Edição 1878 . 3 de novembro de 2004

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Holofote

Felipe Patury

O NÓ GÓRDIO MARANHENSE


Ricardo Stuckert


O governador do Maranhão, José Reinaldo, deu um golpe de mestre no presidente do Senado, José Sarney. Há um mês, disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que escolheu o deputado Sarney Filho para sucedê-lo. O anúncio deixou Sarney pai de mãos atadas. A senadora Roseana, sua filha, também quer ser candidata, mas é inimiga de José Reinaldo. O anúncio constrange Sarney, que terá de trabalhar contra o filho se preferir Roseana. Por isso, já surgiram apostas de que o candidato do clã ao governo do Maranhão não será um dos irmãos.

 

UM MATARAZZO NA MATARAZZO

Itamar Miranda/AE


O empresário Andrea Matarazzo deixou há oito anos as indústrias da família para fazer política. Presidiu a Companhia Energética de São Paulo no governo Mário Covas, foi ministro da Comunicação Institucional e embaixador em Roma no governo Fernando Henrique Cardoso. Neste mês, reassumiu a Matarazzo Holding, uma cisão do complexo empresarial fundado pelo conde Francisco Matarazzo no século XIX. Sob a Matarazzo Holding, estão duas indústrias de plásticos industriais que faturam 200 milhões de reais por ano.

 

O TESTE DO FUNERAL

Vidal Cavalcante/AE


O empresário José Victor Oliva, aquele que dominava a noite paulistana na década de 80 e foi casado com a Hortência do basquete, inventou uma fórmula curiosa para recrutar estagiários para seu Banco de Eventos, que promove seminários, feiras e congêneres. Os candidatos são orientados a escrever em inglês uma redação sobre como deveria ser o velório de Oliva. Aqueles que escrevem os textos mais criativos acabam contratados. Quando as idéias são muito boas, o empresário incorpora algumas delas ao roteiro que escreveu para o próprio funeral.

 

BRASIL, BOM E BARATO

Divulgação


A filial brasileira da Gedas, o braço de informática da Volkswagen, venceu a disputa com a Índia e o Leste Europeu para sediar as exportações da empresa, hoje feitas pela matriz alemã. A Gedas concluiu que o Brasil tem a melhor combinação de bons engenheiros e baixos custos. Os alemães pretendem elevar o faturamento da filial brasileira para 300 milhões de reais em 2006, três vezes mais do que a previsão para este ano. A tarefa foi entregue ao diretor executivo no Brasil, Alexander Schmitz-Kohlitz.

 

Com reportagem de Camila Antunes,
Heloísa Joly, Juliana Linhares e Sandra Brasil

 
 
 
 
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