Brasil
No governo por liminar
Decisão adia
afastamento de governador da Paraíba
Lula Marques/Folha Imagem
 |
Mais um suspiro
Cunha Lima: sobrevida |
O governador da Paraíba, Cássio
Cunha Lima, do PSDB, ganhou uma sobrevida. Dez dias atrás,
o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia decidido por sua
cassação sob a acusação de compra
de votos com dinheiro público. Uma semana depois, a
mesma corte resolveu conceder a Cunha Lima o direito de permanecer
no cargo enquanto todos os seus recursos não fossem
julgados. Desde a eleição de 2006, o governador
tucano responde por uso da máquina em sua campanha
de reeleição. Ele teria utilizado a Fundação
de Ação Comunitária, uma repartição
do governo estadual, para distribuir 3,5 milhões de
reais em 35 000 cheques cujos valores variavam entre 100 e
36 500 reais. Oficialmente, o objetivo do programa era atender
a população pobre, mas até o chefe da
Casa Civil de Cunha Lima acabou sendo agraciado com um quinhão.
Um professor, Rômulo de Araújo Lima, ficou com
56 500 reais. Tanto o secretário quanto Araújo
Lima doaram dinheiro para a campanha eleitoral do tucano.
Cunha Lima parece ter sete vidas. Ele foi julgado culpado
desse crime pela primeira vez em julho de 2007, pelo Tribunal
Regional Eleitoral da Paraíba. Desde então,
vem recorrendo de sucessivas decisões contrárias.
O governador já sabe até o que fará se
o TSE cassá-lo de uma vez por todas. Nesse caso, antecipará
sua campanha para conquistar uma vaga no Senado. Poderá
candidatar-se ao posto porque, até lá, terá
cumprido sua eventual pena de inelegibilidade.