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Edição 2002

4 de abril de 2007
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Lula escolheu cinco ministros do MDB e três do PT. Ele não sabe, mas acabou de enfiar o pino de 120 na tomada de 200.

E assim nos despedimos.
Ou nos encontramos.

E depois de queimarmos um no fogo do outro. Que elegância! Que cachê flamífero, ignívomo, que separação devoradora.

– Como é que vai?

– Assim assim.

– Em casa, todos bem?

– Na mesma.

– Como é que é?

 

– Sendo.

– Mas quê qué isso?

– Chouriço.

– E agora?

– Suja na mão e bota fora.

– O que é que há?

– Está havendo o diabo e você está no meio.

– Mas posso comer?

– O que não mata, engorda.

– Quando é que você me paga?

– No dia de São Nunca.

– Isso não é novidade.

– As novidades ficam velhas, as velhas não se renovam.

– Que é que você toma?

– Umas e outras. Um pilequinho. Um pilequinho filosófico. Vai-se ao fundo do abismo, sente-se a sedução do inverno, do inferno, eu digo, ouvem-se mensagens de corrupção irresistíveis, tem-se poluições prodigiosas, vêem-se sexos estranhos em formas e tamanhos inenarráveis.

– Influência oriental do Kamasutra, mas eu nasci em Pirapora.

– Toda pergunta tem resposta.

– Todo acontecimento sua hora.

– Toda ascensão sua queda.

– Todo homem seu destino.

– Quem nasceu prego não estranha pancada.

– Pisa o chão com cautela.

– Então vai com Deus, a paz e o livramento.

Se achar um buraco, cai dentro.

 

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