Edição 1903 . 4 de maio de 2005

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Carta ao leitor
Em nome do leitor


Páginas desta edição de VEJA: muitas candidatas à capa

Para uma editoria de VEJA, o grande prêmio é ter sua matéria principal escolhida para figurar como capa da revista. Isso significa que o trabalho atendeu a critérios nem sempre coincidentes: relevância do tema, interesse geral e confecção apurada. Esta edição conta com várias reportagens com fôlego para ser capa. Uma delas, produzida pelos repórteres da editoria de Internacional, explica os perigos embutidos nas bravatas e nas decisões do presidente venezuelano Hugo Chávez. A outra, da editoria de Economia, aborda um assunto que mobiliza a sociedade: como baixar os juros sem mágicas de curta duração. Uma matéria especial, da editoria de Artes e Espetáculos, sobre o mais novo filme do diretor inglês Ridley Scott, Cruzada, também daria uma capa. Por ser uma superprodução que trata de um tema histórico com forte marca na realidade (o conflito entre o mundo cristão e o muçulmano), o filme reveste-se de um interesse que vai muito além do entretenimento.

A dificuldade em escolher a capa por excesso de reportagens candidatas é um dos sinais de vitalidade editorial. Outro é a diversidade de assuntos. A presente edição de VEJA tem 120 páginas de conteúdo editorial – quarenta acima da média–, 26 reportagens, 38 infográficos e tabelas, 164 fotografias. Uma estrutura tão grande e complexa seria inviável sem que a revista trouxesse nesta edição um número de anúncios também maior do que a média. São noventa páginas, marca que reflete a preferência dos anunciantes pela mais lida e influente revista brasileira. Escolher e editar os assuntos que vão preencher as páginas de uma revista é uma operação ao mesmo tempo vigorosa e sensível. Ela consiste em hierarquizar as notícias da semana, contextualizá-las e tornar agradável e mais fácil a sua leitura. Cabe aos editores filtrar da enorme quantidade de informações obtidas pelos repórteres a cada semana aquelas que julgam ser as mais relevantes. É comum que se pergunte quem confere aos jornalistas esse direito de escolha. A resposta é simples: os leitores. Por confiar na capacidade dos repórteres e editores da revista de obter e selecionar informações confiáveis é que nossos leitores fazem de VEJA a maior e a mais influente revista do Brasil – e a quarta do mundo.

 
 
 
 
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