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Guia
Financiamento novo na praça
Vale a pena comprar carro pelos planos que deixam
parte do
pagamento para o fim do contrato?
A
perspectiva de queda nos juros levou as montadoras a criar novos
planos de financiamento de carros, com parcelas baixas e possibilidade
de recompra depois de alguns anos. A chave do negócio é
um saldo, a ser pago no fim do financiamento, de até 50%
do preço original, sem correção. A idéia
é fazer o automóvel ser visto não como bem,
e sim como serviço como aconteceu com o telefone fixo.
É assim nos EUA, onde é popularíssimo o sistema
de leasing, o arrendamento com opção de compra. Mas
ainda é preciso fazer contas antes de escolher um plano,
levando em consideração o valor da entrada, a taxa
de juro e as restrições para a recompra, como ter
feito as revisões em dia. O professor de matemática
financeira José Dutra Vieira Sobrinho recomenda dar de entrada
o máximo possível, para fugir dos juros altos. Outra
boa providência é verificar a possibilidade de vender
o carro no mercado na hora da troca, em vez de entregá-lo
à concessionária. A tabela ao lado compara alguns
desses planos.

Tocando
as letras
Crianças
que brincam com letras em relevo aprendem a ler mais rápido.
A conclusão é de um estudo do Centro Nacional de Pesquisa
Científica, na França. Vinte e seis crianças
de 5 e 6 anos, de uma mesma escola, foram divididas em dois grupos.
Um, além das aulas normais, teve exercícios que consistiam
em tocar as letras, percorrê-las com os dedos e depois tentar
adivinhá-las com os olhos fechados. O outro grupo teve apenas
contato visual com as letras. Ao fim de duas semanas, foram mostradas
às crianças palavras inventadas, compostas com as
letras ensinadas. As integrantes do primeiro grupo conseguiram ler
duas vezes mais palavras que as do segundo. Isso se explicaria pela
forma como nessa idade o cérebro processa as informações
recebidas dos diferentes sentidos no caso, o aprendizado
passa a envolver, além da visão e da audição,
o tato. Acrescentar o toque obriga a criança a tratar as
letras de maneira mais analítica, o que não acontece
necessariamente quando só são apresentadas visualmente,
afirmam os autores do estudo.
Colaboraram
Luís Perez, Nahara Bauchwitz e Maurício Oliveira
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