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Cartas
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"Essa
reportagem maravilhosa nos alerta e nos enche de esperança
de ver um dia na capa de VEJA o título: a cura do câncer."
Domênico Sfriso de Souza
São Paulo, SP
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Câncer
As
mulheres pouco a pouco têm tomado consciência da necessidade
do exame de toque e da mamografia, parceiros fundamentais na prevenção
e no diagnóstico do câncer de mama. Quando é
que os homens perderão o preconceito do exame de toque retal?
Esse tem sido fator decisivo para 97,5% das chances de cura, junto
com o exame de sangue. Quando os brasileiros aprenderão que
o tabagismo é um dos principais vilões no câncer
de pulmão e mudarão seus hábitos? Eu perdi
um ente querido por causa dessa peste. É muito triste ver
vidas escoando pelo bueiro ("Malignos, comuns e traiçoeiros",
26 de novembro).
Carlos Aurelio Nogarolli Rodrigues
Curitiba, PR
Quem,
como eu, teve câncer de mama sabe a importância de qualquer
avanço científico, por menor que seja. Comemoro todos
os dias o fato de estar viva.
Maria Lúcia Benevides da Silva
Natal, RN
Meu
pai faleceu na semana passada, vítima de câncer generalizado.
A reportagem chegou como pão quente à mesa. Devorei
cada pedaço atentamente. Ressalto a prevenção,
a entrega total ao tratamento, uma grande vontade de viver e uma
dieta saudável como maneiras de evitar essa praga. Nisso
a revista realizou um ótimo trabalho. Infelizmente meu pai
reconheceu essas premissas apenas no fim da vida.
Alexandre Pedrozo
Santana do Livramento, RS
Neste
ano perdi um tio muito querido e um amigo de infância, ambos
vítimas de câncer. Qual não foi minha surpresa
ao receber a edição no domingo? A revista me fez crer
que, apesar das recentes pesquisas e dos avanços tecnológicos,
o número de diagnosticados dessa doença muitas vezes
é maior do que podemos imaginar. A dica é preciosa:
prevenção.
Marcelo de Oliveira
Barretos, SP
Escrevo
para repercutir as palavras da psicopedagoga Andréa Cavani
sobre a vida com o câncer. Dessa dor sempre surge um ser humano
ainda mais forte e ainda mais sensível a todos os processos
inexoráveis da vida. Espero que suas palavras sirvam de ensinamento
e estímulo a quem possa ter perdido a esperança e
a força para lutar pela vida.
Paulo Roberto Garcia
São Paulo, SP
Douglass
North
A
melhor entrevista dos 35 anos de VEJA (Amarelas, 26 de novembro).
O Nobel de Economia Douglass North delineou as bases de nosso atraso
socioeconômico. Faltou dizer que o subdesenvolvimento se deveu
também à falta de proteína na alimentação
de nossos ascendentes, pois o desenvolvimento da capacidade intelectiva
necessita das ligações neuronais (axônios),
que são construídas à base de proteína.
O cardápio era à base de mandioca, amido puro, nos
primeiros 200 anos da história colonial brasileira. Só
agora estamos resgatando essa deficiência alimentar. Nossos
filhos terão melhor oportunidade se os governantes não
atrapalharem.
Aluizio M.C. de Oliveira
Goiânia, GO
A entrevista
com o economista Douglass North deveria ser leitura obrigatória
para os atuais e futuros integrantes dos poderes constituídos
de nosso país. Se conseguirem compreender o óbvio
e agirem com seriedade, restará alguma esperança para
as futuras gerações.
Paulo Lopes de Oliveira Filho
São Paulo, SP
O prêmio
Nobel de Economia de 1993 disse que "o Brasil largou em desvantagem
na corrida do progresso porque herdou de Portugal um modelo ineficiente
de país". O que o Brasil herdou de Portugal foi, sim, um
país continental e riquíssimo, falando a mesma língua
e com espírito de nação. Na mesma entrevista,
a inteligente repórter Monica Weinberg diz que, em 1800,
a renda per capita dos EUA e a do Brasil eram idênticas. Nessa
data, o Brasil ainda era colônia de Portugal. Desde 1822 o
Brasil é um Estado independente. Será que tudo o que
aqui acontece de errado é culpa dos portugueses? Ou será
culpa exatamente das tais "instituições" estrangeiras
que vêm administrando nossa economia?
Ricardo A. Malheiros Fiúza
Belo Horizonte, MG
Stephen
Kanitz
O
artigo "Viver de aluguéis" (Ponto de vista, 26 de novembro)
foi o empurrão que faltava para a realização
de meu antigo desejo de aplicar em ações.
Marcelo B. de Sousa
Florianópolis, SC
O articulista
faz uma análise muito simplista do mercado de locações
no Brasil. Duas ou três casinhas alugadas não refletem
a realidade do mercado, composto de lojas, vagas de garagem, unidades
de locação de curta permanência, escritórios,
terrenos etc. Em relação ao rendimento das ações
(até 9% de dividendos, além de 4% de valorização),
sou levado a acreditar que seria um bom negócio vender meu
apartamento, aplicar em ações e morar de aluguel com
muita paz de espírito. Não seria mais lógico?
Com a palavra do senhor Kanitz.
Clovis Roberto Barbieri
Blumenau, SC
Em
que pese a admiração que tenho pelo professor Stephen
Kanitz, cabe lembrar-lhe que neste país o único papel
sólido e confiável se chama escritura. Portanto, vale
a pena continuar investindo em imóveis pela segurança
e rentabilidade do negócio.
Sérgio Sampaio
Vice-presidente do Secovi-BA
Salvador, BA
Ministério
Com
base nas afirmações feitas sobre a ministra Emilia
Fernandes, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
(SPM), da Presidência da República, publicadas na reportagem
"Ministras virtuais" (26 de novembro), esclarecemos que não
corresponde à realidade a expressão "ministra virtual",
tendo em vista as inúmeras ações, parcerias
e projetos coordenados pela secretaria, principalmente no que se
refere ao combate à violência contra a mulher e à
ampliação do diálogo do governo com a sociedade.
A afirmação "ela tem marcado sua gestão com
insistentes pedidos para acompanhar Lula em viagens presidenciais"
também não corresponde à verdade. A definição
das comitivas presidenciais é determinação
do presidente da República. A presença da ministra
Emilia Fernandes no ato do Dia Nacional da Consciência Negra
tem a ver com os propósitos da SPM, que implementa políticas
de combate à violência e à discriminação
contra as mulheres com perspectiva de raça/etnia.
Ramão Marques e Tuca Ivanicska
Assessoria de Comunicação
Brasília, DF
Ferrovias
Cumprimento
VEJA pela excelente reportagem "Mais dinheiro em ferrovias" (26
de novembro). Gostaria de ressaltar que lutamos para que os investimentos
previstos pela Companhia Vale do Rio Doce, na ordem de 120 milhões
de reais, para a compra de 1.200 vagões
de empresas chinesas, fossem revertidos para Minas. A Cooperativa
Mineira de Equipamentos Ferroviários Ltda. (Coomefer), sediada
em Conselheiro Lafaiete, possui todas as condições
para absorver esse pedido e realizar o fornecimento de um produto
de qualidade, capaz de superar aqueles que possivelmente seriam
adquiridos no exterior. Ficamos surpresos ao tomar conhecimento
de que a Vale iria adquirir esses equipamentos no exterior, por
não ter opção de compra no Brasil.
Deputado estadual José Milton
Belo Horizonte, MG
Divórcio
Praticar
esportes e estudar não são atividades incompatíveis
com o casamento. Namorar outra pessoa é. Em uma sociedade
que ultrapassou qualquer limite possível de apelo sexual,
nossos pais e avôs sucumbiram. Abraçados ao Viagra,
quebraram suas promessas, deixaram a família e partiram em
busca da satisfação sexual. Nossos idosos se tornam
cada vez mais vigorosos física e sexualmente à mesma
medida que enfraquecem e adoecem moral e espiritualmente. Somos
uma geração de filhos e netos que possui cada vez
menos bons exemplos. Nossos líderes, guias e mestres de cabelos
brancos estão desaparecendo. Afinal, quem quer ter cabelos
brancos em uma sociedade que não respeita seus idosos? ("A
vida começa aos 60", 26 de novembro).
Roberto Pereira Miguel
São Paulo, SP
Depressão
Excelente
a reportagem "A tristeza do macho" (26 de novembro). Ficaram muito
bem esclarecidos alguns aspectos: a necessidade de pôr de
lado o preconceito com relação à consulta psiquiátrica
(principalmente por parte dos homens), a evidência científica
de que "os remédios são a primeira opção
de tratamento", por se tratar de uma patologia predominantemente
orgânica ficando a abordagem psicoterápica como
"tratamento coadjuvante" , assim como também a divulgação
da existência dos grupos de apoio, que ajudam a diminuir aquilo
que é tão prejudicial para essa e outras patologias
psiquiátricas: o preconceito.
Edson F. Nascimento
Ribeirão Preto, SP
Depressão
é um problema de saúde pública que necessita
de um olhar diferenciado por parte do Ministério da Saúde
e dos políticos, pois ela mata nos dois sentidos literários:
"morte morrida e morte em vida".
Adriana Camargo do Nascimento
Campo Grande, MS
Diogo
Mainardi
Confesso que nem sempre tenho paciência para ler os arroubos
da língua ferina de Diogo Mainardi. Mas, quando se dispõe
a escrever de maneira mais reflexiva, é imbatível.
Em seu último artigo ele conseguiu se fazer porta-voz de
milhares de brasileiros, pagadores compulsórios de uma altíssima
cota de impostos dos quais nunca experimentam nenhum benefício
("A tunga do Estado", 26 de novembro).
Rosângela M. Halfeld Bonicontro Miranda
Londrina, PR
Definitivamente
Diogo Mainardi conseguiu expressar o que todas as classes sociais
indistintamente sentem. O governo vive por si e para
si. Ricos ou pobres que se cuidem. Alguns com mais recursos, outros
com menos. Salve-se quem puder.
Jeremias Alves Rodrigues
Pindamonhangaba, SP
Mesmo
aqueles que abominam o "estilo Mainardi" desta vez foram obrigados
a concordar com ele. Nenhum cidadão brasileiro de classe
média, em sã consciência, minimamente inteligente
e informado, poderá deixar de assinar embaixo do que foi
dito. Bela abordagem: direta, desmistificadora, brilhante, enfim!
Zeza Zanotto Costa
Gramado, RS
Carlos
Lessa
A reportagem "A última do doutor Lessa" (26 de novembro)
define claramente os fisiologismos enraizados da administração
do PT. A última coisa que querem é manter um Estado
enxuto, e nem entre eles mesmos há entendimento. Desde o
princípio do partido, define-se como base a estatização
de empresas, a "cubalização" do país e a pouca
transparência no trato com a coisa pública.
Johnson Franklim Ramos Pimentel
Ribeirão Preto, SP
Espanta
o silêncio do governo em relação às trapalhadas
que o presidente do BNDES, Carlos Lessa, vem cometendo. Suas atitudes
têm ido na contramão da política econômica
do governo e está arranhando a frágil imagem que o
Brasil tem entre os investidores estrangeiros. O papel do doutor
Lessa deveria ser utilizar o dinheiro do BNDES para aumentar a capacidade
produtiva do Brasil, e assim gerar empregos, e não fazer
como tem feito: utilizar o banco para pregar sua ideologia nacional-desenvolvimentista,
que não se ajusta com a realidade brasileira.
Fernando Baía de Castro
Barreiras, BA
Bob
Esponja
Sou pai de duas crianças, uma de 3 anos e outra de 1 ano
e 7 meses, e uma de minhas grandes preocupações era
com a qualidade dos programas que nossos filhos vêem diariamente
na famigerada "babá eletrônica". Posso afirmar que
é uma delícia passar um tempinho ao lado deles, vendo
desenhos como o de Bob Esponja. Um desenho simples e inofensivo,
sem aqueles arroubos que assolaram a TV há alguns anos com
violência e morte.
Rogério de Oliveira Costa da Rocha
Salvador, BA
Radar
Como pode o governo de um Estado reverter parte dos recursos para
blindar os carros de vereadores? O que faz com que eles tenham mais
direito a proteção que os outros cidadãos?
Em vez de torrar o dinheiro público nessas blindagens, deveriam
investir na segurança pública e fazer valer a lei
que já existe ("Um país blindado", 26 de novembro).
Simone Espindola de Oliveira
Blumenau, SC
Natal
Digital
Não tenho palavras para agradecer a edição
especial Natal Digital (novembro, 2003). Graças a
vocês poderei me atualizar sobre os preços do mercado.
Marcus do Nascimento
Rio de Janeiro, RJ
CORREÇÕES:
A reforma da Previdência não necessita de sanção
presidencial para promulgação, ao contrário
do que foi publicado na nota "O
calendário das reformas" (Contexto, 19 de novembro).
* As ferrovias brasileiras começaram a ser construídas
na década de 1830, e não de 1930 ("Mais
dinheiro em ferrovias", 26 de novembro). * Diferentemente
do que informou a nota "Brasil
brasileiro" (Radar, 12 de novembro), os auditores da
Receita Federal que estão envolvidos no caso do Propinoduto
estão sem receber salário desde maio.

| RON
WOOD |
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| Ron
Wood (à esq.) na capa de Black and Blue,
de 1976: músico convidado |
A
informação de que o guitarrista Ron Wood
passou a pertencer oficialmente aos Rolling Stones somente
em 1995, publicada na reportagem "Rolling
Stones S/A" (12 de novembro), mexeu com alguns
leitores e fãs do grupo. "Wood entrou para a
banda em 1976, substituindo Mick Taylor", escreveu Ewerton
Luiz Veloso Júnior, de Conselheiro Lafaiete,
em Minas Gerais. Bruno Suman, de Porto Alegre, lembrou
que no disco Black and Blue, de 1976, o guitarrista
já aparecia na capa. Ele está certo, mas
a reportagem informou que Wood era um contratado da
banda, tocando como músico convidado, condição
que só mudou em 1995, com a saída do baixista
Bill Wyman. Na ocasião, os Stones se reuniram
e, mesmo contra a vontade de Mick Jagger (que nunca
teve Ron Wood em alta conta), efetivaram o guitarrista
como membro oficial da banda.
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| AMIGOS
DO GANSO |
A reportagem "Poucos
e ótimos" (26 de novembro) despertou
a ira de três dezenas de leitores defensores dos
animais. "Será que quem escreveu a reportagem indicando
o foie gras como delícia tem noção
do sofrimento do animal para a sua obtenção?",
perguntou Larissa Ottati Cavalheiro, de São Paulo.
"O tratamento bárbaro a que as aves são
submetidas para que seu fígado tenha o tamanho
aumentado de dez a doze vezes é de causar vergonha
ao ser humano", escreveu Iara Hernandes, do interior de
São Paulo. O engenheiro florestal Themis Piazzetta,
de Curitiba, explicou o processo: "Na produção
do foie gras, as aves são submetidas a um processo
de tortura com o objetivo de tornar seu fígado
anormalmente engrandecido e doente. O método inclui,
entre outros absurdos, uma alimentação forçada
em que é introduzido um cano metálico de
até 40 centímetros de comprimento até
o estômago do animal, que fica em confinamento permanente".
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