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Denise Ramiro e Cristiana Baptista

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Entre todas as diferenças que fazem a beleza da raça humana, uma das menos estudadas é por que algumas pessoas têm o pendor de acumular riquezas enquanto outras, a imensa maioria, se especializam em gastar tudo que ganham – ou, em muitos casos, mais do que recebem. De uns tempos para cá a literatura sobre a questão vem-se multiplicando. O melhor campo de estudo dessas diferenças é o imenso contingente de homens e mulheres que os pesquisadores chamam de "milionários de primeira geração". São aqueles que não herdaram nada de especialmente valioso de seus pais ou familiares e, no mesmo tempo de vida em que seus colegas construíram carreiras profissionais ou acadêmicas, juntaram uma montanha de dinheiro que os diferencia dos demais. São pessoas que, em reuniões de escola, quando se comemoram vinte ou trinta anos da formatura, se destacam por ter ficado ricas. Sempre se notam os que ficaram precocemente carecas, os barrigudos, os que estão no quarto ou quinto casamento ou os que se tornaram seguidores fanáticos de alguma seita. A categoria que mais chama a atenção nessas ocasiões sociais, no entanto, é a daqueles que, surpreendentemente, ficaram muito mais ricos que a média dos colegas.

"Esses milionários de primeira geração deixam os colegas intrigados. Muito intrigados. Como pode ser? Ele nada tinha de especial!", escreve o americano Robert Kiyosaki, um dos autores do livro Pai Rico, Pai Pobre, cuja edição brasileira andou recentemente entre as obras de auto-ajuda mais vendidas. Ele mesmo responde: "Não tem mistério. As pessoas que sabem acumular riquezas simplesmente se educaram para isso. Deram às finanças pessoais durante toda a vida um peso muito maior que à formação cultural, acadêmica e mesmo ao conforto e à aparência". Em resumo, milionários não surgem por acaso nem por geração espontânea. Com exceção dos sortudos que acertam a Mega Sena e dos corruptos, os milionários que construíram a própria fortuna são produto de uma educação especial e muita disciplina. Por alguma razão ainda não totalmente clara, o número desses acumuladores de riquezas está aumentando em muitos países – inclusive no Brasil. Um estudo feito pela empresa de consultoria americana Merrill Lynch estima que vivam atualmente 7 milhões de milionários de primeira geração na América do Norte. Gente que não herdou nada de ninguém. Teve boas idéias, trabalhou duro e enriqueceu. Segundo a pesquisa, o patrimônio desse grupo cresceu 18% no último ano e já atinge mais de 25 trilhões de dólares. Eles têm sido estudados não porque suas fortunas rivalizem com aquelas dos milionários tradicionais. Nada disso. Eles são interessantes porque se distanciaram de modo fenomenal da média das pessoas da classe social em que nasceram. São intrigantes como grupo também porque, mesmo tendo muito dinheiro, fogem em tudo ao velho clichê dos ricos. Misturam-se a gente comum. Podem ser seus vizinhos no bairro ou na arquibancada do estádio de futebol. Distinguem-se por seu talento especial para construir e acumular riquezas.

Entre 1988 e 1998, a população americana cresceu 8% enquanto o número de famílias com patrimônio superior a 1 milhão de dólares dobrou. No Brasil, é até enfadonho constatar, não há estatísticas muito convincentes sobre a tribo dos acumuladores de riquezas. No entanto, existe um dado útil para mostrar que, aparentemente, o país, nesse particular, segue na mesma direção observada em outras partes do mundo. Segundo um estudo feito pela Secretaria da Receita Federal, o número de pessoas que podem ser classificadas de milionárias no Brasil cresce num ritmo quase dez vezes maior que o da população em geral. A informação é limitadíssima, porque trata apenas dos brasileiros que declaram imposto de renda. Mas quando se sabe que para cada brasileiro que paga regularmente seus impostos existem três que pagam menos do que deveriam ou sonegam tudo, a amostra da Receita tem seu valor estatístico reafirmado. Uma análise a respeito do comportamento dos brasileiros nascidos em lares pobres e de classe média, tendo mais tarde enriquecido por esforço próprio, vem sendo feita pelo professor Everardo Rocha, antropólogo que dá aulas de comunicação na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. A conclusão do professor: "Como regra geral, esses novos ricos fogem do estereótipo de arrogância e demonstração de poder, marca registrada dos ricos tradicionais, mesmo aqueles que já não são assim tão ricos".

VEJA descobriu em várias cidades brasileiros que personificam esse fenômeno. Para selecionar seus personagens, os repórteres da revista ignoraram o padrão oficial adotado pelos organismos de governo, segundo o qual quem ganha mais de 2 200 reais por mês é classificado como classe A no Brasil. Ou seja, são pessoas que fazem parte do 1% de brasileiros ocupantes do topo da pirâmide social. Os repórteres foram atrás de gente excepcional, que começou a vida sem recursos e colocou-se, no quesito patrimônio pessoal, muito acima da média. Pessoas assim sempre existiram. Para citar um caso exemplar, fica-se aqui com o americano John D. Rockefeller, que foi de zero a 30 bilhões de dólares de fortuna pessoal em quarenta anos de vida. No Brasil, um exemplo notório é Olacyr de Moraes, que de motorista se tornou o rei da soja, um dos homens mais ricos do país. Há também o milionário dos ônibus urbanos, o mineiro Nenê Constantino, que trabalhava ao volante de um caminhão usado e agora se aventura numa empresa aérea regional. Os repórteres buscaram casos mais recentes e menos estelares; portanto, mais freqüentes e mais próximos da experiência da maioria das pessoas. Submeteram os novos ricos a um questionário útil para que se saiba o que pensam sobre eles mesmos, sobre os colegas que não ficaram ricos, sobre seus truques e os sacrifícios por que passaram para juntar uma fortuna considerável, de tostão em tostão. São pessoas entre os 20 e os 75 anos. Têm patrimônio líquido (tudo que possuem menos as dívidas) que varia de 1 a 80 milhões de reais. Atuam em áreas diferentes, da educação ao comércio, passando pela internet. Suas histórias podem servir, de um lado, para perceber que não há mágica. Os novos ricos aceitaram viver sob disciplina férrea para fazer dinheiro e conservá-lo em seu poder. Poucos se dão a ostentações. A maioria deles nem sequer faz questão de sair do bairro onde nasceu e mudar para regiões mais badaladas. Não fazem parte também do público que lota os navios de cruzeiros marítimos ou as butiques da moda. Viagens ao exterior, sim, mas não antes que seu custo seja insignificante em relação aos ganhos e ao patrimônio. VEJA os submeteu também ao teste tirado do livro The Millionaire Next Door (O Milionário Mora ao Lado), dos americanos Thomas Stanley e William Danko, professores da Universidade Estadual de Nova York, em Albany. Stanley e Danko garantem que seu teste mostra com clareza em que categoria de poupador cada pessoa se situa. Os personagens desta reportagem estão todos na categoria de "prodigiosos acumuladores de riqueza" ou na imediatamente abaixo, "razoáveis acumuladores". Alguns deles:

OURO DE MOSCOU – É irrisório o número de professores que conseguem escapar da rotina do giz e quadro-negro para se tornar empresários do ramo educacional. O afunilamento é dramático. Os especialistas calculam, com base no número de escolas particulares no Rio de Janeiro, onde foi feito um estudo, que essa proporção é de um em 20 000. Quantos conseguem sair da sala de aula e fundar uma escola de sucesso com centenas de professores e milhares de alunos? Muito provavelmente os bem-sucedidos contam-se nos dedos das mãos. É o caso da mineira Luziana Lanna. Ela começou a dar aulas de inglês em Belo Horizonte numa época em que um professor de idiomas ganhava o suficiente para comprar um Fusca usado e alugar um pequeno apartamento. Hoje, aos 47 anos, Luziana é dona de uma organização que emprega duas centenas de funcionários e tem 7 000 alunos em escolas no Brasil e nos Estados Unidos. Construiu um patrimônio pessoal estimado em 4 milhões de reais. Ela dirige um Fiat Uno 94 pelas ruas da cidade e gasta a maior parte de seu dinheiro com o objetivo de aprender novas técnicas de ensino de idiomas. Sua vocação empresarial nasceu não da vontade de aumentar seu conforto e posição social, mas da insatisfação com as técnicas de ensino de sua fase de iniciante na carreira. Nada a satisfazia. Leu algo sobre cursos para espiões, que, no auge da Guerra Fria, precisavam, em curto espaço de tempo, aprender perfeitamente línguas estrangeiras. Levou tão a sério a informação que conseguiu registrar-se no Instituto Pushkin, em Moscou, onde os espiões da KGB na então poderosa União Soviética aprendiam inglês. Estudou outros métodos e saiu-se com uma técnica própria.
LIÇÃO – Segundo os especialistas, Luziana cumpriu um dos mais sagrados mandamentos dos acumuladores de sucesso. Não gaste com itens que simplesmente aumentem seu conforto. Só faça cursos ligados diretamente a seu negócio. Invista em imóveis apenas se o retorno estiver garantido, seja na forma de aluguel, seja no uso produtivo.

TURISTA APRENDIZ – Quantas viagens a Nova York são necessárias para alguém aprender uma maneira de ficar rico? Para o paulista João de Matos bastou uma. Ele chegou a Nova York com dinheiro suficiente para passar férias prolongadas. Descobriu em pouco tempo que faltavam aos viajantes americanos informações precisas sobre destinos turísticos no Brasil. Com dinheiro emprestado, abriu uma pequena agência especializada em vender passagens para quem quisesse visitar cidades brasileiras. O negócio cresceu rapidamente. Aos 53 anos, João de Matos tem um patrimônio estimado em 60 milhões de dólares e é dono de uma rede de agências dedicada à venda de pacotes turísticos para o Brasil e a América Latina. Tem ainda uma churrascaria, uma boate, uma lanchonete e um jornal dirigido a brasileiros que vivem nos Estados Unidos.
LIÇÃO – Matos descobriu como ganhar dinheiro num ramo em que a imensa maioria das pessoas só pensa em se divertir. Os estudiosos dos ricos de primeira viagem notam que essa é uma característica comum a certo tipo de acumulador. Eles enxergam como ganhar dinheiro onde a maioria só sabe gastar. Ou em ramos em que a maioria das pessoas não gosta nem de pensar, como a coleta de lixo ou as agências funerárias.

VIRTUAL – Aos 23 anos, o paulista Marcelo Tripoli é sócio de uma multinacional. Como milhões de jovens em todo o mundo, ele entrou de cabeça na revolução digital. Em vez de passar o tempo em infindáveis noitadas nos sites de bate-papo ou páginas de sexo, como é normal nos adolescentes, Marcelo visitava as páginas de grandes empresas brasileiras. Nenhuma o agradava. Achava tudo muito malfeito. Na sua opinião, as grandes corporações estavam aproveitando de maneira deficiente o potencial de negócio que a nova tecnologia oferecia. Mas ele tampouco entendia de negócios. Era apenas um convertido à internet. Passou a gastar cada tostão que ganhava na compra de livros de economia e administração. Leu compulsivamente. Comprou um paletó e foi à luta. Saiu de porta em porta oferecendo-se para trabalhar. Como a área estava mal se firmando nas empresas e havia aquela idéia fixa de que as revoluções da internet nascem de jovens imberbes numa garagem qualquer, ele foi ouvido com atenção. Nunca quis emprego. Preferia ser tratado como consultor. Em pouco tempo firmou reputação. Prestou serviço para gigantes, como Unilever, Telesp Celular, Johnson & Johnson e Philips, ganhou milhões e perdeu com a queda generalizada dos negócios na internet.
LIÇÃO – O americano Robert Kiyosaki ficaria orgulhoso. Parece que Marcelo leu seu livro. Não leu. Mas fez tudo que o americano aconselha a quem quer tentar ficar rico: nunca procure estabilidade, o emprego fixo, com hora marcada para chegar e sair e a segurança de um salário no fim do mês. Ouse. Arrisque-se. Ser jovem é isso: correr o risco de enriquecer.

Os especialistas não acreditam, com toda a razão, que se possa transformar uma pessoa financeiramente irresponsável num poupador fenomenal. Mas é possível educar-se nessa área. Melhor ainda. É muito mais fácil do que se imagina ensinar as crianças a crescer com uma orientação correta no trato com o dinheiro. Segundo a mais extensa pesquisa sobre quem são e como vivem os milionários americanos, feita pelo instituto Intelligence Factory, o perfil do ricão pilotando seu Porsche conversível metido num terno de lã de seda de 3 000 dólares é quase uma caricatura. Ela ilustra com precisão os hábitos de uma minoria de profissionais altamente bem-sucedidos que fazem da ostentação sua vitrine para o mundo. São atores, escritores de sucesso e executivos que precisam a todo momento vender uma imagem vitoriosa. A pesquisa mostra que a maioria das pessoas com muito dinheiro e propriedades é formada por uma massa anônima de formidáveis acumuladores de riquezas. São sujeitos sem brilho, donos de pequenos negócios, que ganham moderadamente, gastam pouco e poupam sem constrangimentos. A frugalidade é seu lema. Eles se curvam com prazer ao que parece ser uma lei da vida financeira de quem não herdou fortuna: "ostentação e patrimônio se repelem – quando uma aumenta o outro diminui".

Não há garantias de que outras pessoas possam seguir as receitas de Luziana ou João e obter os mesmos resultados. Como em tudo na vida, o imponderável, a sorte de estar no lugar certo na hora certa, é um fator crucial. Os estudiosos dos ricos de primeira geração estão dando seus diagnósticos sobre casos de pessoas bem-sucedidas. Tomar suas lições como um guia para ficar rico é tolo. Manuais de auto-ajuda são invariavelmente úteis para quem os escreve. Ficam ricos quando a obra cai no gosto popular. Mas esses estudos são espetaculares como forma de satisfazer a curiosidade, de encontrar alguma pista sobre por que alguns colegas enriqueceram e outros seguiram carreiras vitoriosas ou não, mas absolutamente previsíveis. São ótimo convite também para fazer um diagnóstico financeiro pessoal.

Como todas as fórmulas que se aplicam a áreas pouco exatas, a que está sendo desenhada para explicar o fenômeno do novo-riquismo é vaga. O que se sabe ao certo é que os novos ricos estão crescendo num ritmo maior que o da população em geral em locais tão diversos como Austrália, Estados Unidos, Inglaterra, Brasil e África (até a África!). Um livro publicado pelo jornalista americano David Brooks, Bobos in Paradise, the New Upper Class and How they Got There (a obra ainda não tem tradução em português, mas o título seria algo como Burgueses Boêmios no Paraíso, os Membros da Nova Classe Alta e como Eles Chegaram Lá), ousa lançar uma explicação. Os ricos que chegaram lá sem nada ter herdado, pelo menos nos Estados Unidos, tendem a ser sujeitos rebeldes. Gente que se insurgiu contra a educação formal como Bill Gates, que abandonou a Universidade Harvard para criar a Microsoft. Na área de Gates e da internet os exemplos se contam às centenas de milhares. Há inúmeras pesquisas sobre esse pessoal. Algumas delas:

A empresa de pesquisa Pophouse, australiana, descobriu que os ricos da nova geração gostam de qualidade e estilo, mas preferem não exibir sua riqueza.

Um instituto inglês, o Henley Centre, chegou à conclusão de que, mais que o prazer de possuir riquezas, eles valorizam o bem-estar.

O Doneger Group, americano, deduziu, de suas enquetes, que os novos ricos gostam de comprar carros e relógios caros, de marcas famosas, mas preferem ter um relógio Montblanc ou Cartier com pulseira de borracha àqueles com braceletes brilhantes, de ouro ou prata. Querem produtos de qualidade, mas discretos e personalizados.

O Intelligence Factory, instituto de pesquisa com base na Suíça, entrevistou 250 desses ricos anônimos pelo mundo afora. Concluiu que eles cultivam ideais nobres numa amplitude insuspeitada. Em geral, consideram a ostentação coisa ultrapassada e gastam seu dinheiro em atividades beneméritas. "Essas pessoas podem comprar tudo o que quiserem, mas exatamente por isso não acham mais graça em fazê-lo", diz Ira Matathia, presidente do Intelligence Factory.

O Institute for Policy Studies, firma de pesquisa americana, descobriu que na África do Sul, país onde até pouco tempo atrás só os brancos conseguiam construir um patrimônio notável, recentemente surgiu uma nova classe de gente muito rica – 20% dela composta de negros. Seu comportamento é semelhante ao dos ricos de primeira viagem dos países desenvolvidos.

Moral da história: muitos dos novos ricos têm gostos e preferências de consumo que não estão sendo atendidos pelos fabricantes. Com certeza algum jovem de futuro vai fazer bom uso dessa informação e transformá-la num negócio lucrativo. Quem sabe não será ele próprio um rico de primeira geração. Alguém se habilita?

 

UM MANUAL PARA EDUCAR CRIANÇAS

Alguns conselhos de especialistas sobre como agir para que elas aprendam a ganhar, administrar, guardar e doar dinheiro

1 As crianças devem trabalhar, especialmente quando não precisam. É muito freqüente que os pais façam demais por elas, e isso estimula maus hábitos.

2 Não é recomendável que os pais paguem por serviços prestados, em casa, pelos filhos. Eles devem aprender que o trabalho doméstico é uma obrigação, um prazer, um ato de participação na família e na comunidade. O trabalho remunerado fica numa categoria diferente.

3 Os pais devem evitar dar dinheiro picado aos filhos cada vez que eles forem sair ou precisarem comprar alguma coisa. A criança deve aprender desde cedo que dinheiro tem um valor e que não jorra de uma fonte inesgotável.

4 Dar mesada, apenas, é insuficiente. Os pais devem estimular os filhos a fazer uma relação de suas despesas, um cálculo de quanto precisam ganhar, e esse material deve ser submetido a sua aprovação. Depois, então, o valor da mesada deve ser estabelecido e ficará por conta da criança administrar seu dinheiro.

5 Abrir uma caderneta de poupança para a criança é uma forma de ensinar-lhe o princípio da acumulação. Assim como abrir uma conta corrente para o adolescente o obriga a desenvolver o sentido de controle.

6 As crianças devem participar das reuniões familiares sobre o orçamento da casa, e suas idéias sobre despesas devem ser ouvidas. Assim elas aprenderão a pensar de forma responsável.

7 Os pais devem orientar os filhos para analisar seus projetos de compras – de um novo tênis ou um videogame de última geração – sob três aspectos: o preço, o efeito sobre sua poupança e para quem doar o tênis ou o brinquedo que será descartado. Essa é uma importante lição sobre valores: o do dinheiro e o da filantropia.

8 Estudar é uma obrigação. Pais que premiam filhos que não ficam de recuperação ou não repetem o ano estão estimulando a acomodação. Mas bons alunos devem ser elogiados.

9 As crianças devem ser encorajadas a buscar as próprias oportunidades de ganhar dinheiro. Podem oferecer-se para passear com o cachorro do vizinho ou montar um espetáculo de mágica para festas infantis. Com isso desenvolverão espírito empreendedor, tão valorizado nos tempos atuais.

10 Hoje, profissão que dá dinheiro é aquela em que a pessoa sobressai porque gosta do que faz e porque tem habilidades que se destacam. Portanto, a criança deve ser orientada para se desenvolver nas áreas em que demonstra maior interesse e aptidão, seja balé ou espeleologia.

 

 

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