VEJA Recomenda
CINEMA
Divulgação
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| Vitus: o drama do menino-prodígio
que um dia acorda normal |
VITUS (Suíça,
2006. Estreia nesta sexta-feira no país)
Aos 6 anos,
Vitus já é um prodígio da música,
da matemática e de qualquer outra coisa que se disponha
a aprender. E é também, claro, refém
das expectativas que seus pais nutrem a seu respeito. Um dia,
aos 12 anos, ele sofre um acidente e perde a consciência
e, quando a recobra, é um menino como qualquer
outro, o que vai requerer profundos ajustes familiares. Uma
rara produção suíça a chegar ao
circuito nacional, o filme dirigido pelo veterano Fredi M.
Murer é uma história deliciosa sobre uma contingência
que não é particular aos prodígios: a
necessidade de decidir ser aquilo que se é e
impor os próprios termos. Além dos ótimos
atores que fazem Vitus em idades diferentes, destaque também
para a participação luminosa de Bruno Ganz como
o avô do garoto.
LIVROS
A QUEDA DE TRÓIA,
de Peter Ackroyd (tradução de Carlos Araújo;
Record; 240 páginas; 36 reais)
Pouco conhecido no Brasil, o inglês Peter Ackroyd, de
59 anos, é muito respeitado em seu país natal,
sobretudo por suas biografias definitivas de poetas como William
Blake e T.S. Eliot e por sua excelente história da
cidade de Londres. Ackroyd também é um ótimo
ficcionista, como atesta A Queda de Tróia. Com
toques sobrenaturais, o romance narra a obsessão
quase doentia de Obermann, um arqueólogo alemão
do século XIX, por provar que a Troia descrita por
Homero na Ilíada fora uma cidade real, e não
uma fantasia poética. O protagonista é baseado
na figura histórica do arqueólogo Heinrich Schliemann,
descobridor de uma cidade antiga na Turquia que ele
afirmou ser Troia. Leia
trecho.
A CHAVE ESTRELA, de Primo
Levi (tradução de Maurício Santana Dias;
Companhia das Letras; 200 páginas; 39,50 reais)
Sobrevivente de Auschwitz, o mais terrível dos campos
de concentração nazistas, o italiano Primo Levi
deixou dois livros fundamentais sobre essa traumática
experiência, É Isto um Homem? e A
Trégua. Suicidou-se em 1987. Com base nesses traços
biográficos, é difícil imaginar que ele
tenha sido capaz de escrever uma só linha otimista.
A Chave Estrela, porém, é um livro luminoso:
seu tema central é o prazer do trabalho, seja ele braçal
ou intelectual. O narrador do livro é um químico
e escritor (como o próprio Levi). Ele ouve as histórias
do operário Faussone, que já construiu torres,
túneis e outras estruturas em lugares remotos da Índia
ou do Alasca. Levi cria um fascinante paralelo entre as construções
muito palpáveis de Faussone e a criação
literária. Leia
trecho.
DISCOS
mj kim/ap
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| Bono, do U2: o novo
disco não é, como ele pensa, o melhor da banda – mas é
bom de ouvir |
NO LINE ON THE
HORIZON, U2 (Universal)
Nas entrevistas
de divulgação de No Line on the Horizon,
Bono afirmou que, se este não for o melhor álbum
do U2, a carreira deles será irrelevante. O cantor
está ao mesmo tempo certo e errado: o novo disco não
traz canções tão boas quanto as de Joshua
Tree (1987) e Achtung Baby (1991). Mas está
longe de ser irrelevante. No Line foi produzido por
Steve Lillywhite e pela dupla Brian Eno e Daniel Lanois, que
trabalharam nos álbuns de maior sucesso comercial do
U2. Tem a combinação exata de messianismo, baladas
e rocks comandados pelo guitarrista The Edge. Get on Your
Boots, o primeiro single, e a dançante Magnificent
são os pontos altos do álbum. Outro grande momento
é Cedars of Lebanon, que traz a melhor interpretação
de Bono em anos.
Dani Gurgel/Divulgação
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| Verônica Ferriani:
samba sem reverência – e com muita graça |
VERÔNICA
FERRIANI, Verônica Ferriani (Tratore)
Cantoras
que "resgatam" clássicos do samba existem
às pencas. Poucas o fazem com o talento da paulista
Verônica Ferriani. Natural de Ribeirão Preto,
Verônica cantou na Lapa, tradicional reduto do samba
carioca, fez temporadas ao lado do saxofonista pernambucano
Spok (que mistura jazz e frevo) e participou do grupo Gafieira
São Paulo. Em seu CD de estreia, ela evitou o vocal
empostado e a interpretação reverente, defeitos
das novas sambistas. Verônica canta com naturalidade
e graça, como mostram Fez Bobagem, de Assis
Valente, e Eu Amo Você, soul do compositor Cassiano.
Também se deve dar crédito ao produtor do disco,
Eduardo BID, que
criou uma linguagem fresca e original para os sambas.
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Cinemateca VEJA
Um robô vem do futuro para impedir o nascimento
de um menino que vai salvar a humanidade do domínio
das máquinas; e um guerrilheiro chega com a missão
oposta: proteger a vida de Sarah Connor, potencial mãe
desse messias. De saída, em seu primeiro projeto
pessoal O Exterminador do Futuro, que
a Cinemateca VEJA lança nesta semana no país
(exceto nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro)
, James Cameron se revelou como um dos grandes
autores do moderno cinema americano: um diretor capaz
tanto de criar um universo físico único
e palpável, quanto de falar de questões
prementes de seu tempo.
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Em São Paulo e no Rio de Janeiro,
nesta semana: o duelo de Anthony Hopkins e
Jodie Foster em O Silêncio dos Inocentes.
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Como comprar
a Cinemateca VEJA
Em bancas, livrarias
e redes de supermercados, a 13,90 reais o exemplar avulso.
Para assinar, ligue 3347-2180 (Grande São Paulo)
ou 0800-775-3180 (outras localidades), de segunda a
sexta-feira, das 8 às 22 horas. Pela
internet, acesse www.assineabril.com
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