Rove
dança rap e Bush faz piadas bem ensaiadas: festival anual de gracinhas
Será que foi preparativo
para o encontro com o presidente Lula? Não exatamente à vontade
diante de um microfone, o presidente George W. Bush deu show no tradicional
festival de piadinhas do jantar anual que reúne políticos e jornalistas
em Washington. Exemplo: "Há um ano, meu índice de aprovação
estava na casa dos 30 pontos, a pessoa que eu tinha indicado para a Suprema Corte
havia desistido e meu vice-presidente tinha atirado em alguém" (pausa dramática
ou cômica). "Bons tempos aqueles." Sobre um eventual livro de memórias,
disse que seria "algo engraçado e criativo. Talvez um daqueles em que as
figuras saltam". As piadas foram escritas pela equipe do seriado Whose Line
Is It Anyway?. Mas nem humoristas profissionais conseguiriam armar performances
como a de Karl Rove, o sombrio assessor de Bush, que encarnou um tal "MC
Rove" e mandou ver num rap improvisado.
Dida
Sampaio/AE
Marta
trabalha no Turismo: uma rara aparição pública
Mostrando
disposição
A primeira semana de
Marta Suplicy, 62 anos, como ministra do Turismo foi só trabalho:
chegou todo dia ao gabinete às 8 da manhã e foi embora às
7 da noite. Mesmo assim, a maioria dos funcionários do ministério
ainda não viu a nova chefe, que passa o dia trancada com assessores no
gabinete, de onde não sai nem para almoçar manda vir comida.
Instalada num hotel, Marta só apareceu em público nos compromissos
associados ao cargo, como posse de colegas, entrega de prêmios e encontro
de operadoras de turismo. Invariavelmente de tailleur ou vestido. Depois de arrancar
um ministeriozinho suado, ela quer dar o melhor de si.
Rodrigo
Sack/Playboy
Marina,
na prévia: mais, só quando ficar famosa
Um
passo de cada vez
No frescor de seus 26 anos,
Marina Mantega, funcionária do mercado financeiro enquanto aguarda
convite para fazer novela (o namorado, Marcos Paulo, 56, diretor da Globo, ainda
não se manifestou), tem uma ótima relação com o corpo.
Por sorte, tem também uma ótima relação com o pai,
o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que aceitou estoicamente sua foto na seção
Mulheres que Amamos, da revista Playboy. E teria ela planos mais ousados?
"Sim, mas só quando eu for conhecida como atriz. Senão, tenho receio
de que as pessoas me rejeitem", informa. Aviso a quem achou as medidas de Marina
interessantes: guarde a foto. Ela vai trocar a prótese dos seios, de 250
mililitros, por outra menor. "Perdi 12 quilos e ficou desproporcional", justifica.
"Fiquei muito ofendida"
Ana
e o príncipe: "Só porque sou brasileira aconteceu tudo isso"
Depois de vender uma foto sua com o príncipe William, ele posando
gentilmente, mas com a mão direita em ângulo infeliz, para o tablóide
inglês The Sun (e sem ter visto ainda a cor das libras), a recifense
Ana Laíse Ferreira, 18 anos, pagou o preço da celebridade
no Brasil. E não gostou. "Fui muito ofendida e fiquei chateada. Xingaram
minha família, perturbaram meus amigos, estão ligando em casa para
fazer fofoca", lamenta ela. De quem é a culpa? Dos outros, claro. "Só
porque acharam que ele pôs a mão no meu colo, só porque sou
brasileira, aconteceu tudo isso", diz. Radicada em Bournemouth, na Inglaterra,
para estudar inglês, lá ainda está tranqüila: "Ninguém
pára na rua para me olhar. Meus amigos até comentaram que eu fiquei
bonita na foto".
Gal
Oppido
Edmundo:
"Às vezes me sinto um pouco cafona"
Intervalo
para momento fashion
Vaidoso "Tento fazer
tratamento para não cair o cabelo e estar sempre com as unhas feitas" ,
o jogador Edmundo aceitou com prazer o convite para fazer a campanha de
uma nova grife masculina. "Ele encarnou o Tom Ford", exagera o estilista Arthur
Caliman. "Não sei quem é, não", avisa Edmundo. "Adoro comprar
roupa, mas não sigo tendência. Às vezes me sinto um pouco
cafona", diz o jogador, que tem mais de dez ternos no armário e sabe dar
nó em gravata ("Não fica uma maravilha, mas sei"). Já corrente
no pescoço, que muitos colegas adoram, não é sua praia. "Não
tenho coragem de usar. Fico com vergonha quando parece ostensivo", diz.
Editado por Lizia Bydlowski. Colaboraram
Bel Moherdaui e Sandra Brasil