Edição 1831 . 3 de dezembro de 2003

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Financiamento novo na praça

Vale a pena comprar carro pelos planos que deixam
parte
do pagamento para o fim do contrato?

A perspectiva de queda nos juros levou as montadoras a criar novos planos de financiamento de carros, com parcelas baixas e possibilidade de recompra depois de alguns anos. A chave do negócio é um saldo, a ser pago no fim do financiamento, de até 50% do preço original, sem correção. A idéia é fazer o automóvel ser visto não como bem, e sim como serviço – como aconteceu com o telefone fixo. É assim nos EUA, onde é popularíssimo o sistema de leasing, o arrendamento com opção de compra. Mas ainda é preciso fazer contas antes de escolher um plano, levando em consideração o valor da entrada, a taxa de juro e as restrições para a recompra, como ter feito as revisões em dia. O professor de matemática financeira José Dutra Vieira Sobrinho recomenda dar de entrada o máximo possível, para fugir dos juros altos. Outra boa providência é verificar a possibilidade de vender o carro no mercado na hora da troca, em vez de entregá-lo à concessionária. A tabela ao lado compara alguns desses planos.



Detalhes sobre os planos

 

Tocando as letras

Crianças que brincam com letras em relevo aprendem a ler mais rápido. A conclusão é de um estudo do Centro Nacional de Pesquisa Científica, na França. Vinte e seis crianças de 5 e 6 anos, de uma mesma escola, foram divididas em dois grupos. Um, além das aulas normais, teve exercícios que consistiam em tocar as letras, percorrê-las com os dedos e depois tentar adivinhá-las com os olhos fechados. O outro grupo teve apenas contato visual com as letras. Ao fim de duas semanas, foram mostradas às crianças palavras inventadas, compostas com as letras ensinadas. As integrantes do primeiro grupo conseguiram ler duas vezes mais palavras que as do segundo. Isso se explicaria pela forma como nessa idade o cérebro processa as informações recebidas dos diferentes sentidos – no caso, o aprendizado passa a envolver, além da visão e da audição, o tato. Acrescentar o toque obriga a criança a tratar as letras de maneira mais analítica, o que não acontece necessariamente quando só são apresentadas visualmente, afirmam os autores do estudo.

 

 
Câmeras subaquáticas



Colaboraram Luís Perez, Nahara Bauchwitz e Maurício Oliveira

 
 
 
 
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