"O apagão aéreo,
tão bem demonstrado por VEJA, é mais um
sintoma do desmando, da incompetência e do descaso
político." Mauro Asperti
São Paulo, SP
Caos aéreo
Excelente a reportagem
de capa sobre uma tortura que inferniza milhões de
brasileiros ("A tortura do apagão aéreo", 28
de março). As informações coletadas pelo
time de VEJA nos estimulam a lutar até o fim pela instalação
de uma CPI acerca do tema. Só assim demoveremos a insensibilidade
do governo. Tenho certeza de que a relevância de VEJA
nos ajudará nessa empreitada. Só faltou dizer
que obras regionais importantíssimas estão paradas
por falta de repasses, como a da ampliação do
aeroporto de Goiânia (operando com mais de 50% além
de sua capacidade). Leonardo Vilela Primeiro-vice-líder do PSDB na Câmara dos
Deputados e ex-secretário de Infra-Estrutura de Goiás
Brasília, DF
Como foi bem salientado,
nossa aviação tem crescido a dois dígitos
por ano, sendo inclusive um dos poucos setores da nossa economia
que atingiram esse patamar. Os investimentos em infra-estrutura
aeronáutica se tornam emergenciais para atender a essa
demanda. Cumprimento o professor Cláudio Jorge, do
Instituto Tecnológico de Aeronáutica, pelas
alternativas apontadas para a solução dos problemas.
Resta agora a esperança de que nossos representantes
se atenham aos fatos. Rodrigo Euclides da Silva
Marília, SP
Não é
comum nos demais países do mundo, por pouco desenvolvidos
que sejam, o passageiro enfrentar os problemas que temos vivido,
a não ser em situações que envolvem adversidades
climáticas. Mesmo assim, quando tais situações
ocorrem, pelo menos as empresas aéreas e as autoridades
do setor aeronáutico tratam os passageiros com o devido
respeito. Paulo Gilberto Morais dos Santos
João Pessoa, PB
Enquanto a Infraero
silencia, VEJA nos informa que o único vôo que
nunca decola atrasado no Brasil é, lamentavelmente,
o da corrupção. Apertem os cintos, brasileiros,
que a decência sumiu! Marcelo Amoy Manhães
Campos dos Goytacazes, RJ
Excelente e, ao
mesmo tempo, estarrecedora a reportagem sobre a vergonha aérea
que assola nosso país. Aliás, toda essa inacreditável
seqüência de desastres é o mais puro retrato
do que é o governo federal: confusão, superfaturamentos,
mentiras, desencontros. O apagão aéreo é
o apagão do Brasil. Conrado Ibri
Aeronauta
Porto Alegre, RS
Como engenheiro,
vou apresentar, gratuitamente, o diagnóstico da situação
para as autoridades federais. O sistema aéreo brasileiro
está sem margem de controle, qualquer pequena perturbação
o leva ao colapso, fato que vem ocorrendo repetidas vezes
desde outubro passado. Como, incompreensivelmente, nada é
feito para recuperar a citada margem, a ciência nos
leva a uma sombria profecia: a cada dia que passa, um novo
acidente de vulto está mais próximo. Parabéns
pela reportagem! Se conseguirmos alguma reação
do governo, vocês terão salvado vidas. Poucas
revistas podem se orgulhar de um fato como esse. Robson Luiz Schiefler
Curitiba, PR
A desregulamentação
e a liberalização do transporte aéreo
nos Estados Unidos a partir de 1978 e na União Européia
a partir de 1993, junto com a criação da competição
entre aeroportos para atrair vôos aos centros menores
e esvaziar gargalos, têm sido um grande sucesso para
imensas fatias da população naquelas regiões
do planeta. Mauro Marrocu
Natal, RN
O apagão
aéreo é só mais um reflexo do caos da
administração pública brasileira, decorrente
de equívocos e decisões erradas, falta de profissionalismo
e competência, desvio de verbas e da famosa corrupção.
Para tanto, basta lembrar, por exemplo, os julgamentos já
realizados pelo Tribunal de Contas da União, que condenaram
diversas obras realizadas, patrocinadas e dirigidas pela Infraero. Francisco Antonio Bianco Neto
São Paulo, SP
Por que voar virou
uma tortura? Porque a choldra do PT, ao chegar ao poder, tomou
de assalto literalmente , com avidez insaciável
e a incompetência dos néscios, importantes e
eficazes empresas estatais, transformando-as em covil para
os velhos companheiros e os "meninos" distraídos. Ismar Nery Filho
Goiânia, GO
Novo ministério
O circo está
formado. Foi armado sobre um terreno fértil para novos
mensalinhos, mensalões, sanguessugas etc. No centro
do picadeiro, estão os protagonistas do espetáculo.
Na platéia, nós, os palhaços. Seria cômico
se não fosse trágico. Que Deus nos proteja ("O
time agora tem de jogar", 28 de março)! Fernando Rogério Diniz
Brasília, DF
No campo em que
o master time de Lula vai atuar, não se sabe
contra quem, só falta um juiz independente capaz de
conter a sanha de tantos figurões, tendo em vista que
seus integrantes vão obedecer, religiosamente, às
ordens do capitão. Elizio Nilo Caliman Brasília, DF
Collor no Congresso
Como assinante
de VEJA há mais de trinta anos ininterruptos, gostaria
de cumprimentar a revista pela oportuna matéria "Passado
a limpo" (28 de março), que trata da volta à
política do presidente cassado Fernando Collor. O texto
mostra, uma vez mais, o compromisso de VEJA com sua linha
de independência, coerência e o compromisso de
bem informar os seus leitores. Agora, quando esse político
que tanto mal fez ao povo volta à cena com suas lágrimas
de crocodilo, VEJA mostra a verdadeira face desse que agora
quer se passar por vítima e novamente enganar a nação,
acreditando, talvez, que sejamos todos imbecis. Humberto Viana Guimarães
Salvador, BA
O senador Fernando
Collor provou que tem duas das qualidades mais admiráveis
em um ser humano: paciência e perseverança. Não
sabemos se de fato o tempo lhe ensinou outras qualidades inerentes
ao administrador público, quais sejam a probidade e
o compromisso com a finalidade pública. Mas o certo
é que muitos daqueles que o julgaram no Parlamento
já capitularam em meio a escândalos que fazem
o da era Collor parecer um pingo d'água no oceano. Aristóteles Tavares Leite
Fortaleza, CE
A reportagem está
avivando a memória de nós brasileiros, pobres
esquecidos, que em poucos anos curamos todo o sentimento de
revolta sentida quando fomos ludibriados pelo senhor Collor
de Mello. Cinara Marinho de Andrade
Montreal, Canadá
Francisco Costa
O estilista Francisco
Costa (Amarelas, 28 de março) pode entender de tudo
em moda, mas pelo visto não entende nada de mulher.
Viva a nossa barriguinha de fora! Paulo Fiuza de Moraes Brasília, DF
Francisco Costa
confeccionando o vestido de casamento da Wanessa Camargo e
dizendo que não sabia que ela é uma celebridade
é querer esnobar sua origem cucaracha. Faça
doce, mas não tanto. Ronaldo Bastos Reis
Natal, RN
Sociedade
Fiquei muito interessada
pela reportagem "O sonho americano: quartos separados para
o casal" (28 de março). A sociedade sofreu grandes
mudanças ao longo dos anos, e com ela o modo de agir
e de pensar das pessoas. Casais não permanecem mais
presos a modelos preestabelecidos de como seria uma família
perfeita. Por isso, fico surpresa ao ver que 25% dos casais
americanos adotaram essa "nova moda", que no Brasil pode demorar
a ser seguida. Outro fato da reportagem que me interessou
foi que 40% dos compradores de imóveis são mulheres
solteiras. Fico feliz em ver a crescente independência
do antes considerado "sexo frágil". Agradeço
a VEJA pela reportagem, que com certeza mostrarei aos meus
pais, pois penso ter encontrado uma solução
viável para muitas de suas discussões. Luiza Guimarães Dequech, 16 anos
São Paulo, SP
Instituto Butantan
Cumprimento VEJA
por ressaltar o excelente trabalho do Instituto Butantan ("Cobras
em vacinas", 28 de março). É muito bom ver que
no Brasil temos instituições com força
para competir globalmente, apesar dos entraves de nossas leis
não cumpridas e de nossos políticos voltados
para os próprios umbigos. Luiz Antonio Iervolino Pacheco e Silva
São Paulo, SP
O trabalho do Instituto
Butantan é para nos orgulhar, esse é o termo
exato. Profissionalismo e dedicação em prol
da vida: isso, sim, é competência e amor. São
esses exemplos que nos emocionam e nos fazem perceber o valor
de nossos verdadeiros pesquisadores. Luiz Renato Gomes
Araguari, MG
Li com atenção
a reportagem e fico feliz em saber que o Brasil começa
a se proteger contra o vírus H5NI, na fabricação
da vacina contra a gripe aviária. Mas Taiwan, lamentavelmente,
ainda não consegue ter acesso a informações
sobre saúde e auxílio internacional por não
fazer parte da Organização Mundial de Saúde
(OMS). Sua população de 23 milhões de
habitantes anseia por segurança e pelos mesmos direitos
dos cidadãos de outros países. Os vírus
não escolhem seu alvo e, em caso de uma epidemia, a
população de todo o mundo pode ser prejudicada.
Na época da Sars, muitas pessoas foram contaminadas,
uma tragédia que poderia ter sido minimizada se Taiwan
tivesse acesso aos dados da OMS. Miguel Tseng
Assessor da Aliança Comunidade Taiwanesa
São Paulo, SP
Manifesto em
1964
O leitor José
Inácio da Cunha, enviando um comunicado do presidente
João Goulart e do então ministro da Guerra,
Jair Dantas Ribeiro, emitido um dia após o golpe de
1964 ("Um manifesto de Goulart?", Cartas, 28 de março),
diz que não encontrou referência a esse comunicado
nos livros que abrangem os vinte anos do denominado "período
militar". Essa publicação é uma valiosa
colaboração para reconstituir a verdade histórica,
freqüentemente truncada e manipulada em função
de interesses pessoais e políticos diversos. Gostaria
de citar um fato histórico que demonstra o empenho
dentro do próprio meio militar em encerrar aquela fase
da história. Trata-se da esmagadora vitória
do MDB na eleição de 1974 dentro do maior contingente
militar do Brasil a Guarnição da Vila
Militar, no Rio de Janeiro. A vitória do MDB na Vila
Militar deu origem a uma nota do ministro do Exército,
que foi lida em todas as unidades militares. Esse fato demonstra
que, decorridos dez anos do golpe de 1964, os militares ansiavam
pelo "retorno aos quartéis", dos quais a maioria esmagadora
jamais saiu. Marcus Alves da Silva França Niterói, RJ
Visando a colaborar
com o leitor José Inácio da Cunha, de Juiz de
Fora (MG), tenho a informar que nunca tinha lido o citado
manifesto, mas tive conhecimento de sua existência.
Um avião civil de pequeno porte teria decolado do Rio
de Janeiro em direção a Juiz de Fora na manhã
do dia 31 de março de 1964 com a missão de lançar
sobre as tropas, já em deslocamento, e sobre os quartéis
de Juiz de Fora o citado manifesto. O avião teria sido
pilotado por um sargento, mas não foi especificado
a que Força ele pertencia. Por razões desconhecidas
a aeronave permaneceu pouco tempo sobrevoando a cidade, mas
ao que sei alguns panfletos foram lançados, principalmente,
sobre o quartel-general, da então 4ª Região
Militar. Pedro Candido Ferreira Filho
Belo Horizonte, MG
Chocolate
Longe de questionar
a avaliação dos especialistas, fica aqui o meu
pitaco: chocolate é bom e faz meu dia mais ensolarado;
antes diabético que fotossensível. Por caridade,
quem não gostar do Lacta, pode me mandar ("Ovo diet
vale a pena para você?", Guia, 28 de março). Felipe Senna
Curitiba, PR
Gostaria de salientar
a importância do chocolate artesanal, preparado sem
leite, da mesma maneira que os astecas faziam. Um reduto muito
importante desse tipo de chocolate é a barroca cidade
de Modica, na Sicília, onde há poucos dias teve
lugar um evento mundial (o Eurochocolate). É só
conferir no site www.cioccolatomodica.it/ main2.htm. Massimo Chiozzi
Natal, RN
Viciados em
e-mail
É inevitável
falar sobre a importância do e-mail na era da informação
e da tecnologia, mas o alerta feito na reportagem "A doença
da conexão" (28 de março) é fundamental
para refletirmos a respeito da questão. Porém,
além de buscarmos a ajuda de médicos, é
necessário estarmos preocupados com a educação,
a disciplina e o comportamento de milhares de novos usuários
que surgem a cada dia. João Célio Germano de Oliveira Guarulhos, SP
Compras pela
internet
Na reportagem "Como evitar entrar
numa fria" (Guia, 21 de março), a recomendação
número 5 diz que em compras no exterior incidiria alíquota
de imposto de 20% do valor da compra. O leitor Maurice Cezário,
na seção Cartas (28 de março), procurou
corrigir a informação e ressaltou que em compras
com valor até 50 dólares não haveria
incidência do imposto. O leitor, com todo o respeito,
errou. A isenção por ele indicada só
vale para remessas feitas do exterior por pessoa física.
Se o bem é remetido por pessoa jurídica
a grande maioria das transações ocorre assim
, há incidência do imposto. Portanto, aviso
aos incautos que, se encomendarem seus CDs e DVDs em lojas,
terão uma infeliz surpresa. A "República das
Bananas" efetivamente se preocupa com miudezas. Eu disse só
miudezas... Flávio Maia Pimenta
Promotor de Justiça do MPDFT
Brasília, DF
Dom José
Ivo Lorscheiter
Dom José
Ivo Lorscheiter, bispo emérito da diocese de Santa
Maria (RS), ex-secretário-geral e ex-presidente da
CNBB por dezesseis anos, faleceu no dia 5 de março
de 2007. Pastor dedicado ao povo, ele doou sua vida pela Igreja
e pelo Brasil em momentos difíceis de nossa história
recente. Como acontece geralmente na biografia dos grandes
pastores, não faltaram incompreensões e injustiças
contra o seu testemunho. Não é justo falar,
como faz a revista VEJA de 14 de março, em Datas, que
dom Ivo "politizou o Evangelho para o bem e para o mal". Cardeal Geraldo Majella Agnelo
Arcebispo de São Salvador e presidente da CNBB
Salvador, BA
Lya Luft
Fico encantada
com a sutileza com que Lya Luft trata os assuntos. Em "Está
chegando perto" (Ponto de vista, 28 de março), ela
descreveu exatamente como está sendo a vida do brasileiro.
Medo, angústia e desespero de sair às ruas e
até mesmo dentro da própria casa. Que Deus nos
abençoe e que leis mais severas sejam adotadas. Solania Maria Pinto
Riacho da Cruz, RN
Não tenho
a sorte de Lya, pois ainda tenho filhos solteiros que passam
a noite nas famosas baladas. Mas há bem pouco tempo
me deram uma dica infalível. Pedir proteção
aos anjos e nunca mais viver nesse sofrimento, pois eles são
infalíveis e, o melhor de tudo, não custam caro.
Sempre digo às minhas amigas: "Não peçam
ajuda aos anjos da guarda nesta noite, pois estão todos
ocupados cuidando dos meus filhos!". Só assim consigo
dormir e ter a certeza de que estão todos bem. Vilma Nogueira
Campinas, SP
A violência
já chegou ao limite. Observando a mudança da
geração de Lya para a minha, fico imaginando:
com meus filhos e netos, como será? Gabriella Pagioro de Lima, 13 anos
Três Lagoas, MS
Diogo Mainardi
Diogo Mainardi
nos informa que no Rio existem 6.254 foragidos beneficiados
pelo que chama de liberdade "incondicional" ("O cadáver
de Ipanema", 28 de março). Estivessem eles monitorados
por tornozeleiras eletrônicas e fácil seria recambiá-los
para trás das grades e obrigá-los a cumprir
as penas integralmente. A imposição desse equipamento
de controle é considerada um ato inconstitucional,
assim como o é a obrigação de fornecer
material para teste de DNA. A tecnologia e a prática
de uso desse equipamento já são comuns em vários
países e sua implantação depende exclusivamente
de vontade política do governo, que dará sempre
ao condenado a opção de cumprir sua pena em
liberdade esta, sim, condicional quando for
oportuna. Esvaziam-se as prisões que são
verdadeiras universidades do crime e tem-se o paradeiro
do cidadão, que saberá sempre o preço
de perder o direito a essa prisão virtual, isto é,
a volta para a cadeia. Carlos R. Cabral
Rio de Janeiro, RJ
Creio que não
sejamos os únicos indignados com a impunidade no Brasil.
Um crime bárbaro assombrou a cidade de Cuiabá
no último dia 20. Uma criança (Vágner
Floriano Rodrigues) de apenas 9 anos foi brutalmente assassinada,
vítima de bala "perdida", enquanto lanchava no colo
de seu pai. Quantos Vágner e João terão
de perder a vida para que se tome uma providência? Yuri Libanio Pelissari
Cuiabá, MT
Educação
A reportagem "Melhor
tarde do que cedo" (28 de março) induz à visão
equivocada de que pode ser interessante para os alunos atrasar
sua formatura para conseguir um bom emprego. Atrasar a formatura
propositadamente, além de prejudicar o praticante,
que levará essa mancha para o resto da vida em seu
histórico escolar, impõe sacrifício adicional
à sociedade, que investe em sua formação. José Roberto Cardoso Vice-diretor da Escola Politécnica da USP
São Paulo, SP
Arte
O Praia do Forte
EcoResort & Thalasso Spa esclarece que o ateliê
do artista José Cardoso de Araújo ("O nome dele
é Doidão", 28 de março) está localizado
no vilarejo de Praia do Forte, que nunca foi de propriedade
do hotel. Os novos proprietários do estabelecimento,
portanto, não têm responsabilidade sobre o destino
do espaço utilizado pelo artista. O hotel reforça
que sempre contribuiu para a sustentabilidade da comunidade,
ao valorizar e prestigiar os artistas locais, comprando e
expondo suas obras de arte. Isso é feito desde a fundação
do hotel, há mais de vinte anos, e mantido pelo novo
proprietário. Maria Helena Santana
Diretora comercial do Praia do Forte EcoResort & Thalasso
Spa
Praia do Forte, BA
Cinema
O pintor italiano
Caravaggio pertencia à escola barroca, e não
à renascentista, como foi citado na reportagem "Lindo
e forte, mas ingênuo" (28 de março), sobre o
filme 300. Silvio Carlos Sousa Siqueira
Mossoró, RN
Veja essa
Que felicidade
teve dom Odilo Scherer ao afirmar que não podemos esperar
que caiam anjos do céu para governar o Brasil e que
a ausência de bons na política pode dar espaço
aos déspotas. Espero que os jovens reflitam a respeito
e se preparem para não depender de anjos (Veja essa,
28 de março). Valter Ros
Blumenau, SC
Caos aéreo
2
A comparação
entre as margens de lucro das empresas brasileiras e das internacionais,
apresentada pela reportagem "A tortura do apagão aéreo"
(28 de março), ignora que boa parte das companhias
americanas vive hoje um período de recuperação
de concordatas, após contar com expressivos subsídios
do governo dos Estados Unidos. O bom resultado que as empresas
brasileiras têm obtido é fruto do sustentado
crescimento do mercado nos últimos três anos
aliado à severa administração de custos
e à melhoria de produtividade. As duas maiores companhias
têm divulgado agressivos planos de expansão de
frota, com estimativas para pelo menos os próximos
cinco anos. José Marcio Mollo
Presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias
Por e-mail
HUMANIDADES
NÃO HUMANIZAM
Na ordem natural
das coisas, os redatores erram e os revisores evitam
que eles passem vexame corrigindo o erro. Algumas raras
vezes o redator escreve corretamente e a revisão
interpreta como erro. Foi o que ocorreu na semana passada,
no quadro "O coração, a alma e a mente"
(página 76), em que a frase "as humanidades não
humanizam"... virou "as humanidades não se humanizam".
Ao escrever humanidades, o redator se referia ao conjunto
de disciplinas relacionadas ao conhecimento humano e
à cultura: filosofia, arte, história da
arte, literatura, lingüística, semiótica.
VESTIBULAR DE
QUATRO PATAS
O leitor Ricardo
Mioto, de Franca, interior de São Paulo, está
indignado com o que viu no vestibular da Universidade
Federal de Pernambuco, um exemplo da "transformação
das salas de aula em palanques políticos". Ele
cita a questão 22 da prova de filosofia do vestibular
2007 da UFPE (veja o recorte). "É absurdo
o que é feito com os nossos jovens. Uma geração
inteira está sendo vítima dessa doutrinação.
Os vestibulares especialmente nas ciências
humanas se transformaram em provas de seleção
ideológica", diz Mioto. A questão formulada
na prova, que pode ser conferida também na internet
(www.ufpe.
br/provas/04_FILOSOFIA.pdf), choca tanto pela indigência
da redação e confusão mental do
autor quanto pelo esquerdismo chinfrim.
A obra de Leon Ferrari:
decadência do Ocidente
CAOS AÉREO
O calvário
vivido pelos viajantes nos aeroportos do país,
retratado na capa de VEJA da semana passada, lembrou
ao leitor Eduardo Groisman, de São Paulo, a obra
A Civilização Ocidental e Cristã,
do artista argentino Leon Ferrari. No trabalho de
Ferrari, uma instalação de 1965 que representa
a suposta decadência do Ocidente, Jesus Cristo
está pregado em um caça da Força
Aérea dos Estados Unidos carregado de bombas
que mergulha em direção ao solo. Na capa
de VEJA, o avião aponta o bico para o céu
(esperança), mas não sai do chão
(decepção), e não há bomba,
apenas má administração crônica.
Rafael Neddermeyer/AE
CORREÇÃO:A foto que aparece como sendo do ministro da Ciência
e Tecnologia, Sergio Rezende, na reportagem "O time
agora tem de jogar" (28 de março), é na
verdade de Gilberto Câmara, diretor do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A foto de Sérgio
Resende é a que aparece acima.