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Esporte O
homem recorde O nadador Michael Phelps colhe
novas vitórias numa carreira que é um assombro
Francois-Xavier
Marit/AFP
 | | Phelps:
com pernas curtas e braços longos, ele nasceu para viver na água |
Para
qualquer atleta, bater um recorde é a coroação da carreira.
Para o nadador americano Michael Phelps, superar marcas tornou-se rotina. Ele
já quebrou dezenove recordes mundiais e quatro olímpicos. Na semana
passada, Phelps confirmou sua posição como o maior fenômeno
da natação da atualidade. No campeonato mundial, disputado na Austrália,
antes mesmo do final da competição, previsto para domingo, ele havia
quebrado recordes em três modalidades. Aos 21 anos, seu currículo
esportivo é um assombro:
• Ele já
superou os próprios recordes catorze vezes. •
Nos Jogos de Atenas, em 2004, ganhou oito medalhas. Na história das Olimpíadas,
apenas o ginasta russo Aleksandr Dityatin obteve tantas medalhas. •
Com apenas 15 anos, quebrou o recorde mundial de nado borboleta, em Austin, no
Texas. Tornou-se o mais jovem nadador a conseguir essa façanha.
• Ele é o primeiro nadador a quebrar cinco
recordes mundiais numa única competição.
Phelps parece ter nascido para viver na água, e não em terra. Suas
pernas são curtas e os braços, muito compridos, o que o faz andar
de forma desajeitada. Numa piscina, essas peculiaridades se transformam num grande
trunfo: • A distância de uma mão
à outra de Phelps, quando está de braços abertos, é
maior que a altura de seu corpo. Isso significa braçadas excepcionalmente
fortes. • Pernas curtas oferecem menor
resistência à água e auxiliam na flutuação.
O objetivo confesso de Phelps é
superar a marca do nadador Mark Spitz, que, nos Jogos de Munique, em 1972, ganhou
sete medalhas de ouro. Sua grande chance virá no ano que vem, nas Olimpíadas
de Pequim. Ele tem tudo para conseguir. |