NOTÍCIAS DIÁRIAS
 
Brasil Cade

Esta semana
Sumário
Brasil
O peso de Fernando Henrique na sua sucessão
A geléia geral da CPI da corrupção
Contracheque de servidor contradiz informação divulgada por VEJA
A dengue chega aos condomínios de luxo
Ex-estagiário vira procurador-geral
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

Colunas
Diogo Mainardi
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 

Frango novo

Diretor da Sadia vira procurador do Cade

Rudolfo Lago, de Brasília

Na semana passada, saiu no Diário Oficial da União o nome do novo procurador-geral do Cade, o órgão federal que atua na defesa da concorrência e examina as grandes fusões empresariais. É Fernando de Magalhães Furlan, um advogado de 32 anos, filho do ex-deputado Vasco Furlan, do PPB de Santa Catarina, e primo do dono da Sadia, terceira maior empresa do país no ramo de frangos e alimentos refrigerados. A nomeação de Fernando Furlan ainda terá de ser aprovada pelo Senado, em votação prevista para esta semana, mas sua indicação já está produzindo um salseiro. Pela lei, o procurador-geral do Cade deve ser escolhido entre os procuradores federais, ou então entre profissionais de boa reputação e "notório saber jurídico". Furlan formou-se em direito há sete anos, e sua passagem pelo Cade resume-se a um estágio ocorrido no ano passado no âmbito de um programa de intercâmbio. No estágio, Furlan relatou apenas dois processos. Como procurador-geral, ele analisará e terá a palavra final sobre todos os processos sob exame do Cade.

"É vergonhoso. Os procuradores federais no Cade passarão a se subordinar a um ex-intercambista e estagiário. A defesa da concorrência continua indefesa", diz uma nota que os procuradores farão circular nesta semana. Mas há outro aspecto que causa desconforto. A Sadia, na qual Furlan atua como diretor institucional e jurídico, tem seis processos em tramitação no Cade. Em um deles, foi condenada a pagar multa de 127.000 reais devido à incorporação de uma empresa menor, a Miss Daisy. Furlan não vê problemas em sua ascensão meteórica ou em seus vínculos com uma empresa envolvida com o Cade. "A grande maioria dos funcionários públicos trabalhou em algum lugar antes de iniciar sua função pública", diz ele. "O Alcides Tápias é ministro do Desenvolvimento e era do Bradesco", diz. Mesmo assim, os procuradores acham que Furlan, devido às suas ligações com a Sadia, será o frango cuidando do galinheiro.

 

NOTÍCIAS DIÁRIAS
Copyright 2001
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Curitiba
Veja BH | Veja Fortaleza | Veja Porto Alegre | Veja Recife
Edições especiais | Especiais on-line | Estação Veja
Arquivos | Próxima VEJA | Fale conosco