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VEJA
Recomenda
DVDs
Coleção
Humphrey Bogart (Warner) Um dos maiores ícones
de Hollywood, o americano Humphrey Bogart (1899-1957) marcou época
interpretando tipos cínicos, de moral duvidosa. Não
é possível falar em cinema noir gênero
caracterizado pela atmosfera sombria e que produziu grandes clássicos
nos anos 40 sem mencioná-lo. Essa caixa reúne
alguns de seus melhores trabalhos no período. Dos quatro
títulos, o mais conhecido é O Falcão Maltês
(1941), baseado na obra de Dashiell Hammett e com estréia
de John Huston na direção. Na fita, o ator interpreta
Sam Spade, um detetive cercado de gente desonesta e disposta a manipulá-lo.
Lançado naquele mesmo ano, O Último Refúgio
traz Bogart na pele de um gângster que, ao sair da cadeia,
tenta adaptar-se a uma nova realidade. Até então um
nome apagado, ele só conseguiu os papéis nesses dois
filmes que catapultaram sua carreira porque o ator George Raft os
recusou. Nos demais títulos, Bogart faz par romântico
com a estonteante Lauren Bacall, com quem se casaria. Eles se apaixonaram
durante as filmagens de Uma Aventura na Martinica (1944),
inspirado no romance de Ernest Hemingway, e já estavam unidos
quando contracenaram no suspense Prisioneiro do Passado (1947).
LIVROS
As
Lágrimas da Girafa, de Alexander McCall Smith (tradução
de Carlos Sussekind; Companhia das Letras; 224 páginas; 30,50
reais) Advogado nascido na antiga Rodésia do Sul e
hoje radicado na Escócia, McCall Smith é especialista
em legislação médica e ocupa cargos como a
vice-presidência da Comissão de Genética Humana
da Inglaterra. Em 1998, estreou na literatura policial e
leva jeito para o ramo. Ele criou uma detetive exótica, a
africana Preciosa Ramotswe, que atua em Botsuana, num escritório
em que galinhas ciscam pelo chão. Nesse segundo livro da
série, Preciosa resolve um caso de desaparecimento enquanto
acerta detalhes de seu casamento. Leia
trecho do livro.
Sorte,
de Alice Sebold (tradução de Fernanda Abreu;
Ediouro; 288 páginas; 34 reais) A autora americana
despontou nas listas de best-sellers no ano passado com o romance
Uma Vida Interrompida, sobre uma garota vítima de
estupro e assassinato. O livro, que vendeu 1,5 milhão de
cópias nos Estados Unidos e fez sucesso também no
Brasil, é autobiográfico: Alice teve sua juventude
marcada por um estupro. Sorte é um relato não-ficcional
de seu drama e de sua batalha por justiça. O estupro é
relatado logo no primeiro capítulo, e de maneira contundente.
DISCOS
Divulgação
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| Yardbirds:
de volta, depois de 35 anos |
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Birdland,
The Yardbirds (Hellion) Todo guitarrista que se preze já
sonhou em tocar nos Yardbirds. Afinal, o grupo inglês revelou
três dos maiores gênios da guitarra de todos os tempos
Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page. Pois Birdland,
primeiro CD dos Yardbirds em 35 anos, realiza o sonho de um punhado
de instrumentistas. Jim McCarthy (bateria) e Cris Dreja (guitarra),
os dois únicos remanescentes da formação original,
chamaram um time de virtuoses para recriar os clássicos do
grupo. Entre as participações especiais destaca-se
a de Steve Vai, em Shapes of Things.
Orquestra
Sinfônica do Estado de São Paulo e Banda Mantiqueira
(Independente) Para quem duvida que possa existir
um bom casamento entre música erudita e canção
popular, esse CD é uma belíssima resposta. Gravado
em dezembro de 2000 na Sala São Paulo, ele apresenta versões
de autores brasileiros na interpretação da Banda Mantiqueira
e da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. O
repertório vai de autores eruditos, como Villa-Lobos, a choros
de Pixinguinha e Jacob do Bandolim. A ginga da Mantiqueira e a seriedade
da OSESP não soam conflitantes. Pelo contrário, elas
se completam e rendem ótimos momentos, como Nanã,
do maestro Moacir Santos.
Speakerboxxx/The
Love Below, OutKast (BMG) Formado por Big Boi e Andre
3000, o duo OutKast destacou-se em meio aos milhares de grupos de
rap americanos pelas boas letras (que não abrem espaço
para a dobradinha sexo & violência característica
do gênero) e pela produção esmerada. O álbum
duplo Speakerboxxx/ The Love Below foi gestado após
uma briga feia entre Big Boi e Andre. Em vez de se separarem definitivamente,
os dois resolveram gravar dois discos independentes e lançá-los
sob o nome OutKast. The Love Below, o disco de Boi, é
um trabalho de rap ortodoxo, enquanto o disco de Andre emula o experimentalismo
de um Prince. Impossível ouvir sentado um hit como Hey
Ya!.
| Os
mais vendidos Crítica |
Warner Bros. Pictures/divulgação
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| Matrix:
do budismo ao existencialismo
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No primeiro filme da série Matrix, de 1999,
o protagonista Neo (Keanu Reeves) exibe em sua estante
o livro Simulacro e Simulação, do
filósofo francês Jean Baudrillard. A citação
é apenas uma amostra da pretensão dos criadores
da série de abordar questões filosóficas
na tela, ainda que em registro pop. A começar pelo
mote da trama: a relação entre realidade
e ilusão ocupa os filósofos desde Platão,
na antiga Grécia. Não é de todo estapafúrdia,
portanto, a idéia de inverter o caminho e usar
a série como ponto de partida para divagações
filosóficas. É o que se encontra na coletânea
de ensaios Matrix Bem-vindo ao Deserto do Real
(tradução de Marcos Malvezzi Leal; Madras;
296 páginas; 29,90 reais), quarta colocada em não-ficção.
Organizada pelo filósofo americano William Irwin,
a obra reúne vinte ensaios. "Existencialismo, marxismo,
feminismo, budismo, niilismo, pós-modernismo. Escolha
o seu ismo e você o encontrará em
Matrix", diz Irwin na introdução.
No livro, o filme é examinado sob todas essas vertentes
e outras tantas não mencionadas por ele.
Em Neomaterialismo e a Morte do Sujeito, Daniel
Barwick faz uma análise do filme à luz das
teorias biológicas sobre o funcionamento da mente
humana. A crítica Cynthia Freeland, por sua vez,
dá uma visão feminista do tema num artigo
com título sugestivo: Penetrando Keanu: Novos
Orifícios, Mas a Mesma e Velha Porcaria. |
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