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VEJA
Recomenda TELEVISÃO
Divulgação
 | | Donas-de-casa
desesperadas: humor e mistério |
Desperate
Housewives (quintas, às 21h, no Sony) Logo na abertura desse
seriado, a aparente harmonia do subúrbio de Wisteria Lane vai pelos ares:
numa cena impactante, uma dona-de-casa comete suicídio com um tiro no ouvido.
A partir daí, a defunta será a narradora do programa, que expõe
com cinismo as entranhas do modo de vida americano. Do além, ela enxerga
o que existe sob a superfície de felicidade e regramento na vida de suas
amigas. Depois de ser largada pelo marido, Susan tenta se recompor com a ajuda
da filha adolescente. Já Lynette sofre por ter trocado a carreira pela
maternidade. Bree é uma supermãe, tão eficiente que lembra
um autômato, embora chore às escondidas por saber que seu casamento
é uma farsa. Por fim, há Gabrielle, ex-modelo que se vangloria do
marido rico, mas só se satisfaz com o jardineiro. Tendo como trunfos o
humor cortante e uma subtrama de mistério à la Veludo Azul, do
diretor David Lynch, Desperate Housewives (Donas-de-Casa Desesperadas)
tornou-se um dos grandes sucessos da TV americana.
LIVROS
Guinness
World Records 2005 (tradução de Ibraíma Dafonte;
Ediouro; 288 páginas; 74,90 reais) Virtualmente todos os extremos
que alguém já mediu estão nesse que é o mais conhecido
livro de recordes do mundo. O leitor aprende, por exemplo, que o Vaticano é
o país que mais arrecada impostos por quilômetro quadrado. Esses
dados estatísticos, porém, podem ser levantados em almanaques diversos.
O Guinness é imbatível como um imenso (e divertidíssimo)
compêndio da irrelevância. Onde mais você descobriria quem é
o homem mais rápido do mundo na separação de jujubas com
um canudinho? Essa edição especial de cinqüenta anos traz entrevistas
com recordistas como Bill Gates e Paul McCartney. Leia
trecho. Abel
Sánchez: uma História de Paixão (tradução
de Luís Carlos Cabral e Eric Nepomuceno; Record; 224 páginas; 34,90
reais) Na apresentação do livro, o próprio Miguel
de Unamuno (1864-1936) um dos nomes mais importantes da literatura espanhola
no século passado diz que sua obra leva "um bisturi a abismos hediondos
da alma humana" e faz "jorrar o pus". Abel Sánchez é uma
poderosa história de amizade e de inveja. O protagonista casa-se
com Helena, despertando um trágico ressentimento no amigo de infância
Joaquín Monegro, que desejava a mesma mulher. Considerada a obra mais sombria
de Unamuno, Abel Sánchez revisita a história bíblica
de Abel e seu irmão Caim. Leia
trecho.
Banquete,
de Roy Strong (tradução de Sergio Goes de Paula; Jorge Zahar; 300
páginas; 42 reais) Nos banquetes da corte francesa, em Versalhes,
havia desfiles alegóricos em que o rei Luís XIV era apresentado
como o deus Apolo e se serviam mais de cinqüenta pratos diferentes. A festa
acabou depois da Revolução Francesa. O imperador Napoleão
Bonaparte costumava fazer suas apressadas refeições em pé.
O historiador inglês Roy Strong, que já dirigiu o National Portrait
Gallery e o Museu Victoria e Albert, relata essas curiosas diferenças nos
costumes à mesa para mostrar como os hábitos alimentares espelham
a estrutura social. Dos antigos babilônios até os dias atuais, esse
livro é um delicioso passeio por 5.000 anos de história culinária.
Leia
trecho.
DVD
Divulgação
 | | O
Chacal: um esporte
altamente fotogênico
|
O
Chacal Não Perdoa (Poolhall Junkies,
Estados Unidos, 2002. Europa) Johnny é um talento da sinuca que
ficou na promessa: em vez de participar de torneios, freqüenta salões
para tomar o dinheiro de incautos que apostam mais do que deviam. No dia em que
resolve fazer uma boa ação jogar em troca de um emprego para
a namorada , tudo dá errado. Mars Callahan, que desempenha dupla
função, como diretor e protagonista, não é um inovador,
mas retrabalha esse gênero com simpatia e competência (e a sinuca,
um esporte altamente fotogênico, contribui para o bom resultado). Entre
os coadjuvantes, há nomes tarimbados, como Christopher Walken (num ótimo
momento). Curiosidade: o jogador que quase leva Johnny ao desastre é interpretado
por Rick Schroder, o garotinho de O Campeão. Veja
cenas.
DISCOS
Divulgação
 |  | | Mehldau:
recriações ousadas do jazz e do pop | |
Live
in Tokyo, Brad Mehldau (Warner) Atração
do TIM Festival, que acontece em São Paulo neste fim de semana, o pianista
americano Brad Mehldau põe um toque de vida e ousadia em cada standard
do jazz que interpreta. Ele também ficou famoso por recriar canções
do pop e do rock com complicadas improvisações. No Brasil, Mehldau
vai se apresentar com um baixista e um baterista. Nesse disco, gravado no início
do ano passado, ele toca sozinho e mostra todo o seu virtuosismo. Basta prestar
atenção em Paranoid Android, do grupo de rock Radiohead,
que é desmontada e reconstruída por quase vinte minutos.
Oscar
Cabral
 |  | | Hélio
Delmiro: dedilhado perfeito | |
Compassos,
Hélio Delmiro (Deckdisc) No jargão futebolístico,
"garçom" é aquele jogador que aparece mais para o time do que para
a torcida, e serve os outros jogadores com passes sob medida. O guitarrista e
violonista carioca Hélio Delmiro, 57 anos, é a versão musical
do garçom da bola. Como instrumentista, acompanhou ícones da MPB,
como Clara Nunes e Elis Regina, e a diva do jazz Sarah Vaughan. Nesse disco-solo,
Delmiro se arrisca no ataque, com resultados acima da média. Seu dedilhado
é perfeito em faixas como My Favorite Things (canção
do filme A Noviça Rebelde que foi transformada em clássico
do jazz pelo saxofonista John Coltrane) ou a agitada Espada de Fogo. Em
Ilusão à Toa, de Johnny Alf, Delmiro mostra o seu lado cantor.
Ouça
o disco.
The
Name of This Band Is... e The Best of, Talking Heads (Warner)
Esses dois lançamentos são um guia básico para entender
a evolução dos Talking Heads, um dos grupos americanos de maior
prestígio durante as décadas de 70 e 80. O CD duplo The Name
of This Band Is Talking Heads registra duas apresentações distintas
da banda. No primeiro disco, impera o som punk/new wave que dominou Nova York
em meados dos anos 70. Os melhores momentos, porém, estão reservados
para o segundo álbum, no qual os Talking Heads misturam rock e música
africana. Best of traz as faixas de pegada mais pop, como Burning Down
the House e And She Was.
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