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"O
Brasil agüentará esse tranco,
e tantos outros que
virão, apesar dos economistas, das empreiteiras,
dos Jaders e ACMs."
Renzo Sansoni
Uberlândia, MG
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Brasil
Aconteceu o que todos temiam ou, pelo menos, desconfiavam:
a panela de pressão da economia argentina explodiu
em ritmo de tango, sob a égide da insatisfação
popular, do desemprego e de uma brutal recessão,
que paralisou o país de Gardel e Piazzolla. Trazer
Domingo Cavallo de volta, fazê-lo um superministro
e dar-lhe carta branca para tentar consertar os óbvios
estragos de um plano suicida que ele mesmo projetou durante
a gestão Menem, equiparando o peso ao dólar,
é a prova do desespero que tomou conta do presidente
De la Rúa ("As crises testam o Brasil", 28 de março).
Gustavo
Henrique de Brito Alves Freire
Recife,
PE
Murphy,
o breve, pretendia resolver a crise argentina com o sacrifício
dos próprios argentinos. Não deu certo. O
povo, de sangue quente, não aceitou a proposta. O
novo ministro, muito mais astuto e manhoso, quer o sacrifício
dos brasileiros para testar seu projeto. Malan e sua equipe
aceitaram em algumas horas as imposições de
Cavallo, o permanente, sem antes debater com os legítimos
representantes do povo qual será nossa cota de renúncia.
Ajudar, sim. Aceitar passivamente, não.
Joaquim
P. Martins
João
Pessoa, PB
Stephen
Kanitz
Stephen Kanitz, uma das poucas vozes lúcidas e corajosas
do país, colocou o dedo na ferida e verbalizou aquilo
que nós, cidadãos contribuintes e trabalhadores,
pensamos há muito tempo: o dinheiro estaria melhor
em nossas mãos. O Estado brasileiro, perverso e pervertido
em suas funções, pelas mãos de burocratas
parasitas e maus políticos, vem lesando sistematicamente
a nós, que pagamos a conta de incompetências
e falcatruas (Ponto de vista, 28 de março).
Paulo
Maranhão Faria
Curitiba,
PR
VEJA
Sua Saúde
Parabéns a VEJA! Sou médica endoscopista e
"prescreverei" esse especial para meus pacientes! Desde
o informe publicitário útil até a mais
recente descoberta científica. Leitura fácil,
prática e absolutamente atualizada. Um verdadeiro
manual médico. Acrescento que estômago e intestinos
(trato digestivo) devem ser igualmente avaliados por especialistas,
pois a incidência de câncer por desvio alimentar
e hereditariedade é alta em nosso país.
Doutora
Carolina Ribeiro
São
Paulo, SP
Soberbo,
extraordinário e utilíssimo são adjetivos
que não expressam com exatidão a VEJA especial
sobre saúde. Com linguagem clara e precisa agora
podemos conhecer melhor essa máquina maravilhosa
que é o corpo humano.
Jorge
Wagner
Ribeirão
Preto, SP
Adorei
a edição especial sobre saúde e espero
que VEJA edite mais números sobre o assunto.
Ana Paula
f.nasser@onda.com.br
Excelente
o especial VEJA Sua Saúde. Sou médico.
Os pontos levantados são de extrema ajuda para aqueles
ainda duvidosos em estabelecer um padrão de conduta
saudável para seu dia-a-dia. Há embasamento
científico na grande maioria dos temas apresentados.
Entretanto, na minha visão de pediatra, VEJA deixou
passar uma grande oportunidade: a de alertar que a maioria
dos problemas levantados (na idade adulta) pode ser prevenível
se durante a infância houver alimentação
saudável (sem tantos hambúrgueres, pizzas,
salgadinhos, chocolates e guloseimas doces) e atividade
física adequada (o simples brincar ou a prática
de um esporte).
Márcio Gueiros
mgueiros@nb.com.br
Arc
A realidade cultural brasileira desse novo milênio
foi muito bem observada por Arc. Cada vez mais as mulheres
devem se exibir à procura de espaço, e o baile
funk tem auxiliado de maneira fantástica. Esse tipo
de manifestação "cultural" tem caracterizado
a personalidade da sociedade machista brasileira: a mulher
cada vez mais deve se contentar em "dar uma abaixadinha
e rebolar o popô", conquistando seu espaço
e deturpando a imagem brasileira. E os homens continuam
a aplaudir e a incentivar: "tudo que é bonito é
para ser mostrado" (Arc, 28 de março).
Thaís
Rocha
Cavalcante Feitosa
Teresina,
PI
Diogo
Mainardi
Diogo Mainardi acertou mais uma vez quando disse que a leitura
não é caminho para o enriquecimento material.
Só errou no motivo. Não é que os livros
(corretos) nos deixam frouxos e sem ambição.
Eles nos abrem os olhos, e da forma como a sociedade está
organizada não há espaço para o pensamento,
tornando marginalizados os lidos ("Ler não serve
para nada", 28 de março).
Alex
Daher
Goiânia,
GO
Sandy
Hilária a crítica de Ricardo Valladares sobre
a imbecilidade da novelinha da Sandy. É a massificação
da idiotice numa história amadora, mal escrita, pobre,
tediosa, com personagens debilóides ("Faltam palavras...",
28 de março).
Max Saraiva dos Santos
Rio
de Janeiro, RJ
O
repórter chama de cabeça-de-vento quem escreve
a novela ridícula dos ripongas mais chatos do planeta,
mas o que dizer da emissora que coloca tamanha imbecilidade
no ar?
Gentil Neco
Rio
de Janeiro, RJ
Educação
Como chefe do departamento de economia da Universidade Estadual
do Ceará (Uece), gostaria de lembrar que o estudante
André Tavares Andrade, aluno da Uece, obteve no Provão
a melhor colocação nacional do curso de administração
de empresas, com nota 87,5 ("Campeões do Provão",
21 de março).
Francisco Gouveia Soares
prof.gouveia@base.com.br
Automóveis
A reportagem diz que "hoje estão equipados com a
última palavra em equipamentos de segurança
e conforto. Todos têm injeção eletrônica
e freios ABS". Cadê o ABS do Uno, do Corsa, do Gol
especial, do Celta ("O 1º zero nunca se esquece", 28
de março)?
C. Mendes Rodrigues Filho
São
Luís, MA
Sucessão
Considerando o teor da reportagem "Só pra inglês
ver" (28 de março), gostaria de esclarecer que, conforme
Medida Provisória nº 2123-39, compete ao ministro-chefe
da Secretaria de Comunicação de Governo da
Presidência da República convocar redes obrigatórias
de rádio e televisão, na preservação
da ordem pública e da segurança nacional ou
no interesse da administração para a divulgação
de assuntos de relevante interesse nacional. As redes de
rádio e TV são solicitadas pelos ministérios.
Durante minha gestão, nenhuma foi recusada, desde
que enquadradas na Medida Provisória acima. A Secom
orienta os ministérios para que a duração
dos pronunciamentos não ultrapasse três minutos,
de forma a se enquadrarem nos intervalos das emissoras,
facilitando o máximo possível a grade de programação
das rádios e televisões.
Andrea Matarazzo
Ministro-chefe
da Secretaria de
Comunicação
Brasília, DF
Radar
A coluna Radar (21 de março) publicou a nota "Segredos
Revelados" afirmando que nossa empresa teria sido invadida
por um hacker e que dados de nossos clientes teriam ficado
expostos. Compreendemos o interesse jornalístico
sobre o assunto e gostaríamos de fazer algumas retificações.
No dia 3 de fevereiro descobrimos que dados de nossa companhia
haviam sido divulgados. Imediatamente iniciamos uma investigação.
Concluímos que não se tratava de invasão
nem de hacker, mas de um ex-funcionário que copiou
indevidamente e divulgou informações que estiveram
sob sua confiança e custódia. Os dados eram
incompletos e de projetos antigos, sem riscos para os clientes.
Fernando Nery
fnery@modulo.com.br
Presidente do conselho de
administração Módulo
Rio de Janeiro, RJ
Fazer
acrobacias em aviões exige muito mais que coragem.
Agora, dar notícia da morte da esposa a um filho,
depende de muitos outros fatores que só quem tem
filho pode avaliar. Tem o estado de saúde do momento,
o retorno da atividade cerebral a níveis normais
e uma série de elementos técnicos de medicina
e psicologia que não convém enumerar aqui.
Coragem não me falta e sensibilidade me sobra ("Verdade
não revelada", 28 de março).
Hermano Paes Vianna
Rio
de Janeiro, RJ
CORREÇÕES:
Na revista VEJA Sua Saúde, a foto de capa
é do Image Bank.
A foto publicada na seção
Hipertexto da edição de 28 de março
é do ofurô do Magma Empório e Núcleo
Terapêutico.
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Frodo
Bolseiro
Os
fãs do escritor inglês J.R.R. Tolkien
corrigem imprecisões da nota "Presentes de
Natal" (Gente, 28 de março), sobre a versão
para o cinema da trilogia O Senhor dos Anéis.
"O sobrenome do Frodo não é Balseiro,
e sim Bolseiro", escreveram Fernando Peres Ferreira,
de Belo Horizonte, Minas Gerais, e mais oito leitores,
que aproveitaram para dizer que na tradução
o lugar é chamado de Terra Média, e
não Terra do Meio. "Galadriel não é
rainha dos elfos. Ela é rainha de Lórien.
Apesar de conhecida por todos de sua raça,
os elfos que não são de Lórien
não reconhecem sua majestade. Para eles ela
é apenas a senhora Galadriel", esclareceu Rubem
Fockink, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Cassiano
F. de Carvalho Rocha, de Fortaleza, observou: "Na
nota consta que o autor J.R.R. Tolkien era inglês.
Acredito que Tolkien nasceu na África do Sul".
Tolkien realmente nasceu na África do Sul,
mas, filho de ingleses, tinha a nacionalidade dos
país.
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A
voz do interior
A
reportagem "A força das cidades médias"
(7 de março), que mostrou como o eixo da riqueza
está se deslocando para além dos grandes
centros, foi muito comentada pelos leitores. Entre
outras observações, 91 deles notaram
que a foto que abria a reportagem era da cidade de
Patos de Minas, e não de Itajubá. Os
moradores desta cidade ainda aproveitaram para reclamar:
"É impossível continuar crescendo se
as estradas continuarem do jeito que estão",
escreveu Tiago, em e-mail enviado à redação.
O leitor se refere ao trecho que liga Itajubá
à Rodovia Fernão Dias, que não
tem mais onde abrir buraco. Marcelo Abílio
Pizzo, de Mococa, São Paulo, também
registra "o vergonhoso estado em que se encontra a
rodovia BR-459, de acesso à cidade, chamada
de Rodovia da Morte". Muitos cidadãos de Florianópolis,
cidade apresentada na reportagem como a recordista
em estatísticas positivas, ficaram apavorados
com a idéia de que a ilha venha a ser invadida:
"Não estamos construindo uma bela cidade para
que venham e usufruam de todo o nosso esforço",
escreveu Maykon Lafuente. Maria Luiza Salomão
também teme o crescimento desordenado do lugar:
"Nossas praias estão cada vez mais poluídas,
a violência está aumentando, a corrupção
está crescendo, ficamos diariamente horas parados
no trânsito". Luciano Ferreira Bartolomeu, da
entidade que congrega bares e restaurantes de Santa
Catarina, escreveu para falar do lado bom do afluxo
de forasteiros: "Os turistas que nos visitaram aprovaram
com índice de 89% os nossos bares e restaurantes,
conforme pesquisa realizada recentemente pela Secretaria
Municipal de Turismo".
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