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VEJA
Recomenda
CINEMA
Divulgação
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| Keisha
Castle-Hugues: a mais jovem candidata ao Oscar de melhor atriz
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Encantadora de Baleias (Whale Rider, Nova Zelândia/Alemanha,
2002. Censura livre. Estréia em circuito nacional nesta sexta-feira)
Foram várias as surpresas nas indicações
ao Oscar deste ano. Uma delas atende pelo nome de Keisha Castle-Hugues,
uma garota neozelandesa de 13 anos que, em seu primeiro papel no
cinema, recebeu indicação de melhor atriz. A menina
tem poucas chances no confronto com Charlize Theron (Monster)
e Diane Keaton (Alguém Tem que Ceder), ambas premiadas
com o Globo de Ouro, mas conseguiu um feito: é a mais jovem
candidata nessa categoria. Graciosa, Keisha interpreta Pai, a pequena
maori que trava conflituoso relacionamento com o avô (Rawiri
Paratene). Chefe de um vilarejo na costa da Nova Zelândia,
o velho busca obsessivamente um substituto. A neta tenta provar
que é capaz de assumir o posto, mas só recebe dele
indiferença e até desprezo. É uma diretora,
Niki Caro, quem comanda o drama familiar que, aos poucos, assume
o tom de fábula Pai seria a descendente do "cavaleiro
de baleias" de uma lenda milenar. Na vila de pescadores de Whangara,
palco das filmagens, a cineasta recrutou moradores para interpretar
personagens secundários. Eles conferem autenticidade aos
costumes do povo maori abordados pelo roteiro. Veja
o trailer.
LIVROS
Marcas
Marinhas, de Saint-John Perse (tradução de
Bruno Palma; Ateliê Editorial; 333 páginas; 68 reais)
Nascido nas Antilhas, numa família de origem francesa,
Saint-John Perse foi um "poeta dos poetas", uma figura a quem os
colegas prestavam reverência. Com impecáveis credenciais
políticas ele teve de fugir da França quando
um governo fascista tomou o poder, durante a II Guerra e
um renome artístico ainda maior, ele foi agraciado com o
Prêmio Nobel de 1960. Gestado entre 1948 e 1957, esse longo
poema em prosa sobre "a busca errante do espírito moderno"
é considerado sua obra-prima e um dos grandes textos em língua
francesa do século XX. A tradução inspiradíssima
é trabalho de três décadas de Bruno Palma, que
já vertera para o português, do mesmo autor, Anábase
feito que lhe rendeu um Prêmio Jabuti nos anos
80 e uma comenda artística do governo francês.
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O'Brian:
aventuras em alto-mar
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Mestre
dos Mares, de Patrick O'Brian (tradução de
Domingos Demasi; Record; 430 páginas; 45 reais) O
inglês Richard Patrick Russ mais conhecido por seu
pseudônimo, Patrick O'Brian publicou, a partir de 1969,
vinte livros de aventuras navais que se tornaram um dos grandes
fenômenos editoriais da Inglaterra nas últimas décadas.
As peripécias do capitão Jack Aubrey, oficial da Marinha
britânica durante as guerras napoleônicas, deram origem
ao filme Mestre dos Mares, que traz o ator Russell Crowe
no papel principal e recebeu dez indicações ao Oscar.
Aproveitando a deixa, a obra de O'Brian que morreu em 2000,
aos 85 anos começa a ser publicada no país.
Nesse primeiro livro, Aubrey conhece seu fiel companheiro de viagens,
o cirurgião Stephen Maturin. Em alto-mar, eles enfrentam
batalhas descritas de maneira espetacular pelo autor. Leia
trecho do livro.
DVD
Divulgação
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| Piratas
do Caribe: bobagem, mas das mais adoráveis |
Piratas do Caribe (Pirates of the Caribbean, Estados
Unidos, 2003. Buena Vista) Um filme baseado numa atração
dos parques Disney só pode ser uma bobagem. No caso de Piratas
do Caribe, no entanto, uma bobagem das mais adoráveis
e divertidas, que recupera o charme dos velhos filmes de pirataria
estrelados por Errol Flynn, acrescentando à equação
efeitos especiais dos mais avançados. Sucesso de bilheteria,
a fita tem entre seus trunfos um vilão sobrenatural interpretado
por Geoffrey Rush (alvo de uma maldição, ele é
humano sob a luz do sol e um esqueleto sob o luar) e um herói
impagável, cheio de tiques e afetação, vivido
por Johnny Depp. Sua interpretação lhe rendeu uma
indicação ao Oscar de melhor ator. Entre os extras
do DVD, destaca-se um documentário que mostra como a computação
gráfica permitiu criar uma armada de piratas fantasmagóricos.
DISCOS
Talkie
Walkie, Air (EMI) Desde os anos 90, o pop francês
vem passando por uma fase de renascimento, graças à
florescente cena de música eletrônica no país.
Formado pelos DJs Jean-Benoît Dunckel e Nicolas Godin, o Air
está na linha de frente desse processo. Flertando com a chanson
francesa e influências dos anos 70 como o Pink Floyd, a dupla
produz canções que nada têm a ver com o bate-estaca.
Muito pelo contrário: etéreas e refinadas, suas músicas
são para ouvir em momentos intimistas. Talkie Walkie,
o novo trabalho do grupo, não foge à regra. O
melhor cartão-postal do disco é a faixa Cherry
Blossom Girl,com seus vocais femininos pungentes.
A delicada Alone in Kyoto integra a trilha sonora do filme
Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola.
Divulgação
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| Missy
Elliott: a Madonna do hip hop |
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This
is Not a Test!, Missy Elliott (Warner) A cantora
americana Missy Elliott é considerada a Madonna do hip hop.
Assim como a popstar, ela é uma campeã de vendas
foram mais de 7 milhões de discos desde que começou
a cantar, na segunda metade dos anos 90. Missy é uma artista
que desencadeia novas tendências no gênero a cada trabalho
que lança. Possui ainda outra habilidade: trata-se de uma
produtora de mão-cheia. Antes mesmo de virar cantora, ela
já gozava de reputação na área. Além
de produzir os próprios CDs, Missy deu seu toque de Midas
a músicas de artistas como Justin Timberlake e Beyoncé.
Nas dezesseis faixas de This Is Not a Test!, ela passa longe
do padrão verborrágico e repetitivo do rap em geral.
Investe em melodias marcantes e batidas que fogem ao lugar-comum,
como as de Wake Up.
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