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 Fidel
caiu!
Um tombo, um deslize
físico, um salto no espaço, e está em toda a divulgação
do mundo sem fronteiras: A
QUEDA É terrível
cair. Não é
apenas o orgulho que cai Quando caímos Mas
toda a segurança interior Equilíbrio
de cérebro e pessoa. Caindo,
nos perdemos; E alguma
coisa Fica lá,
em toda queda. Algo
irrecuperável, Alguma
perda total e absoluta Para
sempre e um dia. Parte
de um todo nosso, interior Jamais
recuperado. Caímos
e jamais nos levantamos Outra
vez os mesmos. Tudo
que é vivo teme a queda, Vive
em função da queda que virá, Fatal, Em
momento e hora insuspeitados. Homem,
bípede mal equilibrado.
Diminuímos
o efeito da queda Pela
espera da queda E chamando-a
de outros nomes: Tropeção
(que é semiqueda), Trambolhão
(que é quase queda), Esparramar (que é queda e meia). Eufemismo
tudo para o efeito Único,
moral e contundente Da
palavra sinistra, Fato
e fator, Acontecimento
físico e Metafísico.
OS QUE JÁ CAÍRAM,
AH! No Paraíso, na
rua, na História, Na
escada. Caiu Humpty
Dumpty Na aventura
de Alice. Caiu a própria
Alice. Caiu a mãe
de Hamlet, Caem as
folhas no outono, Mais
tristes quando cai a tarde.
E depois do primeiro homem E
da primeira mulher Todos
os grandes caem Em
seu dia e hora. Caiu
Saul, e Jonas, e Golias, E
também os muros que cercavam Os
poderosos donos de Jericó. Caiu
Tróia e caíram os romanos. Lúcifer
levou nove demorados dias Em
sua assustadora queda, A
mais profunda queda registrada. Há
grandeza Nos homens que caem. Não
se respeitam, porém, as decaídas. Mas
ambos ocupam o mesmo lugar Na
composição eterna da caída Humana.
A gravidade é
a negação da vida Desde
a invenção dos tempos. RUBINHO
BARRICHELLO É UM EXEMPLO DE ÉTICA ESPORTIVA: NUNCA
PASSOU NINGUÉM PRA TRÁS. |