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Leitor
Corruptos e milionários Já na semana
anterior, VEJA surpreendeu com a maravilhosa e oportuna entrevista
com Jarbas Vasconcelos. Agora, com a reportagem "Basta
de folia com o dinheiro público" (25 de fevereiro),
trouxe a certeza de que continuará lutando pela ética
nesse nosso desacreditado universo parlamentar, tão
rico em corrupção, falcatruas e negociatas.
A existência
da corrupção tornou-se um dado inescapável
da nossa realidade. No Brasil há um ambiente favorável
à corrupção, a ponto de se ver espalhado
um clima de tolerância. As autoridades brasileiras perderam
o senso de ética e responsabilidade. E o pior de tudo
não é o dinheiro roubado, é o ladrão
solto.
A paixão
que os políticos têm pelo dinheiro público
é fruto da impunidade que campeia nos poderes Legislativo
e Executivo. "Estou muito
feliz com a entrevista com o senador Jarbas Vasconcelos (Amarelas,
18 de fevereiro). Sugiro que o tema seja tratado à
exaustão, para desmascarar os bandidos travestidos
de políticos em Brasília e no resto da nação."
Crise global Fantástica
a reportagem "Os rostos da crise" (25 de fevereiro),
sobre os principais vilões da crise econômica
mundial. VEJA mostrou que mesmo no capitalismo é necessária
a fiscalização do poder público, não
sendo prescindível a atuação do estado
em nome da liberdade a qualquer custo.
Camille Paglia Atingida por um
raio, possivelmente enviado por entidades baianas, Camille
Paglia se apaixonou por Daniela Mercury a ponto de afirmar
que ela tem grande conhecimento sobre folclore, grupos étnicos
brasileiros e história da Bahia (Amarelas, 25 de fevereiro).
Será que a intelectual americana leu as entrevistas
em que a cantora, e agora "pensadora", baiana afirmou
que é uma "branquinha de alma negra"? Como
somos digeríveis, não? Axé, Camille.
E volte sempre.
Caso Paula Oliveira A notícia
de que uma brasileira havia sido brutalmente atacada na Suíça
me deixou horrorizada. Hoje, eu me sinto envergonhada de ver
como nós, brasileiros, fomos expostos ao ridículo
("Sim, era tudo mentira", 25 de fevereiro). Lamento
que Paula sofra de lúpus, mas lamento mais ainda que
estejam usando essa enfermidade para justificar um caso bárbaro
como esse.
Corruptos e milionários 2 Apoio integralmente
a lista de sugestões dadas por VEJA na reportagem,
para que iniciemos o processo de tirar este país do
caos moral a que estamos submetidos. Políticos como
Jarbas Vasconcelos e VEJA, cada vez mais indispensáveis. A reportagem trouxe
sugestões para estancar parte da malandragem e da corrupção
reinantes na política brasileira. Difícil mesmo
é imaginar que a esmagadora maioria jamais votará
contra seus interesses, pois seria como ratos declinando-se
de vigiar o paiol de milho.
Lya Luft Parabéns
a essa maravilhosa escritora. Não poderia deixar de
cumprimentá-la pelo brilhante artigo "Eu acredito
em Obama" (25 de fevereiro). Como Lya Luft, vejo uma
luz no fim do túnel, ainda que tênue. Torço
para que esta luz aumente enquanto é tempo. Ou estou
mais deslumbrada que a escritora? Tomara que não.
Diogo Mainardi É bastante
otimismo afirmar que "em 2010 Lula sairá de cima
de nós. A imensa carga de irracionalidade com a qual
ele acometeu a política poderá ser abatida".
Quando ele sair sentiremos mais o efeito de toda essa irracionalidade
e levaremos anos até nos livrar dela. No segundo semestre
deste ano, a Confederação Nacional de Transportes
e o Instituto Sensus, que se notabilizaram por divulgar pesquisas
de popularidade presidencial, realizadas principalmente entre
recebedores do Bolsa Família, divulgarão um
levantamento mostrando que a candidatura de Mãe Dilma
não está decolando. Voltarão então
os esforços da nossa diligente classe política
na busca de uma maneira de legitimar um terceiro mandato para
o nosso desinteressado presidente. Então, ninguém
pode garantir que em 2010 estaremos livres dessa praga.
Presídios O problema prisional
brasileiro jamais será resolvido com o encarceramento,
terceirizado ou não, pelos motivos que todos estão
cansados de saber, sendo a superlotação o principal
deles. Se querem terceirizar, convoquem firmas que já
dominem a técnica das prisões virtuais e ponham
na rua essa multidão de criminosos pés-de-chinelo.
Eles saem sabendo que estão sob liberdade eletronicamente
vigiada, que estão livres para procurar um emprego
decente e voltar ao convívio da família, mas
sabendo que a alternativa, em caso de transgressão,
é a volta à carceragem maldita, que deve ser
reservada para quem merece.
Delegado José Magalhães Não concordo
com os meios empregados pelo delegado baiano José Magalhães
para fazer valer a ordem. É inaceitável que
no estado democrático de direito existam autoridades
que queiram se sobrepor às leis, criando o seu próprio
regramento legal. Não pode o delegado ignorar a existência
da Constituição Federal e dos direitos fundamentais
dos encarcerados.
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