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Edição 2002

4 de abril de 2007
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Gente

Adeus, liturgia do cargo

 

Fotos Jason Reed/Reuters
Rove dança rap e Bush faz piadas bem ensaiadas: festival anual de gracinhas

Será que foi preparativo para o encontro com o presidente Lula? Não exatamente à vontade diante de um microfone, o presidente George W. Bush deu show no tradicional festival de piadinhas do jantar anual que reúne políticos e jornalistas em Washington. Exemplo: "Há um ano, meu índice de aprovação estava na casa dos 30 pontos, a pessoa que eu tinha indicado para a Suprema Corte havia desistido e meu vice-presidente tinha atirado em alguém" (pausa dramática – ou cômica). "Bons tempos aqueles." Sobre um eventual livro de memórias, disse que seria "algo engraçado e criativo. Talvez um daqueles em que as figuras saltam". As piadas foram escritas pela equipe do seriado Whose Line Is It Anyway?. Mas nem humoristas profissionais conseguiriam armar performances como a de Karl Rove, o sombrio assessor de Bush, que encarnou um tal "MC Rove" e mandou ver num rap improvisado.

 

Dida Sampaio/AE
Marta trabalha no Turismo: uma rara aparição pública


Mostrando disposição

A primeira semana de Marta Suplicy, 62 anos, como ministra do Turismo foi só trabalho: chegou todo dia ao gabinete às 8 da manhã e foi embora às 7 da noite. Mesmo assim, a maioria dos funcionários do ministério ainda não viu a nova chefe, que passa o dia trancada com assessores no gabinete, de onde não sai nem para almoçar – manda vir comida. Instalada num hotel, Marta só apareceu em público nos compromissos associados ao cargo, como posse de colegas, entrega de prêmios e encontro de operadoras de turismo. Invariavelmente de tailleur ou vestido. Depois de arrancar um ministeriozinho suado, ela quer dar o melhor de si.

 

 
Rodrigo Sack/Playboy
Marina, na prévia: mais, só quando ficar famosa

Um passo de cada vez

No frescor de seus 26 anos, Marina Mantega, funcionária do mercado financeiro enquanto aguarda convite para fazer novela (o namorado, Marcos Paulo, 56, diretor da Globo, ainda não se manifestou), tem uma ótima relação com o corpo. Por sorte, tem também uma ótima relação com o pai, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que aceitou estoicamente sua foto na seção Mulheres que Amamos, da revista Playboy. E teria ela planos mais ousados? "Sim, mas só quando eu for conhecida como atriz. Senão, tenho receio de que as pessoas me rejeitem", informa. Aviso a quem achou as medidas de Marina interessantes: guarde a foto. Ela vai trocar a prótese dos seios, de 250 mililitros, por outra menor. "Perdi 12 quilos e ficou desproporcional", justifica.

 

"Fiquei muito ofendida"

 

Ana e o príncipe: "Só porque sou brasileira aconteceu tudo isso"

Depois de vender uma foto sua com o príncipe William, ele posando gentilmente, mas com a mão direita em ângulo infeliz, para o tablóide inglês The Sun (e sem ter visto ainda a cor das libras), a recifense Ana Laíse Ferreira, 18 anos, pagou o preço da celebridade no Brasil. E não gostou. "Fui muito ofendida e fiquei chateada. Xingaram minha família, perturbaram meus amigos, estão ligando em casa para fazer fofoca", lamenta ela. De quem é a culpa? Dos outros, claro. "Só porque acharam que ele pôs a mão no meu colo, só porque sou brasileira, aconteceu tudo isso", diz. Radicada em Bournemouth, na Inglaterra, para estudar inglês, lá ainda está tranqüila: "Ninguém pára na rua para me olhar. Meus amigos até comentaram que eu fiquei bonita na foto".

 

Gal Oppido
Edmundo: "Às vezes me sinto um pouco cafona"


Intervalo para momento fashion

Vaidoso – "Tento fazer tratamento para não cair o cabelo e estar sempre com as unhas feitas" –, o jogador Edmundo aceitou com prazer o convite para fazer a campanha de uma nova grife masculina. "Ele encarnou o Tom Ford", exagera o estilista Arthur Caliman. "Não sei quem é, não", avisa Edmundo. "Adoro comprar roupa, mas não sigo tendência. Às vezes me sinto um pouco cafona", diz o jogador, que tem mais de dez ternos no armário e sabe dar nó em gravata ("Não fica uma maravilha, mas sei"). Já corrente no pescoço, que muitos colegas adoram, não é sua praia. "Não tenho coragem de usar. Fico com vergonha quando parece ostensivo", diz.

 

Editado por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui e Sandra Brasil

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