Edição 1 622 - 3/11/1999
 

As desbravadoras

Os três bebês mais emblemáticos da história da reprodução artificial são, todos, do sexo feminino. A primeira delas, Louise Brown, que completou 21 anos há três meses, entrou para a história da ciência. Apesar de ter inaugurado a era do bebê de proveta, na verdade foi concebida na chamada placa de Petri, uma espécie de pires de vidro bem grosso, pelas mãos dos pesquisadores ingleses Patrick Steptoe e Robert Edwards. Sua mãe, Lesley Brown, tinha obstrução nas trompas de Falópio. O segundo marco nessa história em andamento é a australiana Zoe Leyland, nascida em 1984, em Melbourne – foi o primeiro ser humano concebido a partir de um embrião congelado, o único a vingar de um total de onze fecundados a partir de uma superovulação de sua mãe. O terceiro bebê-símbolo, conhecido apenas por Elisabetta, marcou pela polêmica. Ela nasceu em Roma, em 1995, dois anos depois de sua mãe ter morrido. O embrião foi implantado no útero de sua tia, irmã de seu pai natural. O caso abriu o precedente legal para que outras crianças concebidas por inseminação artificial nascessem depois da morte dos pais.


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