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Carta ao leitor
Em nome do leitor
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| Páginas desta edição de VEJA: muitas candidatas
à capa |
Para uma editoria de VEJA, o grande prêmio
é ter sua matéria principal escolhida para figurar
como capa da revista. Isso significa que o trabalho atendeu a critérios
nem sempre coincidentes: relevância do tema, interesse geral
e confecção apurada. Esta edição conta
com várias reportagens com fôlego para ser capa. Uma
delas, produzida pelos repórteres da editoria de Internacional,
explica os perigos embutidos nas bravatas e nas decisões
do presidente venezuelano Hugo Chávez. A outra, da editoria
de Economia, aborda um assunto que mobiliza a sociedade: como baixar
os juros sem mágicas de curta duração. Uma
matéria especial, da editoria de Artes e Espetáculos,
sobre o mais novo filme do diretor inglês Ridley Scott, Cruzada,
também daria uma capa. Por ser uma superprodução
que trata de um tema histórico com forte marca na realidade
(o conflito entre o mundo cristão e o muçulmano),
o filme reveste-se de um interesse que vai muito além do
entretenimento.
A dificuldade em escolher a capa
por excesso de reportagens candidatas é um dos sinais de
vitalidade editorial. Outro é a diversidade de assuntos.
A presente edição de VEJA tem 120 páginas de
conteúdo editorial quarenta acima da média,
26 reportagens, 38 infográficos e tabelas, 164 fotografias.
Uma estrutura tão grande e complexa seria inviável
sem que a revista trouxesse nesta edição um número
de anúncios também maior do que a média. São
noventa páginas, marca que reflete a preferência dos
anunciantes pela mais lida e influente revista brasileira. Escolher
e editar os assuntos que vão preencher as páginas
de uma revista é uma operação ao mesmo tempo
vigorosa e sensível. Ela consiste em hierarquizar as notícias
da semana, contextualizá-las e tornar agradável e
mais fácil a sua leitura. Cabe aos editores filtrar da enorme
quantidade de informações obtidas pelos repórteres
a cada semana aquelas que julgam ser as mais relevantes. É
comum que se pergunte quem confere aos jornalistas esse direito
de escolha. A resposta é simples: os leitores. Por confiar
na capacidade dos repórteres e editores da revista de obter
e selecionar informações confiáveis é
que nossos leitores fazem de VEJA a maior e a mais influente revista
do Brasil e a quarta do mundo.
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