Edição 1878 . 3 de novembro de 2004

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Auto-retrato
Contexto
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Datas
VEJA Recomenda
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VEJA Recomenda

TELEVISÃO

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Donas-de-casa desesperadas: humor e mistério


Desperate Housewives
(quintas, às 21h, no Sony) – Logo na abertura desse seriado, a aparente harmonia do subúrbio de Wisteria Lane vai pelos ares: numa cena impactante, uma dona-de-casa comete suicídio com um tiro no ouvido. A partir daí, a defunta será a narradora do programa, que expõe com cinismo as entranhas do modo de vida americano. Do além, ela enxerga o que existe sob a superfície de felicidade e regramento na vida de suas amigas. Depois de ser largada pelo marido, Susan tenta se recompor com a ajuda da filha adolescente. Já Lynette sofre por ter trocado a carreira pela maternidade. Bree é uma supermãe, tão eficiente que lembra um autômato, embora chore às escondidas por saber que seu casamento é uma farsa. Por fim, há Gabrielle, ex-modelo que se vangloria do marido rico, mas só se satisfaz com o jardineiro. Tendo como trunfos o humor cortante e uma subtrama de mistério à la Veludo Azul, do diretor David Lynch, Desperate Housewives (Donas-de-Casa Desesperadas) tornou-se um dos grandes sucessos da TV americana.

 

LIVROS

Guinness World Records 2005 (tradução de Ibraíma Dafonte; Ediouro; 288 páginas; 74,90 reais) – Virtualmente todos os extremos que alguém já mediu estão nesse que é o mais conhecido livro de recordes do mundo. O leitor aprende, por exemplo, que o Vaticano é o país que mais arrecada impostos por quilômetro quadrado. Esses dados estatísticos, porém, podem ser levantados em almanaques diversos. O Guinness é imbatível como um imenso (e divertidíssimo) compêndio da irrelevância. Onde mais você descobriria quem é o homem mais rápido do mundo na separação de jujubas com um canudinho? Essa edição especial de cinqüenta anos traz entrevistas com recordistas como Bill Gates e Paul McCartney. Leia trecho.

Abel Sánchez: uma História de Paixão (tradução de Luís Carlos Cabral e Eric Nepomuceno; Record; 224 páginas; 34,90 reais) – Na apresentação do livro, o próprio Miguel de Unamuno (1864-1936) – um dos nomes mais importantes da literatura espanhola no século passado – diz que sua obra leva "um bisturi a abismos hediondos da alma humana" e faz "jorrar o pus". Abel Sánchez é uma poderosa história de amizade – e de inveja. O protagonista casa-se com Helena, despertando um trágico ressentimento no amigo de infância Joaquín Monegro, que desejava a mesma mulher. Considerada a obra mais sombria de Unamuno, Abel Sánchez revisita a história bíblica de Abel e seu irmão Caim. Leia trecho.

Banquete, de Roy Strong (tradução de Sergio Goes de Paula; Jorge Zahar; 300 páginas; 42 reais) – Nos banquetes da corte francesa, em Versalhes, havia desfiles alegóricos em que o rei Luís XIV era apresentado como o deus Apolo e se serviam mais de cinqüenta pratos diferentes. A festa acabou depois da Revolução Francesa. O imperador Napoleão Bonaparte costumava fazer suas apressadas refeições em pé. O historiador inglês Roy Strong, que já dirigiu o National Portrait Gallery e o Museu Victoria e Albert, relata essas curiosas diferenças nos costumes à mesa para mostrar como os hábitos alimentares espelham a estrutura social. Dos antigos babilônios até os dias atuais, esse livro é um delicioso passeio por 5.000 anos de história culinária. Leia trecho.

 

DVD

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O Chacal: um esporte altamente fotogênico


O Chacal Não Perdoa
(Poolhall Junkies,
Estados Unidos, 2002. Europa) – Johnny é um talento da sinuca que ficou na promessa: em vez de participar de torneios, freqüenta salões para tomar o dinheiro de incautos que apostam mais do que deviam. No dia em que resolve fazer uma boa ação – jogar em troca de um emprego para a namorada –, tudo dá errado. Mars Callahan, que desempenha dupla função, como diretor e protagonista, não é um inovador, mas retrabalha esse gênero com simpatia e competência (e a sinuca, um esporte altamente fotogênico, contribui para o bom resultado). Entre os coadjuvantes, há nomes tarimbados, como Christopher Walken (num ótimo momento). Curiosidade: o jogador que quase leva Johnny ao desastre é interpretado por Rick Schroder, o garotinho de O Campeão. Veja cenas.

 

DISCOS

 
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Mehldau: recriações ousadas do jazz e do pop  

Live in Tokyo, Brad Mehldau (Warner) – Atração do TIM Festival, que acontece em São Paulo neste fim de semana, o pianista americano Brad Mehldau põe um toque de vida e ousadia em cada standard do jazz que interpreta. Ele também ficou famoso por recriar canções do pop e do rock com complicadas improvisações. No Brasil, Mehldau vai se apresentar com um baixista e um baterista. Nesse disco, gravado no início do ano passado, ele toca sozinho e mostra todo o seu virtuosismo. Basta prestar atenção em Paranoid Android, do grupo de rock Radiohead, que é desmontada e reconstruída por quase vinte minutos.

 
Oscar Cabral
Hélio Delmiro: dedilhado perfeito  

Compassos, Hélio Delmiro (Deckdisc) – No jargão futebolístico, "garçom" é aquele jogador que aparece mais para o time do que para a torcida, e serve os outros jogadores com passes sob medida. O guitarrista e violonista carioca Hélio Delmiro, 57 anos, é a versão musical do garçom da bola. Como instrumentista, acompanhou ícones da MPB, como Clara Nunes e Elis Regina, e a diva do jazz Sarah Vaughan. Nesse disco-solo, Delmiro se arrisca no ataque, com resultados acima da média. Seu dedilhado é perfeito em faixas como My Favorite Things (canção do filme A Noviça Rebelde que foi transformada em clássico do jazz pelo saxofonista John Coltrane) ou a agitada Espada de Fogo. Em Ilusão à Toa, de Johnny Alf, Delmiro mostra o seu lado cantor. Ouça o disco.

The Name of This Band Is... e The Best of, Talking Heads (Warner) – Esses dois lançamentos são um guia básico para entender a evolução dos Talking Heads, um dos grupos americanos de maior prestígio durante as décadas de 70 e 80. O CD duplo The Name of This Band Is Talking Heads registra duas apresentações distintas da banda. No primeiro disco, impera o som punk/new wave que dominou Nova York em meados dos anos 70. Os melhores momentos, porém, estão reservados para o segundo álbum, no qual os Talking Heads misturam rock e música africana. Best of traz as faixas de pegada mais pop, como Burning Down the House e And She Was.

 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Fnac, Siciliano, Nobel; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano, Travessa, Argumento; Porto Alegre: Saraiva, Siciliano, Livraria Porto Alegre, Cultura, Livrarias Porto; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano, Cultura; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano, Livrarias Catarinense; Goiânia: Siciliano, Saraiva, Leitura; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva, Livrarias Curitiba; Londrina: Livrarias Porto; Belo Horizonte: Siciliano, Leitura; Maceió: Sodiler; Belém: Clio; Natal: Sodiler; Vitória: Leitura; internet: Cultura, Fnac, Laselva, Saraiva, Sodiler, Submarino, Nobel.
 
 
 
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