errado afirmar que a Venezuela
"viveu um drama por não ter representante para esse concurso",
no momento em que nosso país estava saindo de uma tragédia
econômica, produto de uma greve empresarial ilegal apoiada abertamente
pelo próprio Cisneros, freqüentemente apontado como um dos
homens mais ricos da América Latina ("Convulsão estética",
28 de maio).
Considero
muito oportuna a reportagem "O cerco do narcotráfico" (28 de maio)
veiculada nesta revista. Concordo plenamente com os repórteres
quando afirmam que, para combater os traficantes de drogas e os contrabandistas
de armas, que à base de corrupção e muito dinheiro
conseguiram penetrar no mundo empresarial, político e até
no Judiciário brasileiro, não há outra saída
senão reagir duramente ao poder dos criminosos. Estive recentemente
na Itália com o objetivo de conhecer as diferentes medidas adotadas
contra a Máfia e reitero a opinião de que aquele país
é um exemplo a ser seguido. A roda já foi inventada. Resta-nos
a humildade de copiar sua fórmula.
Diogo Mainardi
é incrivelmente sério e ao mesmo tempo hilário. Sua
idéia de fazer um filme sobre o presidente, incluindo a cena dantesca
do Lula lá correndo atrás de um pato na Granja do Torto,
é fenomenal. Se o filme concorrer ao Oscar, ou à Palma de
Ouro no Festival de Cannes, é primeiro lugar na certa. Dá
Brasil na cabeça. E a esse filme eu prometo assistir, para não
ficar borocoxô ("Lula lá na tela do cinema", 28 de
maio). Diogo Mainardi
deveria ler a reportagem de capa "A cura pela mente" (28 de maio) para
diminuir sua perseguição ferina a Lula e seus ministros. Se Diogo
Mainardi não existisse, minha semana seria muito pobre (intelectualmente
falando). Eu o adoro!
O que fazer
com o vice? Roberto Pompeu de Toledo foi, mais uma vez, excepcional em
seu artigo "Agouros, males, azares, itamares e alencares" (Ensaio, 28
de maio). Na prática, o vice é o "funcionário" público
que "tapa buracos". Aquele que deve fazer menos percebida a ausência
do titular; mostrar para a imprensa que o cargo está devidamente
ocupado; nunca tomar atitudes que contrariem a vontade do seu "senhor"
e, pelo menos, justificar as viagens (sempre a trabalho) do seu chefão.
Na política isso é chamado de trabalho em equipe.
Possivelmente
por falta de espaço, o jornalista Sérgio Martins deixou
de esclarecer na edição 1 804 que o motivo pelo qual me
sinto "enojado, ou melhor, irritado" com a versão argentina da
música O Tempo Não Pára deve-se ao fato de
a Editora G.P.A. estar me devendo, há mais de quatro anos, o montante
aproximado de 20.000 reais. Essa editora alega
estar falida! Fora isso, tenho o maior orgulho de minha parceria com Cazuza
e da versão da banda Bersuit ("El Tiempo No Para", 28 de
maio).
CORREÇÕES:
No leilão promovido pelo apresentador Luciano Huck, o valor
do prêmio ("uma palestra de Fernando Henrique Cardoso") arrematado
pelo empresário Pedro Bianco foi de 95.000
reais, e não 180.000, como informou
a reportagem "Um
leilão diferente" (28 de maio).
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