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VEJA
Edição 2002

4 de abril de 2007
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Cartas

 
"O apagão aéreo, tão bem demonstrado por VEJA, é mais um sintoma do desmando, da incompetência e do descaso político."
Mauro Asperti
São Paulo, SP

Caos aéreo

Excelente a reportagem de capa sobre uma tortura que inferniza milhões de brasileiros ("A tortura do apagão aéreo", 28 de março). As informações coletadas pelo time de VEJA nos estimulam a lutar até o fim pela instalação de uma CPI acerca do tema. Só assim demoveremos a insensibilidade do governo. Tenho certeza de que a relevância de VEJA nos ajudará nessa empreitada. Só faltou dizer que obras regionais importantíssimas estão paradas por falta de repasses, como a da ampliação do aeroporto de Goiânia (operando com mais de 50% além de sua capacidade).
Leonardo Vilela
Primeiro-vice-líder do PSDB na Câmara dos Deputados e ex-secretário de Infra-Estrutura de Goiás
Brasília, DF

Como foi bem salientado, nossa aviação tem crescido a dois dígitos por ano, sendo inclusive um dos poucos setores da nossa economia que atingiram esse patamar. Os investimentos em infra-estrutura aeronáutica se tornam emergenciais para atender a essa demanda. Cumprimento o professor Cláudio Jorge, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, pelas alternativas apontadas para a solução dos problemas. Resta agora a esperança de que nossos representantes se atenham aos fatos.
Rodrigo Euclides da Silva
Marília, SP

Não é comum nos demais países do mundo, por pouco desenvolvidos que sejam, o passageiro enfrentar os problemas que temos vivido, a não ser em situações que envolvem adversidades climáticas. Mesmo assim, quando tais situações ocorrem, pelo menos as empresas aéreas e as autoridades do setor aeronáutico tratam os passageiros com o devido respeito.
Paulo Gilberto Morais dos Santos
João Pessoa, PB

Enquanto a Infraero silencia, VEJA nos informa que o único vôo que nunca decola atrasado no Brasil é, lamentavelmente, o da corrupção. Apertem os cintos, brasileiros, que a decência sumiu!
Marcelo Amoy Manhães
Campos dos Goytacazes, RJ

Excelente e, ao mesmo tempo, estarrecedora a reportagem sobre a vergonha aérea que assola nosso país. Aliás, toda essa inacreditável seqüência de desastres é o mais puro retrato do que é o governo federal: confusão, superfaturamentos, mentiras, desencontros. O apagão aéreo é o apagão do Brasil.
Conrado Ibri
Aeronauta
Porto Alegre, RS

Como engenheiro, vou apresentar, gratuitamente, o diagnóstico da situação para as autoridades federais. O sistema aéreo brasileiro está sem margem de controle, qualquer pequena perturbação o leva ao colapso, fato que vem ocorrendo repetidas vezes desde outubro passado. Como, incompreensivelmente, nada é feito para recuperar a citada margem, a ciência nos leva a uma sombria profecia: a cada dia que passa, um novo acidente de vulto está mais próximo. Parabéns pela reportagem! Se conseguirmos alguma reação do governo, vocês terão salvado vidas. Poucas revistas podem se orgulhar de um fato como esse.
Robson Luiz Schiefler
Curitiba, PR

A desregulamentação e a liberalização do transporte aéreo nos Estados Unidos a partir de 1978 e na União Européia a partir de 1993, junto com a criação da competição entre aeroportos para atrair vôos aos centros menores e esvaziar gargalos, têm sido um grande sucesso para imensas fatias da população naquelas regiões do planeta.
Mauro Marrocu
Natal, RN

O apagão aéreo é só mais um reflexo do caos da administração pública brasileira, decorrente de equívocos e decisões erradas, falta de profissionalismo e competência, desvio de verbas e da famosa corrupção. Para tanto, basta lembrar, por exemplo, os julgamentos já realizados pelo Tribunal de Contas da União, que condenaram diversas obras realizadas, patrocinadas e dirigidas pela Infraero.
Francisco Antonio Bianco Neto
São Paulo, SP

Por que voar virou uma tortura? Porque a choldra do PT, ao chegar ao poder, tomou de assalto – literalmente –, com avidez insaciável e a incompetência dos néscios, importantes e eficazes empresas estatais, transformando-as em covil para os velhos companheiros e os "meninos" distraídos.
Ismar Nery Filho
Goiânia, GO

 

Novo ministério

O circo está formado. Foi armado sobre um terreno fértil para novos mensalinhos, mensalões, sanguessugas etc. No centro do picadeiro, estão os protagonistas do espetáculo. Na platéia, nós, os palhaços. Seria cômico se não fosse trágico. Que Deus nos proteja ("O time agora tem de jogar", 28 de março)!
Fernando Rogério Diniz
Brasília, DF

No campo em que o master time de Lula vai atuar, não se sabe contra quem, só falta um juiz independente capaz de conter a sanha de tantos figurões, tendo em vista que seus integrantes vão obedecer, religiosamente, às ordens do capitão.
Elizio Nilo Caliman
Brasília, DF

 

Collor no Congresso

Como assinante de VEJA há mais de trinta anos ininterruptos, gostaria de cumprimentar a revista pela oportuna matéria "Passado a limpo" (28 de março), que trata da volta à política do presidente cassado Fernando Collor. O texto mostra, uma vez mais, o compromisso de VEJA com sua linha de independência, coerência e o compromisso de bem informar os seus leitores. Agora, quando esse político que tanto mal fez ao povo volta à cena com suas lágrimas de crocodilo, VEJA mostra a verdadeira face desse que agora quer se passar por vítima e novamente enganar a nação, acreditando, talvez, que sejamos todos imbecis.
Humberto Viana Guimarães
Salvador, BA

O senador Fernando Collor provou que tem duas das qualidades mais admiráveis em um ser humano: paciência e perseverança. Não sabemos se de fato o tempo lhe ensinou outras qualidades inerentes ao administrador público, quais sejam a probidade e o compromisso com a finalidade pública. Mas o certo é que muitos daqueles que o julgaram no Parlamento já capitularam em meio a escândalos que fazem o da era Collor parecer um pingo d'água no oceano.
Aristóteles Tavares Leite
Fortaleza, CE

A reportagem está avivando a memória de nós brasileiros, pobres esquecidos, que em poucos anos curamos todo o sentimento de revolta sentida quando fomos ludibriados pelo senhor Collor de Mello.
Cinara Marinho de Andrade
Montreal, Canadá

 

Francisco Costa

O estilista Francisco Costa (Amarelas, 28 de março) pode entender de tudo em moda, mas pelo visto não entende nada de mulher. Viva a nossa barriguinha de fora!
Paulo Fiuza de Moraes
Brasília, DF

Francisco Costa confeccionando o vestido de casamento da Wanessa Camargo e dizendo que não sabia que ela é uma celebridade é querer esnobar sua origem cucaracha. Faça doce, mas não tanto.
Ronaldo Bastos Reis
Natal, RN

 

Sociedade

Fiquei muito interessada pela reportagem "O sonho americano: quartos separados para o casal" (28 de março). A sociedade sofreu grandes mudanças ao longo dos anos, e com ela o modo de agir e de pensar das pessoas. Casais não permanecem mais presos a modelos preestabelecidos de como seria uma família perfeita. Por isso, fico surpresa ao ver que 25% dos casais americanos adotaram essa "nova moda", que no Brasil pode demorar a ser seguida. Outro fato da reportagem que me interessou foi que 40% dos compradores de imóveis são mulheres solteiras. Fico feliz em ver a crescente independência do antes considerado "sexo frágil". Agradeço a VEJA pela reportagem, que com certeza mostrarei aos meus pais, pois penso ter encontrado uma solução viável para muitas de suas discussões.
Luiza Guimarães Dequech, 16 anos
São Paulo, SP

 

Instituto Butantan

Cumprimento VEJA por ressaltar o excelente trabalho do Instituto Butantan ("Cobras em vacinas", 28 de março). É muito bom ver que no Brasil temos instituições com força para competir globalmente, apesar dos entraves de nossas leis não cumpridas e de nossos políticos voltados para os próprios umbigos.
Luiz Antonio Iervolino Pacheco e Silva
São Paulo, SP

O trabalho do Instituto Butantan é para nos orgulhar, esse é o termo exato. Profissionalismo e dedicação em prol da vida: isso, sim, é competência e amor. São esses exemplos que nos emocionam e nos fazem perceber o valor de nossos verdadeiros pesquisadores.
Luiz Renato Gomes
Araguari, MG

Li com atenção a reportagem e fico feliz em saber que o Brasil começa a se proteger contra o vírus H5NI, na fabricação da vacina contra a gripe aviária. Mas Taiwan, lamentavelmente, ainda não consegue ter acesso a informações sobre saúde e auxílio internacional por não fazer parte da Organização Mundial de Saúde (OMS). Sua população de 23 milhões de habitantes anseia por segurança e pelos mesmos direitos dos cidadãos de outros países. Os vírus não escolhem seu alvo e, em caso de uma epidemia, a população de todo o mundo pode ser prejudicada. Na época da Sars, muitas pessoas foram contaminadas, uma tragédia que poderia ter sido minimizada se Taiwan tivesse acesso aos dados da OMS.
Miguel Tseng
Assessor da Aliança Comunidade Taiwanesa
São Paulo, SP

 

Manifesto em 1964

O leitor José Inácio da Cunha, enviando um comunicado do presidente João Goulart e do então ministro da Guerra, Jair Dantas Ribeiro, emitido um dia após o golpe de 1964 ("Um manifesto de Goulart?", Cartas, 28 de março), diz que não encontrou referência a esse comunicado nos livros que abrangem os vinte anos do denominado "período militar". Essa publicação é uma valiosa colaboração para reconstituir a verdade histórica, freqüentemente truncada e manipulada em função de interesses pessoais e políticos diversos. Gostaria de citar um fato histórico que demonstra o empenho dentro do próprio meio militar em encerrar aquela fase da história. Trata-se da esmagadora vitória do MDB na eleição de 1974 dentro do maior contingente militar do Brasil – a Guarnição da Vila Militar, no Rio de Janeiro. A vitória do MDB na Vila Militar deu origem a uma nota do ministro do Exército, que foi lida em todas as unidades militares. Esse fato demonstra que, decorridos dez anos do golpe de 1964, os militares ansiavam pelo "retorno aos quartéis", dos quais a maioria esmagadora jamais saiu.
Marcus Alves da Silva França
Niterói, RJ

Visando a colaborar com o leitor José Inácio da Cunha, de Juiz de Fora (MG), tenho a informar que nunca tinha lido o citado manifesto, mas tive conhecimento de sua existência. Um avião civil de pequeno porte teria decolado do Rio de Janeiro em direção a Juiz de Fora na manhã do dia 31 de março de 1964 com a missão de lançar sobre as tropas, já em deslocamento, e sobre os quartéis de Juiz de Fora o citado manifesto. O avião teria sido pilotado por um sargento, mas não foi especificado a que Força ele pertencia. Por razões desconhecidas a aeronave permaneceu pouco tempo sobrevoando a cidade, mas ao que sei alguns panfletos foram lançados, principalmente, sobre o quartel-general, da então 4ª Região Militar.
Pedro Candido Ferreira Filho
Belo Horizonte, MG

 

Chocolate

Longe de questionar a avaliação dos especialistas, fica aqui o meu pitaco: chocolate é bom e faz meu dia mais ensolarado; antes diabético que fotossensível. Por caridade, quem não gostar do Lacta, pode me mandar ("Ovo diet – vale a pena para você?", Guia, 28 de março).
Felipe Senna
Curitiba, PR

Gostaria de salientar a importância do chocolate artesanal, preparado sem leite, da mesma maneira que os astecas faziam. Um reduto muito importante desse tipo de chocolate é a barroca cidade de Modica, na Sicília, onde há poucos dias teve lugar um evento mundial (o Eurochocolate). É só conferir no site www.cioccolatomodica.it/ main2.htm.
Massimo Chiozzi
Natal, RN

 

Viciados em e-mail

É inevitável falar sobre a importância do e-mail na era da informação e da tecnologia, mas o alerta feito na reportagem "A doença da conexão" (28 de março) é fundamental para refletirmos a respeito da questão. Porém, além de buscarmos a ajuda de médicos, é necessário estarmos preocupados com a educação, a disciplina e o comportamento de milhares de novos usuários que surgem a cada dia.
João Célio Germano de Oliveira
Guarulhos, SP

 

Compras pela internet

Na reportagem "Como evitar entrar numa fria" (Guia, 21 de março), a recomendação número 5 diz que em compras no exterior incidiria alíquota de imposto de 20% do valor da compra. O leitor Maurice Cezário, na seção Cartas (28 de março), procurou corrigir a informação e ressaltou que em compras com valor até 50 dólares não haveria incidência do imposto. O leitor, com todo o respeito, errou. A isenção por ele indicada só vale para remessas feitas do exterior por pessoa física. Se o bem é remetido por pessoa jurídica – a grande maioria das transações ocorre assim –, há incidência do imposto. Portanto, aviso aos incautos que, se encomendarem seus CDs e DVDs em lojas, terão uma infeliz surpresa. A "República das Bananas" efetivamente se preocupa com miudezas. Eu disse só miudezas...
Flávio Maia Pimenta
Promotor de Justiça do MPDFT
Brasília, DF

 

Dom José Ivo Lorscheiter

Dom José Ivo Lorscheiter, bispo emérito da diocese de Santa Maria (RS), ex-secretário-geral e ex-presidente da CNBB por dezesseis anos, faleceu no dia 5 de março de 2007. Pastor dedicado ao povo, ele doou sua vida pela Igreja e pelo Brasil em momentos difíceis de nossa história recente. Como acontece geralmente na biografia dos grandes pastores, não faltaram incompreensões e injustiças contra o seu testemunho. Não é justo falar, como faz a revista VEJA de 14 de março, em Datas, que dom Ivo "politizou o Evangelho para o bem e para o mal".
Cardeal Geraldo Majella Agnelo
Arcebispo de São Salvador e presidente da CNBB
Salvador, BA

 

Lya Luft

Fico encantada com a sutileza com que Lya Luft trata os assuntos. Em "Está chegando perto" (Ponto de vista, 28 de março), ela descreveu exatamente como está sendo a vida do brasileiro. Medo, angústia e desespero de sair às ruas e até mesmo dentro da própria casa. Que Deus nos abençoe e que leis mais severas sejam adotadas.
Solania Maria Pinto
Riacho da Cruz, RN

Não tenho a sorte de Lya, pois ainda tenho filhos solteiros que passam a noite nas famosas baladas. Mas há bem pouco tempo me deram uma dica infalível. Pedir proteção aos anjos e nunca mais viver nesse sofrimento, pois eles são infalíveis e, o melhor de tudo, não custam caro. Sempre digo às minhas amigas: "Não peçam ajuda aos anjos da guarda nesta noite, pois estão todos ocupados cuidando dos meus filhos!". Só assim consigo dormir e ter a certeza de que estão todos bem.
Vilma Nogueira
Campinas, SP

A violência já chegou ao limite. Observando a mudança da geração de Lya para a minha, fico imaginando: com meus filhos e netos, como será?
Gabriella Pagioro de Lima, 13 anos
Três Lagoas, MS

 

Diogo Mainardi

Diogo Mainardi nos informa que no Rio existem 6.254 foragidos beneficiados pelo que chama de liberdade "incondicional" ("O cadáver de Ipanema", 28 de março). Estivessem eles monitorados por tornozeleiras eletrônicas e fácil seria recambiá-los para trás das grades e obrigá-los a cumprir as penas integralmente. A imposição desse equipamento de controle é considerada um ato inconstitucional, assim como o é a obrigação de fornecer material para teste de DNA. A tecnologia e a prática de uso desse equipamento já são comuns em vários países e sua implantação depende exclusivamente de vontade política do governo, que dará sempre ao condenado a opção de cumprir sua pena em liberdade – esta, sim, condicional – quando for oportuna. Esvaziam-se as prisões – que são verdadeiras universidades do crime – e tem-se o paradeiro do cidadão, que saberá sempre o preço de perder o direito a essa prisão virtual, isto é, a volta para a cadeia.
Carlos R. Cabral
Rio de Janeiro, RJ

Creio que não sejamos os únicos indignados com a impunidade no Brasil. Um crime bárbaro assombrou a cidade de Cuiabá no último dia 20. Uma criança (Vágner Floriano Rodrigues) de apenas 9 anos foi brutalmente assassinada, vítima de bala "perdida", enquanto lanchava no colo de seu pai. Quantos Vágner e João terão de perder a vida para que se tome uma providência?
Yuri Libanio Pelissari
Cuiabá, MT

 

Educação

A reportagem "Melhor tarde do que cedo" (28 de março) induz à visão equivocada de que pode ser interessante para os alunos atrasar sua formatura para conseguir um bom emprego. Atrasar a formatura propositadamente, além de prejudicar o praticante, que levará essa mancha para o resto da vida em seu histórico escolar, impõe sacrifício adicional à sociedade, que investe em sua formação.
José Roberto Cardoso
Vice-diretor da Escola Politécnica da USP
São Paulo, SP

 

Arte

O Praia do Forte EcoResort & Thalasso Spa esclarece que o ateliê do artista José Cardoso de Araújo ("O nome dele é Doidão", 28 de março) está localizado no vilarejo de Praia do Forte, que nunca foi de propriedade do hotel. Os novos proprietários do estabelecimento, portanto, não têm responsabilidade sobre o destino do espaço utilizado pelo artista. O hotel reforça que sempre contribuiu para a sustentabilidade da comunidade, ao valorizar e prestigiar os artistas locais, comprando e expondo suas obras de arte. Isso é feito desde a fundação do hotel, há mais de vinte anos, e mantido pelo novo proprietário.
Maria Helena Santana
Diretora comercial do Praia do Forte EcoResort & Thalasso Spa
Praia do Forte, BA

 

Cinema

O pintor italiano Caravaggio pertencia à escola barroca, e não à renascentista, como foi citado na reportagem "Lindo e forte, mas ingênuo" (28 de março), sobre o filme 300.
Silvio Carlos Sousa Siqueira
Mossoró, RN

 

Veja essa

Que felicidade teve dom Odilo Scherer ao afirmar que não podemos esperar que caiam anjos do céu para governar o Brasil e que a ausência de bons na política pode dar espaço aos déspotas. Espero que os jovens reflitam a respeito e se preparem para não depender de anjos (Veja essa, 28 de março).
Valter Ros
Blumenau, SC

 

Caos aéreo 2

A comparação entre as margens de lucro das empresas brasileiras e das internacionais, apresentada pela reportagem "A tortura do apagão aéreo" (28 de março), ignora que boa parte das companhias americanas vive hoje um período de recuperação de concordatas, após contar com expressivos subsídios do governo dos Estados Unidos. O bom resultado que as empresas brasileiras têm obtido é fruto do sustentado crescimento do mercado nos últimos três anos aliado à severa administração de custos e à melhoria de produtividade. As duas maiores companhias têm divulgado agressivos planos de expansão de frota, com estimativas para pelo menos os próximos cinco anos.
José Marcio Mollo
Presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias
Por e-mail

 

 

HUMANIDADES NÃO HUMANIZAM

Na ordem natural das coisas, os redatores erram e os revisores evitam que eles passem vexame corrigindo o erro. Algumas raras vezes o redator escreve corretamente e a revisão interpreta como erro. Foi o que ocorreu na semana passada, no quadro "O coração, a alma e a mente" (página 76), em que a frase "as humanidades não humanizam"... virou "as humanidades não se humanizam". Ao escrever humanidades, o redator se referia ao conjunto de disciplinas relacionadas ao conhecimento humano e à cultura: filosofia, arte, história da arte, literatura, lingüística, semiótica.

 

VESTIBULAR DE QUATRO PATAS

O leitor Ricardo Mioto, de Franca, interior de São Paulo, está indignado com o que viu no vestibular da Universidade Federal de Pernambuco, um exemplo da "transformação das salas de aula em palanques políticos". Ele cita a questão 22 da prova de filosofia do vestibular 2007 da UFPE (veja o recorte). "É absurdo o que é feito com os nossos jovens. Uma geração inteira está sendo vítima dessa doutrinação. Os vestibulares – especialmente nas ciências humanas – se transformaram em provas de seleção ideológica", diz Mioto. A questão formulada na prova, que pode ser conferida também na internet (www.ufpe. br/provas/04_FILOSOFIA.pdf), choca tanto pela indigência da redação e confusão mental do autor quanto pelo esquerdismo chinfrim.

 

A obra de Leon Ferrari: decadência do Ocidente

CAOS AÉREO

O calvário vivido pelos viajantes nos aeroportos do país, retratado na capa de VEJA da semana passada, lembrou ao leitor Eduardo Groisman, de São Paulo, a obra A Civilização Ocidental e Cristã, do artista argentino Leon Ferrari. No trabalho de Ferrari, uma instalação de 1965 que representa a suposta decadência do Ocidente, Jesus Cristo está pregado em um caça da Força Aérea dos Estados Unidos carregado de bombas que mergulha em direção ao solo. Na capa de VEJA, o avião aponta o bico para o céu (esperança), mas não sai do chão (decepção), e não há bomba, apenas má administração crônica.

 

Rafael Neddermeyer/AE

CORREÇÃO: A foto que aparece como sendo do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, na reportagem "O time agora tem de jogar" (28 de março), é na verdade de Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A foto de Sérgio Resende é a que aparece acima.

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