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Malhação contra depressão

Mario Rodrigues


De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Berlim, a prática diária de exercícios aeróbicos durante meia hora pode ser mais eficaz contra a depressão do que o uso de remédios. Durante dez dias, os pesquisadores alemães submeteram pacientes que sofriam de depressão havia nove meses a sessões diárias de meia hora de caminhada na esteira. A melhora foi significativa para diversos participantes.

 

Cuide da pele sem cair de maduro

No livro recém-lançado O Fim das Rugas (Editora Campus, 25 reais), o dermatologista americano Nicholas Perricone prega que o grande trunfo na luta contra o envelhecimento da pele é uma alimentação equilibrada. Depois de vinte anos de pesquisas no consultório e na Universidade Yale, ele criou um programa cujo alicerce é a vitamina C. A obra indica cuidados para cada tipo e tom de pele e mostra como combater acnes, manchas escuras e flacidez.

 

Cura com hormônio

Mais um alento para mulheres jovens com câncer de mama em estágio inicial. A terapia hormonal com uma droga chamada Zoladex – já usada em pacientes com a doença em estágio avançado e à disposição no Brasil – tem a mesma eficácia da quimioterapia em certos tipos da doença, mas sem a presença de efeitos colaterais, como queda de cabelo, vômitos, diminuição de glóbulos brancos, predisposição à leucemia e a doenças cardíacas. O aval é de um estudo batizado com a sigla Zebra, realizado em 102 centros de pesquisa de quinze países, com 1.640 mulheres, e recém-divulgado na Suíça.

 

Solidários no stress

Amigo a tiracolo ajuda a combater o stress, mostra um estudo da Universidade de Zurique, na Suíça. Foram analisados homens saudáveis em situações de muita pressão. Quem usou o hormônio oxitocina, uma substância anti-stress, e teve um grande amigo do lado conseguiu melhor resultado em manter a calma. Quem teve o ombro solidário mas não usou hormônio também se saiu bem. Já quem só se valeu do remédio teve resultado bem menos efetivo.

 
Fotos Leo Feltran e Ricardo Rollo

 

A cadeira da rapidinha

André Valentim


A onda da massagem rapidinha, aquela feita em cerca de quinze minutos numa cadeira especial, espalha-se pelo Brasil. Lojas especializadas e academias de ginástica somam-se agora a grandes empresas que já colocaram o serviço à disposição de seus funcionários durante o expediente, como Unibanco, Merck, Johnson & Johnson e Nestlé. O objetivo é prevenir problemas de saúde e tornar o ambiente de trabalho mais agradável e produtivo. Basta sentar-se na cadeira, apoiar o rosto numa almofada, repousar braços e pernas num apoio acolchoado e desfrutar a sessão, que, para particulares, varia de 15 a 25 reais. "A cadeira é levemente reclinada para amenizar o efeito da ação da gravidade sobre a coluna", explica o massoterapeuta Celso Amil, da Relaxe Express, que atende executivos da Avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo. Ele emprega a técnica trigger-point, útil em problemas como LER, a lesão por esforço repetitivo. O Instituto Pierre Berjeaut-Overstress, também em São Paulo, enfatiza mais a overstress, para as tensões do ombro e da região lombar. Outra técnica muito procurada é a japonesa shiatsu.

BOA NOTÍCIA

Otimismo, prova dos 9

Quem é otimista e esperançoso corre risco menor de ter derrame. Pesquisa conduzida por Glenn V. Ostir, da Universidade do Texas, nos EUA, analisou a influência do bem-estar emocional nesse tipo de problema. Para isso, recrutou cerca de 2.500 pessoas com 65 anos ou mais. Os indivíduos que tinham uma visão mais positiva da vida apresentaram risco reduzido de derrame. Para cada sim a questões como "eu sou feliz", houve uma queda de 41% na probabilidade de o mal ocorrer entre os homens e de 18% entre as mulheres.

MÁ NOTÍCIA

Horizonte sombrio

As mortes provocadas pelo câncer podem dobrar em vinte anos, segundo as estimativas de uma das maiores autoridades internacionais no assunto, o ex-chefe do programa de câncer da Organização Mundial de Saúde, Karol Sikora. Os novos casos da doença subiriam de 10 para 20 milhões por ano e o de mortes, de 6 para 12 milhões. Os números vieram à tona durante uma conferência em Londres, na semana passada. Os maus hábitos, de fumar e de alimentação, foram apontados como grandes culpados no avanço da doença.

Vítimas da piada

Um ambiente de trabalho sem humor vira um túmulo em vida, mas piadinhas grosseiras, inoportunas ou preconceituosas podem virar empecilho para o crescimento profissional do autor. "A empresa exige postura e quem se caracteriza por ser o engraçadinho da organização corre o risco de se ver preterido na hora da promoção", aconselha o consultor empresarial Simon Franco, da Simon Franco/TMP Worldwide. Eis as recomendações dele:

Se houver algum tipo de problema a ser resolvido com um colega, trate disso diretamente, não com comentários mordazes ou zombarias.

Jamais brinque com o peso ou a aparência de alguém. Também evite falar sobre aspectos sensíveis da vida dos colegas. É sempre de mau gosto e pode deixar a pessoa constrangida.

Tome cuidado especial ao fazer graçolas com subordinados. Eles raramente terão a liberdade de devolver o troco ao chefe e podem levar muito a sério o que era apenas uma galhofa.

Não se esqueça de que, em geral, quem adora fazer pilhéria com os outros não se sente nada confortável quando as piadinhas o têm como alvo. Pense nisso antes de ridicularizar seu colega.

 

Coordenado por Fábio de Oliveira.
Colaboraram Angela Nunes,
Fernanda Colavitti e Maurício Oliveira
e-mail:
parausar@abril.com.br

 

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Fotos AFP/AP

 

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