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Cartas
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"Só o comportamento dos próprios
católicos pode provocar
o 'degelo' do papa Bento XVI. As comunidades é que devem
decidir que tipo de catolicismo querem professar."
Roberto Szabunia
Joinville, SC." |
Bento XVI
Confesso que, ao receber a revista, pensei
que estaria diante de uma reportagem repleta de críticas
ao novo papa e à Igreja Católica ("Continuar para
mudar", 27 de abril). Todavia, percebi que fui presenteado com uma
matéria completamente imparcial e prazerosa, em que VEJA
simplesmente expõe os fatos, deixando que seus leitores tirem
as próprias conclusões. Tenho 23 anos e sou de uma
geração que só havia conhecido o pontificado
de apenas um papa: o de "João de Deus". Torço para
que Bento XVI seja tão iluminado quanto João Paulo
II e, pela análise da matéria, acredito que a Igreja
esteja no rumo correto.
Gustavo de Menezes Souza Campos
Rio de Janeiro, RJ
Acredito estarem iludidos aqueles que pensam
que o papa Bento XVI, na condução da Igreja Católica,
irá modificar dogmas de fé, cedendo às ideologias
modernas, modas filosóficas e ao relativismo moral.
Zenaide Farnese de Assis
Brasília, DF
Realmente notável o perfil preliminar
traçado por VEJA sobre o papa Bento XVI. Lúcido, imparcial
e completo.
Rubem do Vale Tiné
Recife, PE
Ao ler os pensamentos do papa Bento XVI em
VEJA, o leitor desprovido de qualquer preconceito certamente sentirá
a existência de um porto firme que lhe dará suporte
para sua travessia por este mar tumultuado que é a vida no
mundo de hoje.
José Bernardo de Assis
Brasília, DF
O grande desafio que determinará o
futuro da Igreja não estará em sua decisão
diante das questões menores, amplamente discutidas atualmente,
tais como aborto, clonagem ou métodos anticoncepcionais,
mas em seu posicionamento ante sua maior missão: a de praticar
o verdadeiro caminho do cristianismo, visando à construção
de uma sociedade mais justa e culminando com a salvação
dos homens.
Wiliam Tabchoury
Piracicaba, SP
Espero que a visão de Bento XVI seja
mais branda e que o cardeal Ratzinger não se esqueça
das palavras de Cristo: "Não se acende uma lanterna para
colocar debaixo da mesa, mas que seja colocada no alto, onde possa
alumiar a todos".
Paulo Ribeiro
Ibiporã, PR
Nosso papa é tachado de fundamentalista,
conservador, ultrapassado, retrógrado... O que mais? Será
que a Igreja está ultrapassada ou os valores estão
decadentes?
Cláucio Cruz
Santa Mercedes, SP
Quem sabe Bento XVI venha a ser tão
flexível quanto o foi Bento XIV, trabalhe com propostas pacificadoras
como Bento XV, oriente-se nas sendas da Rerum Novarum, de
Leão XIII, e acompanhe João XXIII, abrindo caminho
para um ecumenismo dinâmico, com uma Igreja cada vez mais
próxima deste mundo em plena transformação.
Sinvaldo do Nascimento Souza
Rio de Janeiro, RJ
O título escolhido por esta respeitada
revista para a edição 1.902 ("A Igreja congelada")
é profundamente infeliz para nós, católicos.
Não reflete a verdade. Ora, com a presença de Bento
XVI, a Igreja se reaquece, renova-se, com esforço lícito,
para o aprofundamento da humanidade na fé em Jesus Cristo.
Eis a missão da Igreja Católica.
Luís Carlos Friedrich
Porto Alegre, RS
Sou assinante de VEJA há alguns anos
e sempre me surpreendo com a criatividade na elaboração
das capas. É incrível como uma simples foto consegue
traduzir com tanta clareza um pensamento!
Adriana Vieira de Miranda
Recife, PE
Jorge Gerdau Johannpeter
Parabéns, Márcio Aith, pelo
valioso garimpo junto ao multinacional empresário brasileiro
Jorge Gerdau Johannpeter (Amarelas, 27 de abril), homem de sucesso
e grande conhecedor da economia mundial, que traz em suas respostas
ricas sugestões para a melhoria de nosso querido Brasil.
Que os políticos congressistas e governantes tomem nota das
brilhantes idéias gratuitamente expostas que poderão
transformar em preciosidades as atuais propostas da tão sonhada
reforma tributária e a gestão dos gastos públicos.
Nós, brasileiros, não agüentamos mais sustentar
um governo tão caro e sem nenhum retorno concreto aos contribuintes.
João Afonso Lima
Pirapora, MG
Enquanto nossos governantes não entenderem
que o futuro das gerações vindouras é decidido
com ações lógicas visando à modernização
e ao crescimento de nosso país, estrutural e culturalmente,
nunca deixaremos o status de nação subdesenvolvida.
Não pelas eleições, não pelas verbas,
não pelos salários mais altos, não por nós,
mas por nossos filhos e netos, por lembrança do que deixamos
para eles, ouçamos aqueles que ainda desejam que nosso país
prospere. Tenho esperança de que alguém leia e aprenda
com as lições de Gerdau, que rege o legado de seus
antecessores com a mesma responsabilidade do pai que sustenta a
família. Grande entrevista, extremamente necessária
nestes tempos de confusão governamental.
Arthur Philipe Mayer Nunes
Campo Grande, MS
De forma simples e clara, o senhor Jorge Gerdau
falou sobre a incompetência gerencial do Estado e do sistema
tributário medieval do Brasil, onde se paga antecipadamente
e, o que é pior, acrescento, nunca se sabe o que ainda se
deve. Concordo plenamente também com sua análise quanto
ao risco Brasil, definido por ele pelo comportamento do nosso povo,
que só quer ser esperto, ainda desrespeita a faixa de pedestres
e atira lixo pela janela dos veículos.
Roberto Fabiano Massú Gama
Lauro de Freitas, BA
Parabéns a VEJA pela espetacular entrevista
com Jorge Gerdau nas páginas amarelas. Tivéssemos
minimamente a capacidade de praticar os caminhos por ele apontados
para solucionar nossas mazelas cotidianas e reduzir nossos custos
de oportunidade, não viveríamos em um país
que insiste em repetir seus erros e caminhar de forma tão
lenta e a custos tão altos na direção do progresso.
Carlos Fernando Souto
Porto Alegre, RS
Excelente entrevista com o grande exemplo
de homem de empresas que é o senhor Jorge Gerdau Johannpeter.
As perguntas que faço são as seguintes: será
preciso um diagnóstico mais lúcido e mais objetivo
da realidade brasileira do que esse? Já estamos passando
da hora de dar um sonoro "Acorda, Lula!" ou "Acorda, governo, acorda,
Congresso!"
Ilvo Debus
Brasília, DF
Só passarei a acreditar no Brasil quando
alguém tão lúcido e competente do quilate do
senhor Jorge Gerdau assumir o gerenciamento desta baderna que é
o bem público brasileiro.
João Peres Galvão
Natal, RN
Trabalho em uma empresa do grupo Gerdau e
tudo que foi dito sobre gestão tem aplicação
em seu dia-a-dia.
Luiz Célio Quiossa
Por e-mail
História
Sobre as informações veiculadas
na reportagem "Vietnã na Amazônia" (13 de abril), declaro
que prestei, em Fortaleza, ao senhor Eumano Silva e à senhora
Taís Morais, autores do livro Operação Araguaia,
informações particularmente relacionadas com duas
peças de depoimento oriundas do sistema de informações
da ditadura, de um militar que a revista revela ser o pai da autora.
Informei-lhes que, seguramente, não partiram de mim informações
sobre a existência da guerrilha e que minhas declarações
ocorreram no curso da coleta de informações de há
muito já conhecidas da inteligência militar. A própria
matéria publicada em VEJA afirma que "A movimentação
dos guerrilheiros comunistas foi monitorada desde o início",
que a atividade do Exército consistiu em distinguir os
militantes do PCdoB que estavam lá desde 1966 e eram
treinados em operações na floresta dos integrantes
de outras facções urbanas escondidas na região
sem um plano definido, implicando isso um lento trabalho de espionagem
acerca da real intenção, do grau de preparo e do poder
de fogo da guerrilha do PCdoB.
Pedro de Albuquerque Neto
Ottawa, Canadá
Donald Rumsfeld
A fotografia publicada do senhor Donald Rumsfeld
na página 99 da última edição de VEJA
("Donald Rumsfeld", Internacional, 27 de abril), tirada pelo fotógrafo
Roger L. Wollemberg, é uma imagem intrigante: evidencia que
sua visão está prejudicada, com a lente esquerda quebrada
na parte próxima ao polegar e dois arranhões horizontais,
um deles sobre o olho. A lente direita também possui um arranhão
horizontal sobre o olho. Ao que parece, ele tenta ajustar sua visão
reposicionando os óculos. Para quem é um representante
fiel da águia americana, com espírito de caçador
e visão aguçada, essa imagem sensacional sugere o
contrário.
Leandro Luiz Fleury Rosa
Optico
Goiânia, GO
Para quem está por trás das
recentes invasões do Afeganistão e do Iraque, ambas
com resultados para lá de discutíveis, o secretário
de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, seria de fato a última
pessoa sobre a face da Terra com credenciais para analisar a conjuntura
latino-americana.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE
No último parágrafo da entrevista,
Donald Rumsfeld disse que a maioria dos soldados americanos são
pessoas gentis que nunca torturariam ninguém e que os que
estavam envolvidos com Abu Ghraib foram punidos. Mas, como eu sou
um americano e conheço as mentiras e "meias verdades" de
Rumsfeld, ele de novo apenas falou um terço
de verdade do caso Abu Ghraib. Que os soldados americanos são
boas pessoas pode ser verdade. Ninguém discute. Mas não
todos. E os que cometeram crimes contra a humanidade foram liberados
sem marcas pretas no currículo pessoal. Isso também
é verdade, às vezes esquecida.
Kenneth Rapoza
Londrina, PR
Stephen Kanitz
Parabéns pelo excelente artigo de Stephen
Kanitz ("Aprenda a vender", Ponto de vista, 27 de abril). O preconceito
do brasileiro contra a profissão de vendedor alguém
já escutou um pai brasileiro dizer que gostaria que o filho
fosse vendedor? é uma das causas de nosso PIB tão
baixo: temos vergonha de vender, vender é feio, até
mesmo sujo aqui em nosso grande país.
Flavio Veiga
Vendedor/presidente do Círculo dos Profissionais de Vendas
www.cpvendas.com.br
Excelente o artigo de Kanitz! Só corrigiria
para evitar que seu brilhante autor fosse tão mal
interpretado como Peter Drucker que as empresas devem "ensinar
as pessoas a vender", e não apenas "contratar pessoas que
saibam vender". Sim, vender livros e enciclopédias é
a melhor escola de vendas.
Ivan Capdeville Junior
Diretor-geral da Universidade Internacional de Vendas (UniVendas)
Belo Horizonte, MG
Tenho mais de vinte anos de experiência
em vendas, como gerente e depois diretor em diversas empresas nacionais
e multinacionais, já assisti a inúmeras palestras
e seminários internacionais no Brasil e no exterior e tenho
lido artigos e revistas especializadas de todo o mundo, mas mais
uma vez a simplicidade de um texto como este, de grande sabedoria
e profundidade, expressa uma realidade que nossas empresas precisam
levar a sério para ser competitivas: que nossos profissionais,
independentemente de ser de vendas e principalmente os de vendas,
estejam devidamente preparados para as "vendas de produtos e serviços",
com todas as suas características, benefícios e valores
agregados, e também para a manutenção dos relacionamentos
com os clientes e o mercado em geral.
Alfredo de Aguiar Luz
São Paulo, SP
Notável o artigo do senhor Stephen
Kanitz. Em meus quase trinta anos de vendedor (vendedor, gerente
de vendas, gerente de marketing, gerente de produtos, ou seja, cada
vez mais vendedor) trabalhando em multinacionais de renome, aprendi
claramente que numa empresa vencedora existem dois pólos:
vendas e serviços auxiliares.
José Luiz Garcia Sirera
Rio de Janeiro, RJ
Excelente o artigo do senhor Kanitz, exaltando
a importância de as empresas terem vendedores profissionais
qualificados para bem representá-las perante sua clientela
no competitivo mercado da atualidade.
Odilon Pilli
Rio de Janeiro, RJ
Excelente a abordagem de Stephen Kanitz sobre
a comunicação adotada por empresas ditas "modernas"
na sociedade consumista atual. É interessante parar para
pensar na subjetividade imposta pela maioria dos anúncios,
que, em vez de nos transmitir informações reais, tentam
nos vender felicidade, juventude ou status.
Paulo Sombra
Fortaleza, CE
"Só o comportamento dos próprios
católicos pode provocar o 'degelo' do papa Bento XVI. As
comunidades é que devem decidir que tipo de catolicismo
querem professar."
Roberto Szabunia
Joinville, SC."
Gente
Sou leitor assíduo dessa conceituada
revista há mais de dez anos, mas hoje tive uma decepção.
A redação transcreveu um comentário errado,
impensado, de uma pessoa (Kléber Bambam) que não
possui nenhum domínio da língua portuguesa ou de história
("Cobrar menos faz parte", Gente, 27 de abril).
Marcos Lee
Diretor jurídico da Câmara de Comércio e Indústria
Brasil-Coréia
Por e-mail
André Petry
O texto do senhor André Petry
("Isso é que é racismo", 27 de abril) está
repleto de ódio, amargura e revolta por tudo e por todos.
Talvez ele não tenha noção do que seja matança
de seres indefesos. Em rituais religiosos, animais são sacrificados
para ser oferecidos aos deuses, assim como crianças já
foram utilizadas para o mesmo fim. Os protetores dos animais apenas
lutam para que a violência seja banida do planeta, tornando
o mundo melhor, sem agressores, crueldades nem desigualdades direcionadas
a todos os seres vivos.
Izabel Cristina Nascimento
Presidente da Sociedade União Internacional Protetora dos
Animais (Suipa)
Rio de Janeiro, RJ
Por mais brilhantes que sejam
os argumentos de André Petry, devemos lembrar que o Estado
é laico, portanto nenhum princípio religioso, qualquer
que seja a crença, deve prevalecer sobre a razão.
Claudio Henrique Nobre
Belo Horizonte, MG
Concordo com André Petry.
Por isso, acho que devemos preservar a cultura e a religião
dos índios brasileiros, que tinham por hábito comer
carne humana, acreditando que assim absorveriam a força e
a coragem dos seus inimigos. Também defendo que os descendentes
de incas, maias e astecas retomem suas tradições,
que incluíam sacrifícios humanos para aplacar a ira
dos deuses. Claro que, se alguém for contra isso, só
pode ser por racismo.
Cláudio P.A. de Souza
São Paulo, SP
Parece que o colunista confundiu
racismo com especismo. Os protetores de animais não cometem
nenhum ato de racismo ao tentar derrubar um artigo de lei que permite
que animais sejam sacrificados em nome de uma cultura. Não
nos importa se a cultura é de negros, de brancos ou de amarelos.
Somos contra os especistas, aqueles que, para satisfazer seu paladar,
sua ganância por dinheiro ou sua crença religiosa,
utilizam animais como se estes estivessem aqui somente para nos
servir.
Cleide Costa
Salvador, BA
Chocada. Foi exatamente assim
que fiquei ao ler a coluna do senhor André Petry. Comparar
os protetores dos animais aos racistas foi a coisa mais absurda
e sem cabimento que eu já li.
Adriana Franco
São Bernardo do Campo, SP
Todos os animais têm direito
à vida. Sacrificar animais de forma cruel, pura e simplesmente
por prazer, ou, pior, utilizar uma religião como desculpa
para fazê-lo não é direito de ninguém.
Myriam Coelho Caparrós
Blumenau, SC
Diogo Mainardi
Acabei de ler a coluna de Diogo
Mainardi "A revolução geriátrica" (27 de abril)
e fiquei indignada com a falta de respeito com que se referiu ao
papa Bento XVI. Acho que está sendo precipitado e injusto
em seu julgamento, e parece também estar querendo colocar
os jovens contra o papa.
Denise Novaes Barbosa da Fonseca
Rio de Janeiro, RJ
Em meio a ironias e verdades,
Diogo Mainardi conseguiu colocar no papel nossos pensamentos sobre
os rumos que o novo papa deve tomar.
Maria Eugenia Sosa Taborda
São Paulo, SP
Governo
O que Lula vai fazer a partir de agora
para reeleger-se? Acreditar em reeleição com as realizações
do seu governo até o presente é firmar-se na falta
de esclarecimento do eleitor brasileiro, que, infelizmente, tem
demonstrado que ainda não aprendeu a votar ("Em nome da reeleição",
27 de abril).
Ademir Rosa
São Pedro da Aldeia, RJ
Ciência
Por ter nascido no fim do século
passado não pude presenciar a publicação da
teoria da relatividade nem da estrutura do DNA. Sinto-me, contudo,
feliz por viver outros momentos tão históricos, como
o relatado no artigo "O culpado é o príon" (27 de
abril). Essa revolucionária hipótese criada há
mais de trinta anos teve mais uma forte evidência a seu favor,
como descreve o artigo, contudo não definitiva no meio científico.
Tiago Campos Pereira
Campinas, SP
Índios
Tivemos durante 45 dias, no fim
de 2004 eu e mais alguns colegas de trabalho , a oportunidade
ímpar de permanecer literalmente isolados da "civilização"
junto aos akuntsus ("Sem nome nem futuro", 20 de abril). Éramos
responsáveis pela segurança de índios e topógrafos
durante a demarcação das terras indígenas ocupadas
por tal etnia. Esses índios, além dos funcionários
da Funai que no local trabalham, sofrem sérias e constantes
ameaças de grandes fazendeiros da região, os quais
cobiçam gananciosamente as referidas terras; tão férteis
quanto as melhores do Brasil, haja vista o avanço do plantio
de soja no sul de Rondônia. Diversas investigações
e procedimentos da Polícia Judiciária da União
estão em curso sobre tais abusos e ilegalidades em questão,
não sendo obviamente adequado comentá-los detalhadamente,
além de não ser o objetivo desta carta.
Alvino Moreira Cabral Junior
Agente de Polícia Federal
Ji-Paraná, RO
Mulheres solteiras
Morar sozinha é uma experiência
singular, que, em muitos casos, tem a ver com a palavra opção,
no plural. É o supra-sumo da liberdade e da independência
("Capitais da solidão", 27 de abril).
Eliana Kanazawa
São Paulo, SP
Com surpresa vi a cidade em que
nasci, Conceição da Feira (BA), ser citada na reportagem
como a sexta do país no que diz respeito a mulheres sozinhas.
Quero informar-lhes que Conceição da Feira já
bateu outros recordes no país, que podem agora ser divulgados
por VEJA. Em 1966 era a cidade que possuía relativamente
mais estudantes no exterior um em cada 1 500 habitantes (éramos
dois estudantes dentro do universo da população do
município, então com 3.000 moradores). Posteriormente,
no início da década de 80, um em cada 3.000 habitantes
tinha um automóvel Mercedes-Benz (nessa época a cidade
possuía três Mercedes e cerca de 9.000 habitantes).
Como vêem, ela é especial.
Ariston Cardoso Filho
Rio de Janeiro, RJ
CORREÇÕES: O site da empresa
IP Phone é ipphonebrasil.com, e não ipfone.com.br,
que pertence a outra empresa de VoIP, a iPfone ("A voz pela internet",
Guia, 20 de abril).
O nome correto da Unesp é Universidade Estadual Paulista,
e não Universidade Estadual de São Paulo ("Precisa-se
de estudantes", caderno regional São Paulo, 20 de abril).
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Plebiscito e referendo
Depois
de ler a matéria "O alvo errado do plebiscito"
(Contexto, 20 de abril), o leitor Ricardo Henrique Cavagna,
advogado em José Bonifácio (SP), escreveu:
"Há menções ao termo plebiscito
referindo-se à consulta popular sobre a possibilidade
da proibição da comercialização
de armas de fogo e munições em todo o
território nacional. Na verdade, o termo técnico
correto é referendo". Cavagna citou o Estatuto
do Desarmamento: "Seu artigo 35, parágrafo 1º,
estabelece que este dispositivo (proibição
de comercialização de armas e munições)
dependerá de aprovação mediante
referendo popular, a ser realizado em outubro de 2005".
Em carta a VEJA, Norberto Ungaretti Junior, diretor-geral
do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, explicou
que "referendo é feito para o povo ratificar
ou não medida já tomada (o que é
o caso em tela); plebiscito serve para o povo decidir
sobre medida a ser tomada". Ungaretti Junior lembrou
ainda que "o último plebiscito a que o povo brasileiro
foi convocado serviu para decidir sobre parlamentarismo
ou presidencialismo e entre monarquia e república,
em 1993".
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Artigos mais comentados
VEJA recebeu 232 cartas sobre o
artigo "Isso é que é racismo" (27 de abril),
do jornalista André Petry. De cada dez leitores
que comentaram o texto, nove discordaram da análise
feita pelo colunista. Petry entra para a lista de articulistas
que motivaram mais de 200 cartas de leitores em uma
única semana. Acompanhe:
"O
hino só atrapalha" (12 de junho de 2002)
492 cartas, Diogo Mainardi
"Férias?
Nem pensar" (30 de janeiro de 2002) 307 cartas,
Stephen Kanitz
"Isso é
que é racismo" (27 de abril de 2005) .
232 cartas, André Petry
"Baleias não
me emocionam" (25 de agosto de 2004) 221
cartas, Lya Luft
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