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Gente Editado por Lizia
Bydlowski Separados, mas (quase) iguais
Em festas grandiosas lotadas de gente conhecida, comparar é esporte praticado intensamente e com gosto. Imaginem então quando duas comemorações coincidem num mesmo fim de semana: aqui, o quente, suado, multicolorido e exuberante Carnaval; em Los Angeles, a ensaiada, estilizada, comportada e momentosa entrega do Oscar. Às comparações, portanto: Retrato da estética da abundância, mesmo que naturalmente artificial, as rainhas provaram que tamanho é, sim, documento. VALESCA POPOZUDA, 30 anos, da Porto da Pedra, é definitiva: "Acabou a era das magrinhas". E, com a experiência de quem carrega 285 mililitros de silicone nos seios e outros 350 nos glúteos, dá a receita: "A medicina e os tratamentos estéticos evoluíram muito. Hoje, só fica murcha quem quer". VIVIANE ARAÚJO, 33, da vencedora Salgueiro, não quer, mas alfineta: "Não pode ser muito exagerado. Eu, por exemplo, fiz um trabalho para afinar o braço, que estava muito musculoso". Ah, bom. A atriz PAOLA OLIVEIRA, 26 anos, da Grande Rio, dona da barriga mais tanque da Sapucaí, confessa grandes sacrifícios: "Não digo que passei fome, mas passei muita vontade". A propósito: juntas, as três somam 301 centímetros de quadris.
Já do lado de cima do Equador, a estética da fome dominou o tapete vermelho, espaço onde as magras sempre dão um jeito de parecer mais magras. De cara fechada, ANGELINA JOLIE, 33, parecia espectral em um longo preto Elie Saab. Salvaram-na da maldade das inimiguinhas ("Vampira Jolie") Brad Pitt e as portentosas esmeraldas: 65 quilates no anel, 115 nos brincos. E o que aconteceu com SARAH JESSICA PARKER, 43? Rosto estranho, cabelo estranho, marido (Matt Broderick) estranho e vestido mais desconfortável do que biquíni de passista. Semiasfixiada no modelo Dior, a noite toda seu sorriso foi um esgar. Mas o Oscar de encolhimento foi para a desacompanhada UMA THURMAN, 38, de vestido Michael Kors, rosto emaciado e poucos sorrisos. A saber: juntas, as três mal e mal superam os quadris (106 centímetros) de Valesca Popozuda.
Olhando em retrospectiva, tem meio jeito de despedida de solteira. Na noite de domingo, GISELE BÜNDCHEN, 28 anos, fez parada social-comercial num camarote no Rio. Acompanhada de amigas, irmãs e cunhados, requebrou, acenou, tomou caipirinha e mexeu muito no anelão de diamante (nos Estados Unidos, equivalente a aliança de noivado) da mão esquerda. Bem, é muito parecido com o que ela faz em todos os carnavais, mas uma revista americana disse que quatro dias depois, em cerimônia semissecreta numa igreja de Santa Monica, na Califórnia, Gisele casou-se com Tom Brady, astro do futebol americano que ela namora há dois anos. A revista dá detalhes: o vestido era Dolce&Gabbana, o filho de 1 ano e meio de Brady, John, estava presente, e a festa foi na casa do casal, lá perto. "Não temos nenhum comentário a fazer sobre o assunto", desconversou a irmã e porta-voz de Gisele, Patrícia. O que soa exatamente como "casou, sim". O que pode ser melhor, numa grande ocasião festiva, do que ver mulheres impecavelmente lindas? Observar as que erraram feio, oras. E sempre as há. Uma semana depois de se casar com o bilionário francês François-Henri Pinault, dono de um conglomerado de marcas de luxo, a atriz mexicana SALMA HAYEK, 42, apareceu sozinha numa festa pós-Oscar vestindo um Balenciaga (grife pertencente ao patrimônio familiar) que cobria quase completamente dotes que ela adora mostrar, tinha elástico nos joelhos e um atroz balonê em toda a volta. Sua contrapartida na Sapucaí, a retornada LUMA DE OLIVEIRA, 44 anos e umas coisinhas a disfarçar, autoembrulhou-se num imenso laçarote azul-Portela. Na explicação da própria: "A fantasia era inspirada em Xica da Silva. Ela usava corselete com vários laços. Eu resolvi colocar um só, bem grande". Nada a ver então com esconder dobrinhas a mais? "Não me incomodo com o que dizem. O Carnaval é tão maior do que ter estrias ou não, ter celulite ou não, estar acima ou abaixo do peso", filosofa. MARISA LULA DA SILVA e MICHELLE OBAMA estavam transbordantes de entusiasmo na Sapucaí. Não, é claro que a morena exuberante ao lado da primeira-dama não é Michelle, mas a muito parecida THATIANA PAGUNG. Michelle mesmo apareceu em outra festa, o primeiro jantar de gala da Casa Branca sob novo governo, exibindo com classe um tomara-que-caia bordado do quase desconhecido Peter Sorensen e colar poderosíssimo. Está, desde já, qualificada para qualquer Carnaval. Se não usar jeans de cintura baixa, com cintinho, melhor ainda.
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