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VEJA Recomenda DVDs
A Roda da Fortuna (The Band Wagon, Estados
Unidos, 1953. Warner) Um dos últimos grandes musicais de Hollywood
e ponha-se grande nisso. Fred Astaire é Tony Hunter, sapateador
em fim de carreira que embarca para Nova York na esperança de ressuscitar
sua sorte com um musical da Broadway. Mas o diretor da montagem é um ególatra,
e a parceira de Tony (Cyd Charisse) é uma dançarina com formação
clássica, que esnoba o colega autodidata. Como Cantando na Chuva,
escrito pela mesma dupla de roteiristas, Betty Comden e Adolph Green, um ano antes,
o filme dirigido pelo veterano Vincente Minnelli é uma história
de bastidores que tira suas piadas sem dó (mas com muita classe) da experiência
real dos envolvidos. O DVD é duplo o segundo disco para os extras
, mas o verdadeiro bônus aqui é ver Astaire dançando
com Charisse, a melhor de todas as suas parceiras. Veja
cenas. Classic Albums: Nevermind
(ST2) Lançado em 1991, Nevermind, segundo disco do trio americano
Nirvana, é um marco do rock dos anos 90. O álbum recolocou o gênero
nas paradas e transformou a banda em porta-voz da chamada geração
grunge. Esse documentário da coleção Classic Albums, que
focaliza os bastidores da gravação de discos famosos, esquadrinha
os fatores que fizeram o sucesso de Nevermind. O produtor Butch Vig conta
como convencia o cantor e guitarrista Kurt Cobain, que cometeu suicídio
em 1994, a tornar seus vocais mais palatáveis: toda vez que ele descambava
para excessos, citava John Lennon, um dos grandes ídolos do vocalista,
como exemplo a ser seguido. Num outro depoimento, o baterista Dave Grohl mostra-se
ressentido por nunca receber elogios de seus companheiros. Gosto
de Sangue Versão do Diretor (Blood Simple, Estados Unidos,
1984. Europa) Um dono de bar (Dan Hedaya) contrata um detetive para investigar
as escapadas da mulher (Frances McDormand). Descobre mais do que quer, manda fazer
o que não deveria e dá início, assim, a uma série
de enganos e assassinatos. A estréia dos irmãos Coen (como sempre,
Joel assina como diretor e Ethan, como produtor) é uma revisão elaborada
do gênero que é o território natural do cinismo o noir.
Nessa versão, eles corrigem defeitos de ritmo e melhoram a qualidade da
cópia. Mas o forte de Gosto de Sangue ainda é a originalidade
dos Coen e de seus atores. Frances, por exemplo, dá todos os sinais da
grande atriz que viria a se tornar em filmes como Fargo.
DISCO Paulo
Salomão
 |  | | Roberto
nos anos 70: para colecionadores | |
Pra
Sempre: Anos 70, Roberto Carlos (Sony/BMG) Quatro meses depois
da caixa que reuniu a produção de Roberto Carlos nos anos 60, chega
às lojas seu equivalente da década seguinte. O pacote contempla
doze discos gravados entre 1970 e 1979, em versões remasterizadas. Nessa
época, o cantor já deixara de ser o ídolo da Jovem Guarda
para tornar-se um artista com público mais amplo e maduro. Suas letras
tratam da vida de casado, dos filhos e das eventuais escapulidas (Amada Amante
é dessa fase). A caixa recupera uma raridade: Pedro e o Lobo, conto
musical do russo Sergei Prokofiev (1891-1953), no qual Roberto atua como narrador.
É um registro de 1970, no Rio de Janeiro, com participação
da Filarmônica de Nova York regida pelo lendário Leonard Bernstein.
LIVROS Foi!
Não Foi! Foi., de Luzia Lacerda (Record; 80 páginas; 29,90
reais) A cidade de São Paulo é o cenário desse livro
infanto-juvenil, que marca a estréia da fotógrafa Luzia Lacerda
como escritora. Em linguagem que foge a qualquer lugar-comum, ela fala sobre a
amizade entre uma garota de classe média alta e um menino carente. Embora
venham de realidades sociais diferentes, Júlia e Deusinho descobrem grandes
afinidades enquanto protagonizam aventuras pelas ruas paulistanas. Sua exploração
dos prédios e monumentos famosos é salpicada por informações
sobre a história e personagens célebres da metrópole, tratadas
sempre com leveza pela autora. A narrativa é entremeada com fotografias
e grafismos, que tornam a leitura mais divertida. Fazer
Amor, de Jean-Philippe Toussaint (tradução de Ana Ban; Globo;
120 páginas; 29 reais) Fotógrafo, escritor e cineasta, o
belga Toussaint, de 47 anos, é um dos melhores nomes da literatura contemporânea
em francês. Nesse seu segundo livro publicado no Brasil o primeiro
foi A Televisão, um irônico retrato do intelectual europeu
atual , ele faz um exame impiedoso do fim de uma relação amorosa.
A história se passa no Japão um casal francês se encontra
em Tóquio, para fazer amor pela última vez antes da separação.
Toussaint não faz nenhuma concessão romântica: o sexo entre
seus personagens é brutal. Pontuando a ação, há pequenos
abalos sísmicos em Tóquio, como anúncios de que algo está
se rompendo entre os dois amantes. Leia
trecho.
Contos
de Horror do Século XIX (vários tradutores; Companhia das
Letras; 528 páginas; 39,50 reais) O argentino naturalizado canadense
Alberto Manguel é uma autoridade mundial em história da leitura.
Em paralelo à atividade como ensaísta, ele também devota
seu tempo à criação de antologias. Nesse lançamento,
Manguel não renega os autores fundamentais do gênero, mas vai às
obras menos óbvias do americano Edgar Allan Poe, por exemplo, escolheu
o pouco conhecido Os Fatos no Caso do Sr. Valdemar. Sua seleção
de 33 contos é generosa com a literatura latino-americana. Dois de seus
maiores expoentes no século XIX figuram nela: o nicaragüense Rubén
Dario e o uruguaio Horácio Quiroga. Leia
trecho. |