Edição 1903 . 4 de maio de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Só o comportamento dos próprios católicos pode provocar o 'degelo' do papa Bento XVI. As comunidades é que devem decidir que tipo de catolicismo querem professar."
Roberto Szabunia
Joinville, SC."

 

Bento XVI

Confesso que, ao receber a revista, pensei que estaria diante de uma reportagem repleta de críticas ao novo papa e à Igreja Católica ("Continuar para mudar", 27 de abril). Todavia, percebi que fui presenteado com uma matéria completamente imparcial e prazerosa, em que VEJA simplesmente expõe os fatos, deixando que seus leitores tirem as próprias conclusões. Tenho 23 anos e sou de uma geração que só havia conhecido o pontificado de apenas um papa: o de "João de Deus". Torço para que Bento XVI seja tão iluminado quanto João Paulo II e, pela análise da matéria, acredito que a Igreja esteja no rumo correto.
Gustavo de Menezes Souza Campos
Rio de Janeiro, RJ  

Acredito estarem iludidos aqueles que pensam que o papa Bento XVI, na condução da Igreja Católica, irá modificar dogmas de fé, cedendo às ideologias modernas, modas filosóficas e ao relativismo moral.
Zenaide Farnese de Assis
Brasília, DF  

Realmente notável o perfil preliminar traçado por VEJA sobre o papa Bento XVI. Lúcido, imparcial e completo.
Rubem do Vale Tiné
Recife, PE  

Ao ler os pensamentos do papa Bento XVI em VEJA, o leitor desprovido de qualquer preconceito certamente sentirá a existência de um porto firme que lhe dará suporte para sua travessia por este mar tumultuado que é a vida no mundo de hoje.
José Bernardo de Assis
Brasília, DF  

O grande desafio que determinará o futuro da Igreja não estará em sua decisão diante das questões menores, amplamente discutidas atualmente, tais como aborto, clonagem ou métodos anticoncepcionais, mas em seu posicionamento ante sua maior missão: a de praticar o verdadeiro caminho do cristianismo, visando à construção de uma sociedade mais justa e culminando com a salvação dos homens.
Wiliam Tabchoury
Piracicaba, SP

Espero que a visão de Bento XVI seja mais branda e que o cardeal Ratzinger não se esqueça das palavras de Cristo: "Não se acende uma lanterna para colocar debaixo da mesa, mas que seja colocada no alto, onde possa alumiar a todos".
Paulo Ribeiro
Ibiporã, PR  

Nosso papa é tachado de fundamentalista, conservador, ultrapassado, retrógrado... O que mais? Será que a Igreja está ultrapassada ou os valores estão decadentes?
Cláucio Cruz
Santa Mercedes, SP  

Quem sabe Bento XVI venha a ser tão flexível quanto o foi Bento XIV, trabalhe com propostas pacificadoras como Bento XV, oriente-se nas sendas da Rerum Novarum, de Leão XIII, e acompanhe João XXIII, abrindo caminho para um ecumenismo dinâmico, com uma Igreja cada vez mais próxima deste mundo em plena transformação.
Sinvaldo do Nascimento Souza
Rio de Janeiro, RJ  

O título escolhido por esta respeitada revista para a edição 1.902 ("A Igreja congelada") é profundamente infeliz para nós, católicos. Não reflete a verdade. Ora, com a presença de Bento XVI, a Igreja se reaquece, renova-se, com esforço lícito, para o aprofundamento da humanidade na fé em Jesus Cristo. Eis a missão da Igreja Católica.
Luís Carlos Friedrich
Porto Alegre, RS  

Sou assinante de VEJA há alguns anos e sempre me surpreendo com a criatividade na elaboração das capas. É incrível como uma simples foto consegue traduzir com tanta clareza um pensamento!
Adriana Vieira de Miranda
Recife, PE

 

Jorge Gerdau Johannpeter

Parabéns, Márcio Aith, pelo valioso garimpo junto ao multinacional empresário brasileiro Jorge Gerdau Johannpeter (Amarelas, 27 de abril), homem de sucesso e grande conhecedor da economia mundial, que traz em suas respostas ricas sugestões para a melhoria de nosso querido Brasil. Que os políticos congressistas e governantes tomem nota das brilhantes idéias gratuitamente expostas que poderão transformar em preciosidades as atuais propostas da tão sonhada reforma tributária e a gestão dos gastos públicos. Nós, brasileiros, não agüentamos mais sustentar um governo tão caro e sem nenhum retorno concreto aos contribuintes.
João Afonso Lima
Pirapora, MG  

Enquanto nossos governantes não entenderem que o futuro das gerações vindouras é decidido com ações lógicas visando à modernização e ao crescimento de nosso país, estrutural e culturalmente, nunca deixaremos o status de nação subdesenvolvida. Não pelas eleições, não pelas verbas, não pelos salários mais altos, não por nós, mas por nossos filhos e netos, por lembrança do que deixamos para eles, ouçamos aqueles que ainda desejam que nosso país prospere. Tenho esperança de que alguém leia e aprenda com as lições de Gerdau, que rege o legado de seus antecessores com a mesma responsabilidade do pai que sustenta a família. Grande entrevista, extremamente necessária nestes tempos de confusão governamental.
Arthur Philipe Mayer Nunes
Campo Grande, MS  

De forma simples e clara, o senhor Jorge Gerdau falou sobre a incompetência gerencial do Estado e do sistema tributário medieval do Brasil, onde se paga antecipadamente e, o que é pior, acrescento, nunca se sabe o que ainda se deve. Concordo plenamente também com sua análise quanto ao risco Brasil, definido por ele pelo comportamento do nosso povo, que só quer ser esperto, ainda desrespeita a faixa de pedestres e atira lixo pela janela dos veículos.
Roberto Fabiano Massú Gama
Lauro de Freitas, BA  

Parabéns a VEJA pela espetacular entrevista com Jorge Gerdau nas páginas amarelas. Tivéssemos minimamente a capacidade de praticar os caminhos por ele apontados para solucionar nossas mazelas cotidianas e reduzir nossos custos de oportunidade, não viveríamos em um país que insiste em repetir seus erros e caminhar de forma tão lenta e a custos tão altos na direção do progresso.
Carlos Fernando Souto
Porto Alegre, RS  

Excelente entrevista com o grande exemplo de homem de empresas que é o senhor Jorge Gerdau Johannpeter. As perguntas que faço são as seguintes: será preciso um diagnóstico mais lúcido e mais objetivo da realidade brasileira do que esse? Já estamos passando da hora de dar um sonoro "Acorda, Lula!" ou "Acorda, governo, acorda, Congresso!"
Ilvo Debus
Brasília, DF  

Só passarei a acreditar no Brasil quando alguém tão lúcido e competente do quilate do senhor Jorge Gerdau assumir o gerenciamento desta baderna que é o bem público brasileiro.
João Peres Galvão
Natal, RN  

Trabalho em uma empresa do grupo Gerdau e tudo que foi dito sobre gestão tem aplicação em seu dia-a-dia.
Luiz Célio Quiossa
Por e-mail

 

História

Sobre as informações veiculadas na reportagem "Vietnã na Amazônia" (13 de abril), declaro que prestei, em Fortaleza, ao senhor Eumano Silva e à senhora Taís Morais, autores do livro Operação Araguaia, informações particularmente relacionadas com duas peças de depoimento oriundas do sistema de informações da ditadura, de um militar que a revista revela ser o pai da autora. Informei-lhes que, seguramente, não partiram de mim informações sobre a existência da guerrilha e que minhas declarações ocorreram no curso da coleta de informações de há muito já conhecidas da inteligência militar. A própria matéria publicada em VEJA afirma que "A movimentação dos guerrilheiros comunistas foi monitorada desde o início", que a atividade do Exército consistiu em distinguir os militantes do PCdoB – que estavam lá desde 1966 e eram treinados em operações na floresta – dos integrantes de outras facções urbanas escondidas na região sem um plano definido, implicando isso um lento trabalho de espionagem acerca da real intenção, do grau de preparo e do poder de fogo da guerrilha do PCdoB.
Pedro de Albuquerque Neto
Ottawa, Canadá

 

Donald Rumsfeld

A fotografia publicada do senhor Donald Rumsfeld na página 99 da última edição de VEJA ("Donald Rumsfeld", Internacional, 27 de abril), tirada pelo fotógrafo Roger L. Wollemberg, é uma imagem intrigante: evidencia que sua visão está prejudicada, com a lente esquerda quebrada na parte próxima ao polegar e dois arranhões horizontais, um deles sobre o olho. A lente direita também possui um arranhão horizontal sobre o olho. Ao que parece, ele tenta ajustar sua visão reposicionando os óculos. Para quem é um representante fiel da águia americana, com espírito de caçador e visão aguçada, essa imagem sensacional sugere o contrário.
Leandro Luiz Fleury Rosa
Optico
Goiânia, GO  

Para quem está por trás das recentes invasões do Afeganistão e do Iraque, ambas com resultados para lá de discutíveis, o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, seria de fato a última pessoa sobre a face da Terra com credenciais para analisar a conjuntura latino-americana.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE 

No último parágrafo da entrevista, Donald Rumsfeld disse que a maioria dos soldados americanos são pessoas gentis que nunca torturariam ninguém e que os que estavam envolvidos com Abu Ghraib foram punidos. Mas, como eu sou um americano e conheço as mentiras e "meias verdades" de Rumsfeld, ele – de novo – apenas falou um terço de verdade do caso Abu Ghraib. Que os soldados americanos são boas pessoas pode ser verdade. Ninguém discute. Mas não todos. E os que cometeram crimes contra a humanidade foram liberados sem marcas pretas no currículo pessoal. Isso também é verdade, às vezes esquecida.
Kenneth Rapoza
Londrina, PR

 

Stephen Kanitz

Parabéns pelo excelente artigo de Stephen Kanitz ("Aprenda a vender", Ponto de vista, 27 de abril). O preconceito do brasileiro contra a profissão de vendedor – alguém já escutou um pai brasileiro dizer que gostaria que o filho fosse vendedor? – é uma das causas de nosso PIB tão baixo: temos vergonha de vender, vender é feio, até mesmo sujo aqui em nosso grande país.
Flavio Veiga
Vendedor/presidente do Círculo dos Profissionais de Vendas
www.cpvendas.com.br  

Excelente o artigo de Kanitz! Só corrigiria – para evitar que seu brilhante autor fosse tão mal interpretado como Peter Drucker – que as empresas devem "ensinar as pessoas a vender", e não apenas "contratar pessoas que saibam vender". Sim, vender livros e enciclopédias é a melhor escola de vendas.
Ivan Capdeville Junior
Diretor-geral da Universidade Internacional de Vendas (UniVendas)
Belo Horizonte, MG  

Tenho mais de vinte anos de experiência em vendas, como gerente e depois diretor em diversas empresas nacionais e multinacionais, já assisti a inúmeras palestras e seminários internacionais no Brasil e no exterior e tenho lido artigos e revistas especializadas de todo o mundo, mas mais uma vez a simplicidade de um texto como este, de grande sabedoria e profundidade, expressa uma realidade que nossas empresas precisam levar a sério para ser competitivas: que nossos profissionais, independentemente de ser de vendas e principalmente os de vendas, estejam devidamente preparados para as "vendas de produtos e serviços", com todas as suas características, benefícios e valores agregados, e também para a manutenção dos relacionamentos com os clientes e o mercado em geral.
Alfredo de Aguiar Luz
São Paulo, SP  

Notável o artigo do senhor Stephen Kanitz. Em meus quase trinta anos de vendedor (vendedor, gerente de vendas, gerente de marketing, gerente de produtos, ou seja, cada vez mais vendedor) trabalhando em multinacionais de renome, aprendi claramente que numa empresa vencedora existem dois pólos: vendas e serviços auxiliares.
José Luiz Garcia Sirera
Rio de Janeiro, RJ  

Excelente o artigo do senhor Kanitz, exaltando a importância de as empresas terem vendedores profissionais qualificados para bem representá-las perante sua clientela no competitivo mercado da atualidade.
Odilon Pilli
Rio de Janeiro, RJ  

Excelente a abordagem de Stephen Kanitz sobre a comunicação adotada por empresas ditas "modernas" na sociedade consumista atual. É interessante parar para pensar na subjetividade imposta pela maioria dos anúncios, que, em vez de nos transmitir informações reais, tentam nos vender felicidade, juventude ou status.
Paulo Sombra
Fortaleza, CE

"Só o comportamento dos próprios católicos pode provocar o 'degelo' do papa Bento XVI. As comunidades é que devem decidir que tipo de catolicismo
querem professar."
Roberto Szabunia
Joinville, SC."

 

Gente

Sou leitor assíduo dessa conceituada revista há mais de dez anos, mas hoje tive uma decepção. A redação transcreveu um comentário errado, impensado, de uma pessoa (Kléber Bambam) que não possui nenhum domínio da língua portuguesa ou de história ("Cobrar menos faz parte", Gente, 27 de abril).
Marcos Lee
Diretor jurídico da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Coréia
Por e-mail

 

André Petry

O texto do senhor André Petry ("Isso é que é racismo", 27 de abril) está repleto de ódio, amargura e revolta por tudo e por todos. Talvez ele não tenha noção do que seja matança de seres indefesos. Em rituais religiosos, animais são sacrificados para ser oferecidos aos deuses, assim como crianças já foram utilizadas para o mesmo fim. Os protetores dos animais apenas lutam para que a violência seja banida do planeta, tornando o mundo melhor, sem agressores, crueldades nem desigualdades direcionadas a todos os seres vivos.
Izabel Cristina Nascimento
Presidente da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa)
Rio de Janeiro, RJ

Por mais brilhantes que sejam os argumentos de André Petry, devemos lembrar que o Estado é laico, portanto nenhum princípio religioso, qualquer que seja a crença, deve prevalecer sobre a razão.
Claudio Henrique Nobre
Belo Horizonte, MG

Concordo com André Petry. Por isso, acho que devemos preservar a cultura e a religião dos índios brasileiros, que tinham por hábito comer carne humana, acreditando que assim absorveriam a força e a coragem dos seus inimigos. Também defendo que os descendentes de incas, maias e astecas retomem suas tradições, que incluíam sacrifícios humanos para aplacar a ira dos deuses. Claro que, se alguém for contra isso, só pode ser por racismo.
Cláudio P.A. de Souza
São Paulo, SP

Parece que o colunista confundiu racismo com especismo. Os protetores de animais não cometem nenhum ato de racismo ao tentar derrubar um artigo de lei que permite que animais sejam sacrificados em nome de uma cultura. Não nos importa se a cultura é de negros, de brancos ou de amarelos. Somos contra os especistas, aqueles que, para satisfazer seu paladar, sua ganância por dinheiro ou sua crença religiosa, utilizam animais como se estes estivessem aqui somente para nos servir.
Cleide Costa
Salvador, BA

Chocada. Foi exatamente assim que fiquei ao ler a coluna do senhor André Petry. Comparar os protetores dos animais aos racistas foi a coisa mais absurda e sem cabimento que eu já li.
Adriana Franco
São Bernardo do Campo, SP

Todos os animais têm direito à vida. Sacrificar animais de forma cruel, pura e simplesmente por prazer, ou, pior, utilizar uma religião como desculpa para fazê-lo não é direito de ninguém.
Myriam Coelho Caparrós
Blumenau, SC

 

Diogo Mainardi

Acabei de ler a coluna de Diogo Mainardi "A revolução geriátrica" (27 de abril) e fiquei indignada com a falta de respeito com que se referiu ao papa Bento XVI. Acho que está sendo precipitado e injusto em seu julgamento, e parece também estar querendo colocar os jovens contra o papa.
Denise Novaes Barbosa da Fonseca
Rio de Janeiro, RJ

Em meio a ironias e verdades, Diogo Mainardi conseguiu colocar no papel nossos pensamentos sobre os rumos que o novo papa deve tomar.
Maria Eugenia Sosa Taborda
São Paulo, SP

 

Governo

O que Lula vai fazer a partir de agora para reeleger-se? Acreditar em reeleição com as realizações do seu governo até o presente é firmar-se na falta de esclarecimento do eleitor brasileiro, que, infelizmente, tem demonstrado que ainda não aprendeu a votar ("Em nome da reeleição", 27 de abril).
Ademir Rosa
São Pedro da Aldeia, RJ

 

Ciência

Por ter nascido no fim do século passado não pude presenciar a publicação da teoria da relatividade nem da estrutura do DNA. Sinto-me, contudo, feliz por viver outros momentos tão históricos, como o relatado no artigo "O culpado é o príon" (27 de abril). Essa revolucionária hipótese criada há mais de trinta anos teve mais uma forte evidência a seu favor, como descreve o artigo, contudo não definitiva no meio científico.
Tiago Campos Pereira
Campinas, SP

 

Índios

Tivemos durante 45 dias, no fim de 2004 – eu e mais alguns colegas de trabalho –, a oportunidade ímpar de permanecer literalmente isolados da "civilização" junto aos akuntsus ("Sem nome nem futuro", 20 de abril). Éramos responsáveis pela segurança de índios e topógrafos durante a demarcação das terras indígenas ocupadas por tal etnia. Esses índios, além dos funcionários da Funai que no local trabalham, sofrem sérias e constantes ameaças de grandes fazendeiros da região, os quais cobiçam gananciosamente as referidas terras; tão férteis quanto as melhores do Brasil, haja vista o avanço do plantio de soja no sul de Rondônia. Diversas investigações e procedimentos da Polícia Judiciária da União estão em curso sobre tais abusos e ilegalidades em questão, não sendo obviamente adequado comentá-los detalhadamente, além de não ser o objetivo desta carta.
Alvino Moreira Cabral Junior
Agente de Polícia Federal
Ji-Paraná, RO

 

Mulheres solteiras

Morar sozinha é uma experiência singular, que, em muitos casos, tem a ver com a palavra opção, no plural. É o supra-sumo da liberdade e da independência ("Capitais da solidão", 27 de abril).
Eliana Kanazawa
São Paulo, SP

Com surpresa vi a cidade em que nasci, Conceição da Feira (BA), ser citada na reportagem como a sexta do país no que diz respeito a mulheres sozinhas. Quero informar-lhes que Conceição da Feira já bateu outros recordes no país, que podem agora ser divulgados por VEJA. Em 1966 era a cidade que possuía relativamente mais estudantes no exterior – um em cada 1 500 habitantes (éramos dois estudantes dentro do universo da população do município, então com 3.000 moradores). Posteriormente, no início da década de 80, um em cada 3.000 habitantes tinha um automóvel Mercedes-Benz (nessa época a cidade possuía três Mercedes e cerca de 9.000 habitantes). Como vêem, ela é especial.
Ariston Cardoso Filho
Rio de Janeiro, RJ

 


CORREÇÕES: O site da empresa IP Phone é ipphonebrasil.com, e não ipfone.com.br, que pertence a outra empresa de VoIP, a iPfone ("A voz pela internet", Guia, 20 de abril). O nome correto da Unesp é Universidade Estadual Paulista, e não Universidade Estadual de São Paulo ("Precisa-se de estudantes", caderno regional São Paulo, 20 de abril).

 

Contato direto com o papa

Domenico Stinelli/AP


Muitos leitores se dirigiram a VEJA pedindo que a revista fizesse chegar ao papa Bento XVI sua mensagem de felicitação. Isso pode ser feito diretamente pelo site do Vaticano (http://www.vatican.va/). O serviço recebe mensagens em diversos idiomas. Abaixo, alguns exemplos

Em português: bentoxvi@vatican.va

Em espanhol: benedictoxvi@vatican.va

Em italiano: benedettoxvi@vatican.va

Em inglês: benedictxvi@vatican.va

Em alemão: benediktxvi@vatican.va

 

Plebiscito e referendo

Depois de ler a matéria "O alvo errado do plebiscito" (Contexto, 20 de abril), o leitor Ricardo Henrique Cavagna, advogado em José Bonifácio (SP), escreveu: "Há menções ao termo plebiscito referindo-se à consulta popular sobre a possibilidade da proibição da comercialização de armas de fogo e munições em todo o território nacional. Na verdade, o termo técnico correto é referendo". Cavagna citou o Estatuto do Desarmamento: "Seu artigo 35, parágrafo 1º, estabelece que este dispositivo (proibição de comercialização de armas e munições) dependerá de aprovação mediante referendo popular, a ser realizado em outubro de 2005". Em carta a VEJA, Norberto Ungaretti Junior, diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, explicou que "referendo é feito para o povo ratificar ou não medida já tomada (o que é o caso em tela); plebiscito serve para o povo decidir sobre medida a ser tomada". Ungaretti Junior lembrou ainda que "o último plebiscito a que o povo brasileiro foi convocado serviu para decidir sobre parlamentarismo ou presidencialismo e entre monarquia e república, em 1993".

 

Artigos mais comentados


VEJA recebeu 232 cartas sobre o artigo "Isso é que é racismo" (27 de abril), do jornalista André Petry. De cada dez leitores que comentaram o texto, nove discordaram da análise feita pelo colunista. Petry entra para a lista de articulistas que motivaram mais de 200 cartas de leitores em uma única semana. Acompanhe:

 "O hino só atrapalha" (12 de junho de 2002) – 492 cartas, Diogo Mainardi

"Férias? Nem pensar" (30 de janeiro de 2002) – 307 cartas, Stephen Kanitz

"Isso é que é racismo" (27 de abril de 2005) .– 232 cartas, André Petry

"Baleias não me emocionam" (25 de agosto de 2004) – 221 cartas, Lya Luft

 

 
 
 
 
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