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Edição 2002

4 de abril de 2007
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Esporte
O homem recorde

O nadador Michael Phelps colhe novas
vitórias numa carreira que é um assombro

Francois-Xavier Marit/AFP
Phelps: com pernas curtas e braços longos, ele nasceu para viver na água


Para qualquer atleta, bater um recorde é a coroação da carreira. Para o nadador americano Michael Phelps, superar marcas tornou-se rotina. Ele já quebrou dezenove recordes mundiais e quatro olímpicos. Na semana passada, Phelps confirmou sua posição como o maior fenômeno da natação da atualidade. No campeonato mundial, disputado na Austrália, antes mesmo do final da competição, previsto para domingo, ele havia quebrado recordes em três modalidades. Aos 21 anos, seu currículo esportivo é um assombro:

• Ele já superou os próprios recordes catorze vezes.

• Nos Jogos de Atenas, em 2004, ganhou oito medalhas. Na história das Olimpíadas, apenas o ginasta russo Aleksandr Dityatin obteve tantas medalhas.

• Com apenas 15 anos, quebrou o recorde mundial de nado borboleta, em Austin, no Texas. Tornou-se o mais jovem nadador a conseguir essa façanha.

• Ele é o primeiro nadador a quebrar cinco recordes mundiais numa única competição.

Phelps parece ter nascido para viver na água, e não em terra. Suas pernas são curtas e os braços, muito compridos, o que o faz andar de forma desajeitada. Numa piscina, essas peculiaridades se transformam num grande trunfo:

• A distância de uma mão à outra de Phelps, quando está de braços abertos, é maior que a altura de seu corpo. Isso significa braçadas excepcionalmente fortes.

• Pernas curtas oferecem menor resistência à água e auxiliam na flutuação.

O objetivo confesso de Phelps é superar a marca do nadador Mark Spitz, que, nos Jogos de Munique, em 1972, ganhou sete medalhas de ouro. Sua grande chance virá no ano que vem, nas Olimpíadas de Pequim. Ele tem tudo para conseguir.

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